Categoria: DICIONÁRIO

Termos, conceitos, expressões, etc, usados na Geografia.

  • O que é lava?

    O que é lava?

    Material em   fusão natural no estado líquido ou viscoso, resultante de uma erupção vulcânica. As lavas podem se solidificar rapidamente — quando ácidas, e podem percorrer grandes extensões quando básicas. Uma lava vulcânica é, por conseguinte, um magma cuja solidificação podemos assistir ao presenciarmos uma erupção vulcânica. Os derrames vulcânicos podem alcançar, por vezes, grandes extensões, e formar camadas espessas, como ocorreu com o trapp do Paraná. As lavas podem ser atuais ou pertencer a outros períodos da coluna geológica.

    lava

    A saída das lavas pode se dar por fendas laterais da chaminé vulcânica ou, então, pela cratera central, situada no topo do cone. A superfície de um lençol de lava tem o aspecto de escória ao resfriar-se, o que é feito a partir da superfície. Durante o mesmo, as vezes se verifica o aparecimento de verdadeiros prismas, como se vê em certas rochas.

    Fonte: Novo dicionário geológico-geomorfológico – Antonio Teixeira Guerra, Antonio José Teixeira Guerra. Rio de Janeiro – Bertrand Brasil, 1997.

    Prof Luciano Mannarino

    TIPOS DE ROCHAS E CICLO DAS ROCHAS (vídeo e atividades)

    VÍDEO – TEORIA DA DERIVA CONTINENTAL

    Intemperismo, Erosão, Transporte e Sedimentação.

    O que são os fatores endógenos na formação do relevo?

  • O que é um fiorde?

    O que é um fiorde?

    Corredores estreitos e profundos num litoral alto, cavados pela erosão glaciária, são hoje submersos invadidos pelo mar. No litoral da Noruega e da Groenlândia aparece muito bem representado este tipo de costa. Também na península do Labrador, na Terra Nova, no sul do Chile e na Islândia aparecem costas altas com vales de origem glacial, de paredes abruptas e invadidos pelo mar, constituindo costas do tipo fiorde ou fiorde.

    As costas, ou melhor, os vales que constituem os fiordes avançam cerca de 30 a 40 quilómetros para o interior e têm profundidade de 400 a 600 metros.

    Foto por Anton H em Pexels.com

    A escavação desses vales foi feita a um nível bem mais alto que o atual, sendo sua posição altimétrica explicada por abaixamento das terras, com consequente invasão marinha, transformando os antigos vales em verdadeiros golfos. Da mesma maneira que nos vales glaciais os fiordes têm a forma do leito em U.

    Fonte: Novo dicionário geológico-geomorfológico – Antonio Teixeira Guerra, Antonio José Teixeira Guerra. Rio de Janeiro – Bertrand Brasil, 1997.

    Prof Luciano Mannarino

    O que estuda a Geomorfologia?

  • O que são os fatores endógenos na formação do relevo?

    O que são os fatores endógenos na formação do relevo?

    Também chamados agentes internos ou ainda forças subterrâneas, têm origem no calor que permanece no interior do globo e nas pressões dos gases que são liberados. Podem-se fazer sentir extremamente, através de movimentos súbitos, rápidos ou lentos e imperceptíveis. Entre os agentes internos que contribuem para modificar a paisagem, podemos citar: vulcânicos, sismos, movimentos epirogênicos ou isostáticos, tectônicos etc. Por conseguinte, os fatores endógenos resultam da dinâmica interna, refletindo se externamente através das diversas manifestações acima citadas.

    Fonte: Novo dicionário geológico-geomorfológico – Antonio Teixeira Guerra, Antonio José Teixeira Guerra. Rio de Janeiro – Bertrand Brasil, 1997.

    Prof Luciano Mannarino

  • O que é a Crosta Terrestre?

    Crosta da Terra

    Parte sólida do globo terrestre também chamada de litosfera (esfera de pedra). A sua espessura é calculada em cerca de 60 a 100 quilômetros. Até agora, porém, o homem só conseguiu penetrar cerca de três quilômetros. As sondagens em busca de petróleo já ultrapassam os seis quilômetros.

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    Não se deve confundir a definição dada acima, restringindo-se apenas às terras emersas, mas também às submersas, pois as águas enchem depressões de tamanhos e grandezas variáveis, repousando, porém, sobre a crosta. A rigor a crosta terrestre compreende as zonas de sial e parte do sima. A primeira constitui as terras emersas, e a segunda o fundo da maioria das bacias oceânicas.

    Em 1796, Laplace, matemático francês, em “Exposition du système du monde”, emitiu a hipótese da existência da imensa nebulosa que constituiria o sistema planetário. A Terra, à semelhança dos outros planetas, fazia parte desse sistema constituído de matéria ígnea que se foi gradualmente consolidando, formando a crosta terrestre, sólida na superfície e, guardando no seu interior, matéria em fusão, o que se chama de fogo central.

    A hipótese de Laplace pode ser confirmada pelo grau geotérmico — que é o gradiente necessário para que haja o aumento da temperatura à medida que se desce no sentido do centro da Terra —1 oc para 40 metros em média; junto aos oceanos é da ordem de 100 metros e na proximidade dos vulcões é de 10 a 15 metros. Na profundidade de 120 km, limite da litosfera com a pirosfera, a temperatura seria de 3.000 graus.

    Na Terra, devemos destacar a zona de influência solar e a zona neutra, além da qual não podem penetrar as variações térmicas exteriores (sazonais).

    Além desta camada que se encontra e 8 a 25 m abaixo da superfície topográfica, o aumento do calor só pode ser devido ao calor central.

    As experiências revelaram que, em qualquer parte da Terra, quando atingimos 8 a 10 metros, desaparece a noção de estação. Vejamos alguns dados a propósito do grau geotérmico e a natureza das rochas:

    a) terrenos cristalinos antigos: 40 a 120 m;

    b) áreas de bacias carboníferas: 20 m;

    c) região vulcânica: 10 a 15 m;

    d) jazimentos de petróleo: 10 a 15 m. Princípio de Heinrich: “A partir da camada neutra, acompanhando um mesmo raio, verifica-se que a diferença de temperatura é diretamente proporcional à diferença de suas profundidades

    O vulcanismo é tido igualmente como outra prova positiva da teoria de Laplace. As matérias em fusão do núcleo central escapariam por fraturas, constituindo os vulcões.

    Há, porém, sérias objeções à hipótese de Laplace:

    1 — é difícil de se aceitar que a matéria sólida da crosta possa ser suportada por matérias em fusão. A crosta mais pesada deveria cair no fundo da massa incandescente líquida;

    2 —- se o interior do globo estivesse líquido, ele deveria sofrer marés análogas às dos oceanos. As marés da crosta são de pequena amplitude: 18 centímetros aproximadamente. E. Raguin, em sua Géologie Appliquée, diz: “As marés da crosta terrestre são deformações periódicas do globo sob a influência das atrações lunares e solares. Análogas marés oceânicas, elas provêm do fato de que o globo não é perfeitamente rígido”;

    3 — A grande pressão reinante no interior da Terra, embora haja elevado grau de temperatura, poderia dar uma consistência fracamente elástica;

    4 — A propagação das ondas sísmicas condena por completo a hipótese do “fogo central” líquido.

    De Launay construiu, em 1926, um verdadeiro sistema, cujo fim era explicar a distribuição da matéria no interior da Terra. Admitiu os seguintes fatos:

    1 — Na fase inicial da formação da Terra, turbilhões parecidos com os que ocorrem nos nossos dias na fotosfera solar. Se não fosse assim, os elementos químicos ter-se-iam estratificado estritamente na ordem de suas densidades. Foram os turbilhões que trouxeram esses corpos de peso atômico maior para a periferia.

    2 — No centro da Terra há uma concentração de átomos pesados cuja formação absorveu muito calor — reação fortemente endotérmica.

    3 — Observações geológicas indicam ter havido perturbações na ordem estabelecida: os turbilhões durante o período de fluidez, refusões mais tarde, devidas ao movimento da crosta terrestre, quedas de meteoritos etc. Em consequência desses fatos, os elementos trazidos para um meio físico diferente daquele onde se operou a formação ficaram em equilíbrio instável. O fenômeno da radioatividade exotérmica não é mais do que a quebra desse equilíbrio, quando sensível aos nossos aparelhos de física, com restituição da energia acumulada. Nas vizinhanças da superfície, ao contrário, encontra-se uma verdadeira cinta de calor proveniente das destruições exotérmicas dos átomos radioativos.

    Parece existir entre o núcleo, em estado sólido, e a superfície, uma zona em que a pressão e a temperatura sejam de molde a permitir que a matéria esteja em estado fluido viscoso (pirosfera). Este substratum da crosta, altamente viscoso, seria onde ocorreriam as correntes convectivas e a parte da Terra onde se originariam as manifestações orogenéticas. Atualmente toda essa dinâmica é bem explicada pela tectônica de placas (vide).

    O estudo do núcleo realizado pelo sismologista Montessus de Balore o levou a considerá-lo como de grande rigidez e elástico.

    Lord Kelvin, em suas medidas, chegou à conclusão de que o núcleo do planeta tem uma rigidez vizinha à do aço.

    A crosta externa da zona granítica não é composta apenas de corpos leves devido à corrente convectiva intratelúrica de Dive ou aos turbilhões de De Launay.

    A seguir, vamos dar algumas indicações fornecidas por vários autores a propósito das camadas do globo. A estrutura da Terra, segundo M. Codur em seu livro Géographie et Topologic, Cours de l’lnstitut Geographique National:

    I) Sial

    15 km — densidade 2,8 silicatos aluminoso

    25 km — camada viscosa de basalto. Esta camada seria o reservatório do magma que sairia por vezes pelas crateras dos vulcões

    II) Sima

    2.800 km — densidade de 3 a 5

    III) Nife

    3.500 km — densidade de 8 a 11

    Segundo Adams, Willianson e Washington, temos:

    Envoltório                     Espessura  (km)            Densidade

    Núcleo central              3.400 (ferro-níquel)          10

    Zona litospórica               700                                      8

    Zona ferrospórica             700                                     5,8

    Zona peridótica             1.540                                      4

    Crosta Terrestre

    1 –  Zona basáltica            40                                         3,2

    2  – Zona granítica           20                                         2

             

    Segundo M. Derruau, o estudo da estrutura interna facilita a compreensão dos movimentos tectônicos; a estrutura interna só é conhecida graças à sismologia e à gravimetria.

    Segundo os dados sismológicos temos:

    I – Núcleo ou centro: 3.400 km

    a) Centro do núcleo (grão c/ 1.300 km)

    b) Núcleo 2.100 km

    A natureza do núcleo é mal conhecida: “ignorância do estado do núcleo e do grão que constituem um meio especial”. A densidade cresce da periferia para o centro, de 8 a 12,3.

    II – Manto: 2.900 km

    — composto de material ultrabásico como o peridotito

    — Densidade 5

    III – Crosta: + 60 km

    1 — Zona basáltica (sima)

    2 — Zona granítica (sial)

    3 — Zona detrítica

    Para M. Derruau “a espessura total das duas zonas da crosta terrestre varia de um ponto a outro” (Zona Granítica e Zona Basáltica). No conjunto elas são maiores sob as regiões montanhosas do que nas planícies ou nos oceanos. Quanto à espessura relativa da camada basáltica e da camada granítica, ela varia muito. A superfície interna que as separa é extremamente irregular.

    O mesmo acontece com a superfície da zona granítica e da zona detrítica” (Precis de Geomorphologie, pág. 24). Segundo Djalma Guimarães, a estrutura da Terra pode ser expressa por três envoltórios:

    a) Núcleo:

    Constituído de uma liga de ferro, contendo elevado teor de níquel e pequena porcentagem de outros elementos (diâmetro do núcleo  6,942 km —- espessura 3.471 km — densidade está entre 10 e 11)

    b) Envoltório médio (simático)

    Constituído de rochas densas de composição basáltica — estado plástico — espessura 880 km — densidade 4.

    O envoltório médio, ou melhor, a camada de plasticidade maior estaria, segundo cálculos do geofísico W. Schweydar, a 120 km abaixo da superfície. Barrel chamou à parte inferior a litosfera de astenosfera

    c) Crosta externa (envoltório granítico) (sial)

    Constituída de rochas menos densas, tais como granitos, gnaisses e rochas sedimentares. Este envoltório está acima da descontinuidade de Mohorovicic

    — espessura de 10 a 30km

    — densidade 2,8

    “O que se conhece a respeito do interior da Terra é dado por investigações geofísicas. O núcleo central, para alguns autores, tem composição dos meteoritos sidéricos, enquanto para outros seria análogo à massa interna do Sol” (Djalma Guimarães — Geologia Estratigráfica e Econômica do Brasil — pág. 31).

    O estudo da estrutura da Terra, em função dos últimos dados da propagação das ondas sísmicas, demonstra:

    a) descontinuidade de primeira ordem, que consiste em uma variação relativamente brusca da velocidade da propagação da onda sísmica — descontinuidade de Mohorovicic, à profundidade de 30 a 50 km.

    b) a segunda descontinuidade consiste numa variação da aceleração — descontinuidade de Wiechert-Gutenberg a 2.900km; esta é a mais importante.

    1 — Núcleo — desde o centro do globo até a descontinuidade de Wiechert-Gutenberg

    2 — Envoltório médio — entre as duas descontinuidades

    3 — Crosta da Terra — desde a descontinuidade de Mohorovicic (30 a 50km) até a superfície.

    Fonte Novo dicionário geológico-geomorfológico/Antonio Teixeira Guerra, Antonio José Teixeira Guerra-Bertrand Brasil

    Prof. Luciano Mannarino.

    O que ē Erosão?

  • O que estuda a Geomorfologia?

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    Geomorfologia

    Ciência que estuda as formas de relevo, tendo em vista a origem, estrutura, natureza das rochas, o clima da região e as diferentes forças endógenas e exógenas que, de modo geral, entram como fatores construtores e destruidores do relevo terrestre. Estuda o relevo atual, enquanto em que a paleogeografia é a ciência que se encarrega de reconstituir as formas de relevo no decorrer da história física da Terra.

    O campo de estudo da paleogeografia (ramo da Geologia-História para alguns geólogos) é algumas vezes inteiramente hipotético, ex.: paleogeografia do Arqueano. Todas as hipóteses de trabalho, mesmo as mais exageradas, não podem ser rejeitadas por causa do campo hipotético de pesquisa.

    A geomorfologia ou morfologia é o estudo sistemático das formas de relevo, baseando-se nas leis que lhes determinaram a gênese e a evolução. A geomorfologia pode ser dividida em:

    A) geomorfologia continental (modelado terrestre)

    B) geomorfologia submarina (modelado submarino).

    No conceito básico da geomorfologia consideramos:

    1 — Forma; 2 — Descrição; 3 — Gênese; 4 — Evolução.

    Os aspectos morfológicos mais importantes do relevo são devidos aos movimentos tectônicos (endógenos). As grandes cadeias de montanhas deles resultam.

    Os tipos de deformação ocasionados pelos movimentos tectônicos podem ser de duas ordens:

    1) Epirogênicos, abrangem continentes inteiros, sendo, desse modo, um movimento de conjunto.

    2) Orogênicos, concernentes às deformações localizadas.

    O primeiro é muito importante na morfologia, pois, destes movimentos dos continentes, resultam as transgressões e as regressões marinhas (corrente dos epirogenistas). As forças tectônicas podem dar origem a diversos tipos de relevo: de dobra, de falha e de lençóis de arrastamento (nappe de charriage).

    Até os fins do século XIX, consideravam-se os vários aspectos do relevo apenas como reflexo da estrutura. Assim, a erosão trabalhando em uma estrutura de camadas horizontais a resultante seria um tipo de relevo horizontal. Em um relevo dobrado, o resultado seria o de camadas mergulhando em direções diversas com aspectos anticlinais e sinclinais.

    Em contra oposição ao conceito da geomorfologia estrutural, a climática considera preponderante, além da estrutura da rocha, a influência do clima. As mesmas rochas podem dar relevos diferentes em climas diferentes. No Rio de Janeiro e no leste do Espírito Santo, por exemplo, os relevos graníticos e gnáissicos apresentam formas semelhantes às do Pão de Açúcar. Por outro lado, neste clima, a decomposição química é muito intensa. No Maciço Central Francês as rochas graníticas oferecem aspectos bem diversos. Nota-se o aparecimento de uma camada de decomposição — arena granítica ou saibro — recobrindo formas abauladas devidas à ação erosiva provocada pelo congelamento da água durante os invernos.

    Tem-se verificado certa atividade na criação de laboratórios para o estudo quantitativo ou das medidas dos diferentes fenômenos físicos. Não é possível, porém, realizar experimentalmente todos os fenômenos espontâneos que têm por teatro a natureza.

    A geomorfologia é, como já dissemos, um ramo da Geografia Física, e se divide em:

    1 — Geomorfologia descritiva,

    2 — Geomorfologia evolutiva.

    A primeira estuda as formas topográficas e suas características e, a segunda, as diversas etapas pelas quais passa um determinado relevo terrestre, até chegar à fisionomia atual.

    Fonte Novo dicionário geológico-geomorfológico/Antonio Teixeira Guerra, Antonio José Teixeira Guerra-Bertrand Brasil

    Prof Luciano Mannarino.