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  • Família real belga fala pela 1ª vez em arrependimento por colonização na África.

    Família real belga fala pela 1ª vez em arrependimento por colonização na África.

     

    Carta à República Democrática do Congo não menciona especificamente rei acusado pela morte de 10 milhões de africanos

    BRUXELAS

    A família real da Bélgica expressou pela primeira vez arrependimento pela violência cometida contra a população da atual República Democrática do Congo durante a exploração colonial do país africano, que nesta terça (30) comemora 60 anos de independência.

    Em carta enviada ao presidente congolês Félix Antoine Tshisekedi Tshilombo, o rei Phillipe mencionou “atos de violência e crueldade, que ainda pesam em nossa memória coletiva”.

    Estátua do rei Leopoldo 2º, responsável pela morte de 10 milhões de pessoas na República Democrática do Congo, é pichada com tinta vermelha na cidade de Ghent, na Bélgica
    Estátua do rei Leopoldo 2º, responsável pela morte de 10 milhões de pessoas na República Democrática do Congo, é pichada com tinta vermelha na cidade de Ghent, na Bélgica – Philippe Francois – 18.jun.20/AFPa

    “O período colonial causou sofrimento e humilhação. Gostaria de expressar meus mais profundos arrependimentos por essas feridas do passado, cuja dor agora é revivida pela discriminação ainda presente demais em nossas sociedades”, acrescenta.

    Ele não cita o nome de seu tio-bisavô Leopoldo 2º, tido como responsável pela morte de cerca de 10 milhões de habitantes, mas menciona o Estado Livre do Congo, território que foi propriedade privada do monarca de 1885 a 1908, e o período de 1909 a 1960, em que a região se manteve colônia da Bélgica.

    Segundo historiadores, cerca de 10 milhões de africanos morreram durante o reinado de Leopoldo 2º.

    Nas últimas semanas, cresceram protestos que existem há anos contra a permanência de estátuas de Leopoldo 2º nas cidades.

    Várias delas foram danificadas ou derrubadas durante manifestações após a morte do americano George Floyd nos EUA — em Bruxelas, uma das estátuas mais visadas fica justamente ao lado do palácio em que mora a família real.

    Estátua de homem de casaca e barbas longas sobre cavalo, com os olhos pintados de vermelho como se chorasse sangue e a palavra perdão escrida no peito
    Estátua equestre do rei Leopoldo 2º, que fica a lado do palácio da família real, em Bruxelas – Ana Estela de Sousa Pinto/Folhapressgenda
     

    A Secretaria de Patrimônio da região criou uma comissão para estudar a retirada definitiva de homenagens ao rei colonialista.

    A última vez que um rei belga havia mencionado Leopoldo 2º foi em 1960, em visita para marcar a independência da República Democrática do Congo. Na ocasião, o rei Baudouin elogiou o espírito empreendedor de Leopoldo 2º, que era chamado de “rei construtor”.

    Após as manifestações antirracistas, o departamento de comunicações da família real havia afirmado à mídia belga que o chefe de Estado estava “envolvido em uma reflexão sobre esses assuntos”.

    Embora o rei Phillipe fale em arrependimento, analistas belgas ressaltaram que não se trata de um pedido formal de desculpas, algo que caberia ao governo, hoje liderado pela primeira-ministra Sophie Wilmès.

    Durante a inauguração de uma placa comemorativa dos 60 anos da independência congolesa, a chefe de governo foi questionada se a Bélgica se arrependia de suas ações durante a época colonial. “Com certeza”, respondeu.

    “Em 2020, devemos ser capazes de olhar para esse passado compartilhado [com a República Democrática do Congo] com lucidez e discernimento. [Um período] também marcado por desigualdade e violência contra os congoleses”, disse.

  • Cinza

    Cinza

    Vocês têm um azul muito bonito no céu o ano inteiro. Existem várias pesquisas que afirmam que isso diminui o estado de depressão nas pessoas. Dê uma olhada nessa tarde?

    Disse a curitibana encantada com o clima de Rio das Ostras quando discutia as belezas da Região dos Lagos (RJ) com o cabeleireiro.

    Enquanto espero minha vez, através da janela, minha alma insiste em enxergar o cinza.

    Luciano Mannarino.

  • O PRIMITIVO E O MODERNO (atividade)

    O PRIMITIVO E O MODERNO (atividade)

    As-funções-do-mito-1

             “Não há momentos primitivos que, em uma sucessão cronológica linear, sejam substituídos por momentos modernos subsequentes. O que se compreende como primitivo pode, inclusive, conviver com o que se denomina moderno. E, além disso, nem sempre o primitivo é o tempo histórico antecedente ao moderno. Completa-se: nem sempre, também, o moderno é o presente.

             Os conceitos de moderno e de primitivo servem, apenas, como referência para a interpretação da história. Algumas questões podem orientar a reflexão. Moderno: a que tempo pertence? Quais são os seus valores? Como as sociedades organizam critérios para a construção de suas verdades, de seus saberes, de seus mitos e, sobretudo, de que modo os grupos experimentam e constroem a relação conhecimento/ ação? Em que o saber e o conhecimento se diferenciam em circunstâncias e momentos primitivos e modernos?

              Para o mundo contemporâneo, que assume todas as contradições da modernidade, os “mitos primitivos” não são mais do que fantasias transformadas em lendas. O que é o mito, no entanto, para os povos primitivos? O mito é um meio através do qual os povos primitivos buscam explicar a realidade. A primitividade dispensa o conhecimento, tal como concebido na modernidade pelos parâmetros ou critérios próprios desses outros espaços-tempos. Entretanto, mais do que um meio de interpretação, os povos primitivos têm, no mito, um instrumento de viabilização de sua existência e sua situação no mundo…”

     

    Cássio Eduardo Viana Hissa – A modibilidade das fronteiras – BH- Editora UFMG

     

    Questões:

    1. Segundo o Autor, o que seriam os mitos primitivos para as sociedades contemporâneas e o que eles representavam para as primeiras civilizações?
    2. Justifique a reflexão que o Autor faz no primeiro parágrafo apontando elementos  arcaicos presentes em nossa atual realidade.
    3. Podemos compreender como viviam os “povos primitivos” usando valores e referenciais que sustetam nossa atual realidade? Justifique.
    4. Existem mitos contemporâneos? Exemplifique!

     

     

     

     

    Texto para usar no Ensino Médio

    • Introdução ao Ensino da Geografia
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