Categoria: ATIVIDADES

Modelos de atividades para a Sala de Aula (Geografia)

  • O que é o conflito Israel-Palestina? Como chegamos à guerra atual?

    A guerra entre Israel e o grupo extremista Hamas é o mais novo capítulo sangrento de um conflito que se estende há décadas, a partir da criação de Israel, em 1948. A origem da disputa, no entanto, é mais antiga e remonta ao final do século 19.

    O surgimento do sionismo

    O sionismo surgiu no fim do século 19, quando apareceram na Europa diversos movimentos nacionalistas. Desenvolvida pelo jornalista húngaro e ativista judeu Theodor Herzl, a tese era que a sobrevivência do povo judeu — então espalhado pelo mundo — dependia da formação de um país. Essa nação deveria se erguer sobre a Palestina, região onde a terra de Israel existiu, segundo a Bíblia.

    No século 20, porém, a população local era formada por árabes e muçulmanos, que viviam sob o domínio do Império Otomano, a mais poderosa organização política islâmica da história. As coisas começaram a mudar em 1922, quando o império caiu e os britânicos assumiram o controle da região.

    A partir de então, judeus espalhados pelo mundo começaram a migrar em massa para a Palestina. Eles justificavam a ocupação mencionando a Declaração Balfour, de 1917, um apoio formal do Reino Unido ao sionismo.

    1920: Pouco antes de sua derrocada, Império Otomano assina tratado de paz em razão da Primeira Guerra Mundial

    Essa migração se intensificou nas décadas de 1930 e 1940, em razão da perseguição nazista aos judeus. Foi naquela época que a oposição árabe à chegada de judeus aumentou. Mesmo assim, a presença judaica na Palestina cresceu e, ao final da 2ª Guerra, já representava um terço da população local.

    Nasce Israel

    Membros de uma comunidade judaica fundada por brasileiros (Bror Hayil) trabalhando na agricultura em 1951


    Com a saída dos britânicos da Palestina, a ONU aprovou, em 1947, um acordo que dividia o território entre árabes e judeus. Jerusalém, cidade sagrada para os dois povos, seria administrada pelas Nações Unidas.

    Os judeus aceitaram a proposta; os árabes, não.

    Diante do impasse, o líder israelense David Ben-Gurion declarou a independência de Israel em 14 de maio de 1948. Um dia depois, Egito, Síria, Líbano e Jordânia atacaram Israel. O armistício só foi assinado no ano seguinte.

    Pouco depois, a ONU reconheceu o Estado de Israel, que em seguida ocupou parte da Palestina. Outros territórios foram divididos: a Faixa de Gaza ficou com o Egito; a Cisjordânia e o leste de Jerusalém acabaram com a Jordânia.

    Enquanto 700 mil palestinos se refugiaram nos países vizinhos, sobreviventes do Holocausto migravam para Israel.

    A reação árabe e o surgimento do Hamas
    Em 1964, foi fundada a OLP (Organização para libertação da palestina)

    Em 1967, ocorreu a Guerra dos Seis Dias (entre 5 e 10 de junho), quando Israel atacou em resposta à movimentação militar de países vizinhos.

    Essa guerra consolidou o poder militar israelense, que derrotou Egito, Síria e Jordânia. Israel, então, assumiu a Faixa de Gaza, a Península do Sinai, as colinas do Golã e a Cisjordânia, incluindo Jerusalém oriental.

    Comandantes militares israelenses chegam a Jerusalém Oriental durante a Guerra dos Seis Dias
    Imagem: Getty Images


    Em 1973, Egito e Síria fizeram um ataque surpresa durante o Yom Kippur, um dia sagrado para os judeus. Israel quase perdeu o conflito, mas venceu no final. Em 1977, Israel intensificou a ocupação dos territórios palestinos na Cisjordania.

    Em 1979, Israel assinou um acordo de paz com o Egito e deixou a Península do Sinai. Em troca, o país árabe reconheceu o Estado judeu.

    A resposta palestina nos anos 1980 ocorreu com ataques por parte da OLP, então liderada por Yasser Arafat. Naquela década nasceu o grupo libanês Hezbollah, contrário ao Estado israelense.

    As tensões culminaram na Primeira Entifada, em 1987 —uma revolta palestina contra a ocupação de Gaza e Cisjordânia.

    Naquele mesmo ano, nasceu o Hamas —grupo extremista baseado em Gaza que é opositor tanto de Israel quanto da OLP.

    Movimentação do Exército Israelense na Guerra do Yom Kippur, em 1973

    OLP reconhece Israel
    O ano de 1993 anunciava novos tempos. Foi quando o então primeiro-ministro israelense, Ytzhak Rabin, assinou com Arafat o Acordo de Oslo.

    Nele, a OLP reconhecia Israel, que aceitou a OLP como representante dos palestinos. Nascia, em 1994, a ANP (Autoridade Nacional Palestina), responsável pelo controle da segurança e das necessidades civis de palestinos.

    Acordos de Oslo: Yitzhak Rabin (esq) e Yasser Arafat se cumprimentam sob o olhar de Bill Clinton
    Imagem: Getty Images


    Novos ataques até a guerra atual
    Após novos acordos de paz, grupos fundamentalistas voltaram a atacar. Em 1995, um judeu de extrema direita matou o primeiro-ministro Rabin, enquanto o Hamas apostava em ataques terroristas contra civis.

    Em 2001, ataques suicidas com bomba marcaram a Segunda Intifada. Israel respondeu erguendo um muro na fronteira com a Cisjordânia. Em 2009, 2012 e 2014, revidou os lançamentos de foguetes pelo Hamas com ataques contra Gaza que mataram centenas de palestinos.

    Em 2018, o Estado de Israel completou 70 anos ainda mergulhado em conflitos. A ascensão da extrema direita no país dividiu a sociedade nos últimos anos, dificultando até a formação de governos.

    Em 2021, um conflito em Jerusalém durou 11 dias. Em 21 de julho de 2023, israelenses assentados depredaram casas, carros e atiraram contra palestinos, que revidaram com foguetes.

    Foguetes disparados da Faixa de Gaza em direção a Israel nesta segunda-feira (9)

    As tensões escalaram até culminarem no ataque do Hamas no último sábado (7) e a declaração de guerra por Israel contra a célula terrorista, resultando em mais de mil mortos.


    https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2023/10/09/israel-palestina-origens-do-conflito-guerra.htm

  • Dados do Censo pressionam Câmara por nova divisão de vagas

    Distribuição das 513 cadeiras da Câmara dos Deputados entre os estados não é alterada desde 1993

    15.jul.2023 às 23h15
    EDIÇÃO IMPRESSA
    João Pedro Pitombo
    José Matheus Santos

    As novas estimativas de população dos estados, divulgadas há duas semanas na prévia do Censo 2022, devem pressionar a Câmara dos Deputados a recalcular a divisão do número de cadeiras por estado para as eleições de 2026.

    Projeção realizada a pedido da Folha pelo Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) aponta para mudanças na atual distribuição das 513 cadeiras das Câmara, com perdas de vagas em sete estados e ganhos em outros sete.

    Plenário da Câmara dos Deputados em sessão deliberativa – MyKe Sena-14.jun.23/Câmara dos Deputados


    O Rio de Janeiro lideraria a perda de assentos na Câmara, caindo de 46 para 42 vagas. Bahia, Rio Grande do Sul, Piauí e Paraíba perderiam 2 vagas cada um. Já os estados de Pernambuco e de Alagoas teriam menos 1 cadeira na Câmara.

    Por outro lado, as bancadas de Santa Catarina e Pará cresceriam, com mais 4 vagas para cada estado. O Amazonas ganharia mais 2 vagas, enquanto Minas Gerais, Ceará, Goiás e Mato Grosso teriam um assento a mais cada. Os demais estados e o Distrito Federal manteriam o mesmo número de vagas.

    A Constituição Federal determina que a representação na Câmara dos Deputados deve ser proporcional à população de cada estado. Mas os constituintes definiram o mínimo de 8 e o máximo de 70 deputados por unidade da federação.

    O número de cadeiras por estado, contudo, não é alterado desde dezembro de 1993, ano em que ocorreu o último redesenho das vagas na Câmara a partir da aprovação de uma lei complementar. Não houve atualização do tamanho das bancadas a partir dos dados dos Censos de 2000 e 2010.

    Em 2013, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) chegou a emitir uma resolução sobre a redistribuição das vagas por estado na Câmara com base no Censo anterior, realizado em 2010.

    No ano seguinte, porém, o STF (Supremo Tribunal Federal) declarou que a resolução era inconstitucional e definiu que caberia à própria Câmara fazer esta divisão por meio de lei complementar, o que nunca aconteceu.

    “Mexer em questões regionais sempre tem um aspecto político muito forte. Quem ganha vai pressionar para mudar o cálculo, quem perde vai trabalhar para manter tudo como está”, avalia Neuriberg Dias, analista político e assessor do Diap.

    Na esteira dos dados do novo Censo, o deputado federal Rafael Pezenti (MDB-SC) protocolou nos últimos dias um projeto de lei complementar que altera a representação dos estados e do Distrito Federal na Câmara dos Deputados a partir da legislatura que inicia em fevereiro de 2027.

    A proposta prevê ainda um mecanismo permanente de reconfiguração das bancadas, de forma que um novo projeto de lei complementar se tornasse desnecessário a cada Censo.

    Pezenti justifica a proposta argumentando que há uma sub-representação na Câmara Federal dos estados cuja população mais cresceu nos últimos 30 anos e que é preciso corrigir as distorções.

    O estado de Santa Catarina, por exemplo, possui uma população de 7,7 milhões de habitantes segundo o Censo de 2022 e apenas 16 deputados federais. O tamanho da bancada é inferior ao de estados com menor população, caso do Maranhão, que tem 6,8 milhões de moradores e 18 deputados federais.

    “Só quero fazer justiça e garantir que os estados tenham uma representação mais igualitária. O voto do catarinense não pode valer menos do que o dos eleitores de outros estados”, argumenta Pezenti, lembrando que o menor número de deputados também representa menos recursos em emendas.

    Ele reconhece que o tema é espinhoso por mexer diretamente nos interesses dos parlamentares que devem tentar a reeleição em 2026. Mas se diz otimista e destaca que quem sai perdendo no recálculo é minoria: os sete estados que perderiam vagas têm 172 deputados.

    Os estados cujas bancadas cresceriam somam 141 votos e outros 200 são de unidades da federação que não teriam mudanças no tamanho. O projeto precisa de maioria simples para ser aprovado.

    A expectativa, contudo, é de forte oposição das bancadas dos estados que teriam redução, caso de Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco.

    Coordenador da bancada federal do Rio de Janeiro, o deputado federal Áureo Ribeiro (Solidariedade) questiona a confiabilidade dos dados do Censo 2022 e diz ver dificuldades para uma redistribuição das vagas: “É um tema muito sensível, seria um consenso muito difícil de construir”.

    O deputado federal Carlos Veras (PT), um dos coordenadores da bancada de Pernambuco, diz não acreditar na possibilidade de alteração na composição por estado. “A última modificação é de 1993, o que revela a dificuldade de o tema ser apreciado na Câmara dos Deputados.”

    Outro possível obstáculo para colocar o projeto em pauta pode ser o próprio presidente da Câmara, Arthur Lira (PP). Isso porque o estado de Alagoas seria um dos prejudicados com o recálculo: a bancada do estado seria reduzida de 9 para 8 deputados federais.

    O deputado Rafael Pezenti diz acreditar que Lira não vai colocar os próprios interesses à frente da vontade do plenário, caso se construa uma maioria favorável ao projeto.

    A bancada catarinense já começou a discutir estratégias para convencer os líderes dos partidos e tentar emplacar o projeto no retorno do recesso parlamentar.


    Na avaliação do cientista político Cláudio André de Souza, professor da Unilab (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira), o Congresso não deveria postergar o recálculo das vagas: “Quanto maior a defasagem, mais brusca será uma possível mudança no futuro”.

    Caso a proposta seja aprovada, haverá aumento do quociente eleitoral e maior competição em 2026 nos estados em que o número de cadeiras for reduzido. Com isso, diz Souza, a tendência é de maior dificuldade para pequenos partidos nas disputas legislativas destes estados, o que pode impulsionar novas federações partidárias.

    A mudança também tende a dar maior força às bancadas de estados com perfil mais conservador, caso de Santa Catarina, Mato Grosso e Goiás. Por outro lado, haveria uma perda de seis deputados na bancada nordestina, que nas últimas legislaturas tem se alinhado mais aos governos de esquerda.

    Uma possível alteração no tamanho das bancadas federais dos estados também se refletiria nas Assembleias Legislativas. O número de vagas segue a mesma proporção da Câmara dos Deputados, mas com um mínimo de 24 e um máximo de 94 deputados estaduais.

    https://www1.folha.uol.com.br/poder/2023/07/dados-do-censo-pressionam-camara-por-nova-divisao-de-vagas.shtml

  • Cientistas sugerem lago no Canadá como marca do começo do Antropoceno, a época dos humanos

    Atualizado: 11.jul.2023 às 14h29

    Lucas Lacerda

    SÃO PAULO

    Cientistas sugerem que o lago Crawford, no Canadá, seja considerado o ponto que marca o começo do Antropoceno, a época dos humanos. O local, defende grupo de pesquisadores, reúne características que fazem dele um ponto de referência para o entendimento da nova era geológica proposta, caracterizada por mudanças no planeta causadas pela atividade humana.

    O ano-chave seria 1952, quando análises no solo do lago registraram traços de testes nucleares, além de alta atividade industrial. Essa quantidade aumentou ao longo da década, até os anos 1960, quando os testes atmosféricos foram banidos.

    O anúncio do local sugerido como o “golden spike”, na expressão usada por geólogos, foi feito nesta terça-feira (11) por pesquisadores do AWG (sigla em inglês para Grupo de Trabalho do Antropoceno). A conferência, conjunta com a Sociedade Max Planck e a Haus der Kulturen der Welt (Casa das Culturas do Mundo), aconteceu nesta tarde em Berlim.

    Lago de água azul
    Lago Crawford, na província de Ontario, no Canadá; local foi sugerido por cientistas como marco do Antropoceno, a época geológica dos humanos – Conservation Halton/Divulgação

    Para se tornar o marco do Antropoceno, porém, o lago na província de Ontário ainda precisa passar por três votações de outras instituições científicas, com pelo menos 60% de aprovação.

    Definir o Antropoceno é medir a profundidade e a extensão da atividade humana no planeta. O tema tem ganhado repercussão junto com os debates sobre mudanças climáticas e transição energética.

    Os cientistas ressaltam que o papel desse marco é produzir a evidência que mostra uma mudança do Holoceno, nossa atual época geológica, iniciada há cerca de 11,7 mil anos, para a época dos humanos.

    Além do significado científico dessa virada de época geológica, a definição tem uma dimensão simbólica sobre os rumos da humanidade, por colocar no centro do debate os danos causados na Terra.

    A sugestão do lago Crawford, localizado dentro de uma área de conservação homônima, é resultado de mais de uma década de trabalho de diversos grupos de cientistas, o AWG entre eles, que pesquisou e debateu 12 locais de diferentes partes do mundo, como recifes de coral na Austrália, gelo da Antártida e uma caverna na Itália. A ideia era buscar qual seria o ponto de referência perfeito para comparar as partículas guardadas.

    Equipes trabalham no Lago Crawford, sugerido pelo grupo de trabalho do Antropoceno (AWG) como "golden spike", ponto de referência para comparar registros de poluentes dispersados pelo planeta
    Equipes trabalham no Lago Crawford, sugerido pelo grupo de trabalho do Antropoceno (AWG) como “golden spike”, ponto de referência para compa Brenna Bartley/Conservation Halton/DivulgaçãoMAIS 

    Localizado na cidade de Milton, na província de Ontário, o lago Crawford é do tipo meromítico. Isso significa que suas camadas de água não se misturam. Foi da região mais profunda, a cerca de 24 metros da superfície, que os cientistas coletaram amostras de solo.

    Os sedimentos contidos nas camadas do fundo do lago funcionam como um arquivo de atividades de antigas comunidades indígenas, colonizadores, de indústrias e de testes nucleares.

    Os testes realizados nas amostras do solo do lago levaram à escolha do ano de 1952 como marco para o começo do Antropoceno —termo cunhado pelo biólogo Eugene Stoermer e pelo químico vencedor do Nobel Paul Crutzen em 2000.

    Além da alta atividade industrial e de consumo em escala global percebido no período, os experimentos com bombas nucleares espalharam plutônio, elemento que não ocorre facilmente na natureza.

    Outros elementos também se dispersaram pela atmosfera e foram depositados no fundo do Atlântico Sul, em Caravelas, na Bahia. Foi ali que pesquisadores retiraram uma amostra de 80 cm de comprimento, que revelou concentrações de Césio-137.

    A coleta e as análises estão registradas no documentário “A Era dos Humanos”, que estreia nos cinemas em setembro e na plataforma Globoplay em outubro. A produção, apresentada pelo ator Marcos Palmeira, relaciona os achados com episódios de degradação ambiental, como queimadas, desmatamento e garimpo.

    A pesquisa registrada no filme é conduzida por Rubens Figueira, especialista do Instituto Oceanográfico da USP. “As mesmas medições feitas no Canadá foram feitas aqui em Caravelas com o Rubens, e isso mostra o quanto esse assunto está próximo de nós”, afirma Iara Cardoso, diretora e roteirista do documentário.

    Homem segura pedaço de cano de PVC sujo de lama
    Cena do documentário ‘A Era dos Humanos’, de Iara Cardoso, sobre o Antropoceno; na foto,Figueira, especialista em oceanografia química, segura material de pesquisa na Bahia – Divulgação

    https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2023/07/cientistas-sugerem-lago-no-canada-como-marca-do-comeco-do-antropoceno-a-epoca-dos-humanos.shtml

    Questões


    1 Quais são as principais evidências geológicas, biológicas e químicas que sustentam a existência do Antropoceno como uma nova era geológica?


    2 De que forma as atividades humanas têm impactado os principais sistemas terrestres, como o clima, os ecossistemas e a biodiversidade, durante o Antropoceno?


    3 Quais são os principais desafios e consequências do Antropoceno em relação à sustentabilidade global e às necessidades futuras das gerações humanas e não humanas?


    4 Além das implicações ambientais, quais são as implicações sociais, econômicas e éticas do Antropoceno, e como esses aspectos podem influenciar a forma como lidamos com as mudanças ambientais?


    Luciano Mannarino

  • Brasil tem 203 milhões de habitantes, aponta Censo; domicílios crescem mais.

    Ana Paula BimbatiLola Ferreira e Carlos Madeiro

    Do UOL, em São Paulo e no Rio, e colunista do UOL

    28/06/2023 10h00

    Somos 203 milhões de habitantes no Brasil. O número foi divulgado hoje pelo IBGE, que revelou os primeiros resultados do Censo 2022. Segundo os dados, vivemos em 90,6 milhões de domicílios, mas nos últimos 12 anos o país teve a menor taxa de crescimento populacional da sua história —os dados oficiais começam a ser contados a partir de 1872.

    O Censo 2022 foi feito com dois anos de atraso e levou 10 meses de coletas em campo. A pandemia e o corte de verbas no governo Bolsonaro foram apontados como os responsáveis pela demora.

    O que o Censo revelou

    A população cresceu em 12,3 milhões de pessoas em comparação a 2010, quando foi realizado o último censo. Na época, eram 190,7 milhões de habitantes, e agora chegamos a 203 milhões; uma alta de 6,4%.

    Porém, o dado divulgado hoje “reduz” a população do país, estimada anualmente pelo órgão. A projeção atual do IBGE é de que haveria 213,3 milhões de habitantes no país em 2021; também menor que o dado parcial do Censo divulgado no final do ano passado, de 207 milhões de moradores —a divulgação antecipada, por sinal, foi alvo de críticas. (Entenda o porquê da diferença).

    Já em domicílios, a alta foi bem maior: em 2010 eram 67,5 milhões e agora são 90,6 milhões, ou 34% a mais: um ritmo de crescimento cinco vezes maior que o da população.

    Com mais domicílios, caiu o número médio de moradores por residência: são agora 2,79 em média; há 13 anos, esse número era de 3,31.

    O Censo revelou que, nos últimos 12 anos, a taxa de crescimento populacional foi de 0,52% ao ano. Foi a menor já registrada desde que temos dados oficiais sobre o tema, a partir de 1872.

    Hoje saíram apenas dados referentes à população e domicílios. Resultados mais detalhados serão divulgados em publicações específicas por área em breve.

    Os demógrafos vão avaliar, por exemplo, qual o impacto da pandemia de covid-19 nesse baixo crescimento.

    “Tivemos diversos problemas. Primeiro, o corte de orçamento; depois, um período pandêmico, e por isso pegamos um país diferente. Foi difícil contratar recenseadores. Mas estamos entregando o censo do Brasil. Nunca havíamos entregue um resultado definitivo tão rápido como agora.”

    Cimar Azeredo Pereira, presidente do IBGE

    São Paulo, maiores números

    Em termos de moradores, São Paulo segue sendo o estado mais populoso com 44 milhões de moradores; e Roraima, o menos populoso, com seus 636 mil habitantes.

    A região Sudeste segue como o maior número de moradores brasileiros (84,8 milhões de habitantes), com 41,8%, enquanto 8% moram no Centro-Oeste.

    Já entre as cidades, a capital paulista também lidera em população, com 11,4 milhões de pessoas.

    Quando analisadas as maiores variações entre 2010 e 2022, Manaus chama atenção por ter sido a cidade que mais ganhou moradores nos últimos 12 anos em números absolutos, saltando de 1,8 milhão para 2 milhões de moradores.

    Já Salvador teve a maior queda de população entre esses anos, caindo de 2,67 milhões para 2,41 milhões de moradores.

    Com isso, a metrópole mais populosa do Nordeste passou a ser Fortaleza, que passou a ser a 4ª mais populosa do país. Entre os dez municípios mais populosos do país, cinco perderam população entre 2010 e 2022.

    As cidades mais populosas do país:

    São Paulo – 11.451.245 (1,8% a mais que em 2010)

    Rio de Janeiro – 6.211.423 (-1,7%)

    Brasília – 2.817.068 (+9,6%)

    Fortaleza – 2.428.678 (-1,0%)

    Salvador – 2.418.005 (-9,6%)

    Belo Horizonte – 2.315.560 (-2,5%)

    Manaus – 2.063.547 (+14,5)

    Curitiba – 1.773.733 (+1,2%)

    Recife – 1.488.920 (-3,2%)

    Goiânia – 1.437.237 (+10,4%)

    Metrópoles menores, entorno maior

    O Censo também apontou que a cidade com menor população do país não é mais Bora (SP), mas sim Serra da Saudade (MG) e seus 833 moradores.

    O IBGE também contou a população de concentrações urbanas, e e São Paulo segue também como a líder com 20,6 milhões de pessoas na região metropolitana. A região do Rio de Janeiro vem em seguida, com 11,6 milhões.

    Nessas concentrações urbanas (que são classificadas como arranjos populacionais acima de 100 mil habitantes com forte integração da população), moram 124,1 milhões de pessoas.

    Uma tendência observada pelo Censo 2022 é que as médias cidades foram as que mais ganharam população a partir de 2010, com redução de ritmo de alta nas capitais e cidades-pólo de regiões metropolitanas. “É o fato novo do Censo”, diz o presidente do IBGE.

    Vista aérea da área portuária de Manaus Imagem: Prefeitura de Manaus

    Crescimento desigual

    O crescimento populacional ocorreu em todos os estados nesses 12 anos, mas as taxas foram diferentes entre as regiões.

    Os números apontam que o Norte deixou de ter a maior taxa de crescimento populacional e passou o posto para o Centro-Oeste, que registrou uma taxa de 1,23% ao ano, mais que o dobro da média nacional.

    Na contramão, o Nordeste é a região que menos cresceu e teve alta de apenas 0,24% ao ano. Alagoas foi o estado com menor crescimento do país e ficou quase estável, com aumento de apenas 0,02% ao ano.

    Já Roraima teve a maior taxa de crescimento. Parte da explicação disso pode ser explicada pela inédita inclusão do povo Yanomami no recenseamento. … –

    Sobre o Censo

    Para fazer o Censo, o IBGE levou 10 meses em campo. O orçamento inicial aprovado foi de R$ 2,3 bilhões, mas segundo o presidente do órgão, o atual governo precisou investir R$ 350 milhões para concluir as entrevistas em 2023.

    Com o aporte do governo atual, foi possível fazer o recenseamento de mais 16 milhões de pessoas pelo país.

    “Dessas, 2 milhões estavam em favelas e iriam ficar fora”, diz. O número de moradores de favelas será divulgado posteriormente.

    “Estamos orgulhosos por esse momento. Ele é histórico e fundamental para todos nós. Existe um IBGE antes e depois do Censo 2022.”

    Cimar Azeredo Pereira, presidente do IBGE

    Recenseadores visitaram todas as cidades.

    O Censo começou em 1º de agosto de 2022 e encerrou a coleta em junho de 2023. Ao todo, participaram da coleta de dados 215.915 trabalhadores temporários, entre analistas, supervisores e recenseadores.

    Os recenseadores visitaram ao todo 106,8 milhões de endereços, com uma taxa de não-resposta de 4,23%. Nesse quesito, São Paulo se destacou pela média bem acima do restante dos estados: 8,1% dos paulistas não responderam.

    Segundo o IBGE, 1 milhão de domicílios se recusaram a responder o Censo.

    Quando uma pessoa não responde ao Censo, ou o entrevistador não consegue localizar um morador, o IBGE faz uma inferência para calcular de acordo com médias recenseadas no local.

    No Censo 2022, o IBGE informou que 195 milhões de pessoas foram recenseadas e 7,9 milhões foram imputadas (calculadas por método científico).

    Dos domicílios visitados, o IBGE encontrou 18 milhões desocupados ou ocupados ocasionalmente (caso de imóveis usados para veraneio ou aluguel temporário, por exemplo). Em comparação a 2010, a alta foi de 87%.

    https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2023/06/28/resultado-censo-2022-brasil-203-milhoes-de-habitantes.htm

    Questões

    1) Quais são os motivos para o atraso do Censo de 2022?

    2) Por que estado de Roraima teve um aumento de sua população?

    3) Em relação os municípios mais populosos do país, quais foram os que perderam efetivos?

    4) Aponte um fator para a redução do crescimento da população brasileira na última década.

    `Prof Luciano Mannarino

  • UERJ 2024 – GABARITO DE HUMANAS COMENTADO

    UERJ 2024 – GABARITO DE HUMANAS COMENTADO

    LETRA A

    Vamos analisar a questão:

    Enunciado:
    Em seu artigo de 1979, o escritor Carlos Drummond de Andrade situa circunstâncias do projeto de criação do Parque Indígena Ianomâmi, no contexto das ações de exploração da Amazônia durante os governos militares (1964-1985). A defesa da criação desse Parque, naquela conjuntura, tinha como objetivo tornar pública a seguinte problemática:

    Alternativas:
    (A) extermínio de povos originários
    (B) aviltamento de riquezas naturais
    (C) irracionalidade de agentes estatais
    (D) lucratividade de empresas privadas

    Comentário:
    Carlos Drummond de Andrade, em seu artigo, destaca a necessidade de criar o Parque Indígena Ianomâmi para proteger os povos indígenas da exploração e das consequências negativas das ações governamentais e empresariais na Amazônia. Durante os governos militares, houve uma intensa exploração da região, que trouxe doenças e impactos negativos para as comunidades indígenas, como os Ianomâmis⁵.

    A defesa da criação do Parque visava principalmente proteger esses povos do extermínio e das consequências devastadoras da exploração econômica e territorial. Portanto, a alternativa correta é:

    Resposta:
    (A) extermínio de povos originários

    .

    LETRA B

    Enunciado:
    Com base nas informações apresentadas, infere-se que a latitude aproximada do Catar é:
    (A) 05º N
    (B) 25º N
    (C) 45º N
    (D) 65º N

    Comentário sobre cada alternativa:

    (A) 05º N:

    • Comentário: Esta alternativa está incorreta. A latitude de 5º N está muito próxima do equador, o que colocaria o país em uma região equatorial. O Catar está localizado no Oriente Médio, bem ao norte do equador, e não em uma região equatorial.

    (B) 25º N:

    • Comentário: Esta é a alternativa correta. O Catar está situado aproximadamente a 25º de latitude norte. Esta posição coloca o país no hemisfério norte, em uma região de clima desértico, típica do Oriente Médio.

    (C) 45º N:

    • Comentário: Esta alternativa está incorreta. A latitude de 45º N está muito ao norte para o Catar. Esta latitude atravessa regiões como o sul da Europa e o norte dos Estados Unidos, que têm climas e características geográficas diferentes das do Catar.

    (D) 65º N:

    • Comentário: Esta alternativa está incorreta. A latitude de 65º N está muito ao norte, próxima ao Círculo Polar Ártico. Regiões nesta latitude têm climas muito frios e são muito distantes do Oriente Médio, onde o Catar está localizado.

    LETRA C

    O governo (com letra minúscula mesmo) que nos deixou em 2022 se notabilizou por se envolver e defender posições controvérsias acerca de vários temas como a eficácia de vacinas. Em relação ao atual Administração, se espera uma agenda positiva para as questões que envolvem o Meio Ambiente. Esse modelo de pergunta exige atenção do aluno, pois são duas análises que são feitas.

    Laerte emplaca mais uma charge na prova de Uerj!!!

    LETRA B

    A Ásia vem apresentando um forte crescimento industrial nas últimas décadas. A relação crescimento industrial e crescimento das populações urbanas faz o continente abrigar o maior número de megacidades do mundo. A cidade não foi inventada pela indústria, mas as grandes cidades, sim.

    LETRA A

    O aumento do uso de derivados de petróleo, devido a nossa industrialização, exigiu um debate sobre a sua exploração no território brasileiro. A vitoriosa corrente nacionalista percebeu que o monopólio de diversas etapas para o seu aproveitamento seria fundamental para que a Petrobras (estatal criada) pudesse crescer e se desenvolver ao ponto de se tornar, hoje, em uma Multinacional Verde e Amarela.

    LETRA D

    O Vale do Silício se constituiu no primeiro Tecnopolo do mundo devido, em parte, ao papel que os centros de pesquisas e universidades tiveram na formação de uma mão de obra extremamente qualificada. Apple, Microsoft, Intel, AMD, etc foram criadas por ex alunos da renomada Stanford University. O casamento entre Universidades e Empresas é a chave da 4 Revolução Industrial.

    LETRA C

    “Sabemos que o ser humano, desde os tempos remotos, busca registrar o seu local de habitação, onde ocorre sua vida, ou seja, seu espaço geográfico. Mesmo antes da invenção da escrita, o ser humano já registrava o seu espaço e cenas do seu cotidiano, representando-os em forma de pinturas rupestres. Tudo isso mostra a importância que o ser humano sempre reservou para pensar e representar o seu espaço”

    (http://projetoseeduc.cecierj.edu.br)

    LETRA B

    “A ausência de enfrentamento e a não promoção de um ato de coragem constroem um cenário brasileiro, fatores ligados a autopromoção das elites militares e econômicas, coloca essa integração ambiental como positiva. Essa representação traz o elemento da não participação civil durante a Proclamação. A encomenda do quadro vem para construir uma representação direcionada às elites emergentes, principalmente aos cafeicultores paulistas aos quais Calixto se relaciona”. (WP)

    LETRA A

    O africânder é uma lingua de origem holandesa que se estruturou com os colonizadores brancos. Após impor um doloroso regime segregacionista, os povos nativos foram obrigados a falar a lingua da minoria que controlava o poder político e econômico da Africa do Sul. A construção de uma identidade étnica também é uma estratégia de dominação.

    LETRA C

    A OTAN foi criada no contexto da “guerra fria” e mesmo após os ventos da “perestroika” e a da “glasnost” ela conseguiu relevância e vem admitindo novos integrantes. Interessante notar ques são países que faziam parte da antiga “cortina de ferro”. Na questão é possível perceber, devido sua posição geográfica, como a adesão da Ucrânia incomodaria Moscou.

    LETRA A

    “O parlamentarismo é um sistema de governo no qual o chefe de Estado e o de governo são duas pessoas diferentes. Isso porque o chefe de governo é o primeiro-ministro, eleito pelos parlamentares das câmaras; e o de Estado é o rei ou o presidente. Essas casas legislativas têm o poder de votar medidas, leis e projetos de todo o país.”

    “May the force be with you”

    https://brasilescola.uol.com.br/politica/parlamentarismo.htm

    LETRA D

    LETRA A

    LETRA C

    O avanço da fronteira agropecuária é um exemplo bem…..