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  • UERJ 2020 – PROVA E GABARITO COMENTADO – CIÊNCIAS HUMANAS

    UERJ 2020 – PROVA E GABARITO COMENTADO – CIÊNCIAS HUMANAS

    Essa é uma das soluções para a atual fase do Capitalismo.

    Um sistema que deve ser ecologicamente sustentável e socialmente mais justo.

    Comércio justo (em inglês: fair trade) é um dos pilares da sustentabilidade econômica e ecológica (ou econológica, como vem sendo chamada). Trata-se de um movimento social e uma modalidade de comércio internacional que busca o estabelecimento de preços justos, bem como de padrões sociais e ambientais equilibrados nas cadeias produtivas, promovendo o encontro de produtores.

    (WP)

    Homens e mulheres apresentam diferenças biológicas é um fato, no entanto, o consagrado “O segundo sexo” de Simone de Beauvoir tem uma dimensão libertadora quando revela que a construção histórica da figura feminina (frágil, passiva, apagada, delicada, discreta e submissa) tem como objetivo naturalizar as diferenças para impedir um equilíbrio nos embates de gêneros.

    Que venham mais “Simones”…

    A linha “X” é a que mostra o as maiores taxas de crescimento demográfico continental. É notório que a África exibe as maiores taxas de crescimento vegetativo do mundo. A legenda confirma isso. A questão é facilmente respondida quando o aluno exibe a capacidade de ler informações de tabelas e gráficos. O único elemento geográfico que se exige é saber onde ficam cada uma das massas continentais.

    Vejo como uma questão de interpretação. Vamos trabalhar a leitura de gráficos e tabelas.

    A saída da União Europeia significa deixar de participar, com vantagens preferenciais, de um vigoroso mercado consumidor. Para a população do Reino Unido, o mais insular dos países integrantes, a soberania não deveria relativizada diante do aumento do fluxo de turistas das trocas comerciais em seu território.

    Jogo jogado!!!

    A disputa por matéria prima e mercados sacramentou o domínio europeu sobre o adjacente continente africano. Essa exploração desarticulou lógicas de vidas seculares que existiam ao longo de centenas de nações que ali viviam. Os países multiétnicos criados nos pós segundo guerra bi polarizado foi responsável incontornáveis instabilidades. O reflexo disso se observa no desespero de contingentes que cruzam o mediterrâneo em busca de oportunidade nas terras de seus, agora, xenofóbicos algozes.

    Agora me superei no resumo…

    O apoio a dinastia do Saud na Arábia Saudita expõe a histórica contradição da política externa americana. O país vive um cruel regime ditatorial onde estão presentes todas as características do sectarismo religioso, no entanto, recebem total complacência de Washington porque abrigam a segunda maior reserva de petróleo do mundo. Se Maduro fosse uma marionete dos EUA poderia manter ser regime de opressão sem nenhum problema geopolítico. Inclusive com apoio do atual governo brasileiro (1998/2022)

    Pronto falei!!!

    Os alemães tiveram seu território dividido no contexto da bipolaridade, no entanto, o projeto de reunificação sempre esteve latente. A crise do socialismo abriu a possibilidade dos alemães se verem novamente dentro de um território único. A queda do muro de Berlim foi comemorada por alemães orientais e alemães ocidentais.

    A Nação é um agregado de indivíduos, com base num território, numa língua, e com aspirações materiais e espirituais comuns

    (wp)

    E as Coreias? Os coreanos só não realizaram sua reunificação, pós ventos da Glasnost/Perestroika, devido a ditadura do maluco Kim jong-un!

    Dentro da lógica do “integrar para não entregar”, o ciclo militar percebeu a Amazônia como uma fronteira econômica a ser conquistada. Essa perspectiva foi responsável pelo início de um processo de devastação da floresta que ja conta com várias décadas. Hoje, com a compreensão do papel que a região desempenha no equilíbrio climatobotânico mundial, a proteção da floresta amazônica é fundamental para o planeta.

    O conceito de desenvolvimento é um camaleão…

    O conceito de nação foi desenvolvido no gabarito da questão 53, no entanto, devemos compreender que ela pode se tornar um projeto ideológico quando sua “construção” atende interesses. Nos EUA, os grupos que controlavam o poder político/econômico idealizam uma nação branca e cristã.

    A banca da UERJ se mostra preocupada em debater esse conceito. Acho ótimo.

    O smartfhone se torna um aparelho muito parecido com um desktop quando recheado de aplicativos. A queda de seu preço e o seu constante aperfeiçoamento vem ampliando a inclusão digital das camadas mais pobres da população brasileira. Uma sociedade conectada passa a se deparar com novos desafios políticos, econômicos, éticos etc.

    O mundo está ficando melhor???

    A questão evoca um dos temas mais cobrados pela banca da UERJ: A concentração de terra no Brasil. A nossa estrutura agrária aponta para a seguinte conjuntura “no Brasil tem pouca gente com muita terra e muita gente com pouca terra”. Esse quadro tem razões históricas e somente após o ciclo militar é que bandeira da Reforma Agrária foi retomada por diversos movimentos, no entanto, também existem históricas e poderosas resistências que explicam os parcos resultados conquistados.

    O transporte, a segurança, a educação, a alimentação, etc, apresentam uma face excludente devido lógica do capital. Por exemplo, o mercado imobiliário revela esse mecanismo quando observamos um descompasso entre as unidades de imóveis vazios diante de um universo de pessoas que não moram de maneira digna porque não apresentam renda suficiente para aquisição ou aluguel de imóveis. Se no campo, o imóvel ocioso não produz, na cidade ele aprofunda o processo de favelização.

    O litígio entre ucranianos e russos foi descortinado quando os ventos da Glasnost/Perestroika atingiram o mar negro. No processo de dissolução da Ex URSS, a Criméia contava um elevado número de russos embora estivesse sob controle da Ucrânia. Após violentos combates a região foi anexada por Moscou.

    A construção da ponte representa um istmo artificial que torna a Criméia uma “península” Russa.

    No intuito de legitimar as ações do Poder Executivo, sem que houvesse um ataque a Carta Magna, foram impostos vários Atos Institucionais (normais especiais elaboradas por comandantes das forças armadas que se apropriaram do poder pós 1964). Os AIs restringiram a soberania do Poder Legislativo e forneceram embasamento jurídico para perseguir oposicionistas e radicais. O Brasil entrava num dos seus momentos mais sombrios de sua história.

    Pela enésima vez. Foi um Golpe Militar!!!

  • Fuga de cérebros!

    https://folha.com/bha5xmes

  • Chuva e eletricidade! (avaliação)

    Chuva e eletricidade! (avaliação)

    Bandeira tarifária para o mês será verde, anuncia Aneel
    • 31.mai.2019 às 17h07

    REUTERS

    A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou nesta sexta-feira que a bandeira tarifária na conta de luz para junho será verde, ou seja, sem imposição de custos adicionais aos consumidores. Segundo nota do órgão, a previsão hidrológica além do esperado gera tendência de vazões acima da média histórica para o período, geralmente marcado como estação de seca nas bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional. De acordo com a Aneel, as chuvas possibilitarão manutenção dos níveis dos principais reservatórios das hidrelétricas próximos à referência atual.

    https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/05/com-melhora-no-nivel-de-chuvas-conta-de-luz-fica-mais-barata-em-junho.shtml

    Questões

    1. Explique o contexto histórico da criação da ANEEL.
    2. Como se produz energia através da matriz de eletricidade presente no texto? Aponte impactos socioambientais relacionados a ela.
    3. O texto mostra um problema ligado a dependência em relação a opção desse tipo de fonte energética. Justifique.
    4. O que é uma Bacia Hidrográfica? Exemplique.
    5. Aponte fatores naturais e econômicos para a ampla utilização das Bacias Hidrográficas do Sul/Sudeste na produção de energia elétrica.

    Luciano Mannarino

  • Morte relativa…

    Morte relativa…

    “Nós não morremos apenas quando os nossos olhos se fecham ou nosso corpo para de funcionar. Há muitas outras maneiras de morrer. Aos poucos, mesmo sem perceber, quando aceitamos que a brutalidade atinja a chama que anima a nossa vida, o nosso espírito”

    (Laymert Garcia dos Santos)

    Texto completo em:

  • Tilápia avança na Amazônia e gera preocupação sobre impacto ambiental (avaliação)

    Tilápia avança na Amazônia e gera preocupação sobre impacto ambiental (avaliação)

    No Peru, espécie de origem africana dizimou fauna de lagoa; MT e TO autorizam criação em lagos de hidrelétricas

    28.mai.2019 às 18h19

    Fabiano MaisonnaveSAUCE (PERU)

    No ceviche, nas águas da turística Lagoa Azul, no mercado ou em tanques escavados, a tilápia faz parte da vida de Sauce, povoado amazônico ao pé dos Andes peruanos, já há três décadas. Mas a introdução da espécie africana diminuiu a diversidade da fauna aquática e tem servido de argumento aos que se opõem à criação de peixes exóticos na Amazônia, um debate que divide estados no Brasil.

    “Quando era criança, havia tanto acará na lagoa que eles pulavam dentro da canoa, mas parece que a tilápia comeu tudo”, diz a dona de restaurante Dalia Rengijo, 64. Apesar isso, ela defende a criação do peixe exótico, o único oferecido no seu cardápio: “É um alimento para o povo e para o comércio também.”

    Introduzido sem licença na região, a tilápia é vendida a cerca de R$ 16/quilo, um preço acessível. No mercado, as outras espécies à venda são trazidas de longe depois terem praticamente sumido do lago. O peixe exótico é também o único oferecido no luxuoso resort local, onde o pirarucu aparece apenas em um quadro do restaurante.

    Moradoras de Sauce (Peru) conversam diante de tilápia à venda. – Fabiano Maisonnave/Folhapress

    Assim como no Peru, onde a criação de tilápia está proibida na maior parte da Amazônia, o tema é motivo de controvérsia no lado brasileiro da floresta. No Amazonas e no Pará, iniciativas para liberar foram barradas, mas, no ano passado, Tocantins e Mato Grosso, tornaram-se os primeiros estados da Amazônia a autorizar a criação da espécie em tanques-rede dentro de lagos de usinas hidrelétricas.

    Em Rondônia, o maior produtor de peixe nativo do país, a produção de peixes exóticos está proibida, mas uma pesquisa em andamento da Universidade Federal de Rondônia (Unir) tem encontrado tilápia em ambientes naturais. 

    No Amazonas, mesmo proibida, a tilápia também foi introduzida ilegalmente na região de Manaus e em outros ambientes naturais, adverte  Guillermo Estupiñán, especialista em recursos pesqueiros da ONG WCS Brasil. “Mas não temos informações da sua situação atual e dos seus impactos na escala que se encontram. Precisamos gerar conhecimento sobre o tema, urgentemente.”

    Introduzir tilápia na Amazônia é má ideia, adverte o governador da região (estado) de San Martín, Pedro Bogarín. “É impossível controlar. A tilápia é tão maldita que não sei se voa ou vai por debaixo da terra, mas é encontrada fora dos tanques. Encontramos tilápias grandes nos rios e, para chegar a esse tamanho, comeram ovas de outros peixes. É um erro gravíssimo que estão cometendo”, disse à Folha. 

    Entre os impactos da lagoa, uma das principais atrações turísticas da região, Bogarín cita o desaparecimento de uma concha rosada, antes usada para artesanato, e uma grande mortandade de tilápias no ano passado, provocada por um vírus até então inédito na região.

    “Vou escrever ao governador [do Amazonas] para que não caia na tentação. São tantos peixes amazônicos para criar”, diz Bogarín, que também é piscicultor, especializado em pirarucu. Para este ano, diz, ele pretende soltar alevinos de peixes amazônicos em cursos d’água onde a presença de tilápia é maior para tentar mitigar o impacto.

    A preocupação é compartilhada pelo biólogo Hernán Ortega, da Universidad de San Marcos e um dos principais especialistas peruanos sobre o assunto. Ele afirma que medidas como o uso de tanques de rede e a reversão sexual (para impedir a reprodução) são insuficientes e adverte contra planos do governo peruano para incentivar a tilápia em outras áreas da Amazônia do país.

    “Seria a mais séria ameaça para a diversidade de peixes, porque a tilápia do Nilo estaria livre para dominar as lagoas e rios de corrente fraca”, afirma Ortega, responsável por uma coleção de peixes de água doce peruanos com 650 mil exemplares de 1.100 espécies.

    A entrevista com Bogarín foi realizada durante a Conferência do Bom Crescimento, organizada pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), que reuniu cerca de 300 representantes de governo nacionais e regiomais, de organismos multilaterais e de ONGs para discutir práticas agrícolas conciliadas à preservação ambiental.

    Um dos presentes, o presidente da Naturatins (Instituto Natureza do Tocantins), Marcelo Soares, participou do processo de licenciamento da tilápia em tanques-rede, que, conta, levou nove anos até ser aprovado pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema).

    Soares afirma as exigências são rígidas e incluem reversão sexual, um formato específico de tanque-rede e um estudo prévio sobre o local onde será montado o empreendimento. “A licença ambiental só será emitida quando estiver comprovado de que não há risco”, diz o presidente do órgão responsável por esse trabalho.

    Segundo ele, o processo ocorreu por causa da pressão de empresas estrangeiras em produzir tilápia, principalmente no lago formado após a construçao de usina hidrelétrica Luiz Eduardo Magalhães. A ideia é de que boa parte produção seja para exportação. Até agora, nenhum empreedimento está em funcionamento.

    Peixe de retorno rápido e de fácil reprodução, a tilápia é, de longe, o principal produto da piscicultura brasileira. No ano passado, chegou a 400,2 mil toneladas, um crescimento  de 11,9% em relação a 2017. O volume representa 55,4% dos peixes de cultivo produzidos no Brasil _o principal estado produtor é o Paraná. 

    Por outro lado, a produção de peixes nativos caiu 4,8% no ano passado, com 287,9 mil toneladas. Todos os cinco maiores produtores estão na Amazônia Legal (RR, MT, MA, PA e RR). Os dados são do Anuário 2019 da Associação Brasileira da Pisicultura (Peixe BR).

    EMBRAPA

    Apesar de conduzir várias pesquisas sobre piscicultura na Amazônia, a Embrapa ainda não tem uma posição sobre a tilápia, na região, explica a Eric Routledge, chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da unidade de Palmas, especializada em Pesca e Aquicultura.

    O pesquisador lembra que o tambaqui, de origem amazônica, ó peixe nativo mais produzido no Brasil, mas ressalva que “os produtores de peixes nativos ainda não dispõem de tecnologias que possam tornar a atividade competitiva frente a outras espécies de peixes. A Embrapa tem, em sua carteira de projetos, ações que pretendem em médio prazo superar esses desafios.”

    Na avaliação de Estupiñan, mesmo que o ambiente aquático sofra com ameaças maiores, a tilápia não pode ser ignorada: “Os principais impactos para a pesca são a degradação de paisagens aquáticas, projetos de infraestrutura e da indústria extrativa, mas a introdução de espécies exóticas, não apenas de peixes, agrega poder a uma degradação lenta e talvez invisível da Amazônia”.

    O repórter Fabiano Maisonnave viajou à Amazônia peruana a convite do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

    Baseado na reportagem, responda!

    1. A tilápia e considerada uma “espécie exótica” na Bacia Amazônica. Justifique.
    2. Segundo o texto, qual a relação entre a nossa matriz energética e a piscicultura?
    3. É possível perceber a contradição entre interesses econômicos e proteção ambiental? Justifique.