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  • Irlanda do Norte segue dentro e fora do Mercado Comum Europeu.

    Acordo assinado nesta sexta (24) deixa país em situação única, atendendo a todos os lados da ‘guerra das linguiças’

    25.mar.2023 às 4h00

    Ivan Finotti
    MADRI


    A Irlanda do Norte é o novo gato de Schrödinger. Da mesma forma que aquele felino, imaginado pelo físico austríaco Erwin Schrödinger para ilustrar as incertezas da mecânica quântica em 1935, estava vivo e morto ao mesmo tempo, a partir desta sexta (24) a Irlanda do Norte está no Mercado Comum Europeu e também não está.

    James Cleverly, secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, e Maros Sefcovic, vice-presidente da Comissão Europeia, após assinarem ao acordo Quadro de Windsor, nesta sexta – Niklas Halle’n/Comissão Europeia/AFP


    O novo acordo Quadro de Windsor, proposto há um mês pelo primeiro-ministro britânico Rishi Sunak, foi formalmente assinado em uma reunião em Londres. As regras foram seladas por James Cleverly, secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, e pelo vice-presidente da Comissão Europeia, Maros Sefcovic.

    Os dois presidem o Comitê Conjunto do Brexit, organismo que supervisiona a correta aplicação da saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

    A situação única da Irlanda do Norte tem sua origem no Brexit, que aconteceu há três anos. Na ocasião, a nação também saiu da comunidade europeia, mas, diferentemente dos demais países do Reino Unido, a Irlanda do Norte optou por permanecer no Mercado Comum Europeu.

    As diferentes legislações comerciais, tributárias e aduaneiras do Reino Unido e da União Europeia causaram, então, uma série de complicações, que podem ser mais bem entendidas usando o exemplo da “guerra das linguiças”.


    Após o Brexit, os britânicos da Irlanda do Norte não podiam mais comprar as linguiças feitas na Inglaterra. Isso porque mercadorias na categoria “produto resfriado à base de carne” só podem ser importadas pelo bloco europeu se estiverem congeladas. Como essas linguiças não eram congeladas, elas sumiram dos supermercados da Irlanda do Norte.

    A partir de agora, no entanto, os portos irlandeses terão duas faixas diferentes para o que entra ali. A faixa verde se destina a produtos para serem consumidos apenas pelo mercado irlandês, portanto, não precisa seguir a legislação europeia.

    Já a faixa vermelha é para produtos que entrarão na Irlanda do Norte e depois seguirão para a UE. As linguiças inglesas, portanto, poderão ser importadas pela faixa verde, para consumo local, mas não pela vermelha, para posterior reexportação.

    Em meio à “guerra das linguiças”, o açougueiro Kieran McAtamney exibe alguns exemplares feitos de porco em sua loja em Ballymena, na Irlanda do Norte – Paul Faith – 10.dez.2020/AFP


    “Com as medidas acordadas, respondemos, de forma definitiva, aos desafios colocados durante a implementação do Protocolo Irlandês nos últimos dois anos, bem como aos problemas cotidianos que os cidadãos e empresas da Irlanda têm enfrentado, ao mesmo tempo em que apoiamos e protegemos o acordo da Sexta-Feira Santa em todos os seus pontos”, disseram Cleverly e Sefcovic em comunicado conjunto.

    O acordo da Sexta-Feira Santa é um pacto assinado em 1998, em Belfast, que encerrou décadas de uma guerra civil entre o IRA (Exército Republicano Irlandês) e o Reino Unido, que foi responsável por 3.700 mortes.

    O documento estabeleceu a Irlanda do Norte como nação oficial do Reino Unido, mas também criou o princípio de que o norte e o sul irlandeses poderão unificar a ilha, caso ambos os governos concordem nessa decisão.

    Para resolver a questão das linguiças e afins, antes do acordo assinado nesta sexta, cogitou-se fazer uma fronteira aduaneira entre as duas Irlandas, o que poderia promover abalos políticos no tratado da Sexta-Feira Santa e levar oxigênio à questão separatista. O Quadro de Windsor resolve a questão sem necessidade uma cerca entre as Irlandas —a República da Irlanda, mais ao sul, não faz parte do Reino Unido e segue normalmente na União Europeia.


    Sunak tem motivos para comemorar, uma vez que debelou nesta semana uma rebelião contra o novo acordo por seu partido Conservador. Boris Johnson e Liz Truss, os dois predecessores de Sunak no cargo de primeiro-ministro, foram dois dos 22 parlamentares conservadores que se recusaram a apoiar o documento, junto com seis do partido Unionista Democrático.

    Mas o primeiro-ministro conseguiu manter a unidade e a maioria do grupo conservador, tendo o respaldo de 515 parlamentares na votação que aconteceu nesta quarta (22).

    “A Comissão Europeia e o governo do Reino Unido reafirmaram o seu desejo de explorar plenamente o potencial do novo acordo de comércio e cooperação e de maximizar o potencial da relação UE-Reino Unido de formas que beneficiem ambas as partes”, concluiu o comunicado conjunto.

    https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/03/irlanda-do-norte-segue-dentro-e-fora-do-mercado-comum-europeu.shtml

    Prof Luciano Mannarino

  • No zoológico!

    -Cadê o rugido do tigre pai?

    -Esse animal não fará isso. Ele deixou de ser um tigre há muito tempo.

    Tigre Hu voltou para a jaula nesta segunda-feira (4), depois de ficar isolado por cinco dias (Foto: Prefeitura de Cascavel/ Divulgação)

    Luciano Mannarino é Prof de Geografia!

  • Por que é tão difícil prever um grande terremoto como o que atingiu a Turquia?

    Milhões de tremores, de diferentes intensidades, ocorrem todos os anos, mas não notamos todos eles

    6.fev.2023 às 19hs

    BBC NEWS MUNDO

    Todo ano são registrados oficialmente mais de 200 mil terremotos em nosso planeta, apesar de, na verdade, milhões deles ocorrerem nesse mesmo período.

    Muitos passam ao largo dos registros oficiais porque são demasiadamente leves para que possamos senti-los ou porque acontecem em zonas remotas que não são monitoradas pelas autoridades.

    Outros, como o de magnitude 7,8 que atingiu e deixou vítimas na Turquia e na Síria nesta segunda-feira (6), deixam milhares de mortos e um rastro de destruição.

    Pessoas próximas a prédios que desabaram na cidade de Kahramanmaras, na Turquia
    Pessoas próximas a prédios que desabaram na cidade de Kahramanmaras, na Turquia – Agência Ihlas News via Reuters

    Construir casas e edifícios à prova de terremotos é, evidentemente, a melhor estratégia para evitar tanto perdas humanas quanto materiais. Mas seria possível retirar moradores com antecedência de áreas que serão afetadas —como acontece durante a passagem de um furacão, por exemplo? A resposta é não. Isso porque é impossível prever quando um terremoto vai acontecer —salvo por alguns minutos.

    LEI FÍSICA

    A razão é que a maioria dos terremotos ocorre pela liberação repentina de uma grande tensão na crosta terrestre. Essa tensão vai se acumulando gradualmente devido aos movimentos das placas tectônicas, normalmente ao longo de uma falha geológica, explica o site da British Geological Survey.

    Por isso, é impossível prever quando os terremotos vão ocorrer, “basicamente pela forma como essa energia é liberada”, afirmou à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, Richard Luckett, sismólogo da instituição. “Sabemos que a tensão está sendo acumulada nas grandes falhas e sabemos onde elas estão, mas não temos como saber quando essa energia será liberada”, diz.

    Luckett recorre ao exemplo que usa para explicar o fenômeno às crianças. “Se você puser um tijolo sobre uma lixa e lentamente retirá-la com algo, o tijolo vai se mover. Você pode repetir esse experimento dez vezes: embora aplique todas as vezes a mesma força, verá que o tijolo vai se movimentar repentinamente depois de diferentes intervalos de tempo”, diz ele. “Em termos físicos, é completamente imprevisível.”

    Saber se uma placa tectônica onde um país está acumula pressão “não ajuda a prever sismos, pois não sabemos quando essa energia será liberada”, diz. O que especialistas podem indicar é onde há a chance de ocorrer um terremoto de grande intensidade, “já que eles têm relação com o tamanho da falha”.

    Menina é resgatada de escombros de prédio destruído na cidade de Jandaris, em área controlada por rebeldes sírios Rami al Sayed/AFPMAIS

    Mesmo assim, isso não contribui para prever qual será a intensidade de um terremoto, já que a pressão pode ser liberada em uma série de pequenos tremores ou em um grande e único abalo.

    No caso do evento que causou danos na Turquia e na Síria foram dois fortes tremores seguidos.

    SINAIS?

    Mas há outros sinais a que devemos ficar atentos? Talvez uma mudança no clima ou o comportamento dos animais podem nos ajudar a prever um terremoto? Acredita-se que os animais possam sentir as primeiras ondas geradas pelo terremoto —e que nós não percebemos.

    “Os terremotos não têm nada a ver com o estado do tempo e certamente não há uma ligação com as mudanças climáticas”, esclarece o especialista. “São sistemas completamente diferentes”, acrescenta.

    Mas, segundo ele, o caso dos animais é interessante. Há uma série de estudos sobre como alguns bichos exibem um comportamento distinto ante a iminência de um terremoto.

    Diz-se, por exemplo, que os cachorros latem mais ou que os animais de forma geral fazem mais barulho.

    Segundo Luckett, “quando um forte terremoto acontece, provoca ondas distintas que viajam através da terra. As primeiras são pequenas, não causam dano, e muitas vezes nem sequer percebemos”, explica. “Mas os animais, sim.” Ainda assim, eles não ajudam a prever um terremoto. “Os animais sentem essas vibrações, mas isso ocorre uma vez que o terremoto já aconteceu”, assegura o especialista.

    “Eles nos avisam do perigo um pouco antes [o tempo depende do intervalo entre as ondas pequenas e as grandes], assim como os alarmes. Neste sentido, os dispositivos são mais sensíveis que os animais.”

    Luckett diz não acreditar que será possível prever terremotos. “O que poderemos fazer é aprimorar nossas formas de detectá-los.”

    OUTRAS TÉCNICAS ANALISADAS

    Especialistas em geofísica têm se concentrado, entre outras áreas, nos chamados “terremotos lentos”.

    São “deslizamentos que ocorrem em uma falha geológica, em geral, e em particular nas zonas de subducção entre duas placas que estão em contato”, explica Víctor Cruz-Atienza, pesquisador do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autônoma do México.

    Ele e seus colegas publicaram em 2021 um estudo sobre esse tipo de terremoto que ocorre em certas regiões sísmicas, como a do sudeste mexicano, onde duas placas interagem.

    Diferentemente dos tremores que sacodem a superfície, os terremotos lentos liberam energia pouco a pouco durante semanas ou meses, o que os torna imperceptíveis e nada destrutivos.

    Mas especialistas afirmam que estudá-los é muito importante para entender como os terremotos são gerados. Embora um tremor lento nem sempre antecipe um “normal”, é um fator a ser levado em conta.

    Em 2018, outros pesquisadores usaram com sucesso na Islândia um cabo de comunicações de fibra ótica para avaliar a atividade sísmica. O método testado pela equipe liderada por Philippe Jousset, do Centro Alemão de Pesquisas em Geociências (GFZ), com sede em Potsdam, usou 15 km de cabo de fibra ótica originalmente instalado em 1994 entre duas usinas de energia geotérmica na Islândia.

    Um pulso de laser enviado por uma única fibra do cabo foi suficiente para determinar se havia alguma interferência. Quando o solo e, consequentemente, o cabo se esticou ou se comprimiu, os pesquisadores conseguiram gravá-lo. Eles detectaram o tráfego local, a atividade sísmica e até mesmo os pedestres que passavam. Também captaram o sinal de um forte terremoto na Indonésia.

    O instrumento que deve ser anexado a cada cabo para tornar o monitoramento possível ainda é caro, mas os pesquisadores trabalhavam em alternativas acessíveis.

    https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/02/por-que-e-tao-dificil-prever-um-grande-terremoto-como-o-que-atingiu-a-turquia.shtml

    Questões


    Com certeza! Aqui estão cinco questões sobre terremotos na Turquia:

    1. Por que a Turquia é propensa a terremotos e como sua localização geográfica influencia a atividade sísmica na região?
    2. Quais são os principais terremotos históricos que ocorreram na Turquia e quais foram suas consequências significativas?
    3. Quais são as principais falhas geológicas responsáveis pela atividade sísmica na Turquia e como elas contribuem para a ocorrência de terremotos?
    4. Quais são as medidas de mitigação de terremotos adotadas na Turquia para reduzir os riscos e impactos dos tremores de terra?
    5. Existe alguma disparidade na distribuição de recursos e assistência governamental durante os esforços de resposta a terremotos, afetando diferentemente as comunidades étnicas minoritárias?

    Prof Luciano Mannarino

    Geologia/Geomorfologia

    VÍDEO – TEORIA DA DERIVA CONTINENTAL

  • Em 3 minutos do Chat GPT.

    Em 3 minutos do Chat GPT.

    Por que tem muitos terremotos na Turquia?

    A Turquia está localizada na região geologicamente ativa conhecida como Anel de Fogo do Mar Mediterrâneo, onde várias placas tectônicas se encontram e se movem, o que resulta em atividade sísmica frequente, incluindo terremotos. Além disso, a Turquia também está localizada em uma zona de transição entre duas grandes placas tectônicas, a Eurasiana e a Anatólica, o que aumenta ainda mais a probabilidade de terremotos na região.

    Qual o último terremoto a atingir esse país?

    Não há informações precisas sobre o último terremoto a atingir a Turquia, pois meu conhecimento é baseado em dados até 2021 e não tenho acesso em tempo real à informação sobre terremotos. Mas é importante notar que a Turquia é uma região sismicamente ativa e é comum que ocorram terremotos lá. É recomendável verificar fontes confiáveis para obter informações atualizadas sobre terremotos na Turquia.

    Aponte o terremoto que mais teve vítimas fatais nesse país.

    Um dos terremotos mais mortais na Turquia ocorreu em 1999, na cidade de Izmit. Este terremoto teve uma magnitude de 7,4 na escala Richter e resultou em cerca de 17.000 mortes e mais de 50.000 feridos. Outros terremotos mortais que ocorreram na Turquia incluem o terremoto de Düzce em 1999, com cerca de 830 mortes, e o terremoto de Erzincan em 1939, com cerca de 32.700 mortes. É importante destacar que, devido à atividade sísmica frequente na região, outros terremotos com vítimas fatais podem ter ocorrido na Turquia desde então.

    Onde foi o epicentro do tremor de 1999?

    O epicentro do terremoto de 1999 que atingiu a cidade de Izmit, na Turquia, foi localizado aproximadamente na região costeira do Mar de Marmara, a cerca de 80 km a leste de Istambul. O terremoto teve uma magnitude de 7,4 na escala Richter e resultou em cerca de 17.000 mortes e mais de 50.000 feridos. Este terremoto foi causado pela movimentação das placas tectônicas Anatólica e Eurasiana, que se encontram na região.

    Quais monumentos históricos foram destruídos nesse terremoto?

    O terremoto de 1999 em Izmit, na Turquia, resultou em danos significativos a edifícios e monumentos históricos na região. Alguns dos monumentos históricos destruídos incluem:

    • Mesquita do Sultão Bayazid, que data do século XV,
    • Mesquita Alâeddin, que remonta ao século XIII.
    • Mesquita de Şehzade,
    • Palácio de Dolmabahçe
    • Mesquita de Suleymaniye.

    Além disso, muitos edifícios históricos e residências também foram destruídos ou danificados pelo terremoto. É importante destacar que, apesar da destruição significativa, muitos monumentos históricos e edifícios na região foram restaurados e reconstruídos desde então.

    Se atualizar o banco de dados do bagulho eu fujo para as montanhas!

    Prof Luciano Mannarino.