
Categoria: ATIVIDADES
Modelos de atividades para a Sala de Aula (Geografia)
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O que é um Continente?
O que é um Continente?
Grandes extensões de terrenos emersos da crosta terrestre limitados pelas águas dos mares e oceanos. O número de continentes e sua configuração têm variado muito no decorrer da história física da Terra, conforme nos ensina a paleografia.A partir, porém, do fim do Terciário e do início do Quaternário estes se mantiveram com a configuração aproximada que aparece nos nossos dias, tendo apenas certas zonas costeiras sofrido transgressões, seguidas, porém, de regressões marinhas, as quais afetaram áreas pouco extensas.
A noção de continente é mais geográfica que geológica ou geomorfológica. Aos especialistas destas duas últimas ciências, o que mais interessa é o modo como surgiram estes fragmentos de terras emersas e como se desenvolveram suas configurações através dos diferentes períodos geológicos. A velha divisão dos continentes em antigo, novo e novíssimo corresponde, segundo Albert Demangeon, a uma divisão puramente artificial, que não tem nenhuma expressão do ponto de vista geográfico nem geológico.

Há várias hipóteses que procuram explicar a origem e formação dos continentes. Dentre eles tem-se a de A. Wegener, também chamada deriva dos continentes. É importante assinalar aqui os contornos de certas áreas continentais como, por exemplo, do Nordeste brasileiro e do golfo da Guiné (Africa), que muito inspiraram esta hipótese. Atualmente a tectônica de placas (vide) explica a migração dos continentes.
Fonte Novo dicionário geológico-geomorfológico/Antonio Teixeira Guerra, Antonio José Teixeira Guerra-Bertrand Brasil

Prof Luciano Mannarino
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O que é uma Rocha?
Rocha
Conjunto de minerais ou apenas um mineral consolidado. O estudo das rochas interessa aos geólogos e aos geógrafos. Enquanto, porém, os primeiros estudam-nas em si mesmas, analisando-lhes a composição química, o sistema de cristalização, a textura e estrutura, os segundos estudam-na, principalmente tendo vista a maneira como aos vários tipos de intemperismo e erosão.
As rochas que afloram na superfície do globo terrestre não apresentam sempre o mesmo aspecto. As suas diferenciações estão ligadas a uma série de fatores, tais como: origem, composição química, estrutura, textura, tipo de clima, declive, cobertura vegetal, tempo geológico etc. Todos estes fatores intervêm em grau maior ou menor nas diferenciações que as rochas superficiais possam apresentar.
As classificações mais diversas são feitas pelos geólogos mineralogistas, geógrafos e engenheiros. Cada especialista procura usar certo número de critérios de modo a satisfazer suas comuns são as baseadas na origem, na estrutura
Quanto à origem podem ser classificadas em três grupos:
1 magmáticas
2 sedimentares;
3 metamórficas;
Quanto à composição química das rochas o assunto é muito complexo. A escola americana é a partidária mais entusiasta dessa classificação. Se tomarmos, por exemplo, como ponto de partida a acidez da rocha, isto é, a porcentagem da sílica, elas podem ser classificadas em:
1 ácidas,
2 básicas,
3 neutras,
4 ultrabásicas
Quanto ao estado de cristalização estrutura cristalina pode ser dividida em:
1 holocristalina,
2 holoialina,
3 criptocristalina
4 hipocristalina
Quanto à textura, em:
1 granular
2 porfiróide (microlítica micro granular),
3 vítrea.
A composição química das rochas não reflete, de modo geral, fielmente as variações das composições mineras lógicas, fornecendo, como já vimos as bases de uma classificação de rochas. Exige, porém, longas e custosas análises e representa, de modo mais exato, a composição mineralógica e a natureza do magma original. Esta é a única que pode ser aplicada para as rochas vítreas, isto é, que não possuem minerais cristalizados obsidiana e vidro.
Para os engenheiros construtores de estradas, a classificação dos materiais de escavação constitui um sério problema. Não existe uma classificação que satisfaça inteiramente e que tenha aplicação a todas as regiões. Geralmente eles classificam as rochas nas seguintes categorias:
1 rocha branda
2 rocha semibranca
3 rocha dura.
Em certos casos especificam mais ainda, classificando-as em: rocha duríssima e rocha lamelar. Em geologia, ou em geomorfologia, esta classificação das rochas feita pelos engenheiros não tem valor científico. O que realmente interessa é a gênese, a composição química, a textura e a estrutura.
Por conseguinte, rocha em geologia é todo material que compõe a Crosta terrestre (excluindo a água e o gelo), que se estende por áreas com diversas, apresentando os mesmos caracteres. Uma rocha pode ser formada de um agrupamento de minerais ou por um único mineral. E inversamente um mineral pode entrar na constituição de rochas muito diferentes.
Fonte Novo dicionário geológico-geomorfológico/Antonio Teixeira Guerra, Antonio José Teixeira Guerra-Bertrand Brasil
Prof Luciano Mannarino
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Amásia: Oceano Pacífico sumirá para dar lugar a supercontinente, diz estudo.
Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte 11/10/2022 04h00
Um novo “supercontinente” está se formando e, apesar de ainda demorar de 200 milhões a 300 milhões de anos para que isso aconteça, o tema já fascina os cientistas, que estudam como o desaparecimento do Oceano Pacífico vai dar lugar à “Amásia” — junção de América com Ásia. Pesquisadores da Curtin University, na Austrália, e da Peking University, na China, publicaram um estudo na revista National Science, em que, com a ajuda de um supercomputador, simularam a evolução das placas tectônicas da Terra e a formação do futuro supercontinente, enquanto ocorre um encolhimento e fechamento total do Oceano.

Futuro supercontinente recebeu o nome de AmasiaImagem: Reprodução/ revista National Science. “Nos últimos dois bilhões de anos, os continentes da Terra colidiram para formar um supercontinente a cada 600 milhões de anos, o que é conhecido como ciclo do supercontinente. Isso significa que os continentes atuais devem se reunir novamente em algumas centenas de milhões de anos”, disse Chuan Huang, pesquisador do Grupo de Pesquisa de Dinâmica da Terra de Curtin e da Escola de Ciências da Terra e Planetárias, em comunicado à imprensa.
A formação de supercontinentes pode ocorrer de maneiras muito variadas, acreditam os cientistas, devido à a Terra estar esfriando há bilhões de anos. Desde sua formação, a espessura e a força das placas tectônicas sob os oceanos vêm reduzindo. Este processo natural resulta no encolhimento dos oceanos, que se formaram quando o supercontinente mais recente da Terra se separou e os vários pedaços lentamente se afastaram um do outro.
A massa da Terra, denominada Pangeia, se formou há cerca de 320 milhões de anos, segundo os autores do estudo. Ele se separou entre 170 milhões e 180 milhões de anos atrás. O Oceano Pacífico é o oceano mais antigo da Terra e sua formação começou há 700 milhões de anos. Ele começou a encolher durante a era dos dinossauros, reduzindo alguns centímetros por ano, de acordo com os cientistas.
Com base na nova simulação, o alcance atual do Oceano Pacífico de 10.000 quilômetros (6.213,7 milhas) fechará em menos de 300 milhões de anos. “O novo supercontinente resultante já foi nomeado Amasia porque alguns acreditam que o Oceano Pacífico fechará (em oposição aos oceanos Atlântico e Índico) quando a América colidir com a Ásia. Espera-se que a Austrália também desempenhe um papel neste importante evento da Terra, primeiro colidindo com a Ásia e depois conectando a América e a Ásia quando o Oceano Pacífico fechar”, disse Huang.
As mudanças no novo “supercontinente”
Com as mudanças na distribuição dos continentes e oceanos, ocorrerão alterações nos climas. Os pesquisadores também esperam mais terremotos à medida que as placas continentais colidam. Além disso, o supercontinente recém-formado também terá uma biodiversidade diminuída.
“A Terra como a conhecemos será drasticamente diferente quando Amásia se formar. Espera-se que o nível do mar seja mais baixo e o vasto interior do supercontinente será muito árido, com altas temperaturas diárias”, disse Li. Os cientistas ainda tentam entender o ciclo do supercontinente da Terra, que é impulsionado pelo calor e pela gravidade. A equipe de pesquisa quer estabelecer como as placas tectônicas da Terra começaram e quando os primeiros continentes se formaram, bem como o que deu início ao ciclo dos supercontinentes.
“Estamos apenas começando a olhar para todo o sistema terrestre, do núcleo à atmosfera, como um sistema intimamente ligado que evoluiu em conjunto”, disse Li.

Questões
Aqui estão 10 questões discursivas baseadas no texto sobre o supercontinente Amásia:
Como o ciclo do supercontinente influencia a evolução geológica da Terra e a configuração dos continentes ao longo do tempo?
Explique o papel da Tectônica de Placas na formação e no fechamento dos oceanos, utilizando o Oceano Pacífico como exemplo.
De acordo com o texto, quais mudanças climáticas e ecológicas podem ocorrer com a formação do supercontinente Amásia?
Como o processo de resfriamento da Terra afeta a dinâmica das placas tectônicas e a formação de supercontinentes?
A formação de supercontinentes no passado está ligada à separação de Pangeia. Compare esse processo com a futura formação de Amásia.
Discuta as implicações da diminuição do Oceano Pacífico para a geografia mundial e as atividades tectônicas globais.
De que forma o estudo de simulações da evolução das placas tectônicas, como o realizado pelos cientistas da Curtin University e da Peking University, pode nos ajudar a entender a geodinâmica da Terra?
O que o encolhimento do Oceano Pacífico e a futura colisão entre América e Ásia revelam sobre o movimento das placas tectônicas?
Como a formação de um supercontinente como Amásia poderia afetar a biodiversidade global? Justifique sua resposta com base nas informações fornecidas.
Analise a importância de se compreender o ciclo dos supercontinentes no contexto de mudanças climáticas, desastres naturais e biodiversidade.
Prof Luciano Mannarino
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Em Tocantins, ‘caixa-d’água do Brasil’, desmate ameaça rios
Com avanço da fronteira agrícola, nascentes de importantes bacias hidrográficas do país ficam em risco
Beatriz Jucá
FORTALEZA
O Tocantins tem visto o desmatamento ilegal avançar sobre seu território. No ano passado, oito em cada dez proprietários de terra que desmataram no estado não tinham autorização —mesmo assim, suprimiram vegetação de uma área equivalente a 30 mil campos de futebol, aponta relatório recente do Ministério Público.
Integrante da principal nova fronteira agrícola do país, o Matopiba (composta ainda por Maranhão, Piauí e Bahia), o estado precisa fortalecer a fiscalização e avançar na destinação de parte de seu território para frear o desmatamento, defendem pesquisadores.
No ritmo atual, o problema do desmate já ameaça as nascentes das principais bacias hidrográficas do país, uma vez que o Tocantins é conhecido como a “caixa-d’água brasileira”, por ser um berço de fontes importantes, inclusive para o agronegócio.

Colheita de milho no município de Mateiros (TO) – Lalo de Almeida – 12.mai.2015/Folhapress Com cerca de 91% do território ocupado pelo cerrado e 9% pela Amazônia, o Tocantins sofre principalmente com o desmatamento oriundo da grilagem e do avanço da agropecuária.
“De 2020 para 2021 o que vimos foi um aumento da área desmatada dentro do estado”, diz Bianca Santos, pesquisadora do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia). O Tocantins está em quarto lugar entre os nove estados da Amazônia Legal que mais aumentaram o desmatamento no período.
A pesquisadora ressalta que, quando o desmatamento ocorre próximo às nascentes, agrava a crise hídrica. Uma das maiores preocupações é o nível elevado de degradação da bacia Tocantins-Araguaia, resultante da atividade humana nos últimos 20 anos.
Quase metade dela foi desmatada, e os afluentes do rio Araguaia têm sofrido com a retirada de água para agricultura irrigada.
O Governo do Tocantins disse à Folha que vem reforçando a fiscalização para combater o desmatamento. Desde março, segundo a gestão, o estado conta com sistema de alertas de desmatamento e queimadas com imagens de satélite diárias, para um monitoramento semanal.
No front do problema, povos tradicionais que sentem os efeitos do desmate e do avanço de criminosos pelo seu território apontam que é preciso mais ação tanto na esfera federal quanto na estadual.
“A questão ambiental está piorando e colocando em risco o bioma e as nossas comunidades quilombolas e indígenas. Não conseguimos usar todo o nosso território. O solo e as águas estão sendo envenenados com agrotóxicos”, conta Evandro Moura Dias, da Coordenação das Comunidades Quilombolas do Tocantins.
Para ele, é preciso que os próximos governantes reconheçam legalmente as comunidades tradicionais para protegê-las de conflitos por terra.
Como se repete em todo o país, as áreas ambientais mais protegidas do Tocantins costumam estar em unidades de conservação, terras indígenas e comunidades tradicionais. No estado, 13,25% da área está demarcados como unidade de conservação ou terras indígenas.



O estado já tem uma parte significativa do território em propriedades privadas, mas ainda há terras sem destinação de uso. De acordo com o Imazon, 90% dessas áreas sem destinação são de responsabilidade estadual.
E boa parte delas nem sequer está registrada em cartório, o primeiro passo para o processo de regularização —seja para proprietários particulares seja para transformá-las em unidades de conservação.
A ação, segundo pesquisadores, é fundamental para conseguir preservar a vegetação nativa. Isso porque, sem a destinação dessas terras, não há legislação que as proteja de invasões.
Outro ponto é que a legislação fundiária do Tocantins não impede a regularização de áreas desmatadas recentemente. O relatório “Leis e Práticas de Regularização Fundiária no Estado do Tocantins”, do Imazon, aponta que invasores de terras públicas podem regularizar as áreas pagando valores irrisórios.
O hectare (10 mil m²) custa em média R$ 3,50, mas há casos em que, com R$ 1, o grileiro pode ter a posse definitiva da área invadida e desmatada.
O Governo do Tocantins diz que tem adotado as medidas de combate à grilagem, com regularização fundiária nos termos previstos na legislação. O governo também afirma que criou a Delegacia de Repressão e Conflitos Agrários e realiza ações em territórios quilombolas.
Há décadas, a Amazônia tocantinense vem sendo transformada para o uso da agropecuária. Nos últimos anos, porém, esse processo cresceu com o cultivo de grãos e a silvicultura, explica Renato Torres, doutor em ecologia e professor da Universidade Federal do Tocantins.
“Essa é a parte atualmente mais degradada. Nós temos em torno de 20% de cobertura vegetal remanescente nessa parte da Amazônia tocantinense”, aponta.
A área de cerrado, ele diz, também foi ocupada inicialmente com a pecuária e, mais recentemente, com a produção de grãos.
“Esse processo de transformação da terra é favorecido pelas políticas públicas. Nós também temos uma questão relacionada à legislação. Só um terço das áreas do cerrado devem ser conservadas pelos proprietários particulares, enquanto na Amazônia são 80%”, lembra Torres.

Fiscais do Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) são escoltados por policiais militares e vistoriam desmatamento recente no mu Lalo de Almeida/Lalo de Almeida/FolhapressMAIS Nestas eleições, as intenções de voto para governador no Tocantins se concentram em duas candidaturas, segundo as pesquisas.
Candidato à reeleição e líder nas pesquisas, o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) propõe promover desenvolvimento econômico através da agropecuária, respeitando o meio ambiente e as políticas de preservação.
No plano de governo, cita como principais ações a redução de queimadas e do desmatamento, a expansão do Conselho Estadual de Meio Ambiente e a atualização das normas ambientais.
Em segundo lugar nas pesquisas, o candidato Ronaldo Dimas (PL) quer tornar os processos de licenciamento ambiental menos burocráticos e modernizar a fiscalização ambiental.
Seu plano de governo fala em “apoiar técnica e financeiramente a recuperação de áreas degradadas para aumento da produtividade agrícola” e fortalecer a gestão participativa nos conselhos e órgãos colegiados.
O projeto Planeta em Transe é apoiado pela Open Society Foundations.
Questões
1 Por que se afirma que o centro oeste abria a “caixa d’água” do Brasil?
2 O que é “grilagem” de terras?
3 O que são territórios quilombolas?
4 Como o uso da tecnologia ajuda a monitorar as áreas de devastação no Brasil?
5 Caracterize os Biomas presentes no território do Tocantins.
Prof Luciano Mannarino