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  • Levem e deixem esperança!

    Levem e deixem esperança!

    Acredito que quem estivesse com uma doença terminal e morresse diante das notícias que destacavam o avanço do exército da Alemanha na Europa de 1940 tenha nos deixado extremamente amargurado com a certeza de que o mundo seria subjugado pelo nazismo.

    – Temo pela sorte dos que ficarem, triste mundo! Talvez dissesse

    Bom, a construção de um modelo de sociedade totalitária não durou alguns anos.
    Em 1945 já havia terminado o pesadelo.

    Hoje, vejo esse mesmo sentimento nas narrativas das pessoas que estão diante da morte num leito do hospital.
    Depressão, frustração e a certeza de que o mundo não tem futuro.
    O que vivemos também vai passar. Como aconteceu antes.
    Nos deixem, mas confiem no ser humano.
    Vamos atravessar isso.
    Levem e deixem esperança.

    Abraços!

    Luciano Mannarino

  • La Niña – ELA CHEGOU!

    La Niña – ELA CHEGOU!


    10/09/2020 às 14:00

    Segundo relatório distribuído hoje pela NOAA, a La Niña já pode ser considerada ativa e, mesmo com fraca intensidade, tem influência em todo o planeta.

    Para ser considerada ativa, o Oceano Pacífico Equatorial precisa estar mais frio do que a média por algum tempo, e isso já vinha acontecendo. E os ventos também precisam reagir a esta mudança de temperatura do Oceano. E essa premissa também está cumprida, com o que os meteorologistas chamam de acoplamento do oceano com a atmosfera. Os Alísios estão soprando mais fortes por causa do resfriamento do Oceano.

    Segundo relatório distribuído hoje pela NOAA, a La Niña já pode ser considerada ativa e, mesmo com fraca intensidade, tem influência em todo o planeta.

    Para ser considerada ativa, o Oceano Pacífico Equatorial precisa estar mais frio do que a média por algum tempo, e isso já vinha acontecendo. E os ventos também precisam reagir a esta mudança de temperatura do Oceano. E essa premissa também está cumprida, com o que os meteorologistas chamam de acoplamento do oceano com a atmosfera. Os Alísios estão soprando mais fortes por causa do resfriamento do Oceano.

    No Brasil a principal característica do fenômeno é melhorar as condições para chuva no Nordeste e no Norte, mas tem o efeito de inibir as chuvas frequentes no Sul. No Sudeste e no Centro-Oeste a maior influência está na temperatura, que tende a ser mais amena nos anos de La Niña, em comparação com o seu irmão El Niño, que tem efeito oposto.

    Impactos da La Niña no Clima Global

    A Climatempo indica que seus impactos no clima global serão com fraca intensidade.
    Como possíveis impactos no Brasil, pode se citar a maior probabilidade de ocorrência de chuvas acima da média na faixa centro-norte do país, que abrange a maior parte da Região Nordeste, a maior parte da Região Norte, e a faixa mais a norte do Centro-Oeste e do Sudeste. Funcionando de maneira inversa, o impacto no Sul seria o inverso, de menos chuvas. Na Região Sudeste, os principais impactos são nas temperaturas, que ficam mais amenas.

    https://www.climatempo.com.br/noticia/2020/09/10/la-nina-ela-chegou–5683

  • HERÓI OU VILÃO?

    HERÓI OU VILÃO?

    Herói ou Vilão?

    Uma mesma pessoa pode ser considerada um vilão ou herói através do tempo? Sim. Podemos usar a trajetória de Tiradentes para demostrar. Para o Brasil Colônia foi um traidor que conspirou contra o Governo português. Para o Brasil Republicano, carente de exemplos, é considerado um mártir que deu a vida para libertar o país.

    Portanto, personagens e fatos históricos podem sofrer reinterpretações por conveniências políticas. Temos aqui uma prova de que podemos mudar o passado. De qualquer forma fico com Brecht quando reflete sobre mitos: “infeliz é a nação que precisa de heróis.”

    Luciano Mannarino é Professor de Geografia e atualmente é considerado um vilão.

  • Ameaçadas de extinção, 4.000 araucárias estão sendo derrubadas por obra no PR

    Ameaçadas de extinção, 4.000 araucárias estão sendo derrubadas por obra no PR

    Implantação de torres de energia vai desmatar área equivalente a 220 campos de futebol; empresa possui licença para derrubada

    Katna Baran

    CURITIBA

    Uma área equivalente a mais de 220 campos de futebol de vegetação nativa, incluindo 4.000 araucárias, árvore símbolo do Paraná e ameaçada de extinção, está sendo derrubada para a passagem de novas torres de transmissão de energia elétrica pelo estado.

    O projeto prevê 1.000 km de linhas cortando 24 municípios e ainda passa pela Escarpa Devoniana, formação protegida do território paranaense.

    A obra, em fase inicial, é conduzida pela Engie, multinacional francesa que venceu o leilão de 2017 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para reforçar o sistema energético do país. Segundo a empresa, o projeto, intitulado Gralha Azul (ave símbolo do Paraná e uma das espécies dispersoras do pinhão), vai movimentar R$ 2 bilhões e gerar 4.000 empregos diretos.

    Porém entidades de proteção ambiental apontam supostas irregularidades nas licenças.

    Ameaçadas de extinção, 4.000 araucárias estão sendo derrubadas por obra no PR

    Em maio, quando as imagens foram gravadas por Schepiura, as araucárias estavam carregadas de pinhões; a espécie, símbolo do Paraná, é ameaçada de extinção Leandro Schepiura/Reprodução/Leandro Schepiura/Reprodução

    Há cerca de um mês, o Ibama chegou a suspender a derrubada das árvores depois que o Ministério Público do Paraná pediu esclarecimentos ao órgão, mas o projeto já foi retomado.

    A denúncia aos promotores foi feita pelo Observatório Justiça e Conservação (OJC), que aponta falta de transparência no processo de concessão e incoerências nos levantamentos apresentados pela Engie, descobertos numa análise feita pela Universidade Federal do Paraná.

    Para os especialistas, os pedidos da empresa junto aos órgãos responsáveis pelas autorizações, principalmente o IAT (Instituto Água e Terra), não levam em consideração vários impactos.

    “Nunca vi um trabalho tão fraco tecnicamente em dez anos de experiência. Foi para ‘cumprir tabela’, subestimando todas as especificidades da região”, resumiu Eduardo Vedor, doutor em geografia e um dos especialistas que assinam o estudo.

    A Engie nega as acusações e destaca que tem todas as licenças para continuar trabalhando. A previsão inicial é de que o projeto seja finalizado em cerca de um ano.

    Um dos principais questionamentos dos ambientalistas é sobre o traçado das linhas. O levantamento aponta que a empresa evitou passar por terrenos privados, o que demandaria indenização aos proprietários.

    O projeto atinge a área em que o engenheiro florestal Leandro Schepiura pratica o reflorestamento, em Campo Largo, região metropolitana de Curitiba. Em maio, ele gravou em vídeo sua indignação pela derrubada de araucárias centenárias, todas carregadas de pinhões.

    “Luto para reflorestar o planeta, para dar exemplo de que é possível transformar nossa comida, e ver a derrubada de uma espécie altamente ameaçada é impactante, dá o sentido contrário, de que o que resta é continuar depredando e derrubando tudo”, disse.

    No Paraná, resta menos de 0,8% de área contígua e bem conservada de araucárias, associadas ao bioma mata atlântica. A área ocupada pela espécie cobria originalmente 200 mil km². O estado abriga o Parque Nacional dos Campos Gerais, maior floresta de araucárias protegida no mundo.

    Outra área impactada é a do turismo. O estudo da UFPR aponta que o cenário paisagístico da região pode ficar comprometido.

    A obra acabou com os sonhos do contador Ronaldo Montalto, que queria construir um refúgio para montanhistas como ele. Há três anos, ele comprou um terreno de 14 hectares —que já tinha uma torre instalada— no “pé” da Escarpa Devoniana, também em Campo Largo, mas logo depois surgiu o novo projeto.

    “É triste ver um projeto como esse numa região ímpar, com nascente de rio e remanescente de araucárias, onde já há uma linha de transmissão. Será que é realmente necessário mais uma?”, lamentou.

    O andamento da obra também preocupa o ator Luis Melo. Curitibano, ele escolheu a paisagem da Escarpa Devoniana para montar em São Luiz do Purunã um espaço de educação ambiental e um complexo cultural para artistas. “Essa paisagem é uma identidade paranaense de extrema beleza e nossas florestas já estão acabando.”

    Os ambientalistas afirmam que, pela extensão de vegetação a ser derrubada, o Ibama deveria ser consultado, o que não teria ocorrido.

    Também dizem acreditar que entidades foram negligentes na análise de impactos em outras esferas, como a do patrimônio arqueológico e das comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas, do local.

    Em nota, o IAT afirmou que, como a obra não ultrapassa os limites do Paraná, o licenciamento ambiental compete ao órgão. Destacou ainda que todos os estudos necessários foram apresentados pela empresa e receberam a anuência do instituto.

    “O empreendimento é essencialmente de utilidade pública e o traçado escolhido foi aprovado por apresentar o menor impacto aos meios físicos, biótico e socioeconômico”, completou.

    O Ibama não respondeu aos contatos da Folha até a conclusão desta reportagem.

    O Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) apontou que os sítios arqueológicos sob impacto direto estão sendo resgatados e os atingidos indiretamente estão sendo cadastrados, sinalizados e protegidos, seguindo as normas técnicas. A entidade não deu mais detalhes sobre o plano de proteção.

    A Fundação Palmares informou que o processo de licenciamento das torres seguiu todos os trâmites legais e atendeu aos critérios do órgão. Segundo a fundação, os planos de mitigação apresentados pela empresa foram “colaborativamente elaborados pelas comunidades” quilombolas de “maneira claramente participativa com os comunitários”.

    Para o diretor-executivo do OJC, Giem Guimarães, falta ainda maior debate do projeto com a sociedade.

    “Batizar esse projeto de Gralha Azul é uma afronta ao povo do Paraná. Esse obscurantismo dos governos é o verdadeiro ‘passando a boiada’”, disse, citando a frase do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

    O MP afirmou que ainda está tentando esclarecer os pontos questionados junto à empresa, mas não exclui a hipótese de uma ação. “Temos que ter medidas compensatórias proporcionais, senão a sociedade vai ficar apenas com o ônus da obra”, justificou o promotor Alexandre Gaio.

    Gaio disse ainda que o próprio edital da Aneel não atentou para as particularidades da área atingida. “Parece que prevaleceu uma agenda econômica.” Procurada pela Folha, a agência informou que respondeu aos questionamentos do MP, mas não disponibilizou o conteúdo da informação.

    A Engie afirmou que o corte de árvores foi autorizado pelo órgão competente, mas não confirmou o número de espécies que serão derrubadas. A empresa comunicou apenas que 7% da área atingida é composta por araucárias, o que equivale a cerca de 15 campos de futebol.

    A multinacional disse ter se empenhado para reduzir o impacto ambiental por meio de técnicas de engenharia e afirmou ter buscado desviar áreas de preservação no traçado das torres. Também afirmou que todas as licenças foram obtidas de acordo com as leis.

    Além da derrubada de árvores, disse a Engie, todos os impactos previstos pelo projeto são alvos de compensações ambientais. A empresa afirmou ter apresentado ao IAT propostas para cada área e disse que aguarda manifestação para que elas sejam validadas.

    Há, segundo a Engie, 17 programas socioambientais acompanhando a implantação do projeto, com monitoramento de flora e fauna, resgate arqueológico, recuperação de áreas degradadas, educação ambiental e comunicação permanente e transparente com a sociedade.

    Marcio Neves, diretor de implantação do projeto Gralha Azul, destacou à Folha o valor investido na obra —em parte financiada pelo BNDES— e os empregos gerados, além do reforço na energia da região, que vai favorecer indústrias e o agronegócio na área.

    “Detratores de projetos ou antagonistas de qualquer tipo utilizam como primeira alegação a falta de transparência, o que de certa forma é uma acusação muito vazia. Não conheço processo tão democrático, transparente e até exigente como o processo de licenciamento de infraestrutura no Brasil”, finalizou Gil Maranhão, diretor do grupo Engie.

    Pesquisadores da Unicentro receberam uma autorização para cortar araucárias numa pesquisa em pequenas propriedades rurais
    No total, 48 araucárias foram cortadas, no período de um ano. A madeira foi vendida em leilões públicos, e a renda, revertida para o dono da área -no caso, a aposentada Iolinda Campestrini de Mattos, 71
    A licença para o corte e manejo das araucárias se fundamenta em trechos da lei da mata atlântica, que estabelece "o estímulo à pesquisa e à difusão de tecnologias de manejo sustentável".
    IRATI, PR, BRASIL, 15.12.16 13h Pesquisadores da Unicentro - Universidade do Centro do Paraná (em Irati) começaram a cortar árvores da espécie em pequenas propriedades rurais, com o objetivo de gerar renda aos agricultores. (Foto: Marcus Leoni / Folhapress, FOTO)
    Para os pesquisadores, que têm o apoio da Embrapa, o manejo "é a melhor forma de conservação da floresta" em pequenas propriedades.
    "A ilegalidade é evidente. Voltar ao normal cortando árvores em extinção certamente não é o caminho", diz o promotor Alexandre Gaio, que coordena o Centro de Apoio às Promotorias do Meio Ambiente no Paraná.
    Conservacionistas do Paraná se mobilizaram para parar a pesquisa com corte de araucárias. Para eles, as licenças concedidas ao projeto abrem uma pressão econômica sobre os poucos remanescentes da mata atlântica no país.
  • China e Índia se acusam de violar cessar-fogo em fronteira no Himalaia

    China e Índia se acusam de violar cessar-fogo em fronteira no Himalaia

    Incidente na noite de segunda tem versões conflitantes e mostra tensão entre os países

    8.set.2020 às 16h22

    Igor Gielow

    SÃO PAULO

    A China e Índia se acusaram mutuamente de violar um cessar-fogo válido desde 1996 na fronteira disputada entre os dois países na região de Ladakh, no Himalaia.

    O controle da região já foi alvo de uma guerra, vencida pelos chineses, em 1962, e de uma série de escaramuças desde então. As últimas mortes por armas de fogo ocorreram em 1975.

    Em junho deste ano, a situação voltou a escalar, com um grave confronto no qual morreram 20 soldados indianos e um número incerto de chineses. Só que eles se mataram com paus e pedras, respeitando tecnicamente o cessar-fogo que proíbe tiros a 2 km de cada lado da Linha de Controle, a fronteira presumida.

    “Foi uma violação militar muito séria”, afirmou em comunicado na manhã desta terça (8) Zhang Shuili, porta-voz do Comando do Teatro Ocidental das Forças Armadas chinesas.

    Segundo seu relato, tropas indianas atiraram ao cruzar a fronteira na região do lago Pangong na noite de segunda-feira. Ele afirmou que os militares chineses foram “forçados a uma resposta de emergência para estabilizar a situação”, sem detalhar.

    “A ação do lado indiano violou seriamente o acordo bilateral e escalou a tensão na região”, disse Zhang.

    Após passar a manhã em silêncio, o Ministério da Defesa indiano divulgou sua versão dos fatos, acusando a China de abrir fogo sobre posições que haviam sido ocupadas pelas forças de Nova Déli no fim de semana retrasado, de seu lado da fronteira.

    As tropas chinesas deram, segundo o comunicado, tiros para o ar para tentar intimidar os rivais com “manobras agressivas”.

    Após semanas de estabilidade, a situação começou a piorar na área disputada há duas semanas. Ambos os lados apontaram violações potenciais do adversário, mas uma conversa direta entre os ministros da Defesa na sexta passada (4) em Moscou parecia ter controlado a crise.

    O incidente da segunda mostra a fragilidade da situação. Ambos os países, desde junho, têm aumentado a presença militar na área e feito exercícios de combate. Nenhum deles, os mais populosos do mundo e com armas nucleares, tem contudo interesse numa guerra.

    Politicamente, contudo, ambos têm de mostrar forca para seu público interno, e as rusgas dos últimos meses demonstram que isso pode ter um preço em termos de escalada militar.

    A região toda, formada por passos de montanha com mais de 4.000 metros de altura e picos de quase 8.000 metros, é de difícil acesso e ainda mais complexo espaço para manobras militares. Helicópteros e aviões operam com dificuldade.

    Os indianos têm uma preocupação adicional, que é o fato de que a China é a principal parceira militar de seu rival existencial na região, o Paquistão. Tudo o que não precisam é de duas fronteiras instáveis, embora a relação com Islamabad esteja relativamente em ordem.

    Já os chineses olham para a Índia como mais uma peça também na disputa geoestratégica com os Estados Unidos, a Guerra Fria 2.0 de Donald Trump, que abarca quase todos os itens possíveis de disputa comercial e política.

    Para sinalizar apoio aos indianos, os americanos enviaram há duas semanas bombardeiros furtivos ao radar B-2 para sua base ao sul do subcontinente, no oceano Índico.

    Nova Déli, apesar de manter uma importante relação militar com Moscou, com quem faz exercícios navais no Índico esta semana, tem se aproximado bastante de Washington. Índia e China fazem parte do bloco Brics, com Rússia, Brasil e África do Sul.

    Questão

    1. O que seria a Guerra Fria 2.0?

    2. O que são os BRICS e por que o Brasil pode ser um protagonista na diminuição da tensão entre a China e a Índia?

    3. Explique a tensão entre a Índia e o Paquistão.

    Prof. Luciano Mannarino