Categoria: ATIVIDADES

Modelos de atividades para a Sala de Aula (Geografia)

  • Terremoto na Turquia provoca quatro mortes. (avaliação)

    Edifícios desabaram na cidade de Sivrice; tremor foi percebido também na Síria e no Iraque

    Da Redação – 24 jan 2020, 17h55

    Um terremoto de 6,5 graus na escala Richter sacudiu nesta sexta-feira, 24, o sudeste da Turquiae deixou ao menos quatro pessoas mortas. As autoridades estimam que o número aumentará nas próximas horas. O epicentro ocorreu na cidade de Sivrice, de 10.000 habitantes, na província de Elazig, segundo a agência turca de notícias Anadolu.

    O tremor começou por volta das 18h GMT (15h em Brasília).  O ministro do Interior da Turquia, Süleyman Soylu, informou que quatro pessoas morreram devido ao terremoto, que também foi sentido no Iraque e na Síria. Não há ainda um balanço dos feridos.

    Alguns prédios desabaram ou sofreram danos graves durante o sismo. Segundo o ministro, o número de vítimas deve subir. Equipes de resgate estão buscando sobreviventes nos escombros.

    Voluntários em prédio destruído pelo sismo: número de óbitos deve aumentar, diz Ministério do Interior – 24/01/2020 DHA/AFP

    Imagens divulgadas pela imprensa turca e nas redes sociais mostram rachaduras em vários imóveis da província de Elazig. Alguns internautas compartilharam vídeos de pessoas correndo em pânico de suas casas, em busca de proteção nas áreas livres.

    O tempo fechado na região dificulta as operações de resgate e a avaliação dos danos.

    O epicentro do terremoto foi localizado a 6,75 quilômetros da superfície. O Centro Sismográfico da Turquia reduziu a intensidade do tremor, inicialmente calculada em 6,8 graus, para 6,5.

     

    https://veja.abril.com.br/mundo/terremoto-na-turquia-provoca-quatro-mortes/

    Questões. (trabalho em grupo na sala de aula)

    1. O que causa abalos sísmicos de grandes intensidades?

    2. Quais são as Placas Tectônicas envolvidas nesse evento?

    3. O que é o Epicentro de um Terremoto?

    4. Qual era o horário oficial da Turquia quando ocorreu esse Terremoto?

    5.  A intensidade de um abalo sísmico é o único fator que determina o número de vítimas fatais? Justifique.

     

    Prof. Luciano Mannarino.

  • Principais mananciais de água que abastecem o Rio de Janeiro estão poluídos, alerta especialista. (avaliação)

    Por Diego Haidar, RJ1

     

    Um especialista em engenharia sanitária sobrevoou na manhã desta quinta-feira (9) os principais mananciais que fornecem água para a Estação do Guandu, responsável pelo abastecimento de grande parte do Rio. Ele alertou para o problema do aumento da poluição e como isso pode comprometer a qualidade da água que chega à capital fluminense.

    Em Barra do Piraí, o Rio Paraíba do Sul, de onde vem 90% da água do Rio Guandu, a aparência é barrenta.

    “Essa água indica altíssima poluição. A gente vê, bem claramente, o alto grau de degradação da bacia, com ocupação das faixas marginais, desmatamento. A água vai passando pelas cidades e você vê as manchas de poluição entrando no rio. E lamentavelmente esta é a água que estamos bebendo”, destacou Adacto Ottoni, professor e engenheiro sanitarista da Uerj.

    O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informou que a ocupação do solo e a gestão do esgotamento sanitário é de competência dos municípios.

     
    Água barrenta no Rio Paraíba do Sul, no RJ — Foto: Reprodução/ TV Globo

    Água barrenta no Rio Paraíba do Sul, no RJ — Foto: Reprodução/ TV Globo

    No Rio Guandu, a água represada antes do tratamento não possui condições melhores. Há sinais de esgoto e lixo lançados na água.

    O Rio Ipiranga, que é um dos que deságuam na lagoa do Rio Guandu, também tem uma coloração que indica problemas. “É esgoto bruto, olha a cor preta”.

    O mesmo problema foi encontrado na água vinda do Rio Queimados.

    “É a entrada de esgoto com muita matéria orgânica, e a gente vê também, como consequência disso, a coloração altamente esverdeada dessa lagoa, pois esse esgoto se transforma em alimento para as algas”, ressaltou Ottoni.

     
    Água represada do Rio Guandu antes do tratamento — Foto: Reprodução/ TV Globo

    Água represada do Rio Guandu antes do tratamento — Foto: Reprodução/ TV Globo

    Imagens aéreas mostram bastante lixo no leito dos rios. Os micro-organismos presentes na água, por causa dos detritos, comprometem a qualidade que chega à captação da Cedae.

    “Tem que pegar aquela água bruta e transformar em água potável. O problema é que, se a água bruta está cada vez mais poluída, vai chegar em um ponto que você não vai consegui tratar”, disse o professor.

    Sobre os problemas recentes na qualidade da água que chega às casas do Rio de Janeiro, o especialista pede transparência e cuidado.

    “Pode ter havido várias coisas e só vamos saber com um monitoramento preciso e diagnóstico preciso para comprovar para a sociedade que a água realmente está segura”, finalizou.

     
    Estação de tratamento de água do Guandu, que abastece grande parte do Rio de Janeiro — Foto: Reprodução/ TV Globo

    Estação de tratamento de água do Guandu.

     

     

    https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/01/09/principais-mananciais-de-agua-que-abastecem-o-rio-de-janeiro-estao-poluidos-alerta-especialista.ghtml

    Questões.

    1.O que é uma Bacia Hidrográfica? Aponte os principais rios que fazem parte da Bacia Hidrográfica do Rio Guandu.

    2.  Aponte os municípios que estão no território da Bacia Hidrográfica do Rio Guandu.

    3. Qual o principal motivo para a coloração esverdeada da água do Rio Guandu?

    4. O que é uma Região Metropolitana?

    5 O que é um Comitê de Bacia Hidrográfica? Por que ele é fundamental para diminuir os impactos ambientais nos diversos recursos hídricos?

    6. Quais medidas poderiam diminuir a degradação do Rio Guandu?

    O que são meandros de rios?

    Prof. Luciano Mannarino.

  • Área queimada quase dobra no Brasil em 2019, e equivale a SP e RJ juntos. (avaliação)

     

    Queimadas atingiram a região do Pantanal durante o segundo semestre do ano passado - Divulgação/PrevFogo/MS

    O Brasil terminou o ano de 2019 com 318 mil km² de área florestal consumidas pelo fogo, segundo dados do Programa de Queimadas, do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O número é quase o dobro do registrado no ano anterior: 86% maior do que o de 2018 (170 mil km²). O ano passado foi o primeiro em que o INPE verificou aumento de área queimada em todos os seis biomas medidos na comparação com o período anterior —os dados começaram a ser disponibilizados em 2002

    A área queimada em 2019 é equivalente a 44,5 milhões de campos de futebol, e é quase 10% maior que a soma dos territórios dos estados de Rio de Janeiro e São Paulo. O total atingido pelo fogo em 2019 é o terceiro maior da década, atrás apenas de 2012 (391 mil km²) e 2015 (354 mil km²).

    Área queimada por bioma em 2019:

    Pantanal – 20.835 km² (alta de 573% em comparação a 2018)

    Pampa – 1.398 km² (alta de 127% em comparação a 2018)

    Caatinga – 55.536 km² (alta de 118% em comparação a 2018)

    Cerrado – 148.648 km² (alta de 74% em comparação a 2018)

    Amazônia – 72.501 km² (alta de 68% em comparação a 2018)

    Mata Atlântica – 19.471 km² (alta de 46% em comparação a 2018) 1:11

    Pantanal tem pior cenário em 15 anos

    O maior aumento em área queimada dos biomas ocorreu no Pantanal, onde 20,8 mil km² foram atingidos pelo fogo, 573% a mais que em 2018. Ao todo, no ano passado, 13,9% do território do bioma foi atingido por incêndios, maior índice em 15 anos. Em setembro passado, os estados de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul decretaram emergência por conta da quantidade de focos.

    O aumento exponencial de área atingida por queimadas no Pantanal tem alguns fatores como motivadores, explica André Luiz Siqueira, diretor-presidente da ONG (Organização Não Governamental) Ecoa:

    “Temos de levar em conta que tivemos um ano muito seco por aqui, tanto que tivemos que um ano muito seco por aqui, tanto que tivemos queimadas antes do tempo e que foram até o início de dezembro –o que é atípico e dois meses a mais que a média.”

    “Outro fator é que o Pantanal está na fronteira com a Bolívia, que queimou muito em 2019.” No ano passado, a Bolívia registrou 44.271 focos de queimadas, o maior número desde 2010, conforme dados do Inpe. “Desde 2018, o Brasil perdeu a capacidade de negociação com a Bolívia, deixando de acordar intercâmbios e cooperações. Isso tudo foi fundamental”, explica.

    Segundo Siqueira, também houve uma falta de resposta dos órgãos públicos no combate ao fogo. “Por exemplo: o estado do Mato Grosso do Sul não tinha aparelhagem para combater o fogo. Inclusive precisou receber doações para as operações. A última grande queimada aqui ocorreu há 15 anos, e nós tivemos praticamente o mesmo percentual queimado daquele ano”, diz.

    Outros biomas queimam

    Os outros cinco biomas medidos pelo INPE também tiveram alta em 2019. A maior área queimada em termos absolutos é o Cerrado, onde 148 mil km² foram atingidos pelo fogo.

    74% a mais que em 2018. Por conta de sua característica mais seca e de fogo com autopropulsão, o bioma é, historicamente, o que apresenta o maior número de focos e área queimada no país. Já na Amazônia, a alta foi de 68% em relação a 2018, com um total de 72,5 mil km² devastados pelo fogo. O percentual chama atenção porque é mais que o dobro da alta de focos de queimadas registrados em 2019, que foram apenas 30% maiores que em 2018. Isso mostra que os focos em 2019 foram maiores em área queimada.

    “Nova política ambiental”

    O UOL procurou especialistas, que apontaram fatores para o crescimento. Para o biólogo Rômulo Batista, da campanha de Amazônia do Greenpeace, a extensão da área queimada chama a atenção porque 2019 não foi um ano de fenômenos climáticos El Niño ou La Ninã.

    “Eles causam secas mais fortes no norte ou no sul do País. O que tivemos de novidade foi a nova política ambiental, ou, na verdade, a ausência de uma política ambiental desde que o governo assumiu, diz. Batista afirma ainda que o aumento em todos os biomas é fruto de uma “falta de política ambiental de combate às queimadas e ao desmatamento, além da redução do orçamento para o MMA [Ministério do Meio Ambiente] e o principais órgãos que coíbem o desmatamento e as queimadas”.

    Cássio Bernardino, analista de Conservação do WWF-Brasil, diz que a grande maioria das queimadas teve origem proposital do homem. “Esses incêndios têm origem especialmente antrópica ação do ser humano”. Mesmo nos biomas onde é natural a ocorrência de fogo, esses números não eram esperados. E as análises espaciais mostram o fogo predominantemente às margens de rodovias e próximo a centros urbanos, o que indica que elas são de origem humana, principalmente para ações desmatamento e reforma de pastagem”, explica.

    Ainda segundo Bernardino, todos os biomas tiveram área queimada acima das médias históricas, e a culpa disso estaria ligada ao discurso e à falta de ações do governo federal.

    “Houve uma retórica governamental, uma mensagem de que o meio ambiente é um recurso que pode ser explorado de qualquer forma, e que a proteção pode ser uma ameaça o desenvolvimento. De outro lado, tivemos menos ênfase nos mecanismos de sistema de comando o controle. Tivemos mesmo fiscalização e menos equipes em campo”, aponta.

    Procurado ontem para comentar o aumento de áreas queimadas  nos seis biomas em 2019,

    https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2020/01/14/queimada-cresce-brasil-2019.htm

     

    1. Caracterize cada um dos Biomas presentes no texto.

    2. O meio ambiente é um recurso que pode ser explorado de qualquer forma? Justifique

    3.  Qual o papel do INPE no combate da degradação ambiental no Brasil?

    4. Quais as principais causas do aumento das queimadas no Brasil?

    5. O texto  afirma que o Brasil “perdeu a capacidade de negociação com a Bolívia, deixando de acordar intercâmbios e cooperações” em relação a proteção ao meio ambiente nos últimos anos. A que se deve isso?

     

     

     

    Prof. Luciano Mannarino

  • Os cinco momentos do fórum de Davos 2020. (avaliação)

    Davos, Suíça, 24 Jan 2020 (AFP)

    Resultado de imagem para davos 2020

    Do duelo entre Donald Trump e Greta Thunberg aos acordos comerciais “express”, passando pela promessa de plantar bilhões de árvores para salvar o planeta, esses são os cinco momentos do fórum de Davos, que terminou nesta sexta-feira na Suíça.

    – Apocalipse iminente – O confronto entre a ativista sueca Greta Thunberg e o presidente dos EUA, Donald Trump, marcou os quatro dias do Fórum Econômico Mundial (WEF), que reúne todos os anos a elite da política e das finanças na Suíça. “Temos que rejeitar os eternos catastrofistas e suas previsões de apocalipse”, afirmou Trump na terça-feira em um discurso, acusando aqueles que alertam sobre a seriedade da situação de serem “herdeiros das cartomantes tolas do passado”. Thunberg, de 17 anos, estava na sala e o ouviu impassível. A ativista repetiu que “nossa casa está queimando” e não se intimidou apesar da ofensiva americana, mesmo quando um conselheiro de Trump a aconselhou a “estudar antes de falar”. Nesta sexta-feira, no entanto, fez uma avaliação pessimista do fórum e disse que todas as suas alegações “foram totalmente ignoradas”.

    Um bilhão de árvores – O Fórum Econômico Mundial, às vezes acusado de hipocrisia climática pela chegada incansável de helicópteros e limusines, decidiu este ano mostrar seu lado mais verde. Além de proibir utensílios de uso único e oferecer alimentos com “proteínas alternativas” (ou seja, sem carne), o WEF lançou uma ambiciosa campanha para plantar ou salvar “um bilhão de árvores”, o que permitiria capturar CO2, mas que não tem nenhum efeito nas emissões. Uma iniciativa para unificar projetos similares em todo o planeta que teve inclusive a aprovação de Donald Trump.

    Acordos rápidos – Após a trégua comercial entre a China e os Estados Unidos, a febre para fechar pactos comerciais parecia dominar Davos. Trump disse que poderia fechar este ano um acordo comercial com a União Europeia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi ainda mais longe e falou de “algumas semanas”. Mas o prazo surpreendeu inclusive em Bruxelas, levando em conta a enorme complexidade desse tipo de negociação. “Honestamente, não entendo nada”, reconheceu o eurodeputado alemão Bernd Lange, presidente da comissão de Comércio Internacional da Eurocâmara.

    Fogo, eletricidade e inteligência artificial -O presidente da Alphabet (Google), Sundar Pichai, assegurou que a inteligência artificial será para a humanidade uma mudança “mais profunda que o fogo e a eletricidade”. Ren Zhengfei, fundador da Huawei, gigante chinesa da tecnologia, comparou-a às armas nucleares. “Nasci quando a bomba atômica explodiu no Japão. Quando eu tinha seis anos, era o que as pessoas mais temiam. Mas se olharmos para o passado veremos os grandes benefícios da energia atômica. E a inteligência artificial não causou tanto dano como a bomba atômica”.

    “Criminosos” do clima – Este ano, numerosas ONGs foram vistas novamente em Davos, apesar da contradição que às vezes envolve criticar as elites e participar de sua reunião anual por excelência. É o caso do anticapitalista Micah White, um dos promotores do movimento Occupy Wall Street, que admitiu que vir a Davos pode parecer contraditório, embora tenha prometido, é claro, evitar “champanhe e caviar”. Outros têm uma atitude muito mais ofensiva, como Jennifer Morgan, diretora executiva do Greenpeace. “Em todas as conversas que tenho aqui, tento escancarar a verdade [sobre o clima] diante dos poderosos… mas é estranho: é como uma zona de guerra ambiental ou uma cena de crime em que todos os criminosos estão à sua frente”, disse à AFP.

     https://economia.uol.com.br/noticias/afp/2020/01/24/os-cinco-momentos-do-forum-de-davos.htm?cmpid=copiaecola

  • Nova estação antártica brasileira será inaugurada oito anos após o incêndio (atividade)

    A nova estação brasileira na Antártica será inaugurada nesta quarta-feira (15) pela Marinha. O complexo de mais de 4,5 mil m² será entregue quase oito anos depois do incêndio que destruiu a base anterior. Pesquisadores brasileiros estão há mais de três décadas no continente. A inauguração foi atrasada em um dia por conta do mau tempo.

    A Estação Antártica Comandante Ferraz recebeu um investimento de US$ 99,6 milhões (cerca de R$ 400 milhões), e vai conseguir acomodar até 64 profissionais do Programa Antártico Brasileiro (Proantar).

    Oito anos depois do incêndio que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz, base brasileira reabre para cientistas e pesquisadores. — Foto: Divulgação/Marinha do Brasil

    Criado em 1982, o Proantar leva ao continente gelado pesquisadores que atuam nas áreas de oceanografia, biologia, glaciologia, química e meteorologia. Os trabalhos são desenvolvidos em acampamentos, navios e estações.

    A nova estação ficará no mesmo local da estrutura antiga, instalada em 1984 na Península Keller, dentro da Ilha Rei George. A primeira base abrigou pesquisadores até fevereiro 2012. Um incêndio onde ficavam os geradores de energia do complexo destruiu quase toda a estrutura e provocou a morte de dois militares.

    Infográfico mostra nova estação brasileira na Antártica  — Foto: Amanda Paes/G1
    Em agosto de 2018, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o CNPq lançaram um edital no valor de R$ 18 milhões para financiar projetos do Proantar, o dinheiro é destinado a 16 projetos aprovados e cobre as despesas de pesquisa até 2022.

    O prédio principal da nova estação brasileira é dividido em três grandes blocos, o Leste, Oeste e Técnico. Neles, se encontram a maior parte dos laboratórios, os dormitórios e os serviços básicos da estação, divididos desta forma:

     

    Bloco Leste: é o bloco das pesquisas, de convivência e serviços. É onde se concentram os laboratórios. Dos 17 no total, 14 estão lá. Os outros 3 ficam em módulos separados. Além disso, é onde ficam os refeitórios, a cozinha, a ala de saúde, a sala de secagem e as oficinas.

    Bloco Oeste: é uma área privada da base, onde moram os pesquisadores, além de concentrar as áreas de convívio. Há 32 quartos, uma biblioteca, uma academia e auditório. Nas partes mais baixas deste bloco estão os depósitos de mantimento e reservatórios de água.

    Bloco Técnico: é onde fica o controle da rede elétrica, sanitária e de automação da estação. Também é onde está a garagem. Além disso, há uma estação de tratamento de água e esgoto, casa de máquinas, geradores, e sistemas de aquecimento, bem como um incinerador de lixo.

    Equipamentos dentro da Estação Antártica Comandante Ferraz, inaugurada nesta terça (14)  — Foto: Divulgação Marinha do Brasil

    Construção mais segura

    Construído em um local inóspito, o complexo consegue suportar temperaturas negativas, nevascas e ventos de até 200 quilômetros por hora. A estrutura ainda tem sistemas de detecção, alarme e combate a incêndios.

    Os preparativos para reconstruir a estação tiveram início ainda em 2012, com a retirada dos escombros da antiga base. Depois disso, a Marinha lançou um edital para obra do novo complexo, que não recebeu nenhuma proposta até 2014.

    Uma nova licitação foi aberta em 2015, e a empresa chinesa Ceiec foi escolhida para realizar as obras da estação.

    Como só é possível trabalhar na Ilha Rei George durante o verão antártico, que vai de outubro a março, a empresa executou a obra em diferentes etapas. Parte da estação foi preparada na China, em módulos que só foram levados e montados após o fim do inverno.

    Estrutura em montagem para a Estação Antártica Comandante Ferraz em Xangai; foto de agosto de 2017 — Foto: Marinha do Brasil/Divulgação

    Centro de pesquisas

    Apesar do incêndio, as pesquisas brasileiras na Antártica não pararam. Na Ilha Rei George, os trabalhos foram desenvolvidos em uma estação provisória, montada ao lado da base consumida pelo fogo. Os “módulos emergenciais” foram usados enquanto os pesquisadores aguardavam o final da reconstrução.

    “Essa nova base vai nos dar condições de trabalho e um salto qualitativo nas pesquisas científicas”, diz Paulo Câmara, pesquisador da Universidade de Brasília (UnB) que trabalha na estação.

     

     

    Questões

    1) O que é o Tratado da Antártica?

    2) Podemos afirmar que a manutenção de uma Estação brasileira de pesquisa na Antártica guarda algum interesse Geopolítico para nosso pais? Justifique.

    3) Por que a nova Estação levou cerca de 8 anos para ficar pronta?

    4) Por que a Antártica se torna estratégica para o futuro da humanidade?

    5) Por que a Antártica ficou imune ao processo de colonização pós grandes navegações?

     

    Prof Luciano Mannarino