Categoria: Geopolítica

  • Os cinco momentos do fórum de Davos 2020. (avaliação)

    Davos, Suíça, 24 Jan 2020 (AFP)

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    Do duelo entre Donald Trump e Greta Thunberg aos acordos comerciais “express”, passando pela promessa de plantar bilhões de árvores para salvar o planeta, esses são os cinco momentos do fórum de Davos, que terminou nesta sexta-feira na Suíça.

    – Apocalipse iminente – O confronto entre a ativista sueca Greta Thunberg e o presidente dos EUA, Donald Trump, marcou os quatro dias do Fórum Econômico Mundial (WEF), que reúne todos os anos a elite da política e das finanças na Suíça. “Temos que rejeitar os eternos catastrofistas e suas previsões de apocalipse”, afirmou Trump na terça-feira em um discurso, acusando aqueles que alertam sobre a seriedade da situação de serem “herdeiros das cartomantes tolas do passado”. Thunberg, de 17 anos, estava na sala e o ouviu impassível. A ativista repetiu que “nossa casa está queimando” e não se intimidou apesar da ofensiva americana, mesmo quando um conselheiro de Trump a aconselhou a “estudar antes de falar”. Nesta sexta-feira, no entanto, fez uma avaliação pessimista do fórum e disse que todas as suas alegações “foram totalmente ignoradas”.

    Um bilhão de árvores – O Fórum Econômico Mundial, às vezes acusado de hipocrisia climática pela chegada incansável de helicópteros e limusines, decidiu este ano mostrar seu lado mais verde. Além de proibir utensílios de uso único e oferecer alimentos com “proteínas alternativas” (ou seja, sem carne), o WEF lançou uma ambiciosa campanha para plantar ou salvar “um bilhão de árvores”, o que permitiria capturar CO2, mas que não tem nenhum efeito nas emissões. Uma iniciativa para unificar projetos similares em todo o planeta que teve inclusive a aprovação de Donald Trump.

    Acordos rápidos – Após a trégua comercial entre a China e os Estados Unidos, a febre para fechar pactos comerciais parecia dominar Davos. Trump disse que poderia fechar este ano um acordo comercial com a União Europeia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi ainda mais longe e falou de “algumas semanas”. Mas o prazo surpreendeu inclusive em Bruxelas, levando em conta a enorme complexidade desse tipo de negociação. “Honestamente, não entendo nada”, reconheceu o eurodeputado alemão Bernd Lange, presidente da comissão de Comércio Internacional da Eurocâmara.

    Fogo, eletricidade e inteligência artificial -O presidente da Alphabet (Google), Sundar Pichai, assegurou que a inteligência artificial será para a humanidade uma mudança “mais profunda que o fogo e a eletricidade”. Ren Zhengfei, fundador da Huawei, gigante chinesa da tecnologia, comparou-a às armas nucleares. “Nasci quando a bomba atômica explodiu no Japão. Quando eu tinha seis anos, era o que as pessoas mais temiam. Mas se olharmos para o passado veremos os grandes benefícios da energia atômica. E a inteligência artificial não causou tanto dano como a bomba atômica”.

    “Criminosos” do clima – Este ano, numerosas ONGs foram vistas novamente em Davos, apesar da contradição que às vezes envolve criticar as elites e participar de sua reunião anual por excelência. É o caso do anticapitalista Micah White, um dos promotores do movimento Occupy Wall Street, que admitiu que vir a Davos pode parecer contraditório, embora tenha prometido, é claro, evitar “champanhe e caviar”. Outros têm uma atitude muito mais ofensiva, como Jennifer Morgan, diretora executiva do Greenpeace. “Em todas as conversas que tenho aqui, tento escancarar a verdade [sobre o clima] diante dos poderosos… mas é estranho: é como uma zona de guerra ambiental ou uma cena de crime em que todos os criminosos estão à sua frente”, disse à AFP.

     https://economia.uol.com.br/noticias/afp/2020/01/24/os-cinco-momentos-do-forum-de-davos.htm?cmpid=copiaecola

  • Nova estação antártica brasileira será inaugurada oito anos após o incêndio (atividade)

    A nova estação brasileira na Antártica será inaugurada nesta quarta-feira (15) pela Marinha. O complexo de mais de 4,5 mil m² será entregue quase oito anos depois do incêndio que destruiu a base anterior. Pesquisadores brasileiros estão há mais de três décadas no continente. A inauguração foi atrasada em um dia por conta do mau tempo.

    A Estação Antártica Comandante Ferraz recebeu um investimento de US$ 99,6 milhões (cerca de R$ 400 milhões), e vai conseguir acomodar até 64 profissionais do Programa Antártico Brasileiro (Proantar).

    Oito anos depois do incêndio que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz, base brasileira reabre para cientistas e pesquisadores. — Foto: Divulgação/Marinha do Brasil

    Criado em 1982, o Proantar leva ao continente gelado pesquisadores que atuam nas áreas de oceanografia, biologia, glaciologia, química e meteorologia. Os trabalhos são desenvolvidos em acampamentos, navios e estações.

    A nova estação ficará no mesmo local da estrutura antiga, instalada em 1984 na Península Keller, dentro da Ilha Rei George. A primeira base abrigou pesquisadores até fevereiro 2012. Um incêndio onde ficavam os geradores de energia do complexo destruiu quase toda a estrutura e provocou a morte de dois militares.

    Infográfico mostra nova estação brasileira na Antártica  — Foto: Amanda Paes/G1
    Em agosto de 2018, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o CNPq lançaram um edital no valor de R$ 18 milhões para financiar projetos do Proantar, o dinheiro é destinado a 16 projetos aprovados e cobre as despesas de pesquisa até 2022.

    O prédio principal da nova estação brasileira é dividido em três grandes blocos, o Leste, Oeste e Técnico. Neles, se encontram a maior parte dos laboratórios, os dormitórios e os serviços básicos da estação, divididos desta forma:

     

    Bloco Leste: é o bloco das pesquisas, de convivência e serviços. É onde se concentram os laboratórios. Dos 17 no total, 14 estão lá. Os outros 3 ficam em módulos separados. Além disso, é onde ficam os refeitórios, a cozinha, a ala de saúde, a sala de secagem e as oficinas.

    Bloco Oeste: é uma área privada da base, onde moram os pesquisadores, além de concentrar as áreas de convívio. Há 32 quartos, uma biblioteca, uma academia e auditório. Nas partes mais baixas deste bloco estão os depósitos de mantimento e reservatórios de água.

    Bloco Técnico: é onde fica o controle da rede elétrica, sanitária e de automação da estação. Também é onde está a garagem. Além disso, há uma estação de tratamento de água e esgoto, casa de máquinas, geradores, e sistemas de aquecimento, bem como um incinerador de lixo.

    Equipamentos dentro da Estação Antártica Comandante Ferraz, inaugurada nesta terça (14)  — Foto: Divulgação Marinha do Brasil

    Construção mais segura

    Construído em um local inóspito, o complexo consegue suportar temperaturas negativas, nevascas e ventos de até 200 quilômetros por hora. A estrutura ainda tem sistemas de detecção, alarme e combate a incêndios.

    Os preparativos para reconstruir a estação tiveram início ainda em 2012, com a retirada dos escombros da antiga base. Depois disso, a Marinha lançou um edital para obra do novo complexo, que não recebeu nenhuma proposta até 2014.

    Uma nova licitação foi aberta em 2015, e a empresa chinesa Ceiec foi escolhida para realizar as obras da estação.

    Como só é possível trabalhar na Ilha Rei George durante o verão antártico, que vai de outubro a março, a empresa executou a obra em diferentes etapas. Parte da estação foi preparada na China, em módulos que só foram levados e montados após o fim do inverno.

    Estrutura em montagem para a Estação Antártica Comandante Ferraz em Xangai; foto de agosto de 2017 — Foto: Marinha do Brasil/Divulgação

    Centro de pesquisas

    Apesar do incêndio, as pesquisas brasileiras na Antártica não pararam. Na Ilha Rei George, os trabalhos foram desenvolvidos em uma estação provisória, montada ao lado da base consumida pelo fogo. Os “módulos emergenciais” foram usados enquanto os pesquisadores aguardavam o final da reconstrução.

    “Essa nova base vai nos dar condições de trabalho e um salto qualitativo nas pesquisas científicas”, diz Paulo Câmara, pesquisador da Universidade de Brasília (UnB) que trabalha na estação.

     

     

    Questões

    1) O que é o Tratado da Antártica?

    2) Podemos afirmar que a manutenção de uma Estação brasileira de pesquisa na Antártica guarda algum interesse Geopolítico para nosso pais? Justifique.

    3) Por que a nova Estação levou cerca de 8 anos para ficar pronta?

    4) Por que a Antártica se torna estratégica para o futuro da humanidade?

    5) Por que a Antártica ficou imune ao processo de colonização pós grandes navegações?

     

    Prof Luciano Mannarino

  • Rio Jordão, Colinas de Golã, Israel e a Síria. (Atividade)

    Rio Jordão, Colinas de Golã, Israel e a Síria. (Atividade)

    A Bacia Hidrográfica do Rio Jordão.

    Uma bacia hidrográfica, como a do Rio Jordão, pode ser motivo de tensão devido à disputa pelo acesso e controle de seus recursos hídricos, especialmente em regiões áridas como o Oriente Médio. No caso do Jordão, suas nascentes nas Colinas de Golã, uma área antes pertencente à Síria e agora sob controle israelense, são um exemplo de como o controle da água pode se tornar um ponto central em conflitos territoriais e políticos.

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    As Colinas de Golã abrigam as nascentes do Rio Jordão. 

    O acesso a fontes de água potável é vital para a agricultura, abastecimento urbano e estabilidade econômica, tornando-se uma questão estratégica e, muitas vezes, fonte de disputa entre países e comunidades

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    Mar da Galiléia

    Questões

    Como a ocupação das nascentes do Rio Jordão nas Colinas de Golã pela Síria e depois por Israel influenciou as tensões geopolíticas na região?

    Avalie o papel estratégico dessas nascentes no controle dos recursos hídricos.

    Por que uma bacia hidrográfica, como a do Rio Jordão, pode ser motivo de tensão entre diferentes países e comunidades?

    Considere os aspectos de escassez de água e a necessidade de compartilhamento de recursos.

    De que forma o significado religioso e histórico do Rio Jordão acrescenta camadas de complexidade aos conflitos em torno de seu controle?

    Explore como as crenças religiosas e a história impactam as reivindicações territoriais.

    Como o controle dos recursos hídricos pode ser utilizado como ferramenta de poder nas disputas entre países no Oriente Médio?

    Analise como a água é uma fonte de influência e pressão política na região.

    Quais são os principais desafios que a bacia hidrográfica do Rio Jordão enfrenta em termos de sustentabilidade e gestão compartilhada?

    Discuta as implicações de gestão transfronteiriça de um recurso natural tão vital.

    Prof . Luciano Mannarino.

    UM MUNDO DE MUROS (CISJORDÂNIA E ISRAEL)

    ONU pede que Israel mude plano ‘ilegal e perigoso’ de anexar terras da Cisjordânia (atividade)

    @geoverdade

  • VÍDEO – UMA VERDADE INCONVENIENTE (LEGENDADO)

    VÍDEO – UMA VERDADE INCONVENIENTE (LEGENDADO)

    Incontornável vídeo para abrir debates sobre mudanças climáticas.

    Para uso pedagógico!

    Atividades

    Compreensão do Conteúdo:

    Quais são os principais argumentos apresentados por Al Gore no filme sobre as causas e efeitos das mudanças climáticas?

    Análise Crítica:

    Como o filme utiliza dados científicos e visuais para convencer o público sobre a urgência das mudanças climáticas? Dê exemplos específicos.

    Impacto Pessoal:

    De que maneira as informações apresentadas no filme influenciam sua percepção sobre o meio ambiente e seu comportamento diário?

    Soluções e Ações:

    Quais soluções práticas são sugeridas no filme para mitigar os efeitos das mudanças climáticas? Quais dessas soluções você considera mais viáveis e por quê?

    Perspectiva Global:

    Como o filme aborda as diferenças entre os impactos das mudanças climáticas em países desenvolvidos e em desenvolvimento?

    Comunicação Científica:

    Avalie a eficácia da comunicação de Al Gore no filme. Quais técnicas ele utiliza para engajar e persuadir o público?

    Responsabilidade Individual e Coletiva:

    Qual é o papel dos indivíduos, governos e empresas na luta contra as mudanças climáticas, segundo o filme?

    Comparação com Outras Fontes:

    Compare as informações apresentadas em “Uma Verdade Inconveniente” com outros documentários ou artigos científicos sobre mudanças climáticas. Existem divergências ou pontos em comum?

    Desafios e Barreiras:

    Quais são os principais obstáculos mencionados no filme para a implementação de políticas eficazes de combate às mudanças climáticas?

    Reflexão Ética:

    Discuta as implicações éticas das mudanças climáticas apresentadas no filme. Como elas afetam diferentes gerações e espécies no planeta?

    Evolução do Debate:

    Considerando que o filme foi lançado em 2006, reflita sobre como o debate sobre as mudanças climáticas evoluiu até o presente momento. Quais avanços ou retrocessos você observa?

    Ação Local:

    Identifique ações que sua comunidade escolar ou local pode adotar para contribuir com a redução das emissões de carbono e a promoção da sustentabilidade, inspiradas pelo filme.

    Prof Luciano Mannarino
     

    A GEOPOLÍTICA DO PÓS GUERRA (vídeo e atividades)

    @geoverdade

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