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  • Cientistas sugerem lago no Canadá como marca do começo do Antropoceno, a época dos humanos

    Atualizado: 11.jul.2023 às 14h29

    Lucas Lacerda

    SÃO PAULO

    Cientistas sugerem que o lago Crawford, no Canadá, seja considerado o ponto que marca o começo do Antropoceno, a época dos humanos. O local, defende grupo de pesquisadores, reúne características que fazem dele um ponto de referência para o entendimento da nova era geológica proposta, caracterizada por mudanças no planeta causadas pela atividade humana.

    O ano-chave seria 1952, quando análises no solo do lago registraram traços de testes nucleares, além de alta atividade industrial. Essa quantidade aumentou ao longo da década, até os anos 1960, quando os testes atmosféricos foram banidos.

    O anúncio do local sugerido como o “golden spike”, na expressão usada por geólogos, foi feito nesta terça-feira (11) por pesquisadores do AWG (sigla em inglês para Grupo de Trabalho do Antropoceno). A conferência, conjunta com a Sociedade Max Planck e a Haus der Kulturen der Welt (Casa das Culturas do Mundo), aconteceu nesta tarde em Berlim.

    Lago de água azul
    Lago Crawford, na província de Ontario, no Canadá; local foi sugerido por cientistas como marco do Antropoceno, a época geológica dos humanos – Conservation Halton/Divulgação

    Para se tornar o marco do Antropoceno, porém, o lago na província de Ontário ainda precisa passar por três votações de outras instituições científicas, com pelo menos 60% de aprovação.

    Definir o Antropoceno é medir a profundidade e a extensão da atividade humana no planeta. O tema tem ganhado repercussão junto com os debates sobre mudanças climáticas e transição energética.

    Os cientistas ressaltam que o papel desse marco é produzir a evidência que mostra uma mudança do Holoceno, nossa atual época geológica, iniciada há cerca de 11,7 mil anos, para a época dos humanos.

    Além do significado científico dessa virada de época geológica, a definição tem uma dimensão simbólica sobre os rumos da humanidade, por colocar no centro do debate os danos causados na Terra.

    A sugestão do lago Crawford, localizado dentro de uma área de conservação homônima, é resultado de mais de uma década de trabalho de diversos grupos de cientistas, o AWG entre eles, que pesquisou e debateu 12 locais de diferentes partes do mundo, como recifes de coral na Austrália, gelo da Antártida e uma caverna na Itália. A ideia era buscar qual seria o ponto de referência perfeito para comparar as partículas guardadas.

    Equipes trabalham no Lago Crawford, sugerido pelo grupo de trabalho do Antropoceno (AWG) como "golden spike", ponto de referência para comparar registros de poluentes dispersados pelo planeta
    Equipes trabalham no Lago Crawford, sugerido pelo grupo de trabalho do Antropoceno (AWG) como “golden spike”, ponto de referência para compa Brenna Bartley/Conservation Halton/DivulgaçãoMAIS 

    Localizado na cidade de Milton, na província de Ontário, o lago Crawford é do tipo meromítico. Isso significa que suas camadas de água não se misturam. Foi da região mais profunda, a cerca de 24 metros da superfície, que os cientistas coletaram amostras de solo.

    Os sedimentos contidos nas camadas do fundo do lago funcionam como um arquivo de atividades de antigas comunidades indígenas, colonizadores, de indústrias e de testes nucleares.

    Os testes realizados nas amostras do solo do lago levaram à escolha do ano de 1952 como marco para o começo do Antropoceno —termo cunhado pelo biólogo Eugene Stoermer e pelo químico vencedor do Nobel Paul Crutzen em 2000.

    Além da alta atividade industrial e de consumo em escala global percebido no período, os experimentos com bombas nucleares espalharam plutônio, elemento que não ocorre facilmente na natureza.

    Outros elementos também se dispersaram pela atmosfera e foram depositados no fundo do Atlântico Sul, em Caravelas, na Bahia. Foi ali que pesquisadores retiraram uma amostra de 80 cm de comprimento, que revelou concentrações de Césio-137.

    A coleta e as análises estão registradas no documentário “A Era dos Humanos”, que estreia nos cinemas em setembro e na plataforma Globoplay em outubro. A produção, apresentada pelo ator Marcos Palmeira, relaciona os achados com episódios de degradação ambiental, como queimadas, desmatamento e garimpo.

    A pesquisa registrada no filme é conduzida por Rubens Figueira, especialista do Instituto Oceanográfico da USP. “As mesmas medições feitas no Canadá foram feitas aqui em Caravelas com o Rubens, e isso mostra o quanto esse assunto está próximo de nós”, afirma Iara Cardoso, diretora e roteirista do documentário.

    Homem segura pedaço de cano de PVC sujo de lama
    Cena do documentário ‘A Era dos Humanos’, de Iara Cardoso, sobre o Antropoceno; na foto,Figueira, especialista em oceanografia química, segura material de pesquisa na Bahia – Divulgação

    https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2023/07/cientistas-sugerem-lago-no-canada-como-marca-do-comeco-do-antropoceno-a-epoca-dos-humanos.shtml

    Questões


    1 Quais são as principais evidências geológicas, biológicas e químicas que sustentam a existência do Antropoceno como uma nova era geológica?


    2 De que forma as atividades humanas têm impactado os principais sistemas terrestres, como o clima, os ecossistemas e a biodiversidade, durante o Antropoceno?


    3 Quais são os principais desafios e consequências do Antropoceno em relação à sustentabilidade global e às necessidades futuras das gerações humanas e não humanas?


    4 Além das implicações ambientais, quais são as implicações sociais, econômicas e éticas do Antropoceno, e como esses aspectos podem influenciar a forma como lidamos com as mudanças ambientais?


    Luciano Mannarino

  • Confissão!!!

    Confissão!!!

    – Moça, a senhora é mãe desse garoto?

    – Sim, é o meu filho Matheus…por quê???

    – E que nós estamos brincando e ele me bateu. Minha mãe disse que se isso acontece eu devo reclamar com os pais do meu amiguinho.

    – Mathes, o que é isso??? Você quer ficar de castigo?

    – Mas mãe, ele me bateu 2 vezes…

    – Opa! Pera lá. Eu só bati uma vez em você!!!!

    Luciano Mannarino.

  • Brasil tem 203 milhões de habitantes, aponta Censo; domicílios crescem mais.

    Ana Paula BimbatiLola Ferreira e Carlos Madeiro

    Do UOL, em São Paulo e no Rio, e colunista do UOL

    28/06/2023 10h00

    Somos 203 milhões de habitantes no Brasil. O número foi divulgado hoje pelo IBGE, que revelou os primeiros resultados do Censo 2022. Segundo os dados, vivemos em 90,6 milhões de domicílios, mas nos últimos 12 anos o país teve a menor taxa de crescimento populacional da sua história —os dados oficiais começam a ser contados a partir de 1872.

    O Censo 2022 foi feito com dois anos de atraso e levou 10 meses de coletas em campo. A pandemia e o corte de verbas no governo Bolsonaro foram apontados como os responsáveis pela demora.

    O que o Censo revelou

    A população cresceu em 12,3 milhões de pessoas em comparação a 2010, quando foi realizado o último censo. Na época, eram 190,7 milhões de habitantes, e agora chegamos a 203 milhões; uma alta de 6,4%.

    Porém, o dado divulgado hoje “reduz” a população do país, estimada anualmente pelo órgão. A projeção atual do IBGE é de que haveria 213,3 milhões de habitantes no país em 2021; também menor que o dado parcial do Censo divulgado no final do ano passado, de 207 milhões de moradores —a divulgação antecipada, por sinal, foi alvo de críticas. (Entenda o porquê da diferença).

    Já em domicílios, a alta foi bem maior: em 2010 eram 67,5 milhões e agora são 90,6 milhões, ou 34% a mais: um ritmo de crescimento cinco vezes maior que o da população.

    Com mais domicílios, caiu o número médio de moradores por residência: são agora 2,79 em média; há 13 anos, esse número era de 3,31.

    O Censo revelou que, nos últimos 12 anos, a taxa de crescimento populacional foi de 0,52% ao ano. Foi a menor já registrada desde que temos dados oficiais sobre o tema, a partir de 1872.

    Hoje saíram apenas dados referentes à população e domicílios. Resultados mais detalhados serão divulgados em publicações específicas por área em breve.

    Os demógrafos vão avaliar, por exemplo, qual o impacto da pandemia de covid-19 nesse baixo crescimento.

    “Tivemos diversos problemas. Primeiro, o corte de orçamento; depois, um período pandêmico, e por isso pegamos um país diferente. Foi difícil contratar recenseadores. Mas estamos entregando o censo do Brasil. Nunca havíamos entregue um resultado definitivo tão rápido como agora.”

    Cimar Azeredo Pereira, presidente do IBGE

    São Paulo, maiores números

    Em termos de moradores, São Paulo segue sendo o estado mais populoso com 44 milhões de moradores; e Roraima, o menos populoso, com seus 636 mil habitantes.

    A região Sudeste segue como o maior número de moradores brasileiros (84,8 milhões de habitantes), com 41,8%, enquanto 8% moram no Centro-Oeste.

    Já entre as cidades, a capital paulista também lidera em população, com 11,4 milhões de pessoas.

    Quando analisadas as maiores variações entre 2010 e 2022, Manaus chama atenção por ter sido a cidade que mais ganhou moradores nos últimos 12 anos em números absolutos, saltando de 1,8 milhão para 2 milhões de moradores.

    Já Salvador teve a maior queda de população entre esses anos, caindo de 2,67 milhões para 2,41 milhões de moradores.

    Com isso, a metrópole mais populosa do Nordeste passou a ser Fortaleza, que passou a ser a 4ª mais populosa do país. Entre os dez municípios mais populosos do país, cinco perderam população entre 2010 e 2022.

    As cidades mais populosas do país:

    São Paulo – 11.451.245 (1,8% a mais que em 2010)

    Rio de Janeiro – 6.211.423 (-1,7%)

    Brasília – 2.817.068 (+9,6%)

    Fortaleza – 2.428.678 (-1,0%)

    Salvador – 2.418.005 (-9,6%)

    Belo Horizonte – 2.315.560 (-2,5%)

    Manaus – 2.063.547 (+14,5)

    Curitiba – 1.773.733 (+1,2%)

    Recife – 1.488.920 (-3,2%)

    Goiânia – 1.437.237 (+10,4%)

    Metrópoles menores, entorno maior

    O Censo também apontou que a cidade com menor população do país não é mais Bora (SP), mas sim Serra da Saudade (MG) e seus 833 moradores.

    O IBGE também contou a população de concentrações urbanas, e e São Paulo segue também como a líder com 20,6 milhões de pessoas na região metropolitana. A região do Rio de Janeiro vem em seguida, com 11,6 milhões.

    Nessas concentrações urbanas (que são classificadas como arranjos populacionais acima de 100 mil habitantes com forte integração da população), moram 124,1 milhões de pessoas.

    Uma tendência observada pelo Censo 2022 é que as médias cidades foram as que mais ganharam população a partir de 2010, com redução de ritmo de alta nas capitais e cidades-pólo de regiões metropolitanas. “É o fato novo do Censo”, diz o presidente do IBGE.

    Vista aérea da área portuária de Manaus Imagem: Prefeitura de Manaus

    Crescimento desigual

    O crescimento populacional ocorreu em todos os estados nesses 12 anos, mas as taxas foram diferentes entre as regiões.

    Os números apontam que o Norte deixou de ter a maior taxa de crescimento populacional e passou o posto para o Centro-Oeste, que registrou uma taxa de 1,23% ao ano, mais que o dobro da média nacional.

    Na contramão, o Nordeste é a região que menos cresceu e teve alta de apenas 0,24% ao ano. Alagoas foi o estado com menor crescimento do país e ficou quase estável, com aumento de apenas 0,02% ao ano.

    Já Roraima teve a maior taxa de crescimento. Parte da explicação disso pode ser explicada pela inédita inclusão do povo Yanomami no recenseamento. … –

    Sobre o Censo

    Para fazer o Censo, o IBGE levou 10 meses em campo. O orçamento inicial aprovado foi de R$ 2,3 bilhões, mas segundo o presidente do órgão, o atual governo precisou investir R$ 350 milhões para concluir as entrevistas em 2023.

    Com o aporte do governo atual, foi possível fazer o recenseamento de mais 16 milhões de pessoas pelo país.

    “Dessas, 2 milhões estavam em favelas e iriam ficar fora”, diz. O número de moradores de favelas será divulgado posteriormente.

    “Estamos orgulhosos por esse momento. Ele é histórico e fundamental para todos nós. Existe um IBGE antes e depois do Censo 2022.”

    Cimar Azeredo Pereira, presidente do IBGE

    Recenseadores visitaram todas as cidades.

    O Censo começou em 1º de agosto de 2022 e encerrou a coleta em junho de 2023. Ao todo, participaram da coleta de dados 215.915 trabalhadores temporários, entre analistas, supervisores e recenseadores.

    Os recenseadores visitaram ao todo 106,8 milhões de endereços, com uma taxa de não-resposta de 4,23%. Nesse quesito, São Paulo se destacou pela média bem acima do restante dos estados: 8,1% dos paulistas não responderam.

    Segundo o IBGE, 1 milhão de domicílios se recusaram a responder o Censo.

    Quando uma pessoa não responde ao Censo, ou o entrevistador não consegue localizar um morador, o IBGE faz uma inferência para calcular de acordo com médias recenseadas no local.

    No Censo 2022, o IBGE informou que 195 milhões de pessoas foram recenseadas e 7,9 milhões foram imputadas (calculadas por método científico).

    Dos domicílios visitados, o IBGE encontrou 18 milhões desocupados ou ocupados ocasionalmente (caso de imóveis usados para veraneio ou aluguel temporário, por exemplo). Em comparação a 2010, a alta foi de 87%.

    https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2023/06/28/resultado-censo-2022-brasil-203-milhoes-de-habitantes.htm

    Questões

    1) Quais são os motivos para o atraso do Censo de 2022?

    2) Por que estado de Roraima teve um aumento de sua população?

    3) Em relação os municípios mais populosos do país, quais foram os que perderam efetivos?

    4) Aponte um fator para a redução do crescimento da população brasileira na última década.

    `Prof Luciano Mannarino

  • UERJ 2024 – GABARITO DE HUMANAS COMENTADO

    UERJ 2024 – GABARITO DE HUMANAS COMENTADO

    LETRA A

    Vamos analisar a questão:

    Enunciado:
    Em seu artigo de 1979, o escritor Carlos Drummond de Andrade situa circunstâncias do projeto de criação do Parque Indígena Ianomâmi, no contexto das ações de exploração da Amazônia durante os governos militares (1964-1985). A defesa da criação desse Parque, naquela conjuntura, tinha como objetivo tornar pública a seguinte problemática:

    Alternativas:
    (A) extermínio de povos originários
    (B) aviltamento de riquezas naturais
    (C) irracionalidade de agentes estatais
    (D) lucratividade de empresas privadas

    Comentário:
    Carlos Drummond de Andrade, em seu artigo, destaca a necessidade de criar o Parque Indígena Ianomâmi para proteger os povos indígenas da exploração e das consequências negativas das ações governamentais e empresariais na Amazônia. Durante os governos militares, houve uma intensa exploração da região, que trouxe doenças e impactos negativos para as comunidades indígenas, como os Ianomâmis⁵.

    A defesa da criação do Parque visava principalmente proteger esses povos do extermínio e das consequências devastadoras da exploração econômica e territorial. Portanto, a alternativa correta é:

    Resposta:
    (A) extermínio de povos originários

    .

    LETRA B

    Enunciado:
    Com base nas informações apresentadas, infere-se que a latitude aproximada do Catar é:
    (A) 05º N
    (B) 25º N
    (C) 45º N
    (D) 65º N

    Comentário sobre cada alternativa:

    (A) 05º N:

    • Comentário: Esta alternativa está incorreta. A latitude de 5º N está muito próxima do equador, o que colocaria o país em uma região equatorial. O Catar está localizado no Oriente Médio, bem ao norte do equador, e não em uma região equatorial.

    (B) 25º N:

    • Comentário: Esta é a alternativa correta. O Catar está situado aproximadamente a 25º de latitude norte. Esta posição coloca o país no hemisfério norte, em uma região de clima desértico, típica do Oriente Médio.

    (C) 45º N:

    • Comentário: Esta alternativa está incorreta. A latitude de 45º N está muito ao norte para o Catar. Esta latitude atravessa regiões como o sul da Europa e o norte dos Estados Unidos, que têm climas e características geográficas diferentes das do Catar.

    (D) 65º N:

    • Comentário: Esta alternativa está incorreta. A latitude de 65º N está muito ao norte, próxima ao Círculo Polar Ártico. Regiões nesta latitude têm climas muito frios e são muito distantes do Oriente Médio, onde o Catar está localizado.

    LETRA C

    O governo (com letra minúscula mesmo) que nos deixou em 2022 se notabilizou por se envolver e defender posições controvérsias acerca de vários temas como a eficácia de vacinas. Em relação ao atual Administração, se espera uma agenda positiva para as questões que envolvem o Meio Ambiente. Esse modelo de pergunta exige atenção do aluno, pois são duas análises que são feitas.

    Laerte emplaca mais uma charge na prova de Uerj!!!

    LETRA B

    A Ásia vem apresentando um forte crescimento industrial nas últimas décadas. A relação crescimento industrial e crescimento das populações urbanas faz o continente abrigar o maior número de megacidades do mundo. A cidade não foi inventada pela indústria, mas as grandes cidades, sim.

    LETRA A

    O aumento do uso de derivados de petróleo, devido a nossa industrialização, exigiu um debate sobre a sua exploração no território brasileiro. A vitoriosa corrente nacionalista percebeu que o monopólio de diversas etapas para o seu aproveitamento seria fundamental para que a Petrobras (estatal criada) pudesse crescer e se desenvolver ao ponto de se tornar, hoje, em uma Multinacional Verde e Amarela.

    LETRA D

    O Vale do Silício se constituiu no primeiro Tecnopolo do mundo devido, em parte, ao papel que os centros de pesquisas e universidades tiveram na formação de uma mão de obra extremamente qualificada. Apple, Microsoft, Intel, AMD, etc foram criadas por ex alunos da renomada Stanford University. O casamento entre Universidades e Empresas é a chave da 4 Revolução Industrial.

    LETRA C

    “Sabemos que o ser humano, desde os tempos remotos, busca registrar o seu local de habitação, onde ocorre sua vida, ou seja, seu espaço geográfico. Mesmo antes da invenção da escrita, o ser humano já registrava o seu espaço e cenas do seu cotidiano, representando-os em forma de pinturas rupestres. Tudo isso mostra a importância que o ser humano sempre reservou para pensar e representar o seu espaço”

    (http://projetoseeduc.cecierj.edu.br)

    LETRA B

    “A ausência de enfrentamento e a não promoção de um ato de coragem constroem um cenário brasileiro, fatores ligados a autopromoção das elites militares e econômicas, coloca essa integração ambiental como positiva. Essa representação traz o elemento da não participação civil durante a Proclamação. A encomenda do quadro vem para construir uma representação direcionada às elites emergentes, principalmente aos cafeicultores paulistas aos quais Calixto se relaciona”. (WP)

    LETRA A

    O africânder é uma lingua de origem holandesa que se estruturou com os colonizadores brancos. Após impor um doloroso regime segregacionista, os povos nativos foram obrigados a falar a lingua da minoria que controlava o poder político e econômico da Africa do Sul. A construção de uma identidade étnica também é uma estratégia de dominação.

    LETRA C

    A OTAN foi criada no contexto da “guerra fria” e mesmo após os ventos da “perestroika” e a da “glasnost” ela conseguiu relevância e vem admitindo novos integrantes. Interessante notar ques são países que faziam parte da antiga “cortina de ferro”. Na questão é possível perceber, devido sua posição geográfica, como a adesão da Ucrânia incomodaria Moscou.

    LETRA A

    “O parlamentarismo é um sistema de governo no qual o chefe de Estado e o de governo são duas pessoas diferentes. Isso porque o chefe de governo é o primeiro-ministro, eleito pelos parlamentares das câmaras; e o de Estado é o rei ou o presidente. Essas casas legislativas têm o poder de votar medidas, leis e projetos de todo o país.”

    “May the force be with you”

    https://brasilescola.uol.com.br/politica/parlamentarismo.htm

    LETRA D

    LETRA A

    LETRA C

    O avanço da fronteira agropecuária é um exemplo bem…..

  • TEMIDO FENÔMENO EL NIÑO PODERIA RETORNAR EM 2023

    Crescentes indicativos de modelos de clima de aquecimento do Pacífico no próximo ano que poderia levar a um evento de El Niño

    Autor: METSUL.COM 13/11/2022 – 11:36 Compartilhar: Anúncios

    Modelos de clima indicam aquecimento do Oceano Pacífico Equatorial em 2023 com possibilidade de caracterização de um episódio do fenômeno El Niño que impactaria profundamente o clima no Brasil e no resto do mundo | NOAA

    O ano de 2022 vai terminar com o fenômeno La Niña no Pacífico, mas 2023 pode ter a volta do temido El Niño. São crescentes os indicativos entre os modelos computadorizados de clima que a fase fria (Niña) do Pacífico Equatorial pode chegar ao fim depois de três anos e que no próximo ano pode se instalar uma fase quente (Niño), o que traria impactos no clima não só do Brasil como do resto do mundo.

    De acordo com o último boletim da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA), dos Estados Unidos, a anomalia de temperatura da superfície do mar era de -1,1ºC na denominada região Niño 3.4, no Pacífico Equatorial Central, que é usada para definir se há El Niño ou La Niña. O valor está na faixa de moderada intensidade de -1,0ºC a -1,4ºC.

    Por outro lado, a região Niño 1+2, perto das costas do Equador e do Peru, que costuma impactar as precipitações mais no verão e a temperatura no Sul do Brasil em qualquer época do ano, que chegou a ter uma anomalia de -2,0ºC em outubro, está com -1,8ºC, valor na faixa de forte intensidade, indicando uma forte La Niña costeira.

    Tal área do Pacífico tem grande correlação com a chuva no Sul do Brasil durante os meses do final do final da primavera e do verão com maior probabilidade de estiagem se estiver em território negativo e maior chance de chuva perto ou acima da média se estiver em terreno positivo. Se negativa, tende a favorecer mais incursões frias no Sul do país e tardias na primavera.

    A forte anomalia negativa no Pacífico Leste explica que a primavera até o momento tenha sido de calor escasso no Sul do Brasil com temperatura abaixo da média em muitas áreas. Nevou no primeiro dia da estação, o que não ocorria há muitos anos, e novembro começou com uma massa de ar frio de incomum intensidade para esta época do ano que trouxe geada em um grande número de municípios, além de um histórico episódio de neve sem precedente conhecido no mês de novembro.

    LA NIÑA AINDA VAI SEGUIR POR UM TEMPO

    O atual episódio de La Niña ainda está longe de terminar no Pacífico Equatorial. O fenômeno seguirá atuando durante todo o restante da primavera e vai se estender até meados do verão de 2023. Os modelos de clima estão em razoável acordo com as condições de La Niña devem seguir até o fim deste ano de 2022. Divergem sim quanto ao momento da transição para um estado de neutralidade (sem El Niño ou La Niña) no primeiro trimestre de 2023.

    A grande questão, portanto, é quando o Pacífico vai passar de La Niña para a neutralidade. Analisando-se as projeções de mais de vinte modelos dinâmicos e estatísticos para o Pacífico se observa que para a maioria esmagadora se daria no decorrer do verão. Para alguns modelos, mais cedo no verão e para outros em meados da estação quente.

    São vários fatores determinando que a La Niña segue nos próximos meses. Um, as anomalias de temperatura da superfície do mar excedendo com folga o patamar de La Niña. Além disso, a resposta atmosférica do La Niña está totalmente instalada com o padrão de vento e chuva na faixa equatorial típico do fenômeno. Setembro de 2022 teve o quarto maior valor médio da SOI (Índice de Oscilação Sul) desde 1950, em claro sinal de La Niña. E, por fim, observa-se ainda uma quantidade substancial de água mais fria do que a média sob a superfície, nas profundezas do Pacífico, e que ainda vai emergir na superfície.

    SINAIS DE EL NIÑO ENTRE O OUTONO E O INVERNO DE 2023

    Conforme a última projeção da Universidade de Colúmbia, em parceria com a NOAA, para o trimestre de outubro a dezembro, as probabilidades são de 93% de La Niña e 7% de neutro. E entre novembro e janeiro, no período crítico para a safra de milho, 84% de La Niña e 16% de neutralidade.

    Já no trimestre de verão, de dezembro de 2022 a fevereiro de 2023, as probabilidades são de 72% de La Niña e 28% de neutralidade, o que é pouco conforto para o produtor rural que teme uma nova estiagem. No trimestre de janeiro a março, importante para a cultura de soja, as probabilidades são de 55% de La Niña e 44% de neutralidade.

    Por sua vez, no trimestre de fevereiro a abril, quando do começo da colheita da safra de verão, a estimativa atual é de 36% de probabilidade de La Niña e 61% de neutralidade. No trimestre de março a maio, o de outono, que marca o auge da colheita, 21% de La Niña, 74% de neutralidade e 5% de El Niño. No trimestre de abril a junho, quando ainda há colheita, 13% de probabilidade de La Niña, 74% de neutralidade e 13% de El Niño.

    No trimestre de maio a julho que encaminha o inverno de 2023, 12% de chance de La Niña, 62% de neutro e 26% de El Niño. E, por fim, no trimestre de junho a agosto, o de inverno em 2023, 12% de probabilidade de La Niña, 52% de neutralidade e 36% de El Niño.

    O que chama atenção são os indicativos nos mapas espaciais de formação de uma “língua” de águas mais quentes típica de El Niño em setores mais a Leste do Pacífico Equatorial durante o outono com maior aquecimento próximo da América do Sul, das costas do Peru e do Equador. É o que está mostrando o modelo de clima do Centro Meteorológico Europeu (ECMWF) com uma rápida troca de águas mais frias para mais quentes entre o primeiro e o segundo trimestre de 2023.

    Cenário semelhante é apontado pelo North America Ensemble Model, um conjunto de modelos de clima dos Estados Unidos e do Canadá, operado pela NOAA, que da mesma forma sinaliza a formação de uma “língua” de águas superficiais mais quentes do que a média no primeiro semestre de 2023.

    O modelo de clima europeu, conforme a sua mais recente projeção mensal, atualizada em 1º de novembro, projeta um aquecimento sustentado das águas do Oceano Pacífico Equatorial ao longo de 2023 com uma provável caracterização do fenômeno El Niño ao longo do próximo ano.

    Como há classificação se há ou não El Niño ou La Niña atuando se dá com base na condição de temperatura do oceano no Pacífico Equatorial Central e não mais a Leste perto da América do Sul, um cenário possível a partir do que os modelos indicam é que primeiro se instale um El Niño costeiro, nas costas do Peru e do Equador, no começo do outono.

    O QUE É EL NIÑO?

    Um evento de El Niño ocorre quando as águas da superfície do Pacífico Equatorial se tornam mais quente do que a média e os ventos de Leste sopram mais fracos do que o normal na região. A condição oposta é chamada de La Niña. Durante esta fase, a água está mais fria que o normal e os ventos de Leste são mais fortes. Os episódios de El Niño, normalmente, ocorrem a cada 3 a 5 anos.

    El Niño, La Niña e neutralidade trazem consequências para pessoas e ecossistemas em todo o mundo. As interações entre o oceano e a atmosfera alteram o clima em todo o planeta e podem resultar em tempestades severas ou clima ameno, seca ou inundações. Tais alterações no clima podem produzir resultados secundários que influenciam a oferta e os preços de alimentos, incêndios florestais e ainda criam consequências econômicas e políticas adicionais. Fomes e conflitos políticos podem resultar dessas condições ambientais mais extremas.

    Ecossistemas e comunidades humanas podem ser afetados positiva ou negativamente. No Sul do Brasil, La Niña aumenta o risco de estiagem enquanto El Niño agrava a ameaça de chuva excessiva com enchentes. Historicamente, as melhores safras no Sul do país se dão com El Niño, embora nem sempre, e as perdas de produtividade tendem a ser maiores sob La Niña. O El Niño agrava o risco de seca no Nordeste do Brasil enquanto La Niña traz mais chuva para a região.

    A origem do nome “El Niño” data de 1800, quando pescadores na costa do Pacífico da América do Sul notavam que uma corrente oceânica quente aparecia a cada poucos anos. A captura de peixes caía drasticamente na região, afetando negativamente o abastecimento de alimentos e a subsistência das comunidades costeiras do Peru. A água mais quente no litoral coincidia com a época do Natal.

    Referindo-se ao nascimento de Cristo, os pescadores peruanos, então, chamaram as águas quentes do oceano de El Niño, que significa “o menino” em espanhol. A pesca nesta região é melhor durante os anos de La Niña, quando a ressurgência da água fria do oceano traz nutrientes ricos vindos do oceano profundo, resultando em um aumento no número de peixes capturados. O último episódio de El Niño se deu entre 2015 e 2016 e foi de muito forte intensidade, o que rendeu a expressão Super El Niño e o apelido de “El Niño Godzilla”. Este evento foi responsável por grandes enchentes no Sul do Brasil e os maiores picos de cheia do Lago Guaíba, em Porto Alegre, desde as enchentes históricas de 1941 e 1967. Anúncios

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    Questões

    1. O que foi o “El nino Godzilla?

    2 De que forma a tecnologia vem ajudando a monitorar o El nino? Exemplifique.

    3 Quais são os impactos do El nino no agronegócio brasileiro?

    4 O que é o “La nina” e quais são seus efeitos nas condições atmosféricas do Brasil?

    https://metsul.com/temido-fenomeno-el-nino-poderia-retornar-em-2023/ .

    Prof Luciano Mannarino