Categoria: PENSAMENTOS

Reflexões, poesia…tudo!

  • Escola…

    Quando íamos jogar uma partida de futebol no campo, quadra, etc., havia um ritual bastante interessante.

    A escolha dos jogadores dos times…

    Na maioria dos casos, haviam mais gente que o necessário.

    Para isso recorríamos ao bom e velho “par ou ímpar”.

    Aquele que vencesse escolheria primeiro jogador, o que perdesse escolheria o segundo jogador de maneira alternada até sobrar…

    Simples, não???? Não!!!!

    O problema é que ninguém queria sortear o par o ímpar e ficávamos num jogo de empurra…

    – Não vou disputar o par o ímpar.

    – Nem eu!!!

    – Eu não estou afim.

    – Escolhe outro…

    Ninguém se prontificava.

    Por que isso ocorria???

    Um pouco de vaidade e política podem explicar.

    Pois bem, é na escolha que sabíamos o nível de prestígio  diante dos colegas.  Ser escolhido em primeiro, segundo, terceiro lugares chancela o respeito.

    Os últimos a serem escolhidos tinham dois caminhos: ou eram goleiros (quantos bons goleiros iniciaram a trajetórias assim) ou pior, ficava “ficava de fora”.

    O futebol é algo muito além de um jogo.

    Nele exercitamos:

    – Solidariedade: quando voltamos para ajudar a defesa.

    – Resignação: quando compreendemos nossa derrota.

    – Superação: quando conseguimos vencer um time mais forte.

    – Mágoa: quando não merecíamos perder.

    Além de um turbilhão de sentimentos como: alegria, tristeza, violência, medo, coragem, etc.

    Tudo isso em poucas dezenas de minutos.

  • PRIORIDADE ABSOLUTA

     

    “A seguir, no próximo bloco:

    Flamengo tenta a classificação na próxima fase da Libertadores e as dicas culturais. Não saia daí. Voltamos logo, logo…”

    Diz a apresentadora do telejornal depois de trazer uma extensa e assustadora reportagem sobre  uma das batalhas  da  “guerra civil” carioca  que foi travada, desta vez, na altura da Cidade Alta (Av. Brasil).

    Com todo respeito aos desafios do Flamengo e a apresentação de um determinado cantor num Bar da Lapa, mas tudo se torna irrelevante diante de um poderoso inimigo que vem devorando as entranhas da nossa cidade e corroendo a certeza que temos um futuro:  A Violência Urbana!!!

    Prof. Luciano Mannarino

  • Quando usamos dinheiro para comprar um veneno, trocamos substâncias!

    Quando usamos dinheiro para comprar um veneno, trocamos substâncias!

    “Romeu e Julieta” é a obra mais conhecida de Shakespeare.

    Como todo texto shekasperiano,  é repleto de questionamentos sobre nossa vida e um deles deve ser sempre revisitado!

    Eu destaco a passagem da compra de uma porção de veneno que Romeu tinha encomendado a um pobre boticário que antes  estava reticente em vender.

    Ao pagar pela letal dose, Romeu diz as seguintes palavras:

    – Eis teu ouro, veneno mais nocivo para as almas dos homens, que mais crimes tem cometido neste mundo sujo, do que essas pobres drogas que não podes vender.
     Dei-te veneno; não tu a mim
    Adeus. 

    Quando usamos dinheiro para comprar um veneno, trocamos substâncias!

    Prof. Luciano Mannarino

  • 15/04/2017 – Contra a infâmia!

    Trabalhador:

    Se lá na frente você, efetivamente, compreender que teve que trabalhar mais anos para aposentar, que o que contribuiu não foi o suficiente para viver com dignidade e, mais doloroso ainda, não conseguiu cumprir as regras para se aposentar.

    Lembre-se desse dia.

    O dia que você poderia lutado contra as mudanças feitas na sua aposentadoria.

    Mudanças que foram realizadas por um congresso e governo covardes e corruptos.

     Não reclame da vida…afinal.

    “Você merece tudo aquilo que suporta”

    Prof. Luciano Mannarino

    geoverdade.com

  • Trajetórias!

    De todas diferenças, entre as pessoas, a que mais me inquieta é aquela gerada pela existência.

    Vivemos em momentos diferentes em relação as outras pessoas.

    Podemos ser jovens enquanto outras vivem a terceira idade.

    Podemos ser idosos enquanto outras estejam vivendo a plenitude da sua fase adulta.

    Não nascemos e nem morremos ao mesmo tempo.

    Não somos, a todo momento estamos.

    É um belo mecanismo para aprendermos sobre nossa condição humana.

    Portanto,  penso que haja um grande desafio que se impõe diante da busca  da nossa identidade humana.

    Devemos compreender que é devido a uma circunstância existencial que faz com pessoas cruzem nosso caminho na condição de jovem, adulto ou idoso.

    São caminhadas diferentes e de acordo com nossa trajetória, podemos ajudar e aprender.

    Ajude, aprenda e se reconheça.

    Prof Luciano Mannarino

    geoverdade.com