Se você me perguntar o que eu gostaria de ter da minha juventude.
Digo sem nenhuma sombra de dúvida.
A certeza de que existia uma sintonia com tudo a minha volta.
A fé.
Luciano Mannarino.

Se você me perguntar o que eu gostaria de ter da minha juventude.
Digo sem nenhuma sombra de dúvida.
A certeza de que existia uma sintonia com tudo a minha volta.
A fé.
Luciano Mannarino.
Davos, Suíça, 24 Jan 2020 (AFP)
Do duelo entre Donald Trump e Greta Thunberg aos acordos comerciais “express”, passando pela promessa de plantar bilhões de árvores para salvar o planeta, esses são os cinco momentos do fórum de Davos, que terminou nesta sexta-feira na Suíça.
– Apocalipse iminente – O confronto entre a ativista sueca Greta Thunberg e o presidente dos EUA, Donald Trump, marcou os quatro dias do Fórum Econômico Mundial (WEF), que reúne todos os anos a elite da política e das finanças na Suíça. “Temos que rejeitar os eternos catastrofistas e suas previsões de apocalipse”, afirmou Trump na terça-feira em um discurso, acusando aqueles que alertam sobre a seriedade da situação de serem “herdeiros das cartomantes tolas do passado”. Thunberg, de 17 anos, estava na sala e o ouviu impassível. A ativista repetiu que “nossa casa está queimando” e não se intimidou apesar da ofensiva americana, mesmo quando um conselheiro de Trump a aconselhou a “estudar antes de falar”. Nesta sexta-feira, no entanto, fez uma avaliação pessimista do fórum e disse que todas as suas alegações “foram totalmente ignoradas”.
– Um bilhão de árvores – O Fórum Econômico Mundial, às vezes acusado de hipocrisia climática pela chegada incansável de helicópteros e limusines, decidiu este ano mostrar seu lado mais verde. Além de proibir utensílios de uso único e oferecer alimentos com “proteínas alternativas” (ou seja, sem carne), o WEF lançou uma ambiciosa campanha para plantar ou salvar “um bilhão de árvores”, o que permitiria capturar CO2, mas que não tem nenhum efeito nas emissões. Uma iniciativa para unificar projetos similares em todo o planeta que teve inclusive a aprovação de Donald Trump.
– Acordos rápidos – Após a trégua comercial entre a China e os Estados Unidos, a febre para fechar pactos comerciais parecia dominar Davos. Trump disse que poderia fechar este ano um acordo comercial com a União Europeia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi ainda mais longe e falou de “algumas semanas”. Mas o prazo surpreendeu inclusive em Bruxelas, levando em conta a enorme complexidade desse tipo de negociação. “Honestamente, não entendo nada”, reconheceu o eurodeputado alemão Bernd Lange, presidente da comissão de Comércio Internacional da Eurocâmara.
– Fogo, eletricidade e inteligência artificial -O presidente da Alphabet (Google), Sundar Pichai, assegurou que a inteligência artificial será para a humanidade uma mudança “mais profunda que o fogo e a eletricidade”. Ren Zhengfei, fundador da Huawei, gigante chinesa da tecnologia, comparou-a às armas nucleares. “Nasci quando a bomba atômica explodiu no Japão. Quando eu tinha seis anos, era o que as pessoas mais temiam. Mas se olharmos para o passado veremos os grandes benefícios da energia atômica. E a inteligência artificial não causou tanto dano como a bomba atômica”.
– “Criminosos” do clima – Este ano, numerosas ONGs foram vistas novamente em Davos, apesar da contradição que às vezes envolve criticar as elites e participar de sua reunião anual por excelência. É o caso do anticapitalista Micah White, um dos promotores do movimento Occupy Wall Street, que admitiu que vir a Davos pode parecer contraditório, embora tenha prometido, é claro, evitar “champanhe e caviar”. Outros têm uma atitude muito mais ofensiva, como Jennifer Morgan, diretora executiva do Greenpeace. “Em todas as conversas que tenho aqui, tento escancarar a verdade [sobre o clima] diante dos poderosos… mas é estranho: é como uma zona de guerra ambiental ou uma cena de crime em que todos os criminosos estão à sua frente”, disse à AFP.

– Sei que estou te dando trabalho meu filho!
Disse a mãe quando o primogênito empurrava sua cadeira de rodas através de uma via esburacada.
– Que isso mãe? Isso não é nada comparado ao que você fez por mim nos primeiros momentos de minha vida….embora, devido a minha idade, não tenho como lembrar.
Minutos de passaram até que a velha senhora não se conteve…
– Engraçado! Posso te confessar algo?
– Claro!
– Eu sei que foram muitas coisas que fiz por você nesses momentos…e também, devido a minha idade, não tenho como lembrar!
– Por que paramos meu filho?
Luciano Mannarino.

Foram situações, momentos em minha vida que ficaram eternizados nas lembranças, em alguns casos, para sempre. Por exemplo, eu lembro um dia em que o ônibus que eu estava parou num ponto e eu contemplei um gari que fixamente olhava para o lixo que ele varria até que ele me deu um enigmático sorriso, em relação ao restante dessa viagem, e de outras milhares delas, lembro poucas coisas. Por que lembro disso? Talvez sejamos o receptáculo de vivências meticulosamente costuradas pela alma cujo sentido só cabe a cada um de nós.
Luciano Mannarino.