Categoria: ATIVIDADES

Modelos de atividades para a Sala de Aula (Geografia)

  • Tremor de 4.6 causa avarias e assusta moradores na Bahia

    Tremor de 4.6 causa avarias e assusta moradores na Bahia

    Terra tremeu em cidades do Recôncavo Baiano, Baixo-sul e em alguns bairros de Salvador

    João Pedro Pitombo

    30.ago.2020 às 12h47

    SALVADOR

    Tremores de terra causaram pequenas avarias em imóveis e assustaram moradores na manhã deste domingo (30) em cidades do Recôncavo Baiano, Baixo-sul do estado e até em alguns bairros de Salvador.

    O Laboratório de Sismologia da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) registrou um tremor de 4.6 graus na escala Richter na cidade de Mutuípe (169 km da capital).

    Já o Centro Sismológico da USP registrou tremores de 4.2 e 3.7 graus nas cidades de Amargosa e São Miguel das Matas, ambas no Recôncavo Baiano.

    “Foi um susto para todo mundo. Aqui na cidade, registramos três tremores em sequência”, afirma o prefeito de Amargosa, Júlio Pinheiro (PT), que diz que não houve registro de feridos, nem de danos físicos de maior proporção na cidade.

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    A prefeitura recebeu relatos de imóveis que ficaram com rachaduras nas paredes. Equipes da Defesa Civil e da Guarda Municipal foram encaminhadas ao local das ocorrências para avaliar os estragos.

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    Também houve registro de rachaduras em casas na cidade de São Miguel das Matas, que fica próximo a Amargosa.

    O técnico agrícola Elizeu Ribeiro, 31, que mora em um sítio na zona rural da cidade, teve uma das paredes de sua casa danificada pelo tremores. Uma rachadura de mais de dois metros se abriu na parede do imóvel, que é antigo e foi construído com tijolos de adobe.

    “Eu estava dormindo ainda, quando ouvi um barulho parecendo uma trovoada e senti a terra tremendo. Não sabia se corria ou permanecia na cama. Mas não demorou 40 segundos e passou”, afirma. Ele conta que foram dois tremores na região, separados por um tempo de cerca de 15 minutos.

    Em Aratuípe, também no Recôncavo, o tremor derrubou parte de um muro que já estava em mau estado de conservação, em uma área em torno de uma torre de telefonia.

    Também houve relatos de pequenos tremores em pelo menos 13 bairros de Salvador, incluindo bairros centrais como Garcia, Lapinha, Barris e bairros mais ao norte da cidade como Cajazeiras e Pituaçu. De acordo com a Defesa Civil municipal, não há registro de feridos ou danos materiais.

    Professor da UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana), o geólogo Carlos Uchôa explica que, assim como outras regiões do Nordeste, o recôncavo baiano é uma área propensa a registrar pequenos tremores de terra.

    “É uma região que constantemente registra sismos de baixa magnitude. A maioria é imperceptível, mas alguns podem chegar ao ponto de assustar as pessoas, como aconteceu desta vez”, afirma o professor.

    Os terremotos acontecem porque a região possui falhas geológicas formadas há milhões de anos. O acúmulo de energia provoca o deslocamento de blocos rochosos, fazendo com que esta energia seja liberada em pequenos terremotos. Em geral, o epicentro fica em uma profundidade baixa – desta vez, foi a 10 km da superfície.

    Os tremores, explica Uchôa, não tem relação com os limites de placas tectônicas, que ficam em uma superfície mais profunda. O território brasileiro fica em cima de uma única placa tectônica, a Sul-Americana. Por isso, o país não registra terremotos de grande intensidade.

    https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2020/08/tremor-de-46-causa-avarias-e-assusta-moradores-na-bahia.shtml

    Questões.

    Explique o que são falhas geológicas e como elas podem provocar tremores de terra, como os registrados no Recôncavo Baiano.

    Analise as possíveis consequências sociais e econômicas de pequenos tremores de terra em regiões com construções antigas, como mencionado no caso da casa de tijolos de adobe.

    Discuta por que o Brasil, apesar de estar em uma única placa tectônica, pode registrar tremores de terra. Como isso se relaciona com a escala dos tremores no país?

    Avalie as medidas preventivas e de resposta rápida que podem ser adotadas pelas prefeituras e órgãos como a Defesa Civil em regiões propensas a tremores de terra.

    Aponte as diferenças entre os tremores de terra ocorridos no Recôncavo Baiano e terremotos de grande magnitude que acontecem em regiões de limites de placas tectônicas.

    Com base nas informações do geólogo Carlos Uchôa, explique por que a maioria dos tremores de terra no Recôncavo Baiano é imperceptível para os moradores. O que fez esse evento ser diferente?

    Considere os relatos dos moradores durante os tremores de terra na Bahia. Como as percepções pessoais podem influenciar a compreensão e a reação da população em situações de abalos sísmicos?

    Discuta a importância do monitoramento sismológico em áreas propensas a tremores de terra, mesmo quando estes são de baixa magnitude. Como essas informações podem auxiliar na prevenção de desastres?

    Explique como a liberação de energia em falhas geológicas pode causar deslocamento de blocos rochosos, resultando em tremores de terra. Qual é a relação entre a profundidade do epicentro e a intensidade sentida na superfície?

    Analise a atuação da mídia e das redes sociais na divulgação de informações sobre eventos sísmicos, como os tremores de terra na Bahia. Qual é o papel da comunicação em situações como essa?

      Prof Luciano Mannarino.

    1. Após explosão de Beirute, centenário do Grande Líbano é marcado por pessimismo

      Após explosão de Beirute, centenário do Grande Líbano é marcado por pessimismo

      .Diogo Bercito

      Esta terça-feira (1º) marca o centenário da proclamação do Estado do Grande Líbano, o antecessor histórico da atual República Libanesa. Parte da população, no entanto, enxerga poucas razões para celebrar a data. Esse aniversário, afinal, chega menos de um mês depois da explosão de 4 de agosto no porto de Beirute, que deixou 180 mortos, 6.000 feridos e devastou uma parte extensa da cidade mediterrânea.

      Para muitos, a explosão no porto é mais uma das consequências da maneira com que o Estado foi criado em 1º de setembro de 1920. O Império Otomano havia sido derrotado na Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918) e, como consequência, seu território foi desmembrado e distribuído entre potências europeias. A França tomou o controle do que são hoje a Síria e o Líbano. O Grande Líbano, criado em 1920, virou a República Libanesa em 1926. O Líbano declarou a sua independência em 1943 e as tropas francesas finalmente recuaram dali em 1946.

      Uma das principais críticas a como o Líbano foi criado nos anos 1920 é o fato de que o país foi recortado dentro do que era até então a região da Grande Síria. Havia precedentes históricos — o Monte Líbano, por exemplo, tinha alguma autonomia nas últimas décadas do Império Otomano. Mas as fronteiras foram traçadas pela França de modo a satisfazer suas próprias ambições coloniais, tentando fazer com que o Líbano fosse um enclave cristão no Oriente Médio. Assim, parte da população cristã celebrou a declaração do Grande Líbano em 1920, enquanto muçulmanos ressentiram ter sido separados do que se tornaram a Síria e a Palestina. “As pessoas foram dormir um dia pensando que eram sírios ou otomanos e acordaram no dia seguinte e se viram em um Estado libanês”, afirmou à Reuters Salah Tizani.

      O Líbano foi organizado, em seguida, em um sistema político confessional. Isso significa que cada grupo religioso ganhou direitos políticos específicos. Por exemplo, o presidente é sempre um cristão maronita, enquanto o premiê é muçulmano sunita e o líder do Parlamento é muçulmano xiita. Essa separação levou a frequentes embates no país, abrindo espaço para a guerra civil travada de 1975 a 1990, que deixou cerca de 150 mil mortos e 17 mil desaparecidos.

      O Estado criado em 1920 foi cimentado de maneira a permitir a corrupção de sua liderança política e o sectarismo. Segundo as avaliações preliminares, o descaso das autoridades está relacionado a como nitrato de amônio foi armazenado de maneira perigosa no porto de Beirute — resultando na explosão em agosto.

      “Você vive entre uma guerra e outra, e você reconstrói e então tudo é destruído e você reconstrói mais uma vez”, disse à agência Reuters o diretor de teatro Nidal al-Achkar. “É por isso que perdi a esperança.”

      Prof. Luciano Mannarino

    2. Com ventos de 240 km/h, furacão Laura é um dos maiores a atingir os EUA

      Com ventos de 240 km/h, furacão Laura é um dos maiores a atingir os EUA

      Embora com menos força, fenômeno avança pelo país; primeira morte confirmada é de menina de 14 anos

      Lucas Alonso

      BAURU (SP)

      O furacão Laura atingiu a costa da Louisiana, nos Estados Unidos, na madrugada desta quinta-feira (27), com ventos de até 240 km/h. Houve ao menos uma morte, além de inundações e cortes no abastecimento de energia de milhares de moradores.

      Uma menina de 14 anos morreu quando uma árvore caiu sobre sua casa, em Leesville, de acordo com uma porta-voz do governador da Louisiana. O estado trabalha com a possibilidade de haver mais fatalidades.

      De acordo com meteorologistas, Laura é um dos fenômenos climáticos mais poderosos que já atingiram o país e, nos próximos dias, pode causar ainda mais danos.

      “Extremamente perigoso, o furacão de categoria 4 Laura tocou o solo perto de Cameron, na Louisiana”, afirmou o Centro Nacional de Furacões (NHC) em um boletim publicado nesta quinta-feira.

      Os registros do NHC indicam que Laura atingiu o continente por volta de 1h (3h, no horário de Brasília) causando “tempestade catastrófica, ventos extremos e inundações repentinas” em várias regiões do estado.[ x ]

      Na quarta-feira (26), o Serviço Meteorológico Nacional previu que o furacão poderia formar uma enorme parede de água com cerca de 65 km de extensão e altura equivalente a um prédio de dois andares. As ondas decorrentes do fenômeno avançariam até 50 km continente adentro e o nível das águas poderia subir entre 4,5 e 6 metros acima do normal.

      Embora as piores projeções não tenham se materializado, o NHC e autoridades locais mantiveram os alertas de perigo e reforçaram os pedidos de evacuação.

      Região alagada em decorrência do furacão Laura em Vermilion, na Louisiana – Kathleen Flynn – 26.ago.20/Reuters

      Três horas depois de atingir o continente, o furacão foi rebaixado para a categoria 3, com seu núcleo a cerca de 50 km ao norte-noroeste de Lake Charles, na Louisiana.

      A velocidade dos ventos caiu para 195 km/h, mas eles ainda foram fortes o suficiente para estourar as janelas dos 22 andares do Capital One Tower, o segundo maior edifício da cidade.

      Os efeitos do furacão também foram responsáveis pela queda de dezenas de árvores por toda a cidade. Os ventos também derrubaram placas de ruas e danificaram casas e prédios. Nas redes sociais, moradores registraram destroços das construções e carros abandonados nas ruas inundadas.

      Mais tarde, Laura continuou enfraquecendo e chegou à categoria 2, com ventos estimados em até 168 km/h, mas ainda oferece riscos graves, segundo os meteorologistas.

      Cerca de 650 mil residências e empresas na Louisiana e no Texas. Concessionárias locais alertaram que o número de interrupções aumentaria conforme o avanço do furação para o interior.

      Em entrevista à Fox News, Pete Gaynor, administrador da Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema) disse que o órgão está avaliando os prejuízos causados pelo furacão, mas que considera os danos menores do que as expectativas.

      No final da manhã, o fenômeno caiu mais um nível e chegou à categoria 1 —a mais branda, porém ainda perigosa— com ventos de até 120 km/h.

      De acordo com o físico Evandro Moimaz Anselmo, doutor em meteorologia pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, os furacões tendem a perder força quando chegam ao continente porque a sua principal fonte de energia é o vapor da água dos oceanos.

      Em terra firme —mais fria e seca—, eles perdem essa fonte e se dissipam gradualmente.

      “Durante este processo de dissipação do Laura no continente, as chuvas intensas deverão causar danos, principalmente nos próximos três dias, e ao longo da sua trajetória sobre os estados de Louisiana e Arkansas.”

      As condições atmosféricas da região Sul dos EUA indicam, segundo explicação de Anselmo à Folha, “desintensificação progressiva de furação para tempestade tropical e depressão tropical nos próximo cinco dias”.

      Segundo previsão do NHC, “o centro do Laura vai continuar a se mover para o interior cruzando o sudoeste da Louisiana”. Em um alerta divulgado na manhã desta quinta, o órgão pediu que os moradores da região que ainda não tinham sido evacuados buscassem proteção imediata.

      Apesar do risco iminente, muitas pessoas escolheram ficar em casa, contrariando as ordens de evacuação obrigatória na Louisiana e no Texas que abrangem cerca de 620 mil moradores dos dois estados.

      Autoridades locais reforçaram as recomendações dizendo que levaria horas até que pudessem sair para iniciar as missões de busca e resgate. O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu aos moradores das áreas afetadas que seguissem as orientações.

      “Laura é um furacão muito perigoso e está se intensificando rapidamente”, disse o republicano em uma publicação no Twitter. “Meu governo continua colaborando totalmente com os gestores de emergência estaduais e locais”.

      Durante a manhã desta quinta, Trump aprovou a declaração de emergência para o estado do Arkansas, e deu a autoridades federais o poder de coordenar a assistência às vítimas e a liberação de recursos.

      À tarde, o presidente era esperado na sede da Fema para se atualizar sobre o furacão.

      Moradias temporárias foram organizadas às pressas fora da zona de emergência para os residentes evacuados, e equipes de emergência estavam estrategicamente posicionadas, de acordo com agências estaduais e federais.

      Em Vermilion, ao leste da primeira cidade atingido pelo Laura, o gabinete do xerife publicou um aviso severo em uma rede social.

      “Se você decidir ficar em casa e não conseguirmos chegar até você, anote seu nome, endereço, número do seguro social e contatos de parentes próximos e coloque em um saco plástico vedado em seu bolso”, diz a publicação.

      Em Lake Charles, Jimmy Ray, um morador ouvido pela agência de notícias AFP, disse que sua família tentaria, a princípio, “aguentar dentro de casa”, mas viu “que o furacão ia ser muito forte”.

      Outra moradora, Patricia Como, contou que seus irmãos, primos e outros membros da família decidiram ficar, mas ela não queria correr o risco. “Não vou brincar com Deus”, disse.

      Angela Jouett, que lidera a operação de evacuação na cidade, informou que novos protocolos foram implementados devido à pandemia do coronavírus. Segundo ela, as pessoas que entram nos centros de evacuação usam desinfetante nas mãos, passam por controles de temperatura e mantêm distanciamento físico.

      Em Westlake, cerca de 6 km a oeste de Lake Charles, o furacão pode ter sido a causa de um grande incêndio em uma fábrica de produtos químicos, que liberou uma espessa fumaça negra.

      O governador da Louisiana, John Bel Edwards, alertou os moradores da área para não saírem de duas casas, fecharem portas e janelas, e desligarem aparelhos de ar-condicionado, sob risco de intoxicação.

      Furacão Laura se aproxima da costa dos Estados Unidos

      Homem coloca tapumes em loja de conveniência na cidade de Galveston, no Texas, antes da chegada do furacão Laura
      Homem coloca tapumes em loja de conveniência na cidade de Galveston, no Texas, antes da chegada do furacão Laura ADREES LATIF/Adrees Latif – 26.ago.2020/Reuters

      No Texas, o governador Greg Abbott também pediu aos residentes que evacuem suas casas. “Eles têm apenas mais algumas horas para escapar dos danos”, disse a uma emissora local.

      “Esta é uma tempestade muito perigosa, mais forte do que a maioria que já cruzou” as costas do estado, acrescentou, insistindo para que a população faça “tudo que for possível para sair do caminho” do Laura.

      Abbott também sugeriu que quem tiver condições financeiras deve procurar refúgio em hotéis, para diminuir o risco de contaminação pelo coronavírus. O Texas é um dos estados americanos mais atingidos pela pandemia.

      A cidade texana de Port Arthur, com população estimada em 54 mil habitantes, estava praticamente abandonada na noite de quarta-feira. Apenas alguns postos de gasolina e uma loja de bebidas mantiveram as portas abertas.

      “As pessoas precisam de vodca”, disse Janaka Balasooriya, um funcionário. Ouvido pela Reuters, ele disse morar a alguns quarteirões de distância da loja e que enfrentaria o Laura em casa.

      Na Ilha de Galveston, cidade que sofreu com o furacão mais letal da história dos EUA em 1900, com milhares de mortos, o prefeito Craig Brown disse que as autoridades estão monitorando de perto a situação.

      “Tivemos uma boa cooperação de nossos residentes na evacuação”, disse ele. “Se eles quiserem ficar, nós permitiremos”, mas “se eles ficarem, é possível que não tenham nenhum serviço de emergência disponível”, esclareceu.

      Em Nova Orleans, devastada pelo furacão Katrina, de categoria 5, há 15 anos, o histórico Bairro Francês ficou sem turistas, e sacos de areia foram empilhados diante de portas e janelas. Os edifícios de arquitetura colonial foram protegidos com chapas de madeira.

      “Não estou preocupado com a água que entra com a tempestade, mas sim com a chuva e as bombas sem funcionar. É isso que vai causar as enchentes”, disse à AFP Robert Dunalp, empresário que não se esquece do furacão que deixou 1.000 mortos.

      Antes de chegar aos EUA, Laura passou como tempestade tropical por Cuba, onde provocou fortes chuvas e alguns danos. No fim de semana, a tempestade provocou 25 mortes no Haiti e na República Dominicana.

      De acordo com o NHC, a temporada de tempestades no Atlântico, que vai até novembro, deve ser uma das mais severas. Os meteorologistas preevem até 25 fenômenos, dos quais o furacão Laura é o 12º até o momento.

      Com AFP e Reuters

      Questão.

      1. Estabeleça diferenças entre Tornados e Furações?
      2. Por que os Furações ocorrem no final do Verão e começo do Outono no Atlântico?
      3. Por que os Furações perdem intensidade quanto avançam sobre o interior dos EUA?
      4. Por que observamos um número expressivo de vitimas fatais quando esses eventos atravessam as ilhas do caribe?

      Professor Luciano Mannarino.

    3. Era pós-petróleo redesenha o Oriente Médio

      Era pós-petróleo redesenha o Oriente Médio

      Países árabes buscam modernizar economia e veem um parceiro em Israel

      Prêmio Nobel da Paz em 1994, o líder israelense Shimon Peres (1923-2016) celebrizou a expressão “um novo Oriente Médio” ao apontar a cooperação econômica como fator a transformar inimigos em parceiros numa das regiões mais turbulentas do cenário global. A previsão finalmente ganha contornos nítidos, com o recente anúncio do acordo entre Israel e Emirados Árabes Unidos.

      O histórico tratado, ainda a ser assinado, apresenta como motor fundamental a chamada era pós-petróleo. Países árabes, em particular alguns situados no golfo Pérsico, passaram a enxergar Israel com outros olhos diante da necessidade de ingressar numa fase marcada pelo declínio da economia petrolífera.

      Bandeiras de Israel e dos Emirados Árabes Unidos em estrada em Netanya
      Bandeiras de Israel e dos Emirados Árabes Unidos em estrada em Netanya – Nir Eliar – 17.ago.20/Reuters

      Fatores geopolíticos, sem dúvida, compõem também a equação. Na disputa por zonas de influência no Oriente Médio, ambições expansionistas do Irã contribuem decisivamente para a aproximação de seus arqui-inimigos regionais, Israel e monarquias do golfo Pérsico lideradas pela Arábia Saudita.

      No entanto, o fator primordial a transformar antigos adversários em novos aliados chama-se era pós-petróleo. Dirigentes de países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos passaram a ver um potencial parceiro em Israel quando constataram o esgotamento da sua fórmula de governar no século 20.

      No passado recente, lideranças árabes governavam apoiados no tripé petróleo-ditadura-narrativa anti-Israel. Na economia, bastava confiar na bonança petrolífera, sem diversificar ou modernizar a atividade produtiva.

      No segundo fator do tripé, ditaduras congelavam dinâmicas política e social. Com a riqueza do petróleo e o autoritarismo, regimes árabes recorriam à narrativa anti-Israel como válvula de escape para obter mobilizações populares

      Plano de Netanyahu pode aumentar tensões entre Israel e Palestina

      Primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, em encontro semanal do gabinete de governo, em Jerusalem, em 28 de junho.
      Primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, em encontro semanal do gabinete de governo, em Jerusalem, em 28 de junho. Ronen Zvulun/AFP
      Tzvi Succot, 29, de uma família ultra-ortodoxa, caminha com a filha no assentamento de Yitzhar, ao sul da cidade palestina de Nablus, na Cisjordânia.

      Discursos oficiais descreviam a criação de Israel como “principal catástrofe do mundo árabe” e posicionavam as reivindicações palestinas no epicentro das estratégias emanadas do Cairo ou de Riad.

      A chegada do século 21, no entanto, corroeu o tripé, a começar pelo petróleo. A perda de relevância se evidencia com quedas vertiginosas em sua cotação e com a busca por fontes alternativas de energia.

      A partir de 2010, a Primavera Árabe, com manifestações de rua, derrubada de ditadores e guerras civis, demonstrou, a dirigentes no Oriente Médio, a necessidade de dinamizar o modelo econômico, gerar empregos e aplacar a crescente insatisfação popular.

      Ou seja, canalizar a revolta e a frustração para a narrativa anti-Israel deixou de ser suficiente. Evidenciou-se o esgotamento do tripé petróleo-ditadura-narrativa anti-Israel.

      Na nova equação, a opção por regimes autoritários se mantém. Prioriza-se agora a mudança do modelo econômico, com ênfase na diversificação das atividades e diminuição da dependência da indústria petrolífera. É a transição à era pós-petróleo.

      Arábia Saudita e as monarquias do golfo Pérsico embarcaram em planos para modernizar suas economias. Emirados Árabes Unidos, por exemplo, buscam se tornar polo de inovação e até lançaram uma sonda a Marte, iniciativa inaudita no Oriente Médio.

      Com as mudanças, sauditas e seus aliados reavaliaram a estratégia para o conflito israelo-palestino e a relação com Israel. Passaram a ver o ex-inimigo como parceiro, dono de soluções tecnológicas em defesa, segurança cibernética, agricultura no deserto, dessalinização de água, entre outras.

      Perspectivas de investimento e de comércio também fortalecem a aproximação, exemplificada pelo acordo entre Israel e Emirados Árabes Unidos. Ao que tudo indica, Shimon Peres tinha razão.Jaime Spitzcovsky

      Jornalista, foi correspondente da Folha em Moscou e Pequim.

      Prof. Luciano Mannarino

    4. Conceitos de Geografia (palavras cruzadas)

      Conceitos Fundamentais de Geografia.

      Paisagem

      Região

      Espaço Geográfico

      Lugar

       

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