Categoria: EUA

  • Em meio à pandemia de Covid, EUA registram menor taxa de natalidade em mais de 40 anos

    Em meio à pandemia de Covid, EUA registram menor taxa de natalidade em mais de 40 anos

    Crises sanitária e econômica adiaram planos de ter filhos e afetaram vida sexual dos americanos

    5.mai.2021 às 11h45

    Lucas Alonso

    BAURU (SP)

    Os EUA registraram, em 2020, o menor número de nascimentos de bebês em mais de 40 anos, na medida em que a pandemia de coronavírus forçou famílias a adiarem ou cancelarem planos de terem filhos.

    A taxa de natalidade nos EUA já vinha em queda nos últimos seis anos, mas agora alcançou a menor marca desde 1979. Os cerca de 3,6 milhões de bebês americanos que nasceram no ano passado representam uma queda de 4% em relação ao ano anterior, de acordo com dados divulgados pelo Centro Nacional de Estatísticas de Saúde dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC).

    O CDC não atribui a queda diretamente à pandemia, mas especialistas vêm alertando que as diversas crises provocadas ou maximizadas pela Covid-19 têm impacto direto sobre a fertilidade das mulheres e sobre os planos das famílias para longo prazo.

    Americana apresenta bebê à família por videoconferência devido às restrições para contenção do coronavírus em Los Angeles, na Califórnia – Brandon Bell – 26.nov.20/AFP

    Os altos índices de desemprego, o cenário de incerteza econômica, os efeitos do vírus sobre a saúde mental das famílias e até o fato de que há mais pessoas precisando dedicar atenção a familiares em recuperação são alguns dos fatores que podem estar relacionados à redução do número de nascimentos.

    Dados mais antigos mostram que os EUA viveram cenários parecidos em outros momentos de crise. Segundo estatísticas do Population Reference Bureau (PRB), uma organização sem fins lucrativos, a taxa de natalidade americana atingiu o mínimo histórico em 1936, sete anos após a quebra do mercado de ações em 1929, que mergulhou o país no período conhecido como Grande Depressão.

    À medida que a economia do país se recuperou, os EUA viveram uma explosão demográfica, o chamado “baby boom”, concentrada principalmente no período pós-Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

    A partir da década de 1960, no entanto, o índice médio de fertilidade começou a cair em decorrência de importantes mudanças sociais, como a ascensão dos movimentos feministas, o surgimentos de novos e mais eficazes métodos de contracepção e, em 1973, a legalização do aborto nos EUA.

    Em junho do ano passado, o Instituto Brookings, grupo de pesquisadores com sede na capital americana, publicou um relatório estimando que a crise de saúde pública causada pelo coronavírus e a consequente recessão econômica resultariam em uma queda de 300 mil a 500 mil nascimentos em 2021.

    Em dezembro, os pesquisadores revisaram a estimativa e a mantiveram em 300 mil nascimentos a menos neste ano, mas fizeram ressalvas a respeito de fatores cujo impacto na fertilidade ainda não havia sido mensurado de forma completa, como o fechamento de escolas e creches.

    ​Outro estudo, do Instituto Guttmacher, especializado em saúde reprodutiva, constatou que 34% das mulheres americanas adiaram seus planos de maternidade ou diminuíram a expectativa sobre a quantidade de filhos que desejavam ter devido à pandemia.

    Além da incerteza sobre o futuro, a queda na natalidade também pode estar relacionada a um movimento de queda na frequência e no interesse por sexo.

    Uma pesquisa realizada nos primeiros meses da pandemia nos EUA pelo Instituto Kinsey mostrou que 43,5% dos entrevistados relataram um declínio em sua vida sexual, enquanto 42,8% disseram não ter notado diferenças e 13,6% apontaram melhoras.

    https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2021/05/em-meio-a-pandemia-de-covid-19-eua-registram-menor-taxa-de-natalidade-em-mais-de-40-anos.shtml

    Questões

    1 Explique o “baby boom” americano pós 2 Guerra Mundial.

    2 De que forma da Grande Depressão se manifestou nas taxas de natalidade americana?

    3 Quais são os motivos para a atual queda na taxa de natalidade americana?

    4 Explique a redução do índice médio de fertilidade a partir da década de 1960 nos EUA.

    Prof Luciano Mannarino

  • Há 50 anos, campeonato de pingue-pongue abriu novo capítulo na relação EUA-China

    Há 50 anos, campeonato de pingue-pongue abriu novo capítulo na relação EUA-China

    Rodaram o mundo as fotos do encontro inusitado entre representantes de países cujas relações diplomáticas estavam rompidas

    15.abr.2021 às 23h15

    Há 50 anos, no auge da Guerra Fria, o Japão sediava o campeonato mundial de pingue-pongue. O que deveria ser um evento sem nenhuma relevância política serviu de palco para uma das manobras diplomáticas mais fascinantes e consequentes da nossa era. Abriu-se um novo capítulo na história do relacionamento entre EUA e China.

    Num dado momento durante a competição, o jogador americano Glenn Cowan entrou, por engano, no ônibus que conduzia a equipe chinesa de pingue-pongue. O ônibus partiu. No caminho, com a ajuda de um intérprete, o campeão mundial Zhuang Zedong puxou conversa com o americano. Presenteou-o com imagens de montanhas chinesas pintadas em seda.

    O atleta de tênis de mesa Zhuang Zedong, à dir., cumprimenta o jogador americano Glenn Cowan durante visita aos EUA
    O atleta de tênis de mesa Zhuang Zedong, à dir., cumprimenta o jogador americano Glenn Cowan durante visita aos EUA – Xu Bihua – abr.72/Xinhua via AFP

    Devidamente alertada, a imprensa estava pronta para registrar o momento em que o ônibus chegasse ao seu destino. Circularam no mundo as fotos do encontro inusitado — e amistoso — entre representantes de países cujas relações diplomáticas estavam rompidas havia duas décadas.

    A dois dias do fim da competição, o time chinês surpreendeu a equipe americana com um convite para visitar a China. Foi basicamente assim, quase de supetão —mas com diplomacia ousada nos bastidores—, que ocorreu a primeira visita oficial de uma delegação americana à China em mais de 20 anos.

    Em 14 de abril de 1971, no Grande Salão do Povo em Pequim, o time americano foi recebido pelo primeiro-ministro Zhou Enlai. Diante de jovens americanos estáticos, o premiê anunciou: “Vocês inauguraram um novo capítulo na história dos povos da China e dos EUA”.

    A chamada diplomacia do pingue-pongue serviu de catalisador para aproximar China e EUA que, naquele momento, tinham na União Soviética um inimigo comum. Richard Nixon queria terminar a guerra no Vietnã. Mao Tsé-Tung queria tirar a China do isolamento em que se encontrava. O interesse era recíproco —apesar de as desconfianças serem enormes e nutridas mutuamente.

    O pingue-pongue ajudou a preparar o público para a ideia de uma reaproximação. Humanizou uma relação vista até então apenas pelo ângulo geopolítico. Mais que uma distração, ajudou os dois lados a deixarem as diferenças de lado.

    Propriedade intelectual: esse capítulo do documento trata basicamente de questões relativas a fórmulas, processos e padrões que são utilizados por negócios para obter vantagem sobre a concorrência e que podem ser considerados confidenciais. Também engloba propriedade intelectual relacionada a produtos farmacêuticos, indicação geográfica de um bem ou serviço, marcas registradas e coação contra produtos pirateados e falsificados
    Propriedade intelectual: esse capítulo do documento trata basicamente de questões relativas a fórmulas, processos e padrões que são utilizados por negócios para obter vantagem sobre a concorrência e que podem ser considerados confidenciais. Também engloba propriedade intelectual relacionada a produtos farmacêuticos, indicação geográfica de um bem ou serviço, marcas registradas e coação contra produtos pirateados e falsificados Kevin Lamarque – 15.jan.2020/Reuters

    O episódio abriu o caminho para que, no ano seguinte, Nixon visitasse a China. Em 1972, o presidente americano foi a Pequim, Xangai e Hangzhou — as mesmas cidades que o time de pingue-pongue havia visitado no ano anterior.

    De lá para cá, o mundo assistiu à ascensão e queda do relacionamento bilateral.

    Nesta semana, o aniversário da diplomacia do pingue-pongue motivou eventos em Xangai, discursos de diplomatas chineses e notícias na imprensa local evocando o espírito daquele momento. Nos EUA, isso não encontra mais eco.

    A política de engajamento dos americanos em relação à China, inaugurada pela diplomacia do pingue-pongue, encerra seu ciclo justamente 50 anos depois. Não terminou com Donald Trump. O fim está sendo decretado por Joe Biden, ao dar continuidade à linha do seu antecessor. Não é claro o que substituirá o engajamento, mas é certo que, como concebido, não tem mais futuro.

    Joe Biden faz juramento como 46º presidente dos EUA
    Joe Biden faz juramento como 46º presidente dos EUA Kevin Lamarque/Reuters

    Acertadamente, Biden busca corrigir vários aspectos da política externa de Trump. Em matéria de China, no entanto, hesita. O legado tóxico de Trump deixou marcas profundas nos EUA. Ainda é cedo para tirar conclusões, mas muitos sinais são de trumpismo sem Trump.

    Não deixa de ser irônico que, justamente quando se relembra o pingue-pongue, vozes nos EUA defendam o boicote da Olimpíada de Inverno de Pequim de 2022. Provavelmente não boicotarão, mas a mera discussão do assunto é emblemática da mudança de postura.

    Em 1971, durante o campeonato no Japão, Glenn Cowan, presenteado pelo colega chinês, buscou algo para lhe oferecer em retribuição. A lembrança improvisada pelo jogador de cabelos longos, visual hippie e fã dos Beatles foi uma camiseta com os dizeres “Let it Be”. Definitivamente outros tempos. O jogo agora é outro.

    https://www1.folha.uol.com.br/colunas/tatiana-prazeres/2021/04/ha-50-anos-campeonato-de-pingue-pongue-abriu-novo-capitulo-na-relacao-eua-china.shtml

    Questões

    Explique o contexto geopolítico que aproximaram chineses e americanos no início dos anos de 1970.

    Por que o “legado tóxico de Trump deixou marcas profundas” nas relações entre China e EUA?

    Por que as relações diplomáticas entre EUA e a China foram interrompidas após da 2 Guerra Mundial?

    Prof Luciano Mannarino

  • Fabricantes americanos enfrentam escassez de aço, alta dos preços

    Fabricantes americanos enfrentam escassez de aço, alta dos preços

    EM13CHS202     Analisar e avaliar os impactos das tecnologias na estruturação e nas dinâmicas de grupos, povos e sociedades contemporâneos (fluxos populacionais, financeiros, de mercadorias, de informações, de valores éticos e culturais etc.), bem como suas interferências nas decisões políticas, sociais, ambientais, econômicas e culturais.

    Por Rajesh Kumar Singh

    6 MIN DE LEITURA

    CHICAGO (Reuters) – Uma fabricante de peças aeroespaciais da Califórnia está lutando para adquirir aço laminado a frio, enquanto uma fabricante de peças automotivas e de eletrodomésticos em Indiana não consegue garantir suprimentos adicionais de aço laminado a quente das usinas.

    Ambas as empresas e muitas outras estão sendo atingidas por uma nova rodada de interrupções na indústria siderúrgica dos EUA. O fornecimento de aço está escasso nos Estados Unidos e os preços estão subindo. Os pedidos não atendidos de aço no último trimestre estavam no nível mais alto em cinco anos, enquanto os estoques estavam perto de uma baixa de 3-1 / 2 anos, de acordo com dados do Census Bureau. O preço de referência para o aço laminado a quente atingiu US $ 1.176 / t este mês, seu nível mais alto em pelo menos 13 anos.

    Os preços em alta estão elevando os custos e reduzindo os lucros dos fabricantes consumidores de aço, provocando uma nova rodada de pedidos para acabar com as tarifas do ex-presidente Donald Trump.

    “Nossos membros têm relatado que nunca viram tamanho caos no mercado de aço”, disse Paul Nathanson, diretor executivo da Coalition of American Metal Manufacturers and Users.

    O grupo, que representa mais de 30.000 empresas no setor de manufatura e cadeias de abastecimento downstream, este mês pediu ao presidente Joe Biden para encerrar as tarifas de metais de Trump.

    As siderúrgicas domésticas que paralisaram fornos no ano passado em meio a temores de uma prolongada desaceleração econômica induzida por uma pandemia têm demorado a aumentar a produção, apesar da recuperação na demanda por carros e caminhões, eletrodomésticos e outros produtos de aço. As taxas de utilização da capacidade nas siderúrgicas – uma medida de quão totalmente a capacidade de produção está sendo usada – subiu para 75% depois de cair para 56% no segundo trimestre de 2020, mas ainda está bem abaixo de 82% em fevereiro passado.

    Os embarques de aço estão crescendo, mas ainda abaixo dos níveis do ano passado.

    UM MERCADO DE AÇO JUSTO

    A produtora de aço Steel Dynamics disse no mês passado que não pode obter chapas laminadas suficientes nem mesmo para suas próprias operações internas.

    “É muito frustrante”, disse Hale Foote, presidente da Scandic Springs, fabricante de peças aeroespaciais com sede na Califórnia. “Estou procurando um ótimo negócio … mas não tenho nenhum suprimento de material.”

    A Scandic Springs enfrenta o risco de perder um contrato anual de US $ 1 milhão, pois não consegue encontrar um fornecedor doméstico pronto para fornecer 240.000 libras de aço laminado a frio.

    A Stone City Products, sediada em Indiana, que fornece componentes para empresas automotivas e de eletrodomésticos, também sofre forte pressão para adquirir 2 milhões de toneladas de aço laminado a quente por ano para um novo projeto.

    A empresa teve uma reviravolta dramática nos negócios após a queda da pandemia no segundo trimestre de 2020, quando os pedidos despencaram 50%. Sua carteira de pedidos está agora 25% acima dos níveis pré-pandêmicos. Apresentação de slides (4 imagens)

    Para acompanhar, ela está operando suas fábricas sete dias por semana e aumentou o número de funcionários em 40%. Mas o aço que costumava ser entregue em oito semanas no ano passado agora leva de 12 a 16 semanas. As fábricas não estão aceitando solicitações de compras adicionais.

    “Temos estado a braços com muitas exigências do cliente”, disse Stewart Rariden, o presidente da empresa.

    Os preços domésticos do aço subiram mais de 160% desde agosto passado, deixando os consumidores de aço em um dilema – absorver ou repassar o aumento no custo.

    “Teremos sorte se atingirmos esse preço”, disse Stuart Speyer, presidente da Tennsco, com sede no Tennessee. Os custos do aço para fabricantes de armários, estantes e armários aumentaram 98% nos últimos seis meses.

    A Whirlpool disse no mês passado que o aumento nos custos do aço reduziria 150 pontos-base de seu lucro este ano. A fabricante de equipamentos agrícolas AGCO e a fabricante de guindastes Terex anunciaram aumentos de preços para compensar os custos de material.

    Em sua pesquisa “instantânea” com gerentes de compras de fevereiro, o índice de preços pagos da IHS Markit pelas fábricas foi o mais alto desde 2011 e seu indicador de preços recebidos por produtos acabados foi o mais alto desde 2008.

    A alta nos preços do aço ocorre em um momento em que a expectativa de estímulo fiscal adicional e uma implementação mais rápida da vacina alimenta o temor de uma pressão inflacionária generalizada.

    No entanto, legisladores como o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e a secretária do Tesouro, Janet Yellen, não prevêem um aumento prolongado e generalizado nos preços em breve, com o desemprego nos EUA ainda bem acima dos níveis pré-pandêmicos e mais de 18 milhões de americanos recebendo algum tipo de auxílio-desemprego do governo.

    AÇO AMERICANO VERSUS IMPORTADO

    Os preços recordes, entretanto, estão se tornando uma bonança para os produtores de aço. As ações das siderúrgicas americanas subiram 65% desde agosto passado. Uma análise da agência de classificação Fitch mostra que as siderúrgicas americanas tiveram uma margem de lucro de 45% em janeiro. A Nucor espera registrar o maior lucro de todos os tempos no primeiro trimestre.

    A indústria do aço e grupos sindicais no mês passado instaram Biden a manter as tarifas do aço em vigor, chamando-as de “essenciais” para a indústria doméstica. As produtoras de aço estão enfrentando seus próprios custos mais altos após o aumento nos preços da sucata e do minério de ferro.

    Os preços do aço nos EUA estão 68% mais altos do que o preço do mercado global e quase o dobro dos da China, mesmo com os preços na China e na Europa acima de 80% em relação às baixas induzidas pela pandemia.

    A diferença de preço é tão grande que, mesmo com uma tarifa de 25%, seria mais barato importar do que comprar das usinas domésticas. Os Estados Unidos importaram 18% de suas necessidades de aço no ano passado.

    Desafios logísticos, como escassez de contêineres e escasso fornecimento no exterior, estão mantendo as importações sob controle. Mas alguns distribuidores esperam que as importações aumentem até junho, se o mercado doméstico continuar apertado.

    A incerteza sobre as perspectivas tarifárias é um fator que mantém o controle sobre a produção doméstica de aço.

    Angela Reed, executiva da distribuidora de aço Reibus International, de Atlanta, disse que uma revisão esperada das restrições de importação está atrasando um aumento na produção e um aumento nos estoques, já que a redução das restrições provavelmente reduzirá os preços domésticos.

    “(As pessoas) estão tentando se certificar de que não se preocupem com nenhuma das coisas mais caras”, disse Reed.

    Reportagem de Rajesh Kumar Singh; Edição de Andrea Ricci

    https://www.reuters.com/article/us-usa-economy-steel-insight/u-s-manufacturers-grapple-with-steel-shortages-soaring-prices-idUSKBN2AN0YQ

    Questão

    A reportagem descortina uma grande tensão existente no comércio global que acaba se tornando um grande debate no âmbito da OMC. Analise.

    INDÚSTRIA E SEUS FATORES LOCACIONAIS (vídeo e atividades)

    Prof. Luciano Mannarino.

  • Onda de frio mantém 3 milhões sem energia no Texas e afeta produção de petróleo

    Onda de frio mantém 3 milhões sem energia no Texas e afeta produção de petróleo

    Autoridades emitem alertas para tempestade, que deve afetar até 100 milhões de pessoas na área central do país

    17.fev.2021 às 17h21

    HOUSTON e AUSTIN | REUTERS e AFP

    O sul dos Estados Unidos segue enfrentando problemas por conta de uma forte onda de frio, que gerou uma ampla falta de energia. Nesta quarta (17), cerca de 3 milhões de residências e empresas estavam no escuro, segundo o site PowerOutage. No dia anterior, eram cerca de 4 milhões. A maioria dos atingidos, 2,9 milhões de pontos de consumo, está no Texas, que tem 29 milhões de habitantes.

    O NWS (Serviço Nacional de Meteorologia) disse que a queda de neve deveria parar por volta do meio-dia no norte do Texas, mas que as baixas temperaturas, entre -6º e 1ºC, devem seguir por mais alguns dias em toda a região.

    Boneco de neve decorado com colar e garrafa em referência à festa de carnaval Mardi Gras, em Forth Worth, no Texas – Ron Jenkins – 16.fev.21/AFP

    A entidade emitiu alertas, pois a tempestade deve seguir na direção da Virgínia e da Carolina do Norte na noite desta quarta e afetar, ao todo, até 100 milhões de pessoas na área central do país. Além do Texas, estados como Louisiana, Arkansas e Mississippi deverão ter grandes acúmulos de gelo, o que dificulta a circulação nas ruas e estradas.

    Até agora, ao menos 21 pessoas morreram no país por conta desta onda de frio —a maioria por acidentes nas vias ou em tentativas de se aquecer. Em Houston, uma mulher e uma criança morreram por intoxicação por monóxido de carbono. Elas entraram em um carro, com motor ligado, dentro de uma garagem, em busca de calor.

    Laura Nowell, 45, tem quatro filhos, mora em Waco, no interior do Texas, e está sem eletricidade desde segunda (15). Para se manter aquecida, tem buscado correr dentro de casa e ficar dentro do carro, por curtos períodos. “Nós nunca tivemos tanto frio. Há gelo em todo lugar”, disse ela, à agência Reuters.

    Nem o governo local nem as empresas dão previsões claras sobre a volta da energia. Há a expectativa de que os sistemas voltem a funcionar até o fim da semana. A companhia Ercot, que opera no Texas, disse que está fazendo rodízios controlados para dar conta da alta demanda.

    Tempestades de neve são raras no Texas. Por conta disso, suas companhias não estavam preparadas para lidar com frio extremo, e a produção energética acabou prejudicada em um momento de alta demanda, pelo uso de aquecedores domésticos.

    Em Austin, uma das áreas mais atingidas pela falta de energia, foram criados “centros de aquecimento” em escolas, para que as pessoas pudessem buscar abrigo caso suas casas estejam frias demais.

    A falta de energia afeta a produção de petróleo e derivados, setor forte no sul do país. Cerca de um quinto de todas as refinarias dos EUA está fora de operação. Houve queda também na extração de petróleo —de 1 milhão de barris por dia— e de gás natural. O gás responde por 50% da geração de energia elétrica do Texas.

    Especialistas apontam que levará alguns dias para que os equipamentos do setor de energia possam ser religados, pois será preciso fazer avaliações e eventuais reparos. O mau tempo também levou ao fechamento de portos, incluindo Houston e Galveston, o que trava as cadeias de suprimentos.

    Estrada fechada pela neve em Madison, no estado americano do Mississipi
    Estrada fechada pela neve em Madison, no estado americano do Mississipi Barbara Gauntt/Clarion-Ledger/Reuters

    O Texas é o único estado continental dos Estados Unidos que tem uma rede de energia própria, desconectada dos vizinhos, o que impede manobras para enviar rapidamente energia de outros estados.

    A crise gerada pelo frio fez o presidente Joe Biden declarar emergência na segunda-feira e liberar assistência federal para o Texas e outros estados que enfrentem problemas por conta da nevasca.

    A temperatura abaixo da média também gera problemas em campos de imigrantes no México, perto da fronteira. Estrangeiros que esperam a resposta para pedidos de asilo nos EUA relatam que estão sofrendo com as baixas temperaturas, porque as tendas não são aquecidas e a maioria deles não possui roupas adequadas.

    “Tudo congelou. A água com que cozinhamos, até as roupas ficaram duras de gelo”, conta Roberto Manuel, 43, que veio da Nicarágua e está em um campo em Matamoros, ao lado da fronteira, com outros cerca de mil estrangeiros. No México, ao menos seis pessoas já morreram por conta do frio, sendo quatro delas em Monterrey.

    https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2021/02/falta-de-energia-por-conta-do-frio-continua-e-afeta-producao-de-petroleo-no-texas.shtml

    Questão

    O uso dos combustíveis fósseis e suas consequências sobre comportamento climático permite uma interessante observação na notícia. Analise.

    Explique a ocorrência de bacias petrolíferas do Estado do Texas.

    Prof Luciano Mannarino

  • Indústria de chips dos EUA pede que administração Biden financie fábricas

    Indústria de chips dos EUA pede que administração Biden financie fábricas

    Pandemia levou a distorção na cadeia produtiva, que paralisou produções da Ford Motor e General Motors

    11.fev.2021 às 15h13

    REUTERS

    Um grupo de empresas de chips dos EUA enviou nesta quinta-feira (11) uma carta ao presidente Joe Biden pedindo “financiamento substancial para incentivos à fabricação de semicondutores” como parte de seus planos de recuperação econômica e infraestrutura.

    Os presidentes-executivos das principais empresas americanas, entre elas Intel, Qualcomm, Micron Technology e Advanced Micro Devices, assinaram a carta.

    Isso ocorre no momento em que uma escassez global de chips paralisou as linhas de fábrica da Ford Motor e General Motors, com executivos das montadoras prevendo perda de bilhões de lucros. O estoque apertado de chips tornou ainda mais difícil para os consumidores comprar consoles de jogos populares, como o Xbox, da Microsoft, e o Playstation, da Sony.

    Linha de produção da montadora de caminhões Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, grande São Paulo – Bruno Santos – 18.mai.2020/Folhapress

    Os chips que faltam são fabricados principalmente em países como Taiwan e Coreia do Sul, que passaram a dominar o setor. A carta, enviada pela Semiconductor Industry Association, dizia que a participação dos Estados Unidos na fabricação de semicondutores caiu de 37% em 1990 para 12% hoje.

    “Isso ocorre principalmente porque os governos de nossos concorrentes globais oferecem incentivos e subsídios significativos para atrair novas instalações de fabricação de semicondutores, enquanto os Estados Unidos não”, disse o grupo.

    O Congresso autorizou no ano passado subsídios para fabricação de chips e pesquisa de semicondutores, mas os parlamentares ainda precisam decidir quanto financiamento fornecer. O grupo de chips dos EUA instou Biden a fornecer esse financiamento na forma de doações ou créditos fiscais.

    “Trabalhando com o Congresso, sua administração agora tem uma oportunidade histórica de financiar essas iniciativas para torná-las realidade”, escreveu o grupo. “Acreditamos que uma ação ousada é necessária para enfrentar os desafios que enfrentamos. Os custos da inação são altos.

    https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/02/industria-de-chips-dos-eua-pede-que-administracao-biden-financie-fabricas.shtml

    INDÚSTRIA E SEUS FATORES LOCACIONAIS (vídeo e atividades)