Categoria: ATIVIDADES

Modelos de atividades para a Sala de Aula (Geografia)

  • artificial intelligence

    artificial intelligence

    Mauritius was a very dedicated and busy guy: a real Workaholic!  Married to Ana, their relationship had been deteriorating by the constant absences: Civil aviation is cruel to marriages.

    – Mauritius, do you know what WhatsApp is? It’s a cool app that you can use to talk to me. Said Ana at a rare dinner for two.

    – We’re married, that’s what matters my love. He justified it before his wife’s astonished look.  Ana was the second passion of her life – Airplanes the first!

    While talking to a friend he discovered an ingenious solution.

    – You need MESSENGERPLUS AI.  I’m talking about an application that uses state-of-the-art artificial intelligence. It fires and responds to messages according to some parameters. You don’t have to warm your head anymore. Said the friend.

    – Um, that’s interesting. I’m going to try it.

    Installed it on his smartphone and in the first few weeks it was a marvel.  Ana had changed radically, was more and more in love due to the attention of Mauritius was dedicating to her and the marriage.

    In fact, the app was a real spectacle. He said that Ana was beautiful, that he loved her and her complex algorithm could even keep small dialogues and gallant like: “I loved the color of nail polish. It’s beautiful!!! Kisses… I love you always!!”

    However, Ana curious about the confusions of the last messages exchanged, decided to poke her husband’s cell phone and discovered the secret.  She was outraged by the artificiality of this sudden attention, installed the same application and never became interested in reading and answering mauritius’ messages. The relationship soured for good and months later they came to separate.

    One afternoon, with a rare moment of rest, Maurício decided to “clean” his cell phone, as this already compromised some functions. He deleted photos, videos and various apps and at the time of deleting MESSENGERPLUS AI. he noticed that the App was active and displayed the following dialog:

    Message 43.435: Mauricio to Ana

    – Dear and sweet Ana I promise to arrive early, because I make a point of taking you to a dinner to celebrate the 11 years of our Little Renatinha.  Now as a director of the company I have more freedom in my schedule. Kisses on you, Renata and our little Gabriel.

    Message 43,436: Ana to Mauritius

    – Dear and beloved Mauritius did not tell about dinner, it will be a surprise for the princess.  Gabriel does not do well in the College, the teacher complains of lack of attention at the time of explanation.  Who did you get? Laughter

    I’ll wait for you tonight. I love our family.

    Note. We’re 39 days away from our second trip to Disney.

    Artificial Intelligence is the animal!!!

    Artificial intelligence is cool!!!

    Author: LUCIANO MANNARINO

    The text was written in Portuguese and the google translator was used for English

    Luciano Mannarino

  • Kwichon: o fenômeno que está ‘esvaziando’ as grandes cidades da Coreia do Sul

    BBC NEWS BRASIL

    José Carlos Cueto

    A capital sul-coreana, Seul, encarnou por décadas o espírito de progresso e desenvolvimento do país.

    A megalópole é uma das mais ricas capitais do mundo e o epicentro de indústrias tecnológicas poderosas e inovadoras que conquistaram o mundo.

    O magnetismo de Seul faz com que somente a sua área metropolitana abrigasse quase 25 milhões de habitantes –praticamente a metade da população da Coreia do Sul.

    Kwichon: o fenômeno que está 'esvaziando' as grandes cidades da Coreia do Sul
    Kwichon: o fenômeno que está ‘esvaziando’ as grandes cidades da Coreia do Sul – Getty Images

    Mas um número crescente de sul-coreanos vem se dedicando a uma nova aventura: o kwichon.

    “Kwichon significa literalmente ‘retorno ao rural’”, segundo explica Su Min Hwang, editora do Serviço Coreano da BBC.

    Nos últimos anos, o governo da Coreia do Sul observou com preocupação o despovoamento das zonas rurais, com as pessoas se mudando cada vez mais para a capital e sua área metropolitana. Por isso, diversas medidas foram tomadas para motivar as pessoas a voltar para o campo.

    Mas aparentemente o kwichon vive agora seu grande momento, com um número recorde de jovens sul-coreanos migrando para a zona rural.

    A PANDEMIA COMO IMPULSIONADORA

    Em 2021, a jornalista Julie Yoonnyung Lee, do Serviço Coreano da BBC, visitou a pequena cidade de Suncheon, na província de Jeolla do Sul.

    Lá, ela conheceu Yun Sihu, de 11 anos, e sua mãe Oh Sujung. Na porta de casa, havia uma grande plantação de batatas, milho, berinjelas, pimentões e alface. Mas Lee conta que a vida delas era muito diferente, pouco tempo atrás.

    Sihu e sua família moravam no nono andar de um edifício de 19 pavimentos em uma zona de tráfego intenso. Mesmo antes dos confinamentos causados pela pandemia de Covid-19, Sihu e seu irmão já haviam inventado uma forma de jogar beisebol dentro do apartamento, devido à falta de espaço ao ar livre.

    Pastores usando máscaras participam de culto online em Seul, na Coreia do Sul.
    Pastores usando máscaras participam de culto online em Seul, na Coreia do Sul. Jung Yeon-je/AFPMAIS 

    Desde que a família se mudou para Suncheon, os arranha-céus da cidade foi substituídos por montanhas, o ruído do tráfego pelo cacarejar das galinhas e o apartamento minúsculo da família, por uma casa tradicional de madeira e teto curvado.

    “Agora, coloco um pé para fora de casa e todo o terreno é um espaço de jogos. Rego os pimentões, as berinjelas e as alfaces todos os dias”, conta Sihu.

    Com mais da metade da população do país vivendo na região metropolitana de Seul, muitas pessoas recearam que a Covid-19 pudesse se alastrar rapidamente pelos blocos de apartamentos densamente ocupados da capital.

    Assim que o vírus chegou, as escolas foram fechadas. Para Sihu, o isolamento foi forte demais. Sua saúde mental ficou debilitada ao ficar presa com o aprendizado online, sem poder encontrar seus amigos.

    Vê-la assim, para sua mãe, era devastador. Ela então aproveitou a oportunidade para colocar em ação uma ideia com que ela sonhava há anos: deixar a cidade em busca de uma vida nova no campo. E outras centenas de milhares de sul-coreanos estão fazendo o mesmo.

    RECORDE NOS NÚMEROS

    Voltar para o campo e para a agricultura é uma tendência que vem ganhando força nos últimos anos, devido ao golpe da pandemia e à necessidade de buscar estilos de vida alternativos.

    Uma pesquisa realizada em 2021 pelo Escritório Nacional de Estatísticas e pelo Ministério da Agricultura, Alimentos e Questões Rurais da Coreia do Sul indicou que 515.434 pessoas abandonaram Seul naquele ano e mudaram-se para vilarejos de agricultores ou pescadores –4,2% a mais que no ano anterior.

    Especificamente com relação aos jovens, 235.904 pessoas com menos de 30 anos de idade retornaram para a zona rural. Elas representam 45,8% do total e este é o maior número já registrado no país.

    “Recentemente, muitos jovens de Seul encerraram suas carreiras e, descontentes com seu trabalho e suas perspectivas, decidiram mudar-se para tentar a sorte no campo. E parece que muitos estão gostando”, explica Ramón Pacheco Pardo, professor de relações internacionais e especialista em assuntos coreanos e do leste asiático do King’s College de Londres.

    O descontentamento com o trabalho se une a outros motivos de reclamações em outras grandes cidades do mundo, como os altos preços da moradia, o estresse urbano e a forte competitividade.

    A Coreia do Sul tem uma das taxas de suicídio mais altas do mundo. Estatísticas do governo indicam que esta é a maior causa de mortalidade entre jovens e adolescentes.

    Psicólogos atribuem esses níveis de depressão e suicídio à intensa pressão imposta aos jovens para que eles tenham sucesso acadêmico. Mas cada vez mais jovens consideram esse sucesso inalcançável, pois o excesso de estudos e o ritmo da cidade consomem suas energias, sem oferecer a recompensa esperada.

    VOLTA AO PASSADO

    Na segunda metade do século 20, a Coreia do Sul passou por décadas de progresso e crescimento econômico acelerado.

    Por muitos anos, antes da divisão entre Coreia do Norte e do Sul na década de 1940 e da Guerra da Coreia entre 1950 e 1953, a grande maioria dos coreanos dedicava-se à agricultura.

    Mas, a partir dos anos 1960, começou uma migração maciça do campo para a cidade –em grande parte, para fugir da pobreza. Essa explosão urbana foi um dos grandes fatores para o crescimento econômico e a criação de riqueza e oportunidades.

    As fortes chuvas que atingiram a área metropolitana de Seul de segunda-feira até o início de quarta (10) deixaram seis pessoas desaparecidas e pelo menos nove mortas
    As fortes chuvas que atingiram a área metropolitana de Seul de segunda-feira até o início de quarta (10) deixaram seis pessoas desaparecidas Anthony Wallace – 11.ago.22/AFPMAIS 

    Ocorre que, hoje em dia, muitos jovens enfrentam uma série de obstáculos para aproveitar essas oportunidades, em comparação com as gerações passadas. Neste contexto, não é de se estranhar que famílias com adolescentes, como Sihu, e outros jovens profissionais abandonem seu trabalho e experimentem a vida rural, retornando ao ambiente tradicional de muitos coreanos no passado.

    IMPULSO PARA A VIDA RURAL

    Diversos governos sul-coreanos tentaram buscar uma forma de solucionar o desequilíbrio populacional e econômico entre a região metropolitana de Seul e a zona rural.

    Por décadas, a escassez de investimentos em setores como a agricultura e a pesca deixou o campo sul-coreano em declínio econômico.

    “A zona rural estava ficando despovoada porque os jovens e, sobretudo, as mulheres se mudaram para a cidade em busca de oportunidades”, segundo Pacheco.

    Aliado a isso, a Coreia do Sul possui uma das taxas de natalidade mais baixas do mundo, o que é um duro golpe para o ambiente rural.

    O êxodo rural foi se agravando até o ponto de ameaçar a segurança alimentar. Os agricultores eram idosos, em sua maioria, e muitos começaram a se aposentar ou morrer sem que houvesse jovens para substituí-los. Por isso, as autoridades oferecem facilidades para os cidadãos que querem mudar-se para o campo.

    “O governo incentiva treinamentos e programas educativos sobre a vida no campo. Existem programas para aprender a colher e alguns governos locais oferecem ajuda econômica e acesso à moradia”, afirma Pacheco Pardo.

    Apoios indiretos, como maior investimento em infraestrutura, também vêm impulsionando o bom momento do kwichon.

    “Em um país pequeno, a possibilidade de transporte barato graças à nova infraestrutura ajuda mais pessoas a realizar essa mudança de vida”, afirma o professor.

    EFEITOS SOBRE A NOVA GERAÇÃO

    O aumento do kwichon é um fenômeno relativamente recente. Por isso, parece que ainda é cedo para avaliar seus efeitos e os resultados da ajuda do governo.

    Mas alguns avanços já começam a surgir. Antes da pandemia, por exemplo, muitas escolas rurais estavam a ponto de fechar. E, durante a visita a Suncheon em 2021, a BBC entrevistou a professora da escola de Sihu, Shin Youngmi.

    Ela havia lecionado anteriormente na região metropolitana de Seul. Depois da sua experiência no campo, Shin acredita que as escolas rurais podem oferecer uma oportunidade real aos coreanos para enfrentar os altos níveis de estresse e depressão dos jovens.

    Para ajudar as escolas rurais, as autoridades chegaram a oferecer subsídios às famílias dispostas a mudar-se de Seul. Naquele ano, a escola de Sihu recebeu sete novos alunos e a professora Shin afirma que toda a comunidade se beneficiou com seus novos moradores.

    Resta saber se as jovens gerações de migrantes rurais decidirão permanecer em meio à natureza ou se serão atraídas de volta à agitação da cidade grande.

    https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2022/09/kwichon-o-fenomeno-que-esta-esvaziando-as-grandes-cidades-da-coreia-do-sul.shtml

    Questões

    1. Explique o processo de “divisão das Coreias”.

    2. Por que o kwichon vem ocorrendo na Coreia do Sul?

    3. Por que o governo da Coreia do Sul passou incentivar seus a cidadãos a morar no campo?

    4. O ocorreu na Coreia do Sul uma macrocefalia urbana? Justifique.

    Prof Luciano Mannarino

  • Intemperismo, Erosão, Transporte e Sedimentação.

    Intemperismo, Erosão, Transporte e Sedimentação.

    Intemperismo

    Intemperismo é o processo de transformação ou desgaste das rochas através de processos físicos, químicos ou biológicos. Dependendo do tipo de processo e de produto envolvido, o intemperismo pode ser classificado em três tipos principais:

    • Intemperismo físico »
    • Intemperismo químico »
    • Intemperismo biológico »

    Intemperismo físico

    Também chamado de mecânico, acontece quando há desagregação mecânica das rochas em partículas menores, sem alteração química dos minerais. Este processo aumenta a área superficial da rocha deixando-a mais suscetível à ação de outros tipos de intemperismo.

    Fragmentação de um bloco de rocha pelo intemperismo físico aumentando sua área superficial.
    Efeito dos processos de congelamento e derretimento da água no alargamento de fraturas preexistentes. 

    Intemperismo químico

    Ocorre pela alteração química dos minerais que compõem a rocha, que faz com que ela se torne mais friável, mais frágil e mais porosa. Os principais processos químicos que ocorrem nesse tipo de intemperismo são a hidrólise, a hidratação, a oxidação, a redução, a carbonatação e a dissolução.

    Intemperismo biológico

    Também chamado de intemperismo químico-biológico ou físico-biológico, ocorre quando os seres vivos intervêm no processo de transformação das rochas. Podem ocorrer pela ação de bactérias, de resíduos orgânicos de animais e de raízes de plantas, resultando na alteração química e física das rochas, como o índice de acidez e a coesão dos agrupamentos minerais, entre outros fenômenos.

    ______________

    Os processos intempéricos são os grandes responsáveis pelo enfraquecimento das rochas, facilitando a erosão, o transporte dos sedimentos resultantes e sua posterior sedimentação em locais distantes.

    Erosão, transporte e sedimentação

    Ao observarmos uma paisagem nem sempre paramos para pensar em como ela foi formada. No entanto, a formação do relevo deve-se a vários processos, sendo a erosão, o transporte e a sedimentação alguns dos mais importantes. Quando combinados, estes processos criam fenômenos que modelam a superfície terrestre, gerando vales, solos, rochas sedimentares e até mesmo a areia da praia.

    Erosão – “retira o material”

    Após intemperizados, os minerais presentes nas rochas ficam mais frágeis e quebradiços, propensos a serem removidos por agentes externos, tais como água, vento, geleiras e até mesmo a gravidade. Veja alguns exemplos:

    Transporte – “movimenta o material”

    Além de causar erosão, estes agentes também realizam o transporte do material removido para longe da área fonte. Alguns agentes transportam os sedimentos a longas distâncias, como os rios e o vento. Outros depositam-nos próximos da área fonte. A distância percorrida pelos sedimentos desde a área fonte até o local final vai depender de vários fatores, como energia do agente, declividade do terreno, etc.

    Sedimentação – “deposita o material”

    Os sedimentos transportados pelos diversos agentes são depositados em locais mais baixos, denominados bacias sedimentares. É nestes locais que o material depositado se acumula, em camadas que podem atingir até vários quilômetros de espessura.

    Home

    Avaliação

    1 Descreva as principais diferenças entre intemperismo físico, químico e biológico. Forneça exemplos para cada tipo. (2 pontos)

    2 Explique os processos de Erosão, Transporte e Sedimentação. (2 pontos)

    3 Analise como a presença de vegetação pode influenciar o processo de intemperismo em uma região. Considere tanto os aspectos de intemperismo biológico quanto os efeitos indiretos da vegetação. (2 pontos)

    4 Considere uma região com um clima árido e outra com um clima tropical úmido. Compare e contraste os tipos e intensidades de intemperismo que predominam em cada uma dessas regiões. (2 pontos)

    5 Analise como o intemperismo pode influenciar a estabilidade de encostas e a ocorrência de deslizamentos de terra. Discuta medidas que podem ser tomadas para prevenir ou mitigar esses desastres naturais. (2 pontos)

    Questões desafiadoras.

    1 Como a interação entre intemperismo químico e físico pode influenciar a formação de paisagens únicas? Escolha uma região específica e analise como esses processos moldaram a geografia local.

    2 Discuta como o intemperismo pode ser um indicador de mudanças climáticas passadas. Quais evidências geológicas podem ser usadas para inferir as condições climáticas de eras anteriores?

    3 Explique como a atividade humana pode acelerar os processos de intemperismo. Analise os impactos de práticas agrícolas, mineração e urbanização sobre o intemperismo químico e físico.

    4 Investigue a relação entre intemperismo e a formação de cavernas em regiões calcárias. Como os processos químicos específicos contribuem para a criação dessas estruturas subterrâneas?

    5 Analise como o intemperismo contribui para a formação de solos férteis em regiões vulcânicas. Quais são os processos envolvidos e como eles beneficiam a agricultura local?

    6 Discuta a importância do intemperismo na ciclagem de carbono. Como os processos de intemperismo químico podem influenciar os níveis de dióxido de carbono na atmosfera?

    7 Explique como o intemperismo pode afetar a durabilidade de monumentos históricos feitos de pedra. Quais são os principais desafios na preservação desses monumentos e como eles podem ser mitigados?

    8 Analise a influência do intemperismo na formação de depósitos de bauxita. Quais são os processos químicos envolvidos e como eles contribuem para a concentração de alumínio nesses depósitos?

    Prof Luciano Mannarino

    O que estuda a Geomorfologia?

    Apresentação do Professor de Geologia…

  • Mercedes-Benz vai demitir 3.600 pessoas em SP e terceirizar parte da operação

    SÃO PAULO | REUTERS
    A Mercedes-Benz anunciou nesta terça-feira (6) uma reestruturação de sua fábrica de caminhões e chassis de ônibus em São Bernardo do Campo (SP), que resultará na demissão de 3.600 trabalhadores, e terceirização de parte da operação.

    A Mercedes-Benz Caminhões e Ônibus atribuiu a medida à pressão de custo e à transformação da indústria automobilística, o que tornou necessário um foco maior no “core business”, definido como a fabricação de chassis de ônibus, caminhões e o desenvolvimento de tecnologias e serviços para o futuro.

    A produção de componentes como eixos dianteiros e transmissão média e os serviços de logística, manutenção e ferramentaria estão entre as atividades que passarão a ser executadas por empresas contratadas.

    Funcionários trabalham em montagem de motor na linha de produção de caminhões 4.0 na fábrica da Mercedes, em São Bernardo do Campo (ABC paulista) – Eduardo Kanpp-08.jan.21/Folhapress


    “Estamos garantindo a sustentabilidade dos negócios da Mercedes-Benz Caminhões e Ônibus a longo prazo no Brasil”, disse a montadora em comunicado.

    A empresa demitirá aproximadamente 2.200 trabalhadores da unidade, sua primeira no país —inaugurada em 1956— e maior planta da Daimler fora da Alemanha para veículos comerciais Mercedes-Benz. E cerca de 1.400 profissionais não terão seus contratos temporários renovados a partir de dezembro de 2022.

    O Sindicato dos Metalúrgicos do Grande ABC disse que seus dirigentes se reuniram com a diretoria da Mercedes-Benz nesta tarde, quando representantes da companhia pediram a abertura de negociação sobre esses temas. A fábrica tem 6.000 trabalhadores na produção e entre 8.000 e 9.000 no total, segundo a entidade.

    Uma assembleia da diretoria do sindicato com os trabalhadores foi marcada para quinta-feira (8) às 14h.

    “Esclarecimentos e comunicados à imprensa por parte do sindicato e sua direção só serão feitos após conversa e assembleia com os trabalhadores da planta”, disse o sindicato por meio de sua assessoria de imprensa.

    A Mercedes-Benz já tinha posto 600 trabalhadores em férias coletivas em São Bernardo do Campo (SP) no início do ano devido à falta de componentes eletrônicos. A Mercedes também tem uma fábrica de caminhões em Juiz de Fora (MG).

    DEMISSÕES ACUMULAM, ELETRIFICAÇÃO NO RADAR
    O estado de São Paulo enfrentou nos últimos anos uma série de fechamentos, ou reestruturações, em fábricas de montadoras.

    Em 2019, houve a desmobilização da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, antes do anúncio da saída da montadora do país, em 2021. A própria Mercedes-Benz vendeu no ano passado uma planta em Iracemápolis, onde eram produzidos automóveis de luxo, à chinesa Great Wall Motors.

    Mercedes lança sedã elétrico EQS 53 AMG


    Em abril deste ano, a Toyota decidiu fechar sua fábrica em São Bernardo do Campo, a primeira fora do Japão. A Caoa Cherry anunciou em maio a interrupção da produção de veículos em sua principal planta no país, em Jacareí, para adaptar a unidade à produção de carros híbridos e elétricos

    A Mercedes-Benz disse nesta terça-feira que “o mercado tem se tornado mais dinâmico do que nunca e a competitividade em nessa indústria vai continuar a se intensificar, especialmente considerando a transformação das tecnologias tradicionais para novas formas de propulsão”.

    A empresa deve começar a montar seu primeiro ônibus elétrico no Brasil no fim deste ano e estimou demanda de ônibus elétricos no Brasil da ordem de 3.000 veículos até 2024.

    https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2022/09/mercedes-benz-vai-demitir-36-mil-pessoas-em-sp-e-terceirizar-parte-da-operacao.shtml

    Prof Luciano Mannarino

    INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA – FASE DE CRESCIMENTO (vídeo a atividades)

    Por que Toyota, Ford e outras montadoras fugiram do ABC Paulista? (EM13CHS202)

  • Mata atlântica tem crescimento histórico de desmatamento

    Mata atlântica tem crescimento histórico de desmatamento

    24.mai.2022 às 22h00

    Phillippe Watanabe

    SÃO PAULO
    A mata atlântica, o bioma brasileiro mais devastado, está vivendo um momento que parecia que não iria se repetir em sua história: um grande crescimento do desmatamento.

    A destruição na mata atlântica saltou 66% em 2020-2021, em comparação ao período anterior (2020-2019). É o maior aumento percentual registrado desde o início do monitoramento, em 1985 (até 2010 os dados eram divulgados e englobavam um período de cinco anos).

    No período de 2020-2021, foram derrubados 21.642 hectares do bioma, que mantém somente pouco mais de 12% de sua cobertura original. É o maior valor desde 2015/2016, quando era de 29.075 hectares.

    Os dados são de relatório da ONG SOS Mata Atlântica e do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) lançado na noite desta terça-feira (24).

    Metade da foto tem uma floresta em pé, a outra uma floresta escurecida, queimada
    Vista aérea de área desmatada no município de Rio Vermelho, em Minas Gerais – 20.mai.2022 – Douglas Magno/SOS Mata Atlântica.


    “Estamos andando para trás”, afirma Luis Fernando Guedes Pinto, diretor de conhecimento da SOS Mata Atlântica e coordenador do Atlas Mata Atlântica, o projeto que anualmente levanta as áreas desmatadas no bioma.

    Na última semana, em um sobrevoo por áreas de Minas Gerais que tinham registros de desmate no ano passado, a equipe da SOS Mata Atlântica flagrou novas derrubadas em curso —que, pela questão da data, não entram nos dados citados na reportagem.

    “Imagens horríveis. Aquelas imagens da Amazônia. A gente tem que lembrar que estamos falando da mata atlântica, de uma região mais rica, com maior governança. Deveríamos estar falando exclusivamente de restauração e estamos falando de coisas desse nível [desmatamento]. É uma reversão total de agenda”, diz Guedes Pinto.

    Os resultados são vistos como surpreendentes e preocupantes. Ao todo, 15 estados apresentam alta de desmatamento —somente 2 tiveram redução.

    Apesar do crescimento generalizado, três estados concentram mais de 80% da destruição registrada. Minas Gerais, líder de desmate, levou ao chão 9.209 hectares de floresta. Em segundo lugar, a Bahia derrubou 4.968 hectares. O Paraná fecha a lista com 3.299 hectares derrubados. Todos eles tiveram aumentos de destruição superiores a 50% em relação ao período anterior. Em Minas, o salto chegou a 96%.

    Até mesmo estados que se aproximavam de desmatamento zero (quando os dados não passam de 100 hectares no ano) apresentaram crescimento na destruição, caso de São Paulo, Sergipe e Rio de Janeiro. O estado fluminense, por exemplo, antes estava abaixo dos 100 hectares, mas agora teve um aumento de 95% na supressão de matas.

    A única explicação para um aumento generalizado como esse, segundo Guedes Pinto, seria uma visão antiambiental que se espalhou pelo país.

    “São praticamente quatro anos de uma cultura de antifloresta, de negacionismo da ciência e de desmonte da política ambiental. E uma expectativa de impunidade, de ataque à legislação ambiental no Congresso e de atos administrativos do governo federal”, afirma o especialista. “Até atacaram a Lei da Mata Atlântica. Não podemos esquecer do despacho do [Ricardo] Salles.”

    Guedes Pinto se refere a um despacho assinado pelo então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em 2020, que acabava por anistiar proprietários rurais que destruíram mata atlântica. Esse documento reconhecia como áreas consolidadas (sem necessidade de recuperação) as APPs (Áreas de Preservação Permanentes, como margens de rios) desmatadas e ocupadas até julho de 2008.

    O despacho, posteriormente revogado por Salles, seguia um parecer da AGU (Advocacia-Geral da União), feito após pressões da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil) e do agronegócio do sul do país.

    “A mata atlântica tem uma lei especial, tem uma governança mais robusta e existe uma segurança jurídica nessas áreas. Não era esperado que a gente chegasse nessa condição. Os resultados mostram que esse contexto institucional nacional acaba contaminando as pessoas e elas tomam a decisão de desrespeitar a lei, de ir para a ilegalidade e abrir novas áreas, infelizmente”, afirma o coordenador do Atlas.

    DESMATAMENTO E AGRONEGÓCIO
    Minas Gerais e Bahia, ambos com áreas grandes contínuas de desmatem, formam uma espécie de bloco de fronteira de derrubada da mata atlântica. Nesses locais, a destruição é ligada ao agronegócio, segundo Guedes Pinto.

    O Paraná é outro com desmate ligado ao agro. Ali, porém, a floresta é comida, aos poucos, com pequenas derrubadas, pelas bordas.

    A dinâmica de desmate continua diferente em outros locais, como São Paulo e Rio de Janeiro, onde as supressões são, costumeiramente, ligadas a pressões urbanas e imobiliárias.

    O coordenador do Atlas alerta que a ideia do relatório não é apontar legalidade ou não de supressões de vegetação. Mas as informações que se têm sobre autorizações para desmatamento no país indicam que o que predomina são desmates ilegais.

    Segundo dados do MapBiomas, mais de 90% dos desmatamentos do bioma têm indícios de ilegalidade.



    Vale ressaltar ainda que o monitoramento é focado em fragmentos maduros de mata, ricos em biodiversidade e biomassa. Portanto, desmatamentos nessas áreas acabam tendo um impacto ainda maior.

    “A gente voltar a ter desmatamentos contínuos nesse patamar de 20 mil hectares é uma tragédia ambiental”, diz Guedes Pinto, que relembra que, segundo a lei da Mata Atlântica, supressões no bioma só podem ser autorizados se forem de interesse público ou com propósito social.

    O bioma chegar a um ano eleitoral com essas taxas de desmate também é algo preocupante, considerando que, em anos de eleição, a derrubada ilegal costuma crescer na mata atlântica.

    Nesses anos, diz o especialista da ONG, o diálogo e a cobrança sobre entes públicos muitas vezes se tornam mais complicados, considerando as mudanças que ocorrem internamente, com pessoas deixando a posição para a disputa de cargos eletivos.

    A destruição da mata também pesa sobre outro ponto que tem crescido nos últimos anos no Brasil: as emissões de gases-estufa. O atlas aponta que o desmatamento registrado na mata atlântica no período 2020-2021 jogou na atmosfera 10,3 milhões de toneladas de CO2 equivalente (medida que soma os gases de efeito estufa).

    O país é parte do Acordo de Paris, que busca reduzir drasticamente as emissões de gases para conter o aumento da temperatura global. O desmatamento e o agronegócio são os principais responsáveis pelas emissões brasileiras.

    O QUE DIZEM AS SECRETARIAS DE MEIO AMBIENTE
    A Folha entrou em contato com as secretarias de meio ambiente dos estados com maiores níveis de desmatamento e com a secretaria de São Paulo.

    Somente a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente ​paulista respondeu até a conclusão da reportagem.

    Em nota, ela afirma que “a metodologia utilizada pela SOS Mata Atlântica não considera áreas licenciadas e com a devida compensação, de acordo com a legislação ambiental vigente, inclusive para obras de interesse público”.

    Segundo o órgão, no relatório anterior da ONG, metade dos hectares de derrubada apontados para o estado tinha licenciamento pela agência ambiental e medidas compensatórias.

    “Vale lembrar que São Paulo continua com um dos menores índices de desmatamento do país e uma área de mata atlântica de 5,4 milhões de hectares”, diz a nota, que ressalta que ainda analisará os dados presentes no relatório.

    A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais afirmou que combate diariamente o desmatamento ilegal. Segundo o órgão, o desmate sem autorização teve redução de 9% em áreas de mata atlântica no estado no período 2020/2021.

    A secretaria mineira aponta que há diferenças entre a metodologia que segue e a do Atlas da Mata Atlântica. Além disso, diz que o SOS Mata Atlântica não considera áreas restauradas.

    “Na avaliação do IEF [Instituto Estadual de Florestas], tais pontos interferem no quantitativo de supressão total da vegetação no período. Minas Gerais é o estado que possui a maior área remanescente de Mata Atlântica do país, com cerca de 12,8 milhões de hectares. Além da fiscalização crescente contra o desmatamento, o Governo de Minas adota ações de prevenção, conservação e restauração do Bioma”, diz a nota enviada à reportagem pela secretaria de Minas Gerais.

    https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2022/05/mata-atlantica-tem-crescimento-historico-de-desmatamento.shtml

    Prof Luciano Mannarino