Categoria: Brasil

  • INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA – FASE DE CRESCIMENTO (vídeo a atividades)

    INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA – FASE DE CRESCIMENTO (vídeo a atividades)

    Questões.

    1 Sobre a C.S.N, quais são os principais motivos para sua implantação no município de Volta Redonda no Estado do Rio de Janeiro?

    2 Quais fatores naturais reforçam a opção pela fonte Hidrelétrica no Brasil? Por que a Bacia do Paraná é a mais utilizada para produção dessa matriz energética?

    3 É possível relacionar o processo de industrialização ao processo de urbanização? Justifique.

    4 De que forma a queda da bolsa de NY contribuiu para a consolidação do Modelo I.S.I no Brasil?

    5 A ruptura da Economia de Arquipélago tornou o Brasil um país espacialmente “desigual e combinado”? Justifique.

    6 Por que o a indústria petroquímica é considerada um setor de base? Explique o contexto histórico da criação da Petrobras.7 Qual é a grande característica do governo Vargas em relação ao nosso processo de industrialização?

    Slide5

    Trabalho de pesquisa em grupo. Sala de aula.

    Para Celso Furtado, ex ministro do planejamento e da cultura falecido em 2004, a aplicação da teoria keynesiana ocorreu antes mesmo de John Maynard Keynes publicar seu clássico em 1936.  Foi o Keynesianismo “avente la letre” brasileiro.

    O que foi o Keynesianismo?

    Prof. Luciano Mannarino.

  • ECONOMIA DE ARQUIPÉLAGO (vídeo e atividades)

    ECONOMIA DE ARQUIPÉLAGO (vídeo e atividades)

    Questões

    1. Quais foram os fatores naturais que estavam presentes no sucesso do Ciclo da Cana no litoral nordestino?

    2. Explique a função da pecuária para a produção do açúcar e por que ela foi introduzida ao longo da Bacia do São Francisco no Brasil Colônia?

    3. Embora a aula fale da ausência de ligações entre as “ilhas econômicas”, podemos admitir que a região da mineração tinha estreita ligação com outras partes do território brasileiro. Aponte essas partes destacando suas respectivas funções para o Ciclo do Ouro.

    4. Aponte os diversos produtos que eram considerados “Drogas do Sertão”.

    5. Por que Portugal transferiu a Capital da Colônia para a Cidade do Rio de Janeiro?

    6. Explique a existência de rebanhos bovinos no extremo sul do país durante o período colonial.

    7. Quais Ciclos Econômicos do Brasil Colônia não foram destacados na aula? Onde eles ocorreram?

    8. A aula fala da dupla dependência que a “ilhas econômicas” tinham relação ao mercado externo. Justifique.

    Veja também:

    A GEOPOLÍTICA DO PÓS GUERRA (vídeo e atividades)

    INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA – IMPLANTAÇÃO

    Prof. Luciano Mannarino

  • INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA – FASE DE IMPLANTAÇÃO (vídeo e atividades)

    INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA – FASE DE IMPLANTAÇÃO (vídeo e atividades)

     

     

    Prova Oral 

    Industrialização Brasileira

    Implantação da Indústria (1844–1929)


    O que foi a Tarifa Alves Branco de 1844 e como ela incentivou a industrialização no Brasil?



    Por que o período conhecido como “Era Mauá” é chamado de “surto industrializante”?


    Quais obstáculos dificultaram a implantação da indústria no século XIX?



    Quem controlava o Estado durante esse período e por que isso atrapalhava o avanço industrial?


    O que é o modelo I.S.I. (Industrialização por Substituição de Importações)?



    Por que o setor de bens de consumo não duráveis foi priorizado nesse início?



    Quais vantagens esse setor apresentava para o contexto do Brasil da época?



      Fatores Locacionais e o Ciclo do Café


      De que forma a produção de café impulsionou o surgimento das ferrovias no Sudeste?



      Quem eram os trabalhadores assalariados do café? E para onde foram os “expulsos do café”?


      Explique como o lucro do café foi importante para formar o capital inicial das indústrias brasileiras.



      Por que São Paulo é chamada de “porto seco do café”?



      Como o ciclo do café contribuiu para a concentração industrial no Sudeste?



        Crescimento Industrial (Era Vargas – 1930/1945 e 1951/1954)


        Quais fatores externos e internos contribuíram para o crescimento industrial na Era Vargas?



        Por que o Brasil enfrentava carência de capitais nesse período? Como o governo lidou com isso?



        Quais medidas foram tomadas para desenvolver o setor de base da economia?



        Que papel teve o Estado na industrialização durante a Era Vargas?



        Como a legislação trabalhista foi transformada nesse período?



        Explique como a Segunda Guerra Mundial contribuiu para o fortalecimento do modelo de substituição de importações.



        Qual a relação entre a concentração industrial no Sudeste e o modelo econômico adotado por Vargas?


          Indústria e Fatores Locacionais da Indústria (vídeo e atividades)

          Matéria prima x Produto industrializado II (Atividade)

          Prof. Luciano Mannarino

        1. ‘Fine Waters’

          ‘Fine Waters’


          SÃO PAULO — Uma celebração especial costuma ser acompanhada, em casa ou no restaurante, por um brinde com uma bebida à altura do momento. E ele não está restrito a cervejas, champanhes, vinhos, uísques e gins . Para um grupo cada vez maior de pessoas , situações especiais merecem uma taça de água . Ainda mais se ela vier da Floresta Amazônica , de icebergs ou de vulcões . É neste nicho de mercado, o das fine waters, que o Brasil entra agora.


          A partir desta segunda-feira começa a ser vendida em Paris e de forma on-line para todo o mundo, a Ô Amazon Water, De olho em milionários, excêntricos e abstêmios que poderão desembolsar € 70, ou R$ 330, por uma garrafa de 750ml.
          — Escolhemos usar o ar mais puro do planeta e produzir a água mais pura do mundo — diz Cal Júnior, empresário que afirma ter destinado R$ 20 milhões ao projeto.

          Sim, a Amazônia é a região mais úmida dos continentes — ao menos por enquanto. Mas não é de seus imensos rios que chega o líquido que pretende estar nas mesas de restaurantes estrelados, hotéis exclusivos e residências da alta-roda. A Ô Amazon é extraída da umidade da atmosfera, do vapor da floresta, que forma os chamados “rios voadores”, fundamentais para o equilíbrio climático de toda a região.


          Júnior aprimorou uma técnica para retirar água da umidade do ar, semelhante ao que ocorre com os aparelhos de ar condicionado, para obter água potável. Ela é então filtrada e envasada em garrafas de vidro vindas da República Tcheca, colocadas em caixas especiais e embarcadas para a França.

          A primeira leva — chamada de safra, que tem até nome, Onça Pintada — terá dez mil garrafas. Mas ele tem planos para levar a produção a seis milhões de garrafas por ano.
          — Queremos chegar a 20 cidades em 12 países, atingindo 200 pontos de venda, como restaurantes, hotéis e duty frees — disse Júnior.


          A produção ocorrerá em Barcelos, o maior município do Amazonas, no coração do estado. Segundo Júnior, o projeto vai gerar riqueza para a região e preservar o meio ambiente. A fazenda de onde é extraída a água possui uma ampla reserva ambiental. Hoje com 52 funcionários diretos e 17 na área administrativa, a empresa caminha para se tornar a terceira maior empregadora da cidade, atrás apenas do Exército e da prefeitura. Águas para celebrar
          Para o empresário, as informações de desmatamento e queimadas recordes na Amazônia não vão impactar seu produto.

          A Amazônia passa por ataques, desmatamento, que precisam ser observados. Mas temos que debater as possíveis soluções. Você pode muito bem desenvolver uma região sem causar impacto. Isso é o que chamam de indústria 4.0 — disse, incluindo-se na solução.
          Mas há mercado para se pagar centenas de reais por alguns goles de água? Especialistas acreditam que sim.


          — Estas águas não são para hidratar, mas para celebrar — explica o americano Michael Mascha, fundador do Fine Water, a primeira academia para sommeliers de água dos Estados Unidos, criada há 17 anos. — Estou muito empolgado com essa água amazônica, ela tem uma história incrível, um forte peso emocional, tudo para ser um sucesso.


          O americano tem iniciado sua cruzada para provar que “água não é tudo água”, e espera um tratamento diferenciado, como o do vinho. Ele se interessou pelo assunto quando foi proibido por ordens médicas de consumir álcool. Milionários indianos que não bebem álcool e até o uso das águas para comidas especiais são outro filão. Mascha lembra, por exemplo, que a água ajuda a explicar o gosto de um lámen no Japão ser diferente do sabor no Brasil:
          —Posso fazer com você um teste cego, de cinco marcas diferentes de águas, e você verá que não é tudo igual.


          Mascha cobra US$ 2,2 mil (R$ 9.200) por um curso de sommelier de água. Segundo ele, hoje há cerca de cem no mundo.
          Único brasileiro sommelier de água, Rodrigo Rezende é um dos críticos da Ô Amazon:
          — Temos tantas águas boas no país, mais de mil fontes minerais, e vão usar o nome do Brasil e da Amazônia para vender uma mentira, pois isso nem sequer é uma água mineral, é uma água diferente.


          Mas Rezende concorda que há mercado para o produto, como há para águas de iceberg e geleiras, que também não podem ser consideradas minerais. E lembra que já começam a existir no país restaurantes com menu de águas.
          Carlos Alberto Lancia, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Águas Minerais (Abinam) acredita que o mercado está crescendo e se sofisticando no país, mas ainda enfrenta resistência.
          — No Brasil, há dois tipos de água: com e sem gás. Tudo é visto como incolor, inodoro e insípido — disse ele. — Mas as empresas brasileiras, que investiram muito no passado em tecnologia, começam a dar mais atenção a ações de marketing e à diferenciação.

          Água vulcânica: Por US$ 34 (R$ 142), é possível ter a garrafa da Waiākea, feita no Havaí.

          Água de árvore: A De L’Aubier engarrafa sua água a partir do bordo (maple) canadense. A garrafa sai por US$ 40. 

          https://oglobo.globo.com/economia/garrafa-de-agua-dos-rios-voadores-da-amazonia-chega-ao-mercado-por-330-24125111

             Questões

          1. Explique o conceito de “rios voadores” e analise a sua importância para o equilíbrio ambiental da Amazônia e suas implicações para outras regiões do Brasil.

          2. Comente sobre a produção da Ô Amazon Water e sua relação com a inovação tecnológica, considerando o conceito de Indústria 4.0. Como essa abordagem pode ser aplicada à sustentabilidade na Amazônia?

          3. A comercialização de águas premium, como a Ô Amazon Water, reflete mudanças no comportamento de consumo global. Analise como essas mudanças impactam a economia local de regiões como Barcelos e as dinâmicas de mercado.

          4. Avalie o potencial de desenvolvimento econômico trazido pela produção da Ô Amazon Water para Barcelos, no Amazonas. Quais são os benefícios e os desafios desse empreendimento para a comunidade local?

          5. Considerando o contexto do desmatamento e das queimadas na Amazônia, discuta a viabilidade de um projeto como a Ô Amazon Water em termos de sustentabilidade ambiental e responsabilidade social.

          6. A água é um recurso essencial, mas sua valorização pode variar de acordo com aspectos culturais e econômicos. Analise o mercado de águas finas e discuta os fatores que justificam a venda de uma água como a Ô Amazon Water a preços elevados.

          7. A produção da Ô Amazon Water pretende gerar riqueza para a região amazônica sem causar impacto ambiental significativo. Discuta como esse tipo de empreendimento pode contribuir para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, destacando os riscos e as oportunidades.

          8. No Brasil, a percepção sobre a água como recurso é tradicionalmente simples, como apontado pelo presidente da Abinam. Analise como o mercado de águas finas, como a Ô Amazon Water, pode influenciar essa percepção e o consumo de água no país.

          9. A produção de água a partir da umidade do ar na Amazônia apresenta um exemplo de uso de recursos naturais para criar um produto de alto valor agregado. Discuta as vantagens e desvantagens de transformar a Amazônia em um polo de produtos exclusivos e premium.

          10. A Ô Amazon Water utiliza a imagem da Amazônia e a narrativa de sustentabilidade para posicionar seu produto no mercado global. Analise o papel do marketing e da construção de narrativas em torno de produtos que têm origem em áreas de grande valor ecológico, como a Amazônia.

           

           Prof. Luciano Mannarino.

        2. Tilápia avança na Amazônia e gera preocupação sobre impacto ambiental (avaliação)

          Tilápia avança na Amazônia e gera preocupação sobre impacto ambiental (avaliação)

          No Peru, espécie de origem africana dizimou fauna de lagoa; MT e TO autorizam criação em lagos de hidrelétricas

          28.mai.2019 às 18h19

          Fabiano MaisonnaveSAUCE (PERU)

          No ceviche, nas águas da turística Lagoa Azul, no mercado ou em tanques escavados, a tilápia faz parte da vida de Sauce, povoado amazônico ao pé dos Andes peruanos, já há três décadas. Mas a introdução da espécie africana diminuiu a diversidade da fauna aquática e tem servido de argumento aos que se opõem à criação de peixes exóticos na Amazônia, um debate que divide estados no Brasil.

          “Quando era criança, havia tanto acará na lagoa que eles pulavam dentro da canoa, mas parece que a tilápia comeu tudo”, diz a dona de restaurante Dalia Rengijo, 64. Apesar isso, ela defende a criação do peixe exótico, o único oferecido no seu cardápio: “É um alimento para o povo e para o comércio também.”

          Introduzido sem licença na região, a tilápia é vendida a cerca de R$ 16/quilo, um preço acessível. No mercado, as outras espécies à venda são trazidas de longe depois terem praticamente sumido do lago. O peixe exótico é também o único oferecido no luxuoso resort local, onde o pirarucu aparece apenas em um quadro do restaurante.

          Moradoras de Sauce (Peru) conversam diante de tilápia à venda. – Fabiano Maisonnave/Folhapress

          Assim como no Peru, onde a criação de tilápia está proibida na maior parte da Amazônia, o tema é motivo de controvérsia no lado brasileiro da floresta. No Amazonas e no Pará, iniciativas para liberar foram barradas, mas, no ano passado, Tocantins e Mato Grosso, tornaram-se os primeiros estados da Amazônia a autorizar a criação da espécie em tanques-rede dentro de lagos de usinas hidrelétricas.

          Em Rondônia, o maior produtor de peixe nativo do país, a produção de peixes exóticos está proibida, mas uma pesquisa em andamento da Universidade Federal de Rondônia (Unir) tem encontrado tilápia em ambientes naturais. 

          No Amazonas, mesmo proibida, a tilápia também foi introduzida ilegalmente na região de Manaus e em outros ambientes naturais, adverte  Guillermo Estupiñán, especialista em recursos pesqueiros da ONG WCS Brasil. “Mas não temos informações da sua situação atual e dos seus impactos na escala que se encontram. Precisamos gerar conhecimento sobre o tema, urgentemente.”

          Introduzir tilápia na Amazônia é má ideia, adverte o governador da região (estado) de San Martín, Pedro Bogarín. “É impossível controlar. A tilápia é tão maldita que não sei se voa ou vai por debaixo da terra, mas é encontrada fora dos tanques. Encontramos tilápias grandes nos rios e, para chegar a esse tamanho, comeram ovas de outros peixes. É um erro gravíssimo que estão cometendo”, disse à Folha. 

          Entre os impactos da lagoa, uma das principais atrações turísticas da região, Bogarín cita o desaparecimento de uma concha rosada, antes usada para artesanato, e uma grande mortandade de tilápias no ano passado, provocada por um vírus até então inédito na região.

          “Vou escrever ao governador [do Amazonas] para que não caia na tentação. São tantos peixes amazônicos para criar”, diz Bogarín, que também é piscicultor, especializado em pirarucu. Para este ano, diz, ele pretende soltar alevinos de peixes amazônicos em cursos d’água onde a presença de tilápia é maior para tentar mitigar o impacto.

          A preocupação é compartilhada pelo biólogo Hernán Ortega, da Universidad de San Marcos e um dos principais especialistas peruanos sobre o assunto. Ele afirma que medidas como o uso de tanques de rede e a reversão sexual (para impedir a reprodução) são insuficientes e adverte contra planos do governo peruano para incentivar a tilápia em outras áreas da Amazônia do país.

          “Seria a mais séria ameaça para a diversidade de peixes, porque a tilápia do Nilo estaria livre para dominar as lagoas e rios de corrente fraca”, afirma Ortega, responsável por uma coleção de peixes de água doce peruanos com 650 mil exemplares de 1.100 espécies.

          A entrevista com Bogarín foi realizada durante a Conferência do Bom Crescimento, organizada pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), que reuniu cerca de 300 representantes de governo nacionais e regiomais, de organismos multilaterais e de ONGs para discutir práticas agrícolas conciliadas à preservação ambiental.

          Um dos presentes, o presidente da Naturatins (Instituto Natureza do Tocantins), Marcelo Soares, participou do processo de licenciamento da tilápia em tanques-rede, que, conta, levou nove anos até ser aprovado pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema).

          Soares afirma as exigências são rígidas e incluem reversão sexual, um formato específico de tanque-rede e um estudo prévio sobre o local onde será montado o empreendimento. “A licença ambiental só será emitida quando estiver comprovado de que não há risco”, diz o presidente do órgão responsável por esse trabalho.

          Segundo ele, o processo ocorreu por causa da pressão de empresas estrangeiras em produzir tilápia, principalmente no lago formado após a construçao de usina hidrelétrica Luiz Eduardo Magalhães. A ideia é de que boa parte produção seja para exportação. Até agora, nenhum empreedimento está em funcionamento.

          Peixe de retorno rápido e de fácil reprodução, a tilápia é, de longe, o principal produto da piscicultura brasileira. No ano passado, chegou a 400,2 mil toneladas, um crescimento  de 11,9% em relação a 2017. O volume representa 55,4% dos peixes de cultivo produzidos no Brasil _o principal estado produtor é o Paraná. 

          Por outro lado, a produção de peixes nativos caiu 4,8% no ano passado, com 287,9 mil toneladas. Todos os cinco maiores produtores estão na Amazônia Legal (RR, MT, MA, PA e RR). Os dados são do Anuário 2019 da Associação Brasileira da Pisicultura (Peixe BR).

          EMBRAPA

          Apesar de conduzir várias pesquisas sobre piscicultura na Amazônia, a Embrapa ainda não tem uma posição sobre a tilápia, na região, explica a Eric Routledge, chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da unidade de Palmas, especializada em Pesca e Aquicultura.

          O pesquisador lembra que o tambaqui, de origem amazônica, ó peixe nativo mais produzido no Brasil, mas ressalva que “os produtores de peixes nativos ainda não dispõem de tecnologias que possam tornar a atividade competitiva frente a outras espécies de peixes. A Embrapa tem, em sua carteira de projetos, ações que pretendem em médio prazo superar esses desafios.”

          Na avaliação de Estupiñan, mesmo que o ambiente aquático sofra com ameaças maiores, a tilápia não pode ser ignorada: “Os principais impactos para a pesca são a degradação de paisagens aquáticas, projetos de infraestrutura e da indústria extrativa, mas a introdução de espécies exóticas, não apenas de peixes, agrega poder a uma degradação lenta e talvez invisível da Amazônia”.

          O repórter Fabiano Maisonnave viajou à Amazônia peruana a convite do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

          Baseado na reportagem, responda!

          1. A tilápia e considerada uma “espécie exótica” na Bacia Amazônica. Justifique.
          2. Segundo o texto, qual a relação entre a nossa matriz energética e a piscicultura?
          3. É possível perceber a contradição entre interesses econômicos e proteção ambiental? Justifique.