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  • Os anjos e as chaves!

    Os anjos e as chaves!

    Quando fui jovem vivi uma fase em que parecia que sempre estivesse diante de  uma “caixa de pandora” que abriria um universo de descobertas e experimentações. Só não abri porque os valores e a moral dada por meus pais, a religião, os amigos, etc.  exerceram um peso elevado em minha decisão. Isso foi bom? Olhando para o retrovisor verifiquei que foram poucos que sobreviveram depois de brincarem com os monstros despertados.

    Quanto a “caixa”? Bom, ela encontrasse até hoje diante de mim. Fechada, pois anjos escondem as chaves enquanto me distraem.

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    Tigre Albino. Zoo de Santiago no Chile.

    Luciano Mannarino

  • A História do Rio de Janeiro.

    A História do Rio de Janeiro.

    A História do Rio de Janeiro.

              Na há consenso em relação chegada dos portugueses à baía de Guanabara (do tupi gurani: rio-mar). A hipótese mais aceita é que o navegador Gonçalo Coelho, numa das viagens para confirmar os escritos de Pero Vaz de Caminha sobre a terra “descoberta”, cartografou a entrada da baía como a foz de um grande Rio em meados de Janeiro de 1502 – também não há consenso em relação a esse equívoco. De qualquer forma, Rio de Janeiro passou a denominar a localidade. Haviam várias tribos de língua tupi-guarani ao longo de suas margens. Elas eram descendentes de povos que haviam chegado ali há quase 6 mil anos. Porto natural, refúgio para embarcações e mamíferos aquáticos, a Baía revelava um lugar estratégico para se ocupação do litoral centro sul da futura colônia. Essa reentrância da costa litorânea por onde o mar avança para o interior do continente foi fundamental para existência da Cidade do Rio de Janeiro.

              É claro que o Tratado de Tordesilhas não garantiu plena soberania do “novo mundo” para os países ibéricos. Em pouco tempo outras nações européias avançaram sobre o litoral brasileiro. A negligencia em relação a ocupação da baía de guanabara se explica pela prioridade que Portugal deu a ocupação baixada santista – bastava ultrapassar a serra do mar para acessar rios que com drenagem endorréica. A indiferença foi aproveitada pelos franceses para iniciar um ambicioso processo de colonização na águas calmas da baía. Nasce a “França Antártica”.  Embora contanto com ajuda de índios tamoios, o projeto francês enfrentou rivalidades religiosas internas o que contribuiu para que portugueses juntos com índios tupinambas (inimigos dos tamoios) expulsassem os “invasores” após várias batalhas e fundassem a Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro em 1565.

                A cidade se desenvolveu aos pés do morro do castelo – local escolhido para abrigar a sede do governo por ter uma visão privilegiada da entrada da baía e por ser imune  aos constantes alagamentos – o morro foi desmontado nas diversas intervenções urbanas do início do Séc. XX).

     

    Bibliografia – Ender, Armelle. Ed. Gryphus

  • E assim a locomotiva não se afasta do poder…

    E assim a locomotiva não se afasta do poder…

    Sao Paulo Estaiada Bridge Brazil

              Os governos do PSDB levaram o “paulista” FHC, carioca que fez sua carreira política em São Paulo,  ao poder depois da redemocratização do país. Era a consolidação do Non Ducor Duco. No entanto, a experiência Neoliberal não disse ao que veio e a rejeição foi incontornável  abrindo espaço para outro “paulista”. Lula, nordestino que também fez carreira política em São Paulo,  governou dois mandatos mesmo com projeto político que não atendia todos os anseios bandeirantes, mas o estado permanecia no controle político do país. Já a mineira Dilma só sobreviveu um mandato e  o “incômodo” da sua reeleição foi desastradamente resolvido, São Paulo liderou a campanha pelo Impeachment, para ascensão do vice presidente: O tietense Michel Temer. Hoje, diante da eleição de 2018, o estado tem amplas chances de se ver  no poder através de vários candidatos: Alckmin, Bolsonaro (fez carreira política no Rio de Janeiro), Fernando Haddad/Lula, até o Ciro Gomes (fez carreira política no Ceará). Talvez,  no final das contas,  nuances políticas podem ser reconsideradas desde que um paulista, “puro” ou não, esteja de maneira direta ou indireta conduzindo o destino do país.

    Luciano Mannarino

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