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  • O último mapa

    O último mapa

    Entre Paisagens Perdidas e Regiões Antigas

    Já não se vive mais a rua. A árvore em frente ao portão não é notada. O banco da praça está sempre vazio, mesmo que o céu insista em fazer seu espetáculo cotidiano. O espaço vivido se tornou um eco, um rastro fraco de uma geografia que se apagou nos olhos dos jovens — e que, pouco a pouco, também se apaga nos olhos cansados do professor.

    A paisagem, antes forma viva, tornou-se plano de fundo para selfies e vídeos curtos. A sutileza dos conceitos – espaço, lugar, território – se dilui diante do brilho hipnótico das telas. Tentar explicá-los é como sussurrar ao vento em meio ao ruído das notificações. Não há tempo para contemplação, nem desejo de compreender o mundo que está para além da palma da mão.

    E o professor? Antes entusiasta das grandes correntes do pensamento geográfico, agora se vê resignado. Volta aos mapas físicos, às divisões regionais, à boa e velha geografia dos continentes. Não por nostalgia, mas porque já não há força para disputar o olhar com os algoritmos. A aula se tornou abrigo, não batalha. A cartografia, refúgio. Ensina-se a regionalização do Brasil com a ternura de quem narra um tempo que já não volta.

    Mas no fundo — lá no fundo — ainda pulsa a lembrança do que foi um dia: o lugar como espaço vivido, o espaço como construção coletiva, a paisagem como livro aberto. O mestre, então, ensina. Ensina o que ainda pode. E espera. Espera o tempo da aposentadoria, mas também espera que, em algum momento, um aluno olhe pela janela e pergunte: “Professor, o que é aquela montanha ali no fundo?”
    Talvez ali renasça alguma geografia.

    Luciano Mannarino é Prof de Geografia.

  • O que é o Escoamento Superficial?

    Escoamento Superficial

    EF06GE04

    É o escoamento de água eu ocorre nas encostas, quando o solo se torna saturado. Essa pode ser uma tradução para o termo inglês runoff. Ele ocorre quando a capacidade de infiltração da superfície do solo é excedida e não consegue mais absorver água. As pequenas depressões do solo vão ficando cheias de água, que começa a escoar pela superfície.

    Logo no início do processo, há uma tendência de a água se escoar de forma mais ou menos irregular, pela superfície do terreno. Mas à medida que a chuva continua, o escoamento tende a ser mais bem distribuído, e nesse caso denomina-se de escoamento em lençol. Se a chuva continuar caindo, o escoamento pode começar a se canalizar em sulcos, formando as ravinas. Essas formas erosivas podem se alargar, ao longo do tempo, e dar origem a voçorocas.

    voçoroca – internet

    Nesse caso, quando o escoamento de água aprofunda essas formas erosivas, pode até alcançar o lençol freático, acontecendo, dessa forma, um escoamento de águas, mais frequente, dentro das voçorocas. Resumindo, o escoamento superficial é de importância capital, para se compreender os erosivos nas encostas.

    Fonte: Novo dicionário geológico-geomorfológico – Antonio Teixeira Guerra, Antonio José Teixeira Guerra. Rio de Janeiro – Bertrand Brasil, 1997.

    Prof Luciano Mannarino

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