Caminhe uns 20 min no mais completo silêncio. Não traga problemas para a caminhada. Observe tudo a sua volta. Deixe que as coisas conduzam seus questionamentos. Seja apenas um ser que caminha.
Luciano Mannarino.
Caminhe uns 20 min no mais completo silêncio. Não traga problemas para a caminhada. Observe tudo a sua volta. Deixe que as coisas conduzam seus questionamentos. Seja apenas um ser que caminha.
Luciano Mannarino.

Viver bons e doces momentos, em nossa infância e juventude, é construir as colunas que irão sustentar as inúmeras redenções que teremos que fazer após cada queda ao longo da vida!
Guarde os doces momentos.
Eles se tornam o farol!
.
Luciano Mannarino.


Hoje qualquer mortal pode acessar um volume de informação de dimensões galácticas porque até os mais simples celulares com WiFi permitem isso. Então não precisamos mais se preocupar em guardar tudo em nossa mente?
Talvez.
O problema é que enquanto a informação permanecer dentro do universo virtual ela é apenas uma das incontáveis oferendas que contemplamos nesse imenso pomar chamado internet, no entanto, para que ela se torne conhecimento é necessário saborear, à sombra de uma árvore e com total tranquilidade, cada uma das frutas escolhidas.
Prof Luciano Mannarino.

Qual ilha fluvial é cortada pela linha do equador no Brasil?
A questão estava presente nos exames militares durante os anos de chumbo. A geografia, sob o ponto de vista dos cânones da ditadura, deveria ser um conhecimento conteudista e despolitizado.
Era “inteligente” o aluno que lembrava de tudo que tinha decorado: Tamanho de rios e montanhas, localização de países e recursos naturais, análises de climogramas, horizontes do solo etc.
Quem foi aprovado através desses exames ficou com uma percepção errada do que é geografia e de sua verdadeira dimensão enquanto ciência social e da natureza.
Os desdobramentos disso vemos até hoje na fala de oficiais de altas patentes!!!
Não, não é a Ilha de Marajó!!!
Prof. Luciano Mannarino.

No “Ensaio sobre a cegueira”, leitura obrigatória nos dias de hoje, há uma passagem onde Saramago realiza um debate de gênero que oferece uma inquietante reflexão. No livro, todas as pessoas que ficaram cegas, acreditava-se que era uma epidemia, foram confinadas num hospício desativado e entregues à própria sorte.
O governo fornecia os alimentos em porções diárias e impedia que alguém saísse para evitar o contágio, no entanto, um grupo de homens se destacou dos demais e passou a controlar a comida exigindo que as mulheres se deitassem com eles em troca da alimentação. Evitando o conflito, os demais homens passaram a pressionar as mulheres que para que elas fossem pragmáticas e se submetessem pelo bem de todos.
– E o que é que vocês fariam se eles, em vez de pedirem mulheres, tivessem pedido homens? Questionou uma mulher.
– Aqui não há maricas! Protestou um homem!
– E aqui ninguém é puta, e ainda que haja, pode ser que não estejam dispostas e sê-lo por vocês. Retorquiu a mulher que fizera a pergunta desconcertante.
No diálogo, o desrespeito aos desejos dos homossexuais fica evidente na resposta do homem. Na resposta da mulher, ele é sutil.
Luciano Mannarino.