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  • Emenda favorece uso político da água, impõe indústria da seca e agrava drama secular

    Emenda favorece uso político da água, impõe indústria da seca e agrava drama secular

    João Pedro Pitombo

    Salvador – A adoção das emendas parlamentares como uma das molas propulsoras das políticas de convivência com a seca deve aprofundar o cenário de contrastes no semiárido brasileiro, que incluem as famílias que precisam andar quilômetros para buscar água e as caixas-d’água que apodrecem guardadas por prefeituras.

    A dinâmica de distribuição dos equipamentos de armazenamento de água sem planejamento, apontam especialistas, favorece o clientelismo, cria abismos entre municípios, inverte prioridades e aprofunda o problema secular da indústria da seca.

    Caixas-d’água da Codevasf estocadas em um depósito na cidade de Santa Filomena (PE) – Mathilde Missioneiro / Folhapress


    Na série de reportagens Política da Seca, a Folha percorreu cinco estados do Nordeste e flagrou efeitos dessa distorção no dia a dia de moradores ignorados pelas emendas e pelas estatais, com famílias que muitas vezes têm que escolher entra a compra de comida e de um garrafão de água.

    Em âmbito federal, a distribuição de cisternas e perfuração de poços é feita por órgãos como a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) e o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas), ambos entregues a líderes do centrão por Jair Bolsonaro (PL) e mantidos com esses mesmos dirigentes pelo presidente Lula (PT).

    Em geral, o planejamento é deixado em segundo plano. São os chamados “barões da água”, políticos com influência em Brasília, que definem o destino dos recursos por meio de emendas, turbinadas nos últimos anos. Os equipamentos são escolhidos a partir de um catálogo, como uma espécie de “loja de políticos”.

    “Isso é talvez uma das maiores evidências da permanência desse modelo clientelista no Brasil. E não é aquele clientelismo que não é menos danoso, mas ocorre na esfera local e causa um esvaziamento de uma agenda mais propositiva. É num nível nacional”, afirma a cientista política Priscila Lapa, professora da Universidade Federal de Pernambuco.

    As distorções nos investimentos são ainda mais graves em regiões como a do semiárido brasileiro, região que inclui parte dos estados do Nordeste e o norte de Minas Gerais.


    Emenda parlamentar amplia abismo no acesso a água com abandono e desperdício


    Conforme explica o engenheiro agrônomo João Suassuna, especialista em hidrologia e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, o cenário de escassez demanda uma gestão eficiente dos recursos hídricos e dos investimentos públicos.

    “A água é um recurso finito, sua busca tem que ser planejada e seu uso deve ser feito com a parcimônia devida. É preciso que essa pouca água que existe seja bem distribuída para uso da população”, afirma.

    O pesquisador destaca que a região Nordeste possui cerca de 70 mil represas com um potencial de armazenar 37 bilhões de metros cúbicos de água, o que representa o maior volume represado em região de semiárido do mundo.

    A prioridade, afirma, deveria ser a criação de uma infraestrutura para que essa água seja distribuída de forma bem planejada. Mas, em geral, o que prevalece são as demandas paroquiais de parte dos políticos, que nem sempre vão ao encontro das necessidades de determinada região.

    Um exemplo, mostrado nas reportagens da Folha, é aquisição de reservatórios com baixa capacidade de armazenamento, que demandam o abastecimento recorrente com carros-pipa para que famílias tenham água nos períodos de seca.

    “Temos um histórico de maus políticos que costumam governar com o sofrimento e a miséria do povo. Essa questão do carro-pipa, em que o abastecimento depende das prefeituras, é uma coisa cruel. Tem muito prefeito que não abastece as casas de quem não votou nele”, afirma Suassuna.


    Política da Seca deixa caixas-d’água apodrecerem


    A indústria da seca foi definida pelo economista paraibano Celso Furtado (1920-2004) como um modelo de enfrentamento aos efeitos da estiagem que tem como consequência o enriquecimento da elite econômica agrária e a manutenção do poder de parte dos líderes políticos da região.

    O próprio conceito de Nordeste como uma região do Brasil surge atrelado à questão hídrica, conforme aponta o historiador Durval Muniz de Albuquerque Júnior no livro “A Invenção do Nordeste e Outras Artes”.

    A expressão aparece pela primeira vez em um documento público brasileiro em 1919, quando foi instaurada a Inspetoria Federal de Obras contra as Secas, na gestão do presidente Delfim Moreira. O órgão foi criado em resposta à estiagem de 1915, cujos efeitos perduraram nos anos seguintes.

    A partir da década de 1920, políticos e intelectuais, dentre os quais se destacava o sociólogo Gilberto Freyre, passaram a trabalhar o conceito de Nordeste do ponto de vista político e cultural.

    No governo Juscelino Kubitschek, nos anos 1950, Celso Furtado capitaneou a criação da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), autarquia voltada para o desenvolvimento regional. A criação do Nordeste no formato atual, com nove estados, só seria oficializada em 1970.

    Esquecidos por emendas gastam dinheiro da comida em água e fazem peregrinação
    Cidade de líder do centrão tem caixas-d’água estocadas e distribuídas a conta-gotas.


    Poço vira farra em reduto de emendas, e cidade de político supera estados inteiros
    Emenda vira marco zero da ‘indústria do carro-pipa’, e doação avança sob critério político
    Refém de carro-pipa esquecido por emendas parlamentares recebe água sem tratamento


    Ao longo das últimas décadas, a questão hídrica esteve no epicentro das decisões políticas para o desenvolvimento do Nordeste. Foram realizadas grandes obras de sistemas de armazenamento e abastecimento de água, muitas delas sob a marca de suspeitas de corrupção.

    Em 2005, Lula decidiu fazer da transposição do rio São Francisco a sua principal obra de recursos hídricos na região. Alvo de controvérsia desde a época de sua concepção, o projeto consumiu mais de R$ 16 bilhões e atualmente é objeto de um jogo de empurra entre União e estados para o custeio do sistema.

    Na avaliação de João Abner Guimarães Júnior, especialista em recursos hídricos e professor titular aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, grandes obras hídricas feitas sem critérios técnicos são uma constante na região, em governos de diferentes partidos.

    “A verdadeira indústria da seca são as grandes obras superfaturadas e feitas sem nenhum critério. Esta é a indústria da seca no atacado. O semiárido é um reserva de mercado da indústria das secas”, afirma o Guimarães Júnior.

    Ele defende soluções que passam por políticas públicas e obras talhadas para realidade de cada região, recuperação da infraestrutura hídrica e a integração de sistemas hídricos por meio de adutoras que garantam capilaridade ao abastecimento.

    Isso passa por gastar melhor os recursos que alcançam uma fatia robusta do orçamento federal. Cidade de líder do centrão tem cisternas liberadas a conta-gotas por prefeito na Bahia


    Dados do Siga Brasil, plataforma mantida pelo Senado, apontam que o orçamento de 2023 destinou R$ 2,3 bilhões para recursos hídricos, contemplando obras como a transposição, Adutora do Agreste, Canal do Sertão e Vertente Litorânea.

    Iniciativas como o Programa Cisternas, por outro lado, foram esvaziadas nos últimos anos saindo de 149 mil equipamentos instalados em 2014 para 5.946 no ano passado. O governo Lula anunciou a retomada do projeto com investimento de R$ 562 milhões, beneficiando 60 mil famílias.

    Enquanto isso, a distribuição de cisternas, tanques e caixas-d’água por meio de emendas segue como o carro-chefe de órgãos federais como a Codevasf e Dnocs, modelo que tem procurado distensionar relação do governo Lula com líderes de partidos como PP e União Brasil, que controlam as estatais.

    Diz a cientista política Priscila Lapa: “A ampliação do Legislativo na produção do orçamento pode ser algo bem-vindo por desconcentrar a decisão política. Porém isso deveria ser acompanhado de uma outra cultura política de acompanhamento pela sociedade e órgãos de controle. Não consigo enxergar isso acontecer no curto prazo no Brasil.”

    https://www1.folha.uol.com.br/poder/2023/10/emenda-favorece-uso-politico-da-agua-impoe-industria-da-seca-e-agrava-drama-secular.shtml

    Atividade

    1 Estabeleça relações entre os seguintes órgãos públicos: Dnocs, Sudene e Codevasf.

    2 Por que o rio São Francisco pode ser chamado de “Nilo Brasileiro”?

    3 Explique a expressão “O problema do sertão não é seca e sim a cerca”.

    4 Aponte um problema e ordem ambiental e um de ordem política ligado ao Projeto de Transposição das Águas do São Francisco.

  • Governo altera mapa do semiárido, inclui cidades do ES e exclui do Nordeste (EF06G03 – EF07GE02 – EF07GE09 – EM13CHS106)

    EM13CHS106    
    Utilizar as linguagens cartográfica, gráfica e iconográfica, diferentes gêneros textuais e tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais, incluindo as escolares, para se comunicar, acessar e difundir informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva

    EF06GE03
    DESCREVER OS MOVIMENTOS DO PLANETA E SUA REALÇÃO COM A CIRCULAÇÃO ATMOSFÉRICA, O TEMPO ATMOSFÉRICO E OS PADRÕES CLIMÁTICOS.

    EF07GE02
    Analisar a influência dos fluxos econômicos e populacionais na formação
    socioeconômica e territorial do Brasil, compreendendo os conflitos e as tensões históricas e
    contemporâneas.

    EF07GE09
    Interpretar e elaborar mapas temáticos e históricos, inclusive utilizando
    tecnologias digitais, com informações demográficas e econômicas do Brasil (cartogramas),
    identificando padrões espaciais, regionalizações e analogias espaciais.

    Carlos Madeiro

    Carlos Madeiro é jornalista formado na Ufal (Universidade Federal de Alagoas)

    19/02/2022 04h00

    O Conselho Deliberativo da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) decidiu excluir 50 municípios do mapa do semiárido brasileiro. A decisão, tomada em reunião pelo Conselho Deliberativo, em dezembro, também aprovou a inclusão de outros 215 municípios —a maioria do Sudeste. A publicação da nova delimitação foi feita em 30 de dezembro e as cidades envolvidas têm um prazo de 60 dias para apresentar recurso. A última delimitação havia sido feita em 2017, quando foi definido que o semiárido brasileiro contava com 1.262 municípios. Agora, passa a ter 1.427 —seis deles de um estado que, até então, não estava incluído nessa, o Espírito Santo. Dos 50 municípios retirados do mapa, 42 são do Nordeste e oito são de Minas Gerais.

    Paisagem típica do semiárido, na área do Parque Nacional Serra Capivara, no interior do Piauí

    Apesar de prevista, a alteração foi criticada por organizações que atuam no Nordeste e uma das prefeituras afetadas ouvidas pela reportagem. Procurada pelo UOL, a Sudene informou que as discussões dessa revisão começaram ainda em 2020, e a pesquisa utilizou dados do clima entre os anos de 1991 e 2020 —e que seguiu padrões recomendados pela Organização Mundial de Meteorologia. O semiárido é caracterizado pela seca e aridez.

    Municípios excluídos por estado:

    PB – 10

    MG – 8

    RN e SE – 7

    PE – 5

    AL, BA e CE -4

    PI – 1

    Total – 50

    Municípios incluídos por estado:

    MG – 126

    PI – 31

    PE – 19

    MA – 14

    BA – 9

    ES – 6

    AL e PB- 4

    RN e SE – 1

    Total – 215

    O que muda para quem ‘saiu’ do semiárido Para que a área seja incluída no semiárido, são levados em conta três critérios —e basta apenas um deles para que haja a delimitação: Precipitação pluviométrica média anual igual ou inferior a 800 mm; Índice de Aridez de Thornthwaite (usado para medir o grau de aridez e acidez do solo de uma determinada região) igual ou inferior a 0,5; Percentual diário de déficit hídrico igual ou superior a 60%, considerando todos os dias do ano.

    Fora do semiárido, municípios e agricultores deixam de ter acesso a uma série de políticas públicas, em especial juros mais baixos e uma fatia maior no FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste). Para este ano, o orçamento previsto é de R$ 26,6 bilhões. Por lei, o fundo destina pelo menos metade dos recursos para o semiárido.

    Há ainda vantagens em outros programas, como o FNDE (Fundo de Desenvolvimento do Nordeste) —também administrado pela Sudene e que é maior em áreas consideradas prioritárias, como o semiárido. Já outros programas são direcionados mais efetivamente para cidades da região, como o de construção de cisternas e o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) semiárido —que financia projetos de infraestrutura hídrica e implementação de infraestrutura

    Na mudança anterior do mapa do semiárido, em 2017, o Conselho Deliberativo da Sudene definiu que os critérios técnicos e científicos utilizados para a delimitação da região seriam revistos em 2021 e a cada dez anos. “Nossa maior preocupação é que tenhamos mudanças nas taxas de juros do FNE. Procurei até me informar sobre isso com o Banco do Nordeste, mas ainda não tive retorno”, diz Hibernon Cavalcanti, secretário de Agricultura de Arapiraca (agreste de Alagoas), o mais populoso município excluído da região

    Desde 2012, o município tem decretado emergência por conta da seca (o que tem sido reconhecido pelo governo federal). A prefeitura informou ao UOL que vai recorrer da decisão por entender que parte do seu território está no semiárido. Mudança contestada A revisão do mapa desagradou a ASA (Articulação do Semiárido), organização que reúne mais de 3 mil entidades. O sociólogo e coordenador do projeto Daki Semiárido Vivo da ASA, Antônio Barbosa, questiona os critérios que a Sudene usou para mudar o mapa do semiárido e excluir e incluir cidades.

    “Faltam informações sobre que critérios aplicaram. A gente sabe que existe uma mudança climática, mas sem os dados não dá pra saber se eles atendem ou não os critérios. Queríamos revisar os dados, junto com outros pesquisadores, mas não houve transparência.”

    Antônio Barbosa, sociólogo e coordenador de projeto da ASA.

    Ele também reclama da revisão de dados em um período tão curto. “Ficou acertado que a revisão ocorreria a cada dez anos. Ocorreu em 2005 e deveria ter ocorrido em 2015 —mas atrasou dois anos e só houve em 2017. Então, ela teria de ser revista, na pior da hipótese, em 2025. Por que fazer isso em ano eleitoral?”, pontua. Para Barbosa, faltou um maior debate sobre as avaliações.

    Na sua opinião, mesmo os municípios que já estavam e permaneceram na lista serão prejudicados na divisão de recursos. “Estamos falando de um bolo que está sendo mais dividido”, diz. Para o meteorologista, professor e pesquisador da Ufal (Universidade Federal de Alagoas), Humberto Barbosa, a mudança de configuração de uma área é natural dentro de um processo climatológico. Ele acredita que revisões como essa da Sudene, são feitas por critérios técnicos. “A delimitação passou a ser uma política pública estabelecida, inclusive, dentro do plano nacional de mudança climática. Ou seja, é necessário haver revisões. Antigamente, ali pelos anos 1970, acredito que isso era mais político; mas agora é uma área técnica, temos marcadores científicos para isso”,

    A gente sabe que o semiárido pode se expandir ou contrair em função das condições climáticas. A gente vê que o nosso semiárido está perdendo sua fertilidade do solo. Mapeamos isso recentemente e podemos dizer que o semiárido está em mudança, respondendo a esses extremos climáticos que são cada vez mais comuns.”

    Humberto Barbosa, meteorologista da Ufal.

    Para os próximos anos, Barbosa diz que o cenário é de imprevisibilidade sobre as condições climáticas e de como o semiárido vai se comportar diante do aumento da população, da degradação ambiental e da pressão sobre as questões hídricas. “Essa revisão dá para a gente entender a dimensão espacial territorial do semiárido e também enfatizar que esse aumento ou diminuição está muito ligada a condições extremas”, pontua.

    Sudene assegura critérios técnicos

    Ao UOL, a Sudene afirmou que a análise mais recente para delimitação do semiárido teve a participação de técnicos da entidade, de equipes da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

    “Eles contribuíram ativamente, inclusive no processamento, geração de dados, mapas e relação de municípios habilitados, posteriormente expandido, num segundo momento, para a participação de Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf)”. A Sudene ainda argumenta que, para chegar à nova conclusão, foram processados os dados de índice de aridez, precipitação pluviométrica e déficit hídrico de 2.074 municípios.

    “O trabalho seguiu padrões recomendados pela Organização Mundial de Meteorologia (WMO). De acordo com a entidade internacional, a análise climática de uma região requer o estudo de uma série de 30 anos de dados meteorológicos e ambientais.”

    Sudene.

    A instituição assegura que os governos têm prazo até o fim de fevereiro para apresentarem recurso com “considerações embasadas pelos seus respectivos institutos estaduais de meteorologia”. “O Conselho Deliberativo da Sudene procederá com nova análise, que acontecerá em até 120 dias, e apresentará os resultados na sua próxima reunião”. Sobre prejuízos aos que forem excluídos em definitivo, a nota explica que o Conselho Deliberativo da Sudene instituiu uma regra de transição para assessorar os municípios que não se enquadraram nos contornos semiáridos.

    “As empresas ou produtores localizados nestas cidades que, até a data de entrada em vigor da nova resolução, tenham formalmente apresentado propostas, consultas prévias, cartas consultas ou projetos ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB) ou à Sudene pleiteando recursos do FNE ou do FDNE terão seus projetos ou propostas analisadas como se no semiárido estivessem, mesmo que as operações de crédito ainda não tenham sido contratadas”.

    Por fim, garante que as cidades retiradas continuarão recebendo apoio. “Os municípios excluídos continuarão a receber recursos, incentivos e apoio dos instrumentos e quaisquer outras iniciativas protagonizadas pela Superintendência”, pontua.

    https://notícias.uol.com.br/colunas/carlos-madeiro/2022/02/19/delimitacao-do-semiarido-entra-espirito-santo.htm

    Prof Luciano Mannarino

    Crise do Clima “Nordeste”

    Com secas e degradação, Caatinga perdeu 40% de água original em 35 anos