

O Brasil apresenta uma enorme diversidade de paisagens naturais. Neste trabalho, você realizará uma expedição virtual pelo território brasileiro utilizando o Google Maps e o Google Street View.
Seu objetivo será percorrer virtualmente diferentes estradas brasileiras, observar a paisagem e identificar características das principais formações vegetais do país.
Você deverá pesquisar:
Abra o Google Maps e localize uma estrada brasileira situada na área correspondente a cada uma das seis formações vegetais.
Entre no Street View utilizando o bonequinho amarelo (Pegman).
Percorra virtualmente a estrada até encontrar uma paisagem que represente bem a vegetação da região.
Para cada formação vegetal:
Ao final, você deverá apresentar 6 imagens diferentes.
IMPORTANTE: as imagens deverão ser obtidas pelo próprio aluno no Google Street View. Não serão aceitas fotografias simplesmente retiradas de sites da internet.
Abaixo de cada imagem, informe:
Formação vegetal:
Rodovia/estrada:
Município e estado:
Data da imagem do Street View, se disponível:
Depois, responda:
1. Como é o porte predominante da vegetação?
( ) rasteira
( ) arbustiva
( ) arbórea
2. A vegetação parece:
( ) muito fechada
( ) relativamente aberta
( ) muito aberta
3. As árvores apresentam copas densas ou espaçadas?
4. O solo é facilmente visível ou está encoberto pela vegetação?
5. Existem sinais de ação humana na paisagem? Quais?
6. Que características observadas na imagem ajudam a identificar essa formação vegetal?
Escolha duas das seis paisagens que apresentem características muito diferentes.
Compare as duas e explique:
Depois de percorrer virtualmente diferentes regiões do território brasileiro, responda:
Por que encontramos paisagens vegetais tão diferentes dentro de um mesmo país?
Na sua resposta, procure relacionar:
clima + chuvas + temperatura + relevo + disponibilidade de água + localização geográfica.
O trabalho deverá conter:
Capa + 6 imagens do Street View + 6 fichas de investigação + Desafio do Geógrafo + Questão Final.
Não queremos apenas descobrir “qual é a vegetação”.
Queremos observar a paisagem e descobrir por que ela é assim.
O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste da Colômbia nesta segunda-feira (10), menos de dois meses após os fortes abalos na Venezuela, levantou uma dúvida: existe relação entre os episódios? A resposta passa pela localização, profundidade e origem tectônica de cada evento.

O que aconteceu
O terremoto colombiano teve epicentro nas proximidades de San José del Palmar, no departamento de Chocó. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), o foco ficou a aproximadamente 110 quilômetros de profundidade. Também foi sentido em cidades como Medellín, Cali e na capital, Bogota.
O abalo também foi sentido em regiões da Venezuela. Porém, não há conexão comprovada entre os eventos nos dois países. “Na Venezuela e na Colômbia, compartilhamos a Placa Sul-Americana e a Placa Caribenha. Mas o que aconteceu na Colômbia foi que a Placa de Nazca ficou abaixo da Placa Sul-Americana”, explicou Feliciano de Santis, presidente da Sociedade Venezuelana de Geólogos, em entrevista à BBC News Mundo.
Apesar de fazerem parte de um sistema tectônico regional amplo e interligado, os terremotos tiveram origens imediatas distintas. Até agora, não existem dados oficiais que permitam classificar o terremoto colombiano como réplica ou consequência direta dos eventos ocorridos em junho na Venezuela.
Terremoto colombiano ocorreu dentro da placa de Nazca
O USGS informou que o terremoto da Colômbia ocorreu em uma região caracterizada pela subducção da placa de Nazca sob a placa Sul-Americana. A subducção acontece quando uma placa tectônica mergulha sob outra. Devido à profundidade do foco, o órgão considera provável que a ruptura tenha ocorrido dentro da própria placa de Nazca já submersa sob o continente.
Terremotos com profundidades entre 70 e 300 quilômetros são classificados como intermediários. Apesar de geralmente produzirem abalos menos intensos na superfície do que eventos rasos de magnitude semelhante, suas ondas podem ser percebidas em uma área mais extensa.

Venezuela teve terremotos rasos em outro limite tectônico
Os terremotos venezuelanos de 24 de junho apresentaram características diferentes. O maior deles teve magnitude 7,5 e ocorreu a apenas 10 quilômetros de profundidade, segundo o USGS.
O evento foi associado ao limite entre as placas do Caribe e Sul-Americana. A ruptura aconteceu provavelmente no sistema de falhas de San Sebastián, conectado ao sistema de Boconó, que atravessa parte do norte venezuelano.
A placa do Caribe se desloca para o leste em relação à América do Sul a uma velocidade aproximada de 20 milímetros por ano. Esse movimento acumula tensão nas falhas até que as rochas se rompam e liberem energia.
Os epicentros dos terremotos colombiano e venezuelano ficaram separados por aproximadamente 1.190 quilômetros. Também houve um intervalo de quase 47 dias entre os eventos.
Existe, por outro lado, uma relação comprovada entre os dois grandes terremotos que atingiram a Venezuela em junho. Os abalos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de diferença. O USGS classifica o fenômeno como um evento sísmico duplo, caracterizado por terremotos de magnitudes semelhantes registrados muito próximos no tempo e no espaço.

Uma análise do GFZ aponta que a mudança de tensão provocada pela primeira ruptura atingiu um segmento vizinho da falha e desencadeou o segundo evento. Essa interação explica a conexão entre os dois terremotos venezuelanos, mas não demonstra que aquela sequência tenha provocado o abalo registrado posteriormente na Colômbia, quase 47 dias depois.
Terremotos podem provocar tremores distantes?
O USGS explica que grandes terremotos podem, em determinadas situações, estimular atividade sísmica distante por meio da transferência dinâmica de tensão. As ondas liberadas por um evento podem alcançar uma falha que já esteja sob forte pressão e contribuir para uma nova ruptura.
Essa possibilidade, entretanto, precisa ser demonstrada por análises específicas da propagação das ondas, da mudança de tensão e da distribuição dos terremotos posteriores. A simples ocorrência de dois eventos em países próximos ou em datas relativamente próximas não comprova que um tenha causado o outro.
Questões
Segundo a reportagem, por que os terremotos da Colômbia e da Venezuela não podem ser considerados, até o momento, eventos diretamente relacionados?
Explique a diferença entre a origem tectônica do terremoto ocorrido na Colômbia e a dos terremotos registrados na Venezuela.
O texto afirma que o terremoto colombiano ocorreu em um foco de aproximadamente 110 km de profundidade. Que consequência essa profundidade teve sobre a forma como o terremoto foi sentido?
A reportagem menciona que o terremoto colombiano provavelmente ocorreu dentro da própria Placa de Nazca já submersa. Explique o que isso significa com base nas informações apresentadas.
Por que a simples proximidade geográfica entre Colômbia e Venezuela não é suficiente para afirmar que um terremoto provocou o outro?
O texto informa que os terremotos venezuelanos foram classificados como um evento sísmico duplo. Explique por que receberam essa classificação.
A reportagem cita a possibilidade de um grande terremoto provocar outro distante por meio da transferência dinâmica de tensão. Por que essa hipótese não pode ser aplicada automaticamente ao caso entre Colômbia e Venezuela?
Com base na reportagem, compare os seguintes aspectos dos terremotos da Colômbia e da Venezuela:
A reportagem apresenta informações fornecidas pelo USGS e por especialistas. Explique por que a utilização dessas fontes é importante para evitar conclusões precipitadas sobre a relação entre os dois terremotos.
Imagine que um jornal publique a seguinte manchete:
“Terremoto da Venezuela provocou o terremoto da Colômbia.”
Utilizando exclusivamente as informações da reportagem, escreva um pequeno texto demonstrando por que essa afirmação não pode ser considerada comprovada.
Prof. Luciano Mannarino
Riquezas
Brasil sempre teve riquezas naturais gigantescas. Ouro, petróleo, minérios, água, terras férteis. Ainda assim, continua tropeçando em desigualdade e atraso.
A razão é simples: riqueza sem inteligência vira saque.
O mesmo acontece com os jovens.
Um país que não oferece educação de qualidade destrói sua própria maior riqueza antes mesmo dela florescer.
Minério extraído sem projeto acaba.
Juventude abandonada vira estatística, subemprego e frustração.
Nenhuma nação fica rica apenas pelo que tira do solo. Ela cresce pelo que consegue despertar nas pessoas.

Luciano Mannarino é Professor de Geografia

Esse cajá, no pátio do colégio onde trabalho, perdeu seus grandes galhos durante uma ventania.
A seiva escura que escorre é a lembrança do impacto sofrido.
Mas o mais bonito está ao redor da cicatriz: novos brotos surgem com vigor, mostrando que a vida não parou.
As cicatrizes revelam o que vivemos.
Os brotos revelam que continuamos.
A natureza é um colégio…
Luciano Mannarino
Professor de Geografia e foi beber água durante um monótono COC.