Assim como os indígenas, que, segundo alguns estudiosos, não teriam percebido as caravelas dos colonizadores por não possuírem uma referência para interpretá-las, nós também podemos estar cegos frente a transformações profundas que estão ocorrendo ao nosso redor, sem que sejamos capazes de ver com clareza seus impactos iminentes.
As “caravelas” do presente podem estar ancoradas em diversas áreas da nossa existência. A revolução tecnológica, especialmente a inteligência artificial, é uma das mais notáveis. Muitos ainda não conseguem compreender a extensão das mudanças que a IA está provocando na economia, nas relações sociais e até mesmo na própria percepção de humanidade. Assim como as caravelas no horizonte pareciam inofensivas até que mudaram o curso da história, a IA pode estar silenciosamente redesenhando o tecido social, enquanto muitos de nós ainda não temos os instrumentos mentais ou emocionais para vislumbrar o futuro que ela trará.
E há ainda as sutis transformações no comportamento humano, como a crescente imersão no mundo digital. As interações virtuais, a dependência das redes sociais e a alienação da realidade concreta podem ser comparadas a essas caravelas invisíveis. Estamos, talvez, tão absorvidos por nossos próprios paradigmas e distrações tecnológicas que não percebemos o quanto estamos nos afastando de algo essencial – nossa conexão com o mundo físico, com os outros, com nós mesmos.
Essa reflexão abre espaço para uma pergunta essencial: como podemos nos preparar para ver essas novas caravelas antes que seja tarde demais? E o mais importante, o que faremos quando, finalmente, pudermos vê-las?
Salvador – A adoção das emendas parlamentares como uma das molas propulsoras das políticas de convivência com a seca deve aprofundar o cenário de contrastes no semiárido brasileiro, que incluem as famílias que precisam andar quilômetros para buscar água e as caixas-d’água que apodrecem guardadas por prefeituras.
A dinâmica de distribuição dos equipamentos de armazenamento de água sem planejamento, apontam especialistas, favorece o clientelismo, cria abismos entre municípios, inverte prioridades e aprofunda o problema secular da indústria da seca.
Caixas-d’água da Codevasf estocadas em um depósito na cidade de Santa Filomena (PE) – Mathilde Missioneiro / Folhapress
Na série de reportagens Política da Seca, a Folha percorreu cinco estados do Nordeste e flagrou efeitos dessa distorção no dia a dia de moradores ignorados pelas emendas e pelas estatais, com famílias que muitas vezes têm que escolher entra a compra de comida e de um garrafão de água.
Em âmbito federal, a distribuição de cisternas e perfuração de poços é feita por órgãos como a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) e o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas), ambos entregues a líderes do centrão por Jair Bolsonaro (PL) e mantidos com esses mesmos dirigentes pelo presidente Lula (PT).
Em geral, o planejamento é deixado em segundo plano. São os chamados “barões da água”, políticos com influência em Brasília, que definem o destino dos recursos por meio de emendas, turbinadas nos últimos anos. Os equipamentos são escolhidos a partir de um catálogo, como uma espécie de “loja de políticos”.
“Isso é talvez uma das maiores evidências da permanência desse modelo clientelista no Brasil. E não é aquele clientelismo que não é menos danoso, mas ocorre na esfera local e causa um esvaziamento de uma agenda mais propositiva. É num nível nacional”, afirma a cientista política Priscila Lapa, professora da Universidade Federal de Pernambuco.
As distorções nos investimentos são ainda mais graves em regiões como a do semiárido brasileiro, região que inclui parte dos estados do Nordeste e o norte de Minas Gerais.
Emenda parlamentar amplia abismo no acesso a água com abandono e desperdício
Conforme explica o engenheiro agrônomo João Suassuna, especialista em hidrologia e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, o cenário de escassez demanda uma gestão eficiente dos recursos hídricos e dos investimentos públicos.
“A água é um recurso finito, sua busca tem que ser planejada e seu uso deve ser feito com a parcimônia devida. É preciso que essa pouca água que existe seja bem distribuída para uso da população”, afirma.
O pesquisador destaca que a região Nordeste possui cerca de 70 mil represas com um potencial de armazenar 37 bilhões de metros cúbicos de água, o que representa o maior volume represado em região de semiárido do mundo.
A prioridade, afirma, deveria ser a criação de uma infraestrutura para que essa água seja distribuída de forma bem planejada. Mas, em geral, o que prevalece são as demandas paroquiais de parte dos políticos, que nem sempre vão ao encontro das necessidades de determinada região.
Um exemplo, mostrado nas reportagens da Folha, é aquisição de reservatórios com baixa capacidade de armazenamento, que demandam o abastecimento recorrente com carros-pipa para que famílias tenham água nos períodos de seca.
“Temos um histórico de maus políticos que costumam governar com o sofrimento e a miséria do povo. Essa questão do carro-pipa, em que o abastecimento depende das prefeituras, é uma coisa cruel. Tem muito prefeito que não abastece as casas de quem não votou nele”, afirma Suassuna.
Política da Seca deixa caixas-d’água apodrecerem
A indústria da seca foi definida pelo economista paraibano Celso Furtado (1920-2004) como um modelo de enfrentamento aos efeitos da estiagem que tem como consequência o enriquecimento da elite econômica agrária e a manutenção do poder de parte dos líderes políticos da região.
O próprio conceito de Nordeste como uma região do Brasil surge atrelado à questão hídrica, conforme aponta o historiador Durval Muniz de Albuquerque Júnior no livro “A Invenção do Nordeste e Outras Artes”.
A expressão aparece pela primeira vez em um documento público brasileiro em 1919, quando foi instaurada a Inspetoria Federal de Obras contra as Secas, na gestão do presidente Delfim Moreira. O órgão foi criado em resposta à estiagem de 1915, cujos efeitos perduraram nos anos seguintes.
A partir da década de 1920, políticos e intelectuais, dentre os quais se destacava o sociólogo Gilberto Freyre, passaram a trabalhar o conceito de Nordeste do ponto de vista político e cultural.
No governo Juscelino Kubitschek, nos anos 1950, Celso Furtado capitaneou a criação da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), autarquia voltada para o desenvolvimento regional. A criação do Nordeste no formato atual, com nove estados, só seria oficializada em 1970.
Esquecidos por emendas gastam dinheiro da comida em água e fazem peregrinação Cidade de líder do centrão tem caixas-d’água estocadas e distribuídas a conta-gotas.
Poço vira farra em reduto de emendas, e cidade de político supera estados inteiros Emenda vira marco zero da ‘indústria do carro-pipa’, e doação avança sob critério político Refém de carro-pipa esquecido por emendas parlamentares recebe água sem tratamento
Ao longo das últimas décadas, a questão hídrica esteve no epicentro das decisões políticas para o desenvolvimento do Nordeste. Foram realizadas grandes obras de sistemas de armazenamento e abastecimento de água, muitas delas sob a marca de suspeitas de corrupção.
Em 2005, Lula decidiu fazer da transposição do rio São Francisco a sua principal obra de recursos hídricos na região. Alvo de controvérsia desde a época de sua concepção, o projeto consumiu mais de R$ 16 bilhões e atualmente é objeto de um jogo de empurra entre União e estados para o custeio do sistema.
Na avaliação de João Abner Guimarães Júnior, especialista em recursos hídricos e professor titular aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, grandes obras hídricas feitas sem critérios técnicos são uma constante na região, em governos de diferentes partidos.
“A verdadeira indústria da seca são as grandes obras superfaturadas e feitas sem nenhum critério. Esta é a indústria da seca no atacado. O semiárido é um reserva de mercado da indústria das secas”, afirma o Guimarães Júnior.
Ele defende soluções que passam por políticas públicas e obras talhadas para realidade de cada região, recuperação da infraestrutura hídrica e a integração de sistemas hídricos por meio de adutoras que garantam capilaridade ao abastecimento.
Isso passa por gastar melhor os recursos que alcançam uma fatia robusta do orçamento federal. Cidade de líder do centrão tem cisternas liberadas a conta-gotas por prefeito na Bahia
Dados do Siga Brasil, plataforma mantida pelo Senado, apontam que o orçamento de 2023 destinou R$ 2,3 bilhões para recursos hídricos, contemplando obras como a transposição, Adutora do Agreste, Canal do Sertão e Vertente Litorânea.
Iniciativas como o Programa Cisternas, por outro lado, foram esvaziadas nos últimos anos saindo de 149 mil equipamentos instalados em 2014 para 5.946 no ano passado. O governo Lula anunciou a retomada do projeto com investimento de R$ 562 milhões, beneficiando 60 mil famílias.
Enquanto isso, a distribuição de cisternas, tanques e caixas-d’água por meio de emendas segue como o carro-chefe de órgãos federais como a Codevasf e Dnocs, modelo que tem procurado distensionar relação do governo Lula com líderes de partidos como PP e União Brasil, que controlam as estatais.
Diz a cientista política Priscila Lapa: “A ampliação do Legislativo na produção do orçamento pode ser algo bem-vindo por desconcentrar a decisão política. Porém isso deveria ser acompanhado de uma outra cultura política de acompanhamento pela sociedade e órgãos de controle. Não consigo enxergar isso acontecer no curto prazo no Brasil.”
Indicadores de envelhecimento da população brasileira aceleraram para níveis recordes, e pessoas de 65 anos ou mais já representam 10,9% do total de habitantes no país —dos 203,1 milhões de brasileiros, 22,2 milhões estão nesta faixa etária.
É o que apontam novos dados do Censo Demográfico 2022 divulgados nesta sexta-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Elide Elisa Rodrigues Luccas, 72, trabalha no ateliê de sua casa no Butantã, zona oeste de São Paulo – Mathilde Missioneiro/Folhapress
O percentual de idosos é o maior desde o primeiro recenseamento realizado no Brasil, em 1872, disse o instituto.
Em termos absolutos, a população nessa faixa etária (22,2 milhões) superou o número total de habitantes de Minas Gerais (20,5 milhões), o segundo estado mais populoso do país.
Ainda em termos absolutos, o contingente de idosos de 65 anos ou mais teve um salto de 57,4% em relação ao recenseamento anterior, de 2010. À época, a população nessa faixa etária era de 14,1 milhões, o equivalente a 7,4% do total de habitantes.
Uma comparação mais longa também dá uma dimensão do envelhecimento dos brasileiros. Em 1980, os idosos de 65 anos ou mais representavam 4% da população total. O percentual cresceu ao longo das décadas seguintes, até superar os 10% em 2022.
Enquanto isso, a participação de crianças e adolescentes vem encolhendo, de acordo com o IBGE. Em 2022, as pessoas de 0 a 14 anos representavam 19,8% do total de habitantes, abaixo da marca de 24,1% em 2010. Em 1980, essa mesma faixa etária correspondia a 38,2% da população total.
Izabel Marri, gerente de estudos e análises da dinâmica demográfica do IBGE, afirma que o efeito da redução da fecundidade começou a ficar mais visível no Brasil na passagem dos anos 1980 para a década de 1990. Nos anos seguintes, a perda de participação dos jovens se intensificou, como apontam os dados de 2022.
“É uma estrutura populacional que já não é tão jovem, que está em franco envelhecimento e que tende a envelhecer mais”, diz a pesquisadora.
Ela afirmou nesta sexta que a pandemia reduziu nascimentos em um nível maior do que o esperado anteriormente. O instituto, contudo, ainda não publicou os dados do Censo sobre fecundidade.
“A gente está em um período pós-crise, pós-pandemia. Isso fez uma redução dos nascimentos para além do que a gente esperava”, disse Marri.
O IBGE ponderou que, embora a população brasileira tenha um percentual mais elevado de idosos atualmente, o país é menos envelhecido do que nações como o Japão. A estrutura etária nacional se assemelha mais à de locais como os Estados Unidos.
IDADE MEDIANA AVANÇA A 35 ANOS
Outras estatísticas divulgadas nesta sexta reforçam o cenário de envelhecimento no Brasil. Segundo o IBGE, a idade mediana dos brasileiros aumentou em seis anos do Censo 2010 para o levantamento de 2022. Nesse intervalo, o indicador subiu de 29 para 35 anos.
É o maior nível de uma série histórica divulgada pelo instituto com dados a partir do Censo de 1940, o primeiro produzido pelo órgão. A idade mediana separa o total da população em duas metades iguais: uma mais jovem, e a outra, mais velha. Ou seja, 50% dos brasileiros têm mais de 35 anos, e 50% têm menos.
O chamado índice de envelhecimento também avançou. Saltou de 30,7 em 2010 para 55,2 em 2022. O novo patamar é o maior da série histórica com dados a partir de 1940.
Na prática, o índice de envelhecimento referente ao ano passado aponta que havia 55,2 idosos de 65 anos ou mais para cada cem crianças de 0 a 14 anos. Essa relação estava em 10,5 em 1980.
De acordo com especialistas, o envelhecimento traz uma série de impactos para o país. Parte das pessoas vive mais, e a procura por serviços de saúde tende a aumentar.
Ao mesmo tempo, o país deve contar com uma proporção menor de jovens trabalhando e gerando recursos para o pagamento de aposentadorias e outros benefícios.
A solução, segundo economistas, passaria por elevar a produtividade do trabalho, um gargalo histórico no Brasil.
“As implicações em termos de políticas públicas deveriam estar sendo pensadas há muitos anos para atender a essa população idosa”, diz o demógrafo Ricardo de Sampaio Dagnino, professor da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).
“A gente tem um déficit grande. Precisa debater sobre isso e sobre o que fazer com os jovens”, acrescenta, citando a necessidade de criar caminhos em áreas como trabalho e educação para o segundo grupo.
RS É O ESTADO MAIS ENVELHECIDO
De acordo com o Censo, o Rio Grande do Sul é a unidade da federação mais envelhecida. A população de 65 anos ou mais correspondia a 14,1% do total de habitantes do estado em 2022.
O Rio de Janeiro vem na sequência, com 13,1%. O percentual de São Paulo foi de 11,9%, também acima da média nacional (10,9%).
Roraima se destaca na outra ponta do ranking. O percentual de idosos de 65 anos ou mais correspondeu a 5,1% da população local em 2022. É a menor proporção entre os estados.
De acordo com o IBGE, a queda da fecundidade começou mais cedo no Sul do que no Norte, fator que poderia explicar uma parte das diferenças entre gaúchos e roraimenses.
A região Norte é a mais jovem do país: 25,2% da população local tinha até 14 anos em 2022. A marca equivale a 1 em cada 4 habitantes. O Nordeste (21,1%) e o Centro-Oeste (20,9%) vieram na sequência.
O Sudeste e o Sul, por outro lado, apresentam as estruturas mais envelhecidas. A população de 65 anos ou mais corresponde a 12,2% e 12,1% do total de habitantes nas duas regiões, respectivamente.
‘A CABEÇA NÃO ENVELHECE’, DIZ IDOSA
A bióloga Elide Luccas, 72, ri ao lembrar que considerava “velhas” suas vizinhas de 30 anos quando implicavam com o barulho que fazia durante brincadeiras.
Quando tinha entre 20 e 30 anos e pensava sobre os anos 2000, ela sempre imaginava um futuro distante e que estaria velha quando chegasse a virada do milênio. “Nós estamos em 2023, e eu não estou velha. Achava que a velhice estava ligada à aparência”, diz ela. “As vezes, olho no espelho e não me reconheço, mas a cabeça não envelhece.”
Hoje, a bióloga de São Paulo tem uma rotina que varia de acordo com trabalhos manuais que ela produz, cuidados dos três netos, tarefas domésticas e prática de esportes.
“Trabalho formal eu não tenho, faço um hobby-trabalho. Não dá para pagar as contas, mas eu ganho um dinheirinho”, diz ela, que confecciona mosaicos em casa e vende em feiras do clube que frequenta. “Melhora a longevidade, é uma distração que me faria muita falta se eu não fizesse.”
Creusa Biasioli, 75, tem um pensamento semelhante ao de Elide. Ela vive em Araraquara (SP), comanda uma siderúrgica e afirma que gosta de trabalhar e de se sentir útil.
“Gosto de sempre dar um pulo e saber o que está acontecendo para podermos melhorar”, conta ela.
MULHERES SÃO MAIS DA METADE DOS BRASILEIROS
Além dos dados de idade, o IBGE também publicou nesta sexta estatísticas sobre a divisão por sexo da população brasileira.
Conforme o Censo 2022, as mulheres eram 51,5% (104,5 milhões) do total de habitantes, enquanto os homens representavam 48,5% (98,5 milhões). Ou seja, a parcela feminina superava a masculina em cerca de 6 milhões.
A comparação com os recenseamentos anteriores sinaliza que as mulheres vêm aumentando sua participação entre os brasileiros. O percentual feminino era de 50,78% em 2000, passou para 51,03% em 2010, alcançando 51,5% em 2022.
A parcela masculina, por sua vez, estava em 49,22% em 2000, foi para 48,97% em 2010 e atingiu 48,5% em 2022.
A razão de sexo, que mede o número de homens para cada cem mulheres, diminuiu de 96 em 2010 para 94,2 no ano passado. É a menor relação da série histórica divulgada pelo IBGE com dados a partir de 1940.
Em linhas gerais, a população feminina supera a masculina no Brasil em razão da mortalidade menor das mulheres na comparação com os homens, afirmou nesta sexta Izabel Marri, gerente de estudos e análises da dinâmica demográfica do instituto.
Essa tendência, disse a pesquisadora, pode ser reforçada pelas condições do mercado de trabalho em cada município. Segundo ela, as mulheres se concentram mais em grandes cidades pela disponibilidade maior de oportunidades de emprego.
1. Quando comparamos os dados do censo da região sul com o da regão norte do Brasil, percebemos diferenças em relação a expectativa de vida e número de brasileiros do sexo masculino. Aponte e explique essas diferenças.
2. Por que a população feminina apresenta as maiores expectativas de vida?
3. Viver mais é motivo de comemoração e preocupação para um país. Por quê?
4. O Brasil está vivendo o seu “bonus demográfico” de maneira produtiva? Justifique.
5 Como as taxas de fertilidade e mortalidade no Brasil têm evoluído ao longo das décadas e quais são as principais razões por trás dessas mudanças?
6 Quais são as implicações demográficas da migração interna no Brasil, incluindo a migração do campo para as cidades e a concentração populacional em áreas urbanas?
Questão 1 – Pirâmide Etária Comparativa
Gráfico 1 – Pirâmide Etária do Brasil: 2010 x 2022
Com base no Gráfico 1, que compara a pirâmide etária do Brasil em 2010 e 2022, identifique as principais transformações ocorridas na estrutura etária. O que essas mudanças revelam sobre as taxas de natalidade e longevidade no Brasil?