Categoria: ATIVIDADES

Modelos de atividades para a Sala de Aula (Geografia)

  • Cercado, Japão se afasta do pacifismo e acelera uso de armas ofensivas. (atividade)

    Cercado, Japão se afasta do pacifismo e acelera uso de armas ofensivas. (atividade)

    País descarta sistema de defesa antimíssil e admite empregar força vetada pela Constituição

     

    Igor Gielow
    SÃO PAULO

    Alarmado com a ascensão da China, uma Coreia do Norte imprevisível e a pouca confiança que Donald Trump inspira, o Japão deu mais um passo para retomar sua capacidade militar ofensiva.

    Na sexta (26), o Conselho Nacional de Segurança do país enterrou os planos para instalar em dois pontos de sua maior ilha, Honshu, o sistema antimísseis americano Aegis Ashore.

    A decisão decorre de revisão de custos e das queixas de moradores de cidades próximas, tornadas alvos óbvios, mas tem uma implicação estratégica maior.

    Carro de combate Tipo 16 atira durante exercício das Forças de Autodefesa do Japão em Gotemba, em maio
    Carro de combate Tipo 16 atira em exercício das Forças de Autodefesa em Gotemba, em maio – Charly Triballeau – 23.mai.2020/Pool via Reuters

    O primeiro-ministro Shinzo Abe afirmou que, como opção, o Japão estuda se armar com mísseis capazes de atacar bases de países inimigos antes que elas lancem seus foguetes.

    Assim, na prática Abe está dando uma interpretação criativa sobre o artigo 9 da Constituição japonesa, que proíbe o país de possuir armas ofensivas.

    A Carta é um legado da derrota do império na Segunda Guerra Mundial em 1945, tendo sido imposta pelos vencedores, os Estados Unidos.

    Ao longo da Guerra Fria, com a necessidade de conter a União Soviética no Pacífico, os japoneses foram se rearmando com apoio americano, apesar das limitações.

    “Desde então, a estratégia dos EUA é a de evitar a ascensão de poderes regionais. Um Japão capaz poderia minar a estrutura de alianças americana”, diz Phillip Orchard.

    Só que a última década, afirma esse analista da consultoria americana Geopolitical Futures, viu a discussão ser retomada com a ascensão da China e sua maior assertividade.

    Pequim tem investido em força naval e militarizou o mar do Sul da China, rota marítima vital e que os EUA querem livre, com bases.

    Já a ditadura de Kim Jong-un testa, periodicamente, mísseis com alcance de sobra para levar uma bomba nuclear ao Japão.

    Por fim, há rivalidades históricas diversas na região. Tóquio ainda não resolveu o status das ilhas Kurilas, disputadas com Moscou, e a relação com a Coreia do Sul é sempre tensa, por evocar a brutal ocupação japonesa de 1910 a 1945.

    O veto a possuir bombardeiros estratégicos, mísseis de longo alcance ou porta-aviões de ataque também marcou a psique nacional do pós-guerra.

    De um lado, o pacifismo floresceu fortemente na política, decorrente do trauma do conflito que viu as duas únicas bombas atômicas usadas em guerra explodirem no Japão.

    Por outro, organizações nacionalistas, a maioria de extrema direita, ganharam força.

    Abe é membro da maior delas, a Nippon Kaigi (conferência do Japão), e visitou várias vezes o polêmico santuário Yasukuni.

    Caças F-15 japoneses (centro) voam com dois bombardeiros B-1B (acima) e dois caças F-35 americanos sobre a região de Kyushu, Japão
    Caças F-15 japoneses (centro) voam com dois bombardeiros B-1B (acima) e dois caças F-35 americanos sobre a região de Kyushu, no Japão – Ministério da Defesa do Japão – 31.ago.2017/Reuters

    O templo xintoísta em Tóquio homenageia 2,5 milhões de japoneses mortos em combate, inclusive mais de mil criminosos de guerra condenados.

    O premiê, que passou pelo cargo de 2006 a 2007 e voltou ao poder em 2012, é a figura dominante da política japonesa.

    Ainda assim, sua defesa do rearmamento ofensivo do país é duramente combatida na Dieta (o Parlamento local), e não deverá ser diferente agora.

    O governo tenta se equilibrar entre as demandas. Apesar do militarismo de Abe e da necessidade de manter o arquipélago com acesso a rotas marítimas de suprimentos, no ano passado o Japão se recusou a participar de patrulhas com os americanos no estreito de Hormuz.

    Os EUA queriam ajuda do aliado para pressionar o Irã, com quem quase foram à guerra no começo deste ano, e garantir o fluxo de petroleiros pela região.

    O motivo: o artigo 9 veta qualquer projeção de poder fora de águas territoriais.

    Shinzo Abe e Donald Trump durante encontro bilateral na reunião do G7 em Biarritz (França), em 2019
    Shinzo Abe e Donald Trump durante encontro bilateral na reunião do G7 em Biarritz (França), em 2019 – Carlos Barria – 25.ago.2019/Reuters

    Ainda assim, a Marinha japonesa participa de exercícios com americanos e australianos com frequência, e sua Guarda Costeira tem operado no mar do Sul da China.

     

    Os três países e a Índia formam uma aliança informal chamada Quad, que envolve estrategicamente as saídas chinesas para o mar — e o comércio mundial é 90% marítimo.

    No fim de semana, japoneses fizeram manobras com os indianos no Oceano Índico, outra sinalização aos chineses: Pequim e Nova Déli se envolveram em uma escaramuça fronteiriça com mortos há duas semanas.

    A questão econômica pesou no caso do sistema antimísseis. O Aegis Ashore custaria US$ 4,1 bilhões (R$ 22 bilhões no câmbio desta segunda, 29) ao Japão, dos quais US$ 1,6 bilhão (R$ 8,6 bilhões) já foram pagos, e o país está em recessão devido à pandemia do novo coronavírus.

    Isso não obrigou, contudo, a revisão de outros projetos do plano quinquenal de defesa do Japão, lançado em 2019.

    Nele, o país pretende gastar US$ 244 bilhões (R$ 1,3 trilhão). Em 2019, o Japão teve o oitavo maior orçamento militar do mundo, US$ 48,6 bilhões (R$ 262 bilhões).

    EUA lideram com US$ 684,6 bilhões (R$ 3,7 trilhões), deixando a China em segundo com US$ 181,1 bilhões (R$ 978 bilhões), segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos.

    Um dos itens mais vistosos do pacote é a dupla de navios da classe Izumo, que estão sendo adaptados para receber a versão de decolagem vertical dos avançados caças americanos F-35. O Japão encomendou 45 desses aviões, capazes de lançar mísseis de longa distância.

    O programa, claro, é alvo de críticas da oposição, mas aos poucos vai tomando forma. Na semana passada foram iniciados os testes do oitavo destróier equipado com a versão naval do sistema antimíssil Aegis.

    Ele só não é visto como uma opção viável para o modelo terrestre porque seriam necessários ao menos três navios em ação 24 horas por dia.

    Fica bem mais barato comprar mísseis de cruzeiro de longo alcance, algo que começou a ser discretamente feito em 2017. Ou investir em mísseis balísticos, como Abe sugere.

    A negociação do americano com Kim, ora congelada, gerou sinais de alerta tanto em Tóquio quanto em Seul — que temem um desengajamento das obrigações americanas de defender os colegas.

    Até a eventual aquisição de armas nucleares, um tabu natural no Japão, foi discutida como meio de reforço de defesas.

    O país concentra o maior contingente americano no exterior, 55,6 mil soldados em 23 de bases.

    Trump já retirou forças da África, do Oriente Médio e, agora, da Europa.

    Se parece improvável que os EUA deixem os japoneses à mercê do colosso chinês, até pela Guerra Fria 2.0 entre Washington e Pequim, Tóquio não deve pagar para ver.

    “O país tem pouca alternativa senão assumir maior responsabilidade por seus interesses de longo prazo”, diz Orchard.

     

    Questões
    1. O texto especula que o Primeiro-ministro Shinzo Abe estaria fazendo uma interpretação criativa do Artigo 9 da Constituição japonesa.
    Por quê?
    2. Retirar tropas do Japão  é, sob o ponto de vista financeiro, duplamente rentável para os americanos.
    Por quê?
    3. Explique a forte presença americana no arquipélago japonês logo após a fim da 2 Grande Guerra.
    4. Explique o título da reportagem.
  • ONU pede que Israel mude plano ‘ilegal e perigoso’ de anexar terras da Cisjordânia (atividade)

    ONU pede que Israel mude plano ‘ilegal e perigoso’ de anexar terras da Cisjordânia (atividade)

    Comissão de Direitos Humanos se soma à oposição internacional contra proposta de Netanyahu e Trump

    GENEBRA e JERUSALÉM | AFP e REUTERS
    A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, considera ilegal e perigoso o projeto israelense de anexação da Cisjordânia e destacou que as consequências “durarão décadas”.

    “A anexação é ilegal. Ponto final”, disse Bachelet, por meio de um comunicado nesta segunda-feira (29). “Qualquer anexação. De 30% ou de 5% da Cisjordânia.”

    A declaração de Bachelet se soma à oposição internacional que aumentou nas últimas semanas. Líderes palestinos, potências europeias e países árabes aliados a Israel são contra qualquer anexação de terras que as forças israelenses capturaram em 1967.

    Em janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, apresentou seu projeto de resolução para o conflito israelense-palestino, partindo da situação atual e não, como acontecia até então, do direito internacional e das resoluções da ONU.

    Assentamento israelense de Maale Adumin, na Cisjordânia – Ilan Rosenberg – 29.jun.20/Reuters 

    O plano prevê a criação de um Estado palestino em um território restrito e fragmentado, assim como a anexação, por parte de Israel, de várias colônias e do Vale do Jordão, na Cisjordânia ocupada, um território palestino a 50 quilômetros de Gaza.

    A proposta —já rejeitada pela Autoridade Nacional Palestina (ANP) e por organizações internacionais e países europeus— pode entrar na pauta do governo a partir de quarta-feira (1°/7) e, depois, ser levada a votação no Knesset, o Parlamento de Israel.

    O projeto, entretanto, já provocou uma série de problemas geopolíticos e ameaça o novo governo de união nacional, formado a duras penas após um ano e três eleições no país.

    Bachelet disse que as “ondas expansivas da anexação durarão décadas e serão extremamente prejudiciais para Israel, assim como para os palestinos”, mas ressaltou que ainda há tempo de modificar a decisão.

    “Peço com insistência a Israel que escute seus próprios ex-funcionários e generais, assim como várias vozes no mundo, como advertência para não seguir por essa via perigosa.”

    O Ministério das Relações Exteriores de Israel acusou Bachelet de preconceito e disse, em resposta, que não surpreende que ela tenha feito suas observações antes de “qualquer decisão ser tomada”.

    Entretanto, de acordo com um porta-voz do Likud, partido de Netanyahu, o premiê israelense disse que as próximas etapas do projeto não dependem do apoio de Gantz.

    O líder do partido Azul e Branco não é totalmente contrário a algum tipo de extensão de lei israelense à Cisjordânia. Mas defende apenas uma anexação do Vale do Rio Jordão, que considera estratégica, e não um processo mais amplo, ao menos sem a contrapartida imediata da criação de um Estado palestino.

    Citado por um assessor a autoridades dos EUA nesta segunda, Gantz afirmou que a data prevista para o início das discussões no governo israelense —1º de julho— “não é sagrada”.

    O principal argumento para um possível adiamento é a crise causada pelo coronavírus em Israel.

    “O que não está relacionado ao corona vai esperar até o dia depois do vírus”, disse Gantz, que estima um cenário de crise por mais 18 meses.

     

     

    Questão

    1. Explique o início dos assentamentos de judeus na Cisjordânia.

    2. Qual a importância do controle do  Vale do Rio Jordão para Israel?

     

    Prof. Luciano Mannarino.

  • Ascensão da China embaralha negociações nucleares entre EUA e Rússia

    Ascensão da China embaralha negociações nucleares entre EUA e Rússia

    País asiático acha que não chegou a hora de sentar à mesa e, principalmente, de dividir a conta

     

    No início desta semana, EUA e Rússia aprontavam-se para negociações bilaterais sobre armas nucleares. A sala havia sido cuidadosamente preparada, com lugares dedicados às duas equipes negociadoras.

    De olho na cenografia, os americanos acrescentaram bandeiras da China à mesa, em frente a cadeiras vazias. Sob medida para uma foto e um recado via Twitter: a China precisa fazer parte desta negociação.

    EUA e Rússia assinaram em 2010 acordo que limita armas nucleares de longo alcance e permite inspeções mútuas. Se não for renovado, o acordo expira em fevereiro de 2021.

    Bandeiras chinesas colocadas pelos americanos na mesa de reunião com a Rússia sobre tratado nuclear
    Bandeiras chinesas colocadas pelos americanos na mesa de reunião com a Rússia sobre tratado nuclear – @USArmsControl no Twitter 

    Foi justamente para discutir a extensão do Novo Start (sigla em inglês para Tratado de Redução de Armas Estratégicas) que as partes se encontraram — sem grande progresso.

    Como a ambientação sugeria, a dificuldade de avançar, para os americanos, estava relacionada à parte que declinou o convite para a reunião.

    Apesar de ainda ser uma potência nuclear de médio porte, a China, com sofisticados mísseis intercontinentais, é vista pelos EUA como peça-chave no tabuleiro das negociações nucleares.

    Herança da Guerra Fria, o Novo Start teria envelhecido mal. Teria se tornado perigoso para os EUA, porque impõe limites a americanos e russos, deixando a China desimpedida.

    Além disso, o balanço do poderio militar hoje inclui mais elementos. Capacidades cibernéticas e armas antissatélites ganharam importância. Nessas duas frentes, a China está longe de ser um ator menor.

    Os russos tenderiam a renovar o Novo Start, mas os EUA resistem a avançar sem os chineses.

    Negociadores americanos entendem que, se renovarem o acordo rápido demais ou por muito tempo, tiram a pressão para que a China se junte a ele.

    Mas a realidade é que nem EUA nem Rússia querem limitar seus arsenais aos níveis dos da China. Os EUA têm 1.750 ogivas operacionais, os russos, 1.572 —e ambos têm muito mais em estoque.

    A China tem cerca de 300 no total. Os chineses não aceitariam congelar uma situação de tamanho desequilíbrio. Argumentam que as grandes potências nucleares — com 90% do arsenal do mundo — é que têm a responsabilidade principal pelo desarmamento.

    Ao mesmo tempo, o risco de o Novo Start expirar poderia servir de incentivo para a China se sentar à mesa de negociação. O fim do acordo acabaria com os limites auto-impostos por russos e americanos e reduziria a transparência relacionada aos seus arsenais.

    Sem que nenhum dos três jogadores possa ver as cartas dos demais, o risco é de que todos eles apostem no pior cenário, o que poderia desencadear uma nova corrida armamentista.

    Isso não interessaria à China, que, além de ter melhor destino para os seus recursos, sairia muito atrás numa reedição da disputa nesta área. Por ora, nada disso parece convencer Pequim a negociar.

    O perigo é de que, no esforço de trazer a China para a mesa de negociação, os americanos acabem por aniquilar décadas de resultados diplomáticos na área nuclear. Pior, não colocarão nada no lugar — e o vácuo aumenta a possibilidade de acidentes e erros de cálculo.

    Em 2019, os EUA abandonam o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, acusando a Rússia de descumprimento mas também de olho na China.

    Se o Novo Start caducar, será o fim do último acordo nuclear que ainda vincula EUA e Rússia.

    Para completar, os americanos abandonaram acordo nuclear com o Irã. O diálogo entre Kim Jong-un e Donald Trump não deu em nada. Muito recentemente, houve escaramuças sérias na fronteira entre China e Índia, duas potências nucleares.

    O fim do Novo Start colocará todos — inclusive a China — numa situação pior. Apesar disso, e mesmo querendo ser vista como um ator responsável, a China acha que não chegou a hora de sentar à mesa e, principalmente, de dividir a conta.

     

     

    Tatiana Prazeres

    Senior fellow na Universidade de Negócios Internacionais e Economia, em Pequim, foi secretária de comércio exterior e conselheira sênior do diretor-geral da OMC.

     

     

    Questões.

    1. O  Programa START é filho do fim Guerra Fria? Justifique.

    2. Quais são as preocupações de americanos e russos em relação a China?

    3. Segundo o texto, o que poderia gerar uma “nova corrida armamentista”?

    4. Aponte o elemento que tem aumentado a tensão entre a China e a Índia.

     

    Prof. Luciano Mannarino.

     

  • Terremoto de magnitude 7,4 atinge o México, mata 6 e gera alerta de tsunami (atividade)

    Terremoto de magnitude 7,4 atinge o México, mata 6 e gera alerta de tsunami (atividade)

    Tremor teve epicentro no estado de Oaxaca, mas foi sentido também na capital

    CIDADE DO MÉXICO | REUTERS e AFP

    Um terremoto de grandes proporções atingiu nesta terça-feira (23) a região sul do México e deixou pelo menos seis mortos no estado de Oaxaca, segundo a agência de proteção civil do país.

    O tremor, de magnitude de 7,4, de acordo com o serviço sismológico dos EUA, gerou um alerta de tsunami para a costa do país, assim como para os países da América Central, além de Equador, Peru e Havaí.

    Segundo o órgão americano, as ondas podem chegar a três metros de altura nessas regiões.

    O epicentro do tremor ocorreu próximo ao vilarejo de Santa María Zapotitlán, na costa do Pacífico, mas também foi sentido na Cidade do México, que fica 500 quilômetros ao norte.

    Os moradores da capital deixaram os prédios assustados, mas não há registro de destruição em larga escala ou de vítimas na cidade.

    “Felizmente não há muitos danos. De toda forma, continuamos pedindo que ajam com cautela por causa de tremores secundários. Que todos se cuidem sem nos angustiarmos”, disse o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, em um vídeo transmitido nas mídias sociais.

    Miguel Candelaria, 30, da cidade de Juchitan, no estado de Oaxaca, disse que era impossível caminhar e que a rua “parecia um chiclete”.

    Quando o terremoto começou, ele correu com sua família para fora de casa, mas teve de parar no meio da rua enquanto o asfalto se curvava e balançava. Vizinhos gritavam aterrorizados, e outras pessoas alertavam para a possível queda de postes de energia.

    Pacientes e funcionários de uma clínica na Cidade do México aguardam na rua após o tremor
    Pacientes e funcionários de uma clínica na Cidade do México aguardam na rua após o tremor – Claudio Cruz/AFP

    A agência de proteção civil do México recomendou que os moradores se afastassem da costa para evitar um possível tsunami. Vídeos nas mídias sociais mostraram a água do oceano recuando em Oaxaca.

    Ainda que tenha tranquilizado sobre o panorama na Cidade Do México, Obrador afirmou que ainda aguarda informações mais detalhadas sobre a situação no epicentro do tremor — Oaxaca, um estado montanhoso, é conhecido pelas plantações de café e pelos resorts na praia.

    Terremotos de magnitude acima de 7 são capazes de causar danos generalizados. Em 2017, um tremor de 7,1 deixou 355 mortos no México.

     

    2. Por que essa região do México é propensa a ocorrência de Abalos Símicos?
    3. Por que a maré fica vazante antes de um tsunami?
    4. Estabeleça diferenças entre o epicentro e o hipocentro de um Abalo Sísmico.
    5. O número de vítimas fatais desse tipo de evento somente se relaciona com a intensidade dele? Justifique.
    Prof. Luciano Mannarino.
  • A Conurbação e o combate ao Covid19.

    A Conurbação e o combate ao Covid19.

    Do UOL, em São Paulo 24/06/2020 15h34.

    O promotor Luiz Alberto Meirelles Szikora, da cidade de Votorantim (SP), divulgou hoje uma nota de esclarecimento para pedir explicações sobre o funcionamento de um shopping center localizado na divisa do município com a vizinha Sorocaba. Como as duas cidades estão em fases diferentes de flexibilização das medidas de isolamento contra a pandemia do novo coronavírus, o estabelecimento reabriu apenas parcialmente no início da semana: as lojas do lado de Sorocababa.

    Como as duas cidades estão em fases diferentes de flexibilização das medidas de isolamento contra a pandemia do novo coronavírus, o estabelecimento reabriu apenas parcialmente no início da semana: as lojas do lado de Sorocaba estão fechadas, enquanto as lojas em Votorantim foram abertas.

    Shopping na divisa entre Sorocaba (SP) e Votorantim (SP) fica

    Na nota, divulgada pelo Ministério Público de São Paulo, o promotor classificou a situação como “absurda e icônica”, “por retratar a absoluta incongruência entre as posturas adotadas, atualmente, pelos municípios de Votorantim e de Sorocaba, em relação às medidas de isolamento e de distanciamento social (…)”. “Vale lembrar que os dois municípios formam um grande maciço urbanizado (conurbação), de modo que, em muitos locais, basta atravessar uma rua ou uma avenida ou seguir por mais alguns metros numa via pública, para sair do território de um município e adentrar no território de outro”, acrescenta o texto.

    Na nota, a Promotoria de Justiça de Votorantim pede “uma solução única, que abranja todos os estabelecimentos situados no território do município de Votorantim, para resolver a divergência de posturas adotadas, atualmente, entre os referidos municípios, em relação às medidas de isolamento e de distanciamento social”.

    Segundo o texto, as medidas devem ser compatíveis e uniformes nas duas cidades. Ainda no documento, o promotor anunciou ter enviado um ofício ontem à Prefeitura de Votorantim para pedir informações. A partir daí, deverá determinar providências cabíveis, “especialmente se o Município de Votorantim continuar a adotar medidas menos rígidas de isolamento e de distanciamento social.

     

    Conceito de Conurbação (4 pontos)
    a) O texto menciona que Votorantim e Sorocaba formam um “grande maciço urbanizado (conurbação)”. Explique o que significa o conceito de conurbação e como ele se aplica à relação entre essas duas cidades. (2 pontos)


    b) Como a conurbação entre Votorantim e Sorocaba pode impactar a aplicação de políticas públicas, como as medidas de isolamento social? (2 pontos)

    Relação com Metrópoles (3 pontos)
    a) Considerando que a conurbação ocorre quando áreas urbanas de diferentes municípios se fundem, como a situação descrita no texto pode influenciar a dinâmica de uma região metropolitana? (1,5 pontos)


    b) Discuta a importância de uma gestão integrada entre municípios conurbados dentro de uma metrópole para enfrentar desafios como a pandemia de COVID-19. (1,5 pontos)

    Implicações Urbanas e Sociais (3 pontos)
    a) O promotor menciona a “absoluta incongruência” entre as medidas adotadas por Votorantim e Sorocaba. Como a falta de uniformidade nas políticas de isolamento social pode afetar as populações que vivem em áreas conurbadas? (2 pontos)


    b) Em uma região conurbada, quais seriam as vantagens de tratar os municípios como uma única entidade metropolitana para o planejamento urbano? (1 ponto)

    Prof Luciano Mannarino

      Cidades esperam avanços tecnológicos e descentralização da Justiça após virarem metrópoles (avaliação)

      O debate sobre periferia, segregação e pobreza urbana (atividade)

      Kwichon: o fenômeno que está ‘esvaziando’ as grandes cidades da Coreia do Sul

      A GEOPOLÍTICA DO PÓS GUERRA (vídeo e atividades)

      Prof. Luciano Mannarino.