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  • A superfície da Terra está subindo embaixo dos nossos pés

    Camada de gelo mostra sinais de derretimento a oeste do Alasca, em imagem feita em 4 de fevereiro de 2014 por satélites da Nasa. O estreito de Bering, coberto com gelo, se situa entre Alasca e Rússia Imagem: MODIS/Aqua/NASA Brian K. Sullivan 27/03/2015 18h07

    Brian K. Sullivan

    27/03/2015 18h07

    Nos EUA, nos últimos doze meses, houve alertas mais do que suficientes de como o clima pode afetar nossas vidas. A Califórnia está entrando no quarto ano de seca porque não teve neve suficiente. Boston está começando a emergir de uma quantidade recorde de neve. Quase todos os dias, voos são cancelados, crianças perdem aulas e pais enviam cheques às seguradoras para para se protegerem de inundações, furacões e tornados.

    No entanto, também existem impactos de longo prazo que a maioria das pessoas talvez não perceba. Por exemplo, se você mora no Canadá, no norte dos EUA ou em determinadas partes da Europa, o solo sob seus pés está subindo. E o motivo, de certo modo, é o clima.

    Mas não o clima no sentido da chuva de ontem ou do vento da semana passada. O fenômeno foi causado pelas neves que se acumularam e criaram enormes mantos de gelo que cobriram a terra na última Era do Gelo. OK, foi muita neve, por um longo período de tempo, mas a questão tem mais a ver com o clima do que simplesmente com as condições meteorológicas

    Independentemente da causa, a mudança é perceptível. “Podemos monitorá-la em tempo real”, disse Theresa Damiani, pesquisadora de geologia da Investigação Geodésica Nacional (NGS), da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), em Camp Springs, Maryland.

    Compensação da Terra.

    O peso dos mantos de gelo, que tinham diversos quilômetros de espessura em alguns lugares, empurrou a superfície da Terra para baixo. Quando o gelo derreteu e recuou, o solo começou a subir novamente. A NOAA descreve o fenômeno como o que acontece quando um colchão velho volta ao formato original depois que uma pessoa se levanta de manhã. Quando os mantos de gelo começaram a recuar, ocorreu uma recuperação rápida em muitas regiões, que desacelerou ao longo dos séculos, disse Damiani.

    “O solo vem se recuperando e continua nisso”, disse Damiani. “Leva um período muito longo”.

    A superfície da Terra sobe cerca de 1 milímetro por mês no Canadá e aproximadamente a mesma quantidade ao longo de um ano nos EUA, disse ela. Para um lugar como a Baía de Hudson, no Canadá, as mudanças seriam visíveis ao longo da vida de uma pessoa, disse ela.

    “Se você construiu um atracadouro, parece que o oceano está baixando”, disse Damiani.

    Não é que o nível do oceano esteja caindo? É que a terra está voltando a subir.

    Ao calcular o aumento dos oceanos devido ao atual derretimento das geleiras e dos mantos de gelo, os pesquisadores precisam levar em consideração essas taxas de recuperação, de acordo com um relatório da NOAA publicado em dezembro de 2012. Área coberta É claro que a terra só está subindo nas áreas cobertas pelo manto de gelo. No hemisfério ocidental, essa região abrange quase todo o Canadá até a Nova Inglaterra, passando pelos Grandes Lagos e chegando à Região Centro-Oeste, às Grandes Planícies do norte e ao Noroeste do Pacífico.

    Além do limite dos lugares em que o gelo empurrou o solo para baixo, existem áreas onde a superfície está, na verdade, assentando-se mais abaixo. O que aconteceu aí é que o terreno na beira dos mantos de gelo se comportou como a geleia que se esparrama para fora de um sanduíche esmagado.

    As mudanças podem provocar pequenos terremotos, embora eles sejam muito fracos e passem despercebidos para a maioria das pessoas.

    O movimento é acompanhado por meio de satélites de posicionamento global e é utilizado para assegurar que os mapas continuem sendo exatos, disse Damiani. “A tarefa da minha agência, a NGS, é a de monitorar o formato do planeta”, disse Damiani. Os países escandinavos também monitoram a lenta taxa de recuperação da superfície ao longo dos últimos 14.000 anos, um ou dois séculos a mais ou a menos, desde que os mantos de gelo atingiram o auge na última Era do Gelo.

    A paciência é, sem dúvida, um dos requisitos para esse trabalho.

    https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2015/03/27/a-superficie-da-terra-esta-subindo-sob-seus-pes.htm

    Prof Luciano Mannarino

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    Qual a relação entre a reportagem e os estudos de Isostasia Geológica?

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    Relacione movimento eustático e epirogênese.

    Geologia/Geomorfologia

    Conceitos de Epirogênese e de Orogênese.

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  • Conceitos de Epirogênese e de Orogênese.

    Conceitos de Epirogênese e de Orogênese.

    Epirogênese

               Movimentos de subida ou de descida de grandes áreas da crosta terrestre, de modo lento. caracteriza-se por um reajustamento isostático áreas, dominando assim os movi mentos verticais lentos, por vezes seculares. Os movimentos epirogênicos possuem características especiais, como a de não afetar as estruturas antigas, podendo, porém, apresentar falha mentos marginais por causa do esforço diatrófico. E também um fenômeno lento e secular, diferente da orogênese, que se desenvolve com maior intensidade, dando aparecimento a montanhas e atingindo uma área menor.

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    Orogênese

             Conjunto de fenômenos que, no ciclo geológico, levam à formação de montanhas ou cadeias montanhosas, produzidas principalmente pelo diastrofismo (dobramentos, falhas, ou combinações destes). Geralmente emprega-se também esta denominação para as formações montanhosas originadas pela atividade vulcânica ou mesmo pela erosão. A orogênese reflete os diversos aspectos das forças endógenas, porém as formas de relevo dela resultantes são esculpidas pelos agentes exógenos. Os estudos orogenéticos têm necessidade de serem apoiados pela tectônica e pela estratigrafia. Somente com o auxílio destes dois ramos do conhecimento humano pode-se compreender a origem, o desenvolvimento e a determinação da idade dos movimentos orogenéticos.

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    Fonte: Novo Dicionário Geológico-Geomorfológico – Antônio Teixeira Guerra/Antônio José Teixeira Guerra

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    Prof. LUCIANO MANNARINO