Categoria: ATIVIDADES

Modelos de atividades para a Sala de Aula (Geografia)

  • TEMIDO FENÔMENO EL NIÑO PODERIA RETORNAR EM 2023

    Crescentes indicativos de modelos de clima de aquecimento do Pacífico no próximo ano que poderia levar a um evento de El Niño

    Autor: METSUL.COM 13/11/2022 – 11:36 Compartilhar: Anúncios

    Modelos de clima indicam aquecimento do Oceano Pacífico Equatorial em 2023 com possibilidade de caracterização de um episódio do fenômeno El Niño que impactaria profundamente o clima no Brasil e no resto do mundo | NOAA

    O ano de 2022 vai terminar com o fenômeno La Niña no Pacífico, mas 2023 pode ter a volta do temido El Niño. São crescentes os indicativos entre os modelos computadorizados de clima que a fase fria (Niña) do Pacífico Equatorial pode chegar ao fim depois de três anos e que no próximo ano pode se instalar uma fase quente (Niño), o que traria impactos no clima não só do Brasil como do resto do mundo.

    De acordo com o último boletim da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA), dos Estados Unidos, a anomalia de temperatura da superfície do mar era de -1,1ºC na denominada região Niño 3.4, no Pacífico Equatorial Central, que é usada para definir se há El Niño ou La Niña. O valor está na faixa de moderada intensidade de -1,0ºC a -1,4ºC.

    Por outro lado, a região Niño 1+2, perto das costas do Equador e do Peru, que costuma impactar as precipitações mais no verão e a temperatura no Sul do Brasil em qualquer época do ano, que chegou a ter uma anomalia de -2,0ºC em outubro, está com -1,8ºC, valor na faixa de forte intensidade, indicando uma forte La Niña costeira.

    Tal área do Pacífico tem grande correlação com a chuva no Sul do Brasil durante os meses do final do final da primavera e do verão com maior probabilidade de estiagem se estiver em território negativo e maior chance de chuva perto ou acima da média se estiver em terreno positivo. Se negativa, tende a favorecer mais incursões frias no Sul do país e tardias na primavera.

    A forte anomalia negativa no Pacífico Leste explica que a primavera até o momento tenha sido de calor escasso no Sul do Brasil com temperatura abaixo da média em muitas áreas. Nevou no primeiro dia da estação, o que não ocorria há muitos anos, e novembro começou com uma massa de ar frio de incomum intensidade para esta época do ano que trouxe geada em um grande número de municípios, além de um histórico episódio de neve sem precedente conhecido no mês de novembro.

    LA NIÑA AINDA VAI SEGUIR POR UM TEMPO

    O atual episódio de La Niña ainda está longe de terminar no Pacífico Equatorial. O fenômeno seguirá atuando durante todo o restante da primavera e vai se estender até meados do verão de 2023. Os modelos de clima estão em razoável acordo com as condições de La Niña devem seguir até o fim deste ano de 2022. Divergem sim quanto ao momento da transição para um estado de neutralidade (sem El Niño ou La Niña) no primeiro trimestre de 2023.

    A grande questão, portanto, é quando o Pacífico vai passar de La Niña para a neutralidade. Analisando-se as projeções de mais de vinte modelos dinâmicos e estatísticos para o Pacífico se observa que para a maioria esmagadora se daria no decorrer do verão. Para alguns modelos, mais cedo no verão e para outros em meados da estação quente.

    São vários fatores determinando que a La Niña segue nos próximos meses. Um, as anomalias de temperatura da superfície do mar excedendo com folga o patamar de La Niña. Além disso, a resposta atmosférica do La Niña está totalmente instalada com o padrão de vento e chuva na faixa equatorial típico do fenômeno. Setembro de 2022 teve o quarto maior valor médio da SOI (Índice de Oscilação Sul) desde 1950, em claro sinal de La Niña. E, por fim, observa-se ainda uma quantidade substancial de água mais fria do que a média sob a superfície, nas profundezas do Pacífico, e que ainda vai emergir na superfície.

    SINAIS DE EL NIÑO ENTRE O OUTONO E O INVERNO DE 2023

    Conforme a última projeção da Universidade de Colúmbia, em parceria com a NOAA, para o trimestre de outubro a dezembro, as probabilidades são de 93% de La Niña e 7% de neutro. E entre novembro e janeiro, no período crítico para a safra de milho, 84% de La Niña e 16% de neutralidade.

    Já no trimestre de verão, de dezembro de 2022 a fevereiro de 2023, as probabilidades são de 72% de La Niña e 28% de neutralidade, o que é pouco conforto para o produtor rural que teme uma nova estiagem. No trimestre de janeiro a março, importante para a cultura de soja, as probabilidades são de 55% de La Niña e 44% de neutralidade.

    Por sua vez, no trimestre de fevereiro a abril, quando do começo da colheita da safra de verão, a estimativa atual é de 36% de probabilidade de La Niña e 61% de neutralidade. No trimestre de março a maio, o de outono, que marca o auge da colheita, 21% de La Niña, 74% de neutralidade e 5% de El Niño. No trimestre de abril a junho, quando ainda há colheita, 13% de probabilidade de La Niña, 74% de neutralidade e 13% de El Niño.

    No trimestre de maio a julho que encaminha o inverno de 2023, 12% de chance de La Niña, 62% de neutro e 26% de El Niño. E, por fim, no trimestre de junho a agosto, o de inverno em 2023, 12% de probabilidade de La Niña, 52% de neutralidade e 36% de El Niño.

    O que chama atenção são os indicativos nos mapas espaciais de formação de uma “língua” de águas mais quentes típica de El Niño em setores mais a Leste do Pacífico Equatorial durante o outono com maior aquecimento próximo da América do Sul, das costas do Peru e do Equador. É o que está mostrando o modelo de clima do Centro Meteorológico Europeu (ECMWF) com uma rápida troca de águas mais frias para mais quentes entre o primeiro e o segundo trimestre de 2023.

    Cenário semelhante é apontado pelo North America Ensemble Model, um conjunto de modelos de clima dos Estados Unidos e do Canadá, operado pela NOAA, que da mesma forma sinaliza a formação de uma “língua” de águas superficiais mais quentes do que a média no primeiro semestre de 2023.

    O modelo de clima europeu, conforme a sua mais recente projeção mensal, atualizada em 1º de novembro, projeta um aquecimento sustentado das águas do Oceano Pacífico Equatorial ao longo de 2023 com uma provável caracterização do fenômeno El Niño ao longo do próximo ano.

    Como há classificação se há ou não El Niño ou La Niña atuando se dá com base na condição de temperatura do oceano no Pacífico Equatorial Central e não mais a Leste perto da América do Sul, um cenário possível a partir do que os modelos indicam é que primeiro se instale um El Niño costeiro, nas costas do Peru e do Equador, no começo do outono.

    O QUE É EL NIÑO?

    Um evento de El Niño ocorre quando as águas da superfície do Pacífico Equatorial se tornam mais quente do que a média e os ventos de Leste sopram mais fracos do que o normal na região. A condição oposta é chamada de La Niña. Durante esta fase, a água está mais fria que o normal e os ventos de Leste são mais fortes. Os episódios de El Niño, normalmente, ocorrem a cada 3 a 5 anos.

    El Niño, La Niña e neutralidade trazem consequências para pessoas e ecossistemas em todo o mundo. As interações entre o oceano e a atmosfera alteram o clima em todo o planeta e podem resultar em tempestades severas ou clima ameno, seca ou inundações. Tais alterações no clima podem produzir resultados secundários que influenciam a oferta e os preços de alimentos, incêndios florestais e ainda criam consequências econômicas e políticas adicionais. Fomes e conflitos políticos podem resultar dessas condições ambientais mais extremas.

    Ecossistemas e comunidades humanas podem ser afetados positiva ou negativamente. No Sul do Brasil, La Niña aumenta o risco de estiagem enquanto El Niño agrava a ameaça de chuva excessiva com enchentes. Historicamente, as melhores safras no Sul do país se dão com El Niño, embora nem sempre, e as perdas de produtividade tendem a ser maiores sob La Niña. O El Niño agrava o risco de seca no Nordeste do Brasil enquanto La Niña traz mais chuva para a região.

    A origem do nome “El Niño” data de 1800, quando pescadores na costa do Pacífico da América do Sul notavam que uma corrente oceânica quente aparecia a cada poucos anos. A captura de peixes caía drasticamente na região, afetando negativamente o abastecimento de alimentos e a subsistência das comunidades costeiras do Peru. A água mais quente no litoral coincidia com a época do Natal.

    Referindo-se ao nascimento de Cristo, os pescadores peruanos, então, chamaram as águas quentes do oceano de El Niño, que significa “o menino” em espanhol. A pesca nesta região é melhor durante os anos de La Niña, quando a ressurgência da água fria do oceano traz nutrientes ricos vindos do oceano profundo, resultando em um aumento no número de peixes capturados. O último episódio de El Niño se deu entre 2015 e 2016 e foi de muito forte intensidade, o que rendeu a expressão Super El Niño e o apelido de “El Niño Godzilla”. Este evento foi responsável por grandes enchentes no Sul do Brasil e os maiores picos de cheia do Lago Guaíba, em Porto Alegre, desde as enchentes históricas de 1941 e 1967. Anúncios

    SOBRE O AUTOR MetSul.Com MetSul.com é a plataforma de notícias, previsões e dados da MetSul Meteorologia com uma equipe de meteorologistas e jornalistas. Você pode enviar suas sugestões de pauta e interagir em nossas redes sociais.

    A reprodução em parte dos conteúdos da MetSul é autorizada desde que citada a fonte e publicado o hyperlink para o original 

    Questões

    1. O que foi o “El nino Godzilla?

    2 De que forma a tecnologia vem ajudando a monitorar o El nino? Exemplifique.

    3 Quais são os impactos do El nino no agronegócio brasileiro?

    4 O que é o “La nina” e quais são seus efeitos nas condições atmosféricas do Brasil?

    https://metsul.com/temido-fenomeno-el-nino-poderia-retornar-em-2023/ .

    Prof Luciano Mannarino

  • Irlanda do Norte segue dentro e fora do Mercado Comum Europeu.

    Acordo assinado nesta sexta (24) deixa país em situação única, atendendo a todos os lados da ‘guerra das linguiças’

    25.mar.2023 às 4h00

    Ivan Finotti
    MADRI


    A Irlanda do Norte é o novo gato de Schrödinger. Da mesma forma que aquele felino, imaginado pelo físico austríaco Erwin Schrödinger para ilustrar as incertezas da mecânica quântica em 1935, estava vivo e morto ao mesmo tempo, a partir desta sexta (24) a Irlanda do Norte está no Mercado Comum Europeu e também não está.

    James Cleverly, secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, e Maros Sefcovic, vice-presidente da Comissão Europeia, após assinarem ao acordo Quadro de Windsor, nesta sexta – Niklas Halle’n/Comissão Europeia/AFP


    O novo acordo Quadro de Windsor, proposto há um mês pelo primeiro-ministro britânico Rishi Sunak, foi formalmente assinado em uma reunião em Londres. As regras foram seladas por James Cleverly, secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, e pelo vice-presidente da Comissão Europeia, Maros Sefcovic.

    Os dois presidem o Comitê Conjunto do Brexit, organismo que supervisiona a correta aplicação da saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

    A situação única da Irlanda do Norte tem sua origem no Brexit, que aconteceu há três anos. Na ocasião, a nação também saiu da comunidade europeia, mas, diferentemente dos demais países do Reino Unido, a Irlanda do Norte optou por permanecer no Mercado Comum Europeu.

    As diferentes legislações comerciais, tributárias e aduaneiras do Reino Unido e da União Europeia causaram, então, uma série de complicações, que podem ser mais bem entendidas usando o exemplo da “guerra das linguiças”.


    Após o Brexit, os britânicos da Irlanda do Norte não podiam mais comprar as linguiças feitas na Inglaterra. Isso porque mercadorias na categoria “produto resfriado à base de carne” só podem ser importadas pelo bloco europeu se estiverem congeladas. Como essas linguiças não eram congeladas, elas sumiram dos supermercados da Irlanda do Norte.

    A partir de agora, no entanto, os portos irlandeses terão duas faixas diferentes para o que entra ali. A faixa verde se destina a produtos para serem consumidos apenas pelo mercado irlandês, portanto, não precisa seguir a legislação europeia.

    Já a faixa vermelha é para produtos que entrarão na Irlanda do Norte e depois seguirão para a UE. As linguiças inglesas, portanto, poderão ser importadas pela faixa verde, para consumo local, mas não pela vermelha, para posterior reexportação.

    Em meio à “guerra das linguiças”, o açougueiro Kieran McAtamney exibe alguns exemplares feitos de porco em sua loja em Ballymena, na Irlanda do Norte – Paul Faith – 10.dez.2020/AFP


    “Com as medidas acordadas, respondemos, de forma definitiva, aos desafios colocados durante a implementação do Protocolo Irlandês nos últimos dois anos, bem como aos problemas cotidianos que os cidadãos e empresas da Irlanda têm enfrentado, ao mesmo tempo em que apoiamos e protegemos o acordo da Sexta-Feira Santa em todos os seus pontos”, disseram Cleverly e Sefcovic em comunicado conjunto.

    O acordo da Sexta-Feira Santa é um pacto assinado em 1998, em Belfast, que encerrou décadas de uma guerra civil entre o IRA (Exército Republicano Irlandês) e o Reino Unido, que foi responsável por 3.700 mortes.

    O documento estabeleceu a Irlanda do Norte como nação oficial do Reino Unido, mas também criou o princípio de que o norte e o sul irlandeses poderão unificar a ilha, caso ambos os governos concordem nessa decisão.

    Para resolver a questão das linguiças e afins, antes do acordo assinado nesta sexta, cogitou-se fazer uma fronteira aduaneira entre as duas Irlandas, o que poderia promover abalos políticos no tratado da Sexta-Feira Santa e levar oxigênio à questão separatista. O Quadro de Windsor resolve a questão sem necessidade uma cerca entre as Irlandas —a República da Irlanda, mais ao sul, não faz parte do Reino Unido e segue normalmente na União Europeia.


    Sunak tem motivos para comemorar, uma vez que debelou nesta semana uma rebelião contra o novo acordo por seu partido Conservador. Boris Johnson e Liz Truss, os dois predecessores de Sunak no cargo de primeiro-ministro, foram dois dos 22 parlamentares conservadores que se recusaram a apoiar o documento, junto com seis do partido Unionista Democrático.

    Mas o primeiro-ministro conseguiu manter a unidade e a maioria do grupo conservador, tendo o respaldo de 515 parlamentares na votação que aconteceu nesta quarta (22).

    “A Comissão Europeia e o governo do Reino Unido reafirmaram o seu desejo de explorar plenamente o potencial do novo acordo de comércio e cooperação e de maximizar o potencial da relação UE-Reino Unido de formas que beneficiem ambas as partes”, concluiu o comunicado conjunto.

    https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/03/irlanda-do-norte-segue-dentro-e-fora-do-mercado-comum-europeu.shtml

    Prof Luciano Mannarino

  • Por que é tão difícil prever um grande terremoto como o que atingiu a Turquia?

    Milhões de tremores, de diferentes intensidades, ocorrem todos os anos, mas não notamos todos eles

    6.fev.2023 às 19hs

    BBC NEWS MUNDO

    Todo ano são registrados oficialmente mais de 200 mil terremotos em nosso planeta, apesar de, na verdade, milhões deles ocorrerem nesse mesmo período.

    Muitos passam ao largo dos registros oficiais porque são demasiadamente leves para que possamos senti-los ou porque acontecem em zonas remotas que não são monitoradas pelas autoridades.

    Outros, como o de magnitude 7,8 que atingiu e deixou vítimas na Turquia e na Síria nesta segunda-feira (6), deixam milhares de mortos e um rastro de destruição.

    Pessoas próximas a prédios que desabaram na cidade de Kahramanmaras, na Turquia
    Pessoas próximas a prédios que desabaram na cidade de Kahramanmaras, na Turquia – Agência Ihlas News via Reuters

    Construir casas e edifícios à prova de terremotos é, evidentemente, a melhor estratégia para evitar tanto perdas humanas quanto materiais. Mas seria possível retirar moradores com antecedência de áreas que serão afetadas —como acontece durante a passagem de um furacão, por exemplo? A resposta é não. Isso porque é impossível prever quando um terremoto vai acontecer —salvo por alguns minutos.

    LEI FÍSICA

    A razão é que a maioria dos terremotos ocorre pela liberação repentina de uma grande tensão na crosta terrestre. Essa tensão vai se acumulando gradualmente devido aos movimentos das placas tectônicas, normalmente ao longo de uma falha geológica, explica o site da British Geological Survey.

    Por isso, é impossível prever quando os terremotos vão ocorrer, “basicamente pela forma como essa energia é liberada”, afirmou à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, Richard Luckett, sismólogo da instituição. “Sabemos que a tensão está sendo acumulada nas grandes falhas e sabemos onde elas estão, mas não temos como saber quando essa energia será liberada”, diz.

    Luckett recorre ao exemplo que usa para explicar o fenômeno às crianças. “Se você puser um tijolo sobre uma lixa e lentamente retirá-la com algo, o tijolo vai se mover. Você pode repetir esse experimento dez vezes: embora aplique todas as vezes a mesma força, verá que o tijolo vai se movimentar repentinamente depois de diferentes intervalos de tempo”, diz ele. “Em termos físicos, é completamente imprevisível.”

    Saber se uma placa tectônica onde um país está acumula pressão “não ajuda a prever sismos, pois não sabemos quando essa energia será liberada”, diz. O que especialistas podem indicar é onde há a chance de ocorrer um terremoto de grande intensidade, “já que eles têm relação com o tamanho da falha”.

    Menina é resgatada de escombros de prédio destruído na cidade de Jandaris, em área controlada por rebeldes sírios Rami al Sayed/AFPMAIS

    Mesmo assim, isso não contribui para prever qual será a intensidade de um terremoto, já que a pressão pode ser liberada em uma série de pequenos tremores ou em um grande e único abalo.

    No caso do evento que causou danos na Turquia e na Síria foram dois fortes tremores seguidos.

    SINAIS?

    Mas há outros sinais a que devemos ficar atentos? Talvez uma mudança no clima ou o comportamento dos animais podem nos ajudar a prever um terremoto? Acredita-se que os animais possam sentir as primeiras ondas geradas pelo terremoto —e que nós não percebemos.

    “Os terremotos não têm nada a ver com o estado do tempo e certamente não há uma ligação com as mudanças climáticas”, esclarece o especialista. “São sistemas completamente diferentes”, acrescenta.

    Mas, segundo ele, o caso dos animais é interessante. Há uma série de estudos sobre como alguns bichos exibem um comportamento distinto ante a iminência de um terremoto.

    Diz-se, por exemplo, que os cachorros latem mais ou que os animais de forma geral fazem mais barulho.

    Segundo Luckett, “quando um forte terremoto acontece, provoca ondas distintas que viajam através da terra. As primeiras são pequenas, não causam dano, e muitas vezes nem sequer percebemos”, explica. “Mas os animais, sim.” Ainda assim, eles não ajudam a prever um terremoto. “Os animais sentem essas vibrações, mas isso ocorre uma vez que o terremoto já aconteceu”, assegura o especialista.

    “Eles nos avisam do perigo um pouco antes [o tempo depende do intervalo entre as ondas pequenas e as grandes], assim como os alarmes. Neste sentido, os dispositivos são mais sensíveis que os animais.”

    Luckett diz não acreditar que será possível prever terremotos. “O que poderemos fazer é aprimorar nossas formas de detectá-los.”

    OUTRAS TÉCNICAS ANALISADAS

    Especialistas em geofísica têm se concentrado, entre outras áreas, nos chamados “terremotos lentos”.

    São “deslizamentos que ocorrem em uma falha geológica, em geral, e em particular nas zonas de subducção entre duas placas que estão em contato”, explica Víctor Cruz-Atienza, pesquisador do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autônoma do México.

    Ele e seus colegas publicaram em 2021 um estudo sobre esse tipo de terremoto que ocorre em certas regiões sísmicas, como a do sudeste mexicano, onde duas placas interagem.

    Diferentemente dos tremores que sacodem a superfície, os terremotos lentos liberam energia pouco a pouco durante semanas ou meses, o que os torna imperceptíveis e nada destrutivos.

    Mas especialistas afirmam que estudá-los é muito importante para entender como os terremotos são gerados. Embora um tremor lento nem sempre antecipe um “normal”, é um fator a ser levado em conta.

    Em 2018, outros pesquisadores usaram com sucesso na Islândia um cabo de comunicações de fibra ótica para avaliar a atividade sísmica. O método testado pela equipe liderada por Philippe Jousset, do Centro Alemão de Pesquisas em Geociências (GFZ), com sede em Potsdam, usou 15 km de cabo de fibra ótica originalmente instalado em 1994 entre duas usinas de energia geotérmica na Islândia.

    Um pulso de laser enviado por uma única fibra do cabo foi suficiente para determinar se havia alguma interferência. Quando o solo e, consequentemente, o cabo se esticou ou se comprimiu, os pesquisadores conseguiram gravá-lo. Eles detectaram o tráfego local, a atividade sísmica e até mesmo os pedestres que passavam. Também captaram o sinal de um forte terremoto na Indonésia.

    O instrumento que deve ser anexado a cada cabo para tornar o monitoramento possível ainda é caro, mas os pesquisadores trabalhavam em alternativas acessíveis.

    https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/02/por-que-e-tao-dificil-prever-um-grande-terremoto-como-o-que-atingiu-a-turquia.shtml

    Questões


    Com certeza! Aqui estão cinco questões sobre terremotos na Turquia:

    1. Por que a Turquia é propensa a terremotos e como sua localização geográfica influencia a atividade sísmica na região?
    2. Quais são os principais terremotos históricos que ocorreram na Turquia e quais foram suas consequências significativas?
    3. Quais são as principais falhas geológicas responsáveis pela atividade sísmica na Turquia e como elas contribuem para a ocorrência de terremotos?
    4. Quais são as medidas de mitigação de terremotos adotadas na Turquia para reduzir os riscos e impactos dos tremores de terra?
    5. Existe alguma disparidade na distribuição de recursos e assistência governamental durante os esforços de resposta a terremotos, afetando diferentemente as comunidades étnicas minoritárias?

    Prof Luciano Mannarino

    Geologia/Geomorfologia

    VÍDEO – TEORIA DA DERIVA CONTINENTAL