A tecnologia e a melancolia

A Estácio FM.

Universidade Estácio de Sá administrava uma rádio em meados dos anos de 1980. É bem verdade que a rádio teve uma vida curta, mas para mim foi determinante. Era uma programação “alternativa” em relação ao mainstream da época. Foi lá que eu escutei os primeiros acordes de “Bring on The Dancing Horses” do Echo and The Bunnymen.

O que era aquilo que eu ouvia?

Uma sonoridade totalmente diferente uma mistura de melancolia, depressão, juventude, desespero, esperança, dor, romantismo. Era tudo aquilo que eu queria ouvir. A banda, com sua estética e postura,  me capturou e se tornou a trilha sonora de minhas inquietações. Sim, me tornei um “Dark”.

O problema é que para ouvir minha música predileta eu dependia de várias circunstâncias: De um rádio, de uma programação, de uma tomada elétrica e de muita sorte…

Era um sofrimento ouvir minhas músicas favoritas e essa dificuldade aprofundava minha melancolia. Eram tempos pré-históricos aqueles. Hoje tudo isso ficou acessível. Podemos escutar qualquer música a hora que quisermos.

Eu no fundo gostaria que essas músicas não fossem tão acessíveis assim.  Quero minha melancolia de volta.

Vai entender isso?

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