Blog

  • Enem 2020 – Gabarito Comentado – Humanas

    Enem 2020 – Gabarito Comentado – Humanas

    Questão 46
    Questão 47
    Questão 48
    Questão 49
    Questão 50
    Questão 51
    Questão 52
    Questão 53
  • O inimigo!

    O inimigo!

    Sempre fomos acostumados a ver Hollywood usar o cinema para sublimar a paranóia do povo americano através de inimigos criados ou potencializados.

    Quem não lembra dos filmes das décadas de 1960, 1970 e parte de 1980 onde os russos eram os malvados?

    Hoje já possível ver filmes onde um chinês maluco quer dominar o mundo.

    E se o inimigo não tiver alėm de suas fronteiras, e se o inimigo for a obscuridade, a ignorancia, o ressentimento que está presente nessa sociedade? (mais de 70 milhões de americanos se acharam representados por um ser humano execrável como Trump)

    Bom, então agregaremos, as nossas inquietações, uma terrível assombração.

    De que o maior arsenal bėlico-militar do planeta pode ser usado por democratas e republicanos para resolverem suas diferenças e, assim, arrastarem o mundo para o extermínio.

    Luciano Mannarino ė professor de Geografia e paranóico!

  • Como o desmatamento na Amazônia levou Cantareira a nível pré-crise hídrica.

    Bruno Kelly/Reuters Lucas Borges Teixeira

    São Paulo 04/01/2021 04h00

    O Sistema Cantareira, principal rede de abastecimento da Grande São Paulo, está com um índice de armazenamento de água em 35,6% —o menor volume registrado no período desde dezembro 2013, mês que antecedeu a crise hídrica. Índices abaixo dos 40% acionam estado de alerta segundo a ANA (Agência Nacional das Águas). O sistema está assim desde outubro. A causa? Tem chovido menos do que a média histórica na região na região durante todo o ano. Para um geólogo ouvido pelo UOL, não há perigo imediato de desabastecimento, mas é preciso economizar e focar no problema estrutural: o principal culpado da baixa umidade é o crescente desmatamento na Amazônia.

    Agentes do Ibama checam tora de madeira, durante apreensão realizada pela "Operação Onda Verde", em Apuí (AM) - Bruno Kelly/Reuters
    Agentes do Ibama checam tora de madeira, durante apreensão realizada pela ‘Operação Onda Verde’, em Apuí (AM)Imagem: Bruno Kelly/Reuters

    Segundo dados da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), só em três dos 12 meses de 2020 choveu mais do que a média histórica e, em dezembro, a quantidade está próxima. A maioria deles teve situação crítica. Em abril, início da estiagem, choveu apenas 2,2 mm dos 86,6 mm esperados para o período. “Não tem chovido o suficiente, e de onde vem a chuva que abastece a região? Da Amazônia. Não só o Cantareira está com esse déficit, como outros reservatórios importantes no país. Não é uma questão esporádica”, afirma o geólogo Pedro Côrtes, professor da USP (Universidade de São Paulo)

    Essa relação de causa e efeito é apontada no relatório “O futuro climático da Amazônia”, publicado em 2014 pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Segundo o texto, o desmatamento na região altera os padrões de pressão em todo o interior do Brasil e pode causar o declínio dos ventos carregados de umidade que vem do oceano para o continente. Sem a floresta, a chuva na região poderia cessar por completo. Isso se dá porque a floresta funciona como uma bomba d’água que “puxa” a umidade dos oceanos. Cada árvore amazônica de grande porte pode evaporar mais de mil litros de água por dia —o que leva, ao todo, a cerca de 20 bilhões de toneladas de água por dia (20 trilhões de litros)

    “Você tira árvores de raízes longas e troca por capim, de raízes curtas, que não tem a capacidade de drenagem para atingir os aquíferos profundos da região [amazônica]”, explica Côrtes. “Isso reduz a umidade da atmosfera e os ventos continuam soprando [para o sul], mas cada vez mais secos.” Em um estudo publicado na revista “Nature” em 1989, pesquisadores britânicos fizeram esta simulação e trocavam a mata nativa da Amazônia por pastagem. “A resposta simulada do clima local foi dominada por um ciclo hidrológico enfraquecido, com menos precipitações e evaporações e um aumento na temperatura da superfície”, diz o texto. Outro alerta foi dado em 2006, em um e aumento na temperatura da superfície”, diz o texto. Outro alerta foi dado em 2006, em um estudo do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) sobre o desmatamento na região. “As cidades principais do Brasil já estão no limite de abastecimento de água, e qualquer redução significativa de transporte de vapor de água da Amazônia teria sérias consequências sociais”, diz o texto do biólogo Philip Fearnside. Isso impacta em especial o interior do Brasil, regiões de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, entre outras, que não recebem as frentes frias vindas do Oceano Atlântico por causa das serras Neste ano, teve a seca sem precedentes no Pantanal. De onde vem a água do Pantanal? Da Amazônia”, aponta Côrtes. “No Sul, não conseguem perceber tanto este efeito porque as principais fontes de abastecimento de água vêm das frentes frias do sul do continente.”

    Desmatamento bate recordes em 2020

    De acordo com o Inpe, 2020 tornou-se o ano com maior taxa de desmatamento na Amazônia Legal desde 2008, com a derrubada de mais de 11,1 mil km² de área verde entre agosto de 2019 e julho deste ano – um aumento de 9,5% em relação ao mesmo período anterior. Na série histórica, o acompanhamento via satélite mostra que o desmatamento passou a cair em 2004, quando desceu de 27,8 mil km² para 19 mil km² no ano. A partir de 2019, no governo Jair Bolsonaro (sem partido), voltou a passar dos 10 mil km².

    O ritmo só aumenta. Mês passado foi o novembro com maior desmatamento nos últimos dez anos na região, com a derrubada de 484 km² de área verde, aumento de 23% em comparação com o ano passado, segundo o SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento), do Imazon. “Esse modelo de desmatamento na Amazônia está completando 50 anos, começou na década de 70, com a [rodovia] Transamazônica, e já não há mais justificativa para sua manutenção. Há trabalhos científicos do final dos anos 1980 que já alertavam que poderia gerar impactos ambientais, inclusive com redução do volume de chuvas. Hoje, estamos colhendo as consequências.”

    Reserva da represa Jaguari/Jacareí, do Sistema Cantareira, durante a crise hídrica, em setembro de 2015 - Luis Moura/Estadão Conteúdo - Luis Moura/Estadão Conteúdo
    Reserva da represa Jaguari/Jacareí, do Sistema Cantareira, durante a crise hídrica, em setembro de 201…

    Situação é preocupante, mas risco não é imediato

    O Sistema Cantareira abastece aproximadamente 46% da população da Região Metropolitana de São Paulo (cerca de 9,8 milhões de pessoas), segundo a ANA. Ele atende as zonas norte e central e parte das zonas leste e oeste da capital e mais dez cidades da Grande São Paulo. Côrtes afirma que a situação é “preocupante”, mas o risco de desabastecimento não é imediato. Neste mês, com a retomada das chuvas, o sistema vem aumentando a capacidade desde o dia 6 de dezembro, quando chegou a 31,3%. Abaixo dos 30%, já é considerada reserva técnica.

    “Uma nova crise hídrica vai depender do comportamento do clima a partir do outono [de 2021]. Agora é esperado que chova mais, como tem chovido, mas não vai ser suficiente para reverter essa situação para que chegue a níveis confortáveis”, afirma o geólogo. Ao UOL, a Sabesp informou que o Cantareira hoje faz parte de um sistema integrado com seis reservatórios que abastece a região metropolitana, com ligações que não existiam na crise hídrica de 2014. Até terça (29), o sistema operava com 46,2% de sua capacidade total.

    https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2021/01/04/desmatamento-amazonia-sistema-cantareira-chuvas.htm

    Trabalho em grupo!!!

    1) De que forma a reportagem demostra a importância dos “Rios Voadores”?

    Prof Luciano Mannarino.

  • ACORDO DE PARIS É SINAL DOS TEMPOS

    ACORDO DE PARIS É SINAL DOS TEMPOS

    EM13CHS305     Analisar e discutir o papel e as competências legais dos organismos nacionais e internacionais de regulação, controle e fiscalização ambiental e dos acordos internacionais para a promoção e a garantia de práticas ambientais sustentáveis.

    Se todas as políticas nacionais forem cumpridas, aquecimento pode ser freado

    15.dez.2020 às 17h33

    Assinado há 5 anos na Conferência do Clima, o Acordo de Paris é um fator decisivo para que o aquecimento global seja freado nas próximas décadas. Na prática, ele obriga os países signatários a seguirem metas de redução de emissões. Mas o que deve ser feito na próxima década precisa ser definido de forma voluntária, dentro de cada uma das nações. Não há exigência externa nenhuma sobre os planos internos que cada país escolheu seguir.

    À época da assinatura, o então secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, classificou o acordo de histórico. Já na semana passada, diante dos poucos avanços, o atual secretário, António Guterres, pressionou os países a decretarem estado de emergência climática.

    No Brasil, as metas viraram obrigatórias porque foram aprovadas pelo Congresso Nacional em setembro de 2016. Até 2025, o país deve reduzir em 37% as emissões de gases de efeito estufa em comparação com os valores de 2005. A segunda parte da exigência diz que a redução, em relação ao mesmo patamar de 2005, precisa ser de 43% em 2030.

    O texto legal também indica caminhos para que os objetivos climáticos sejam atingidos. Por exemplo, aumento do uso de biocombustíveis, desmatamento ilegal zero, restauração e reflorestamento de 12 milhões de hectares, participação de 45% de energias renováveis na matriz energética, aumento da participação de fonte eólica, solar e biomassa, alcance de 10% de eficiência energética e fortalecimento da agricultura de baixa emissão. Todas essas políticas públicas precisam atingir os objetivos traçados até 2030.

    Depois de o Acordo de Paris ter sido construído na gestão da presidente Dilma Rousseff e ratificado durante o governo de Michel Temer, o atual governo do presidente Jair Bolsonaro seguiu uma linha diferente. Antes de tomar posse, ainda na fase de transição, Bolsonaro ameaçou sair do Acordo. Não o fez. Nos EUA, o presidente Donald Trump retirou o país do protocolo, mas o democrata Joe Biden, que assume a Casa Branca em janeiro, anunciou que voltará ao Acordo de Paris.

    Com o governo federal brasileiro pouco interessado na questão climática, especialistas apontam que, mesmo assim, existem avanços sendo feitos em setores privados da economia. Com pressão do comércio internacional e dos consumidores, a preocupação com o meio ambiente tem sido fundamental no mundo dos negócios.

    De acordo com o CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), no fundo, a redução das emissões de gases de efeito estufa é também um bom negócio. A implementação do Acordo de Paris, pelas contas do conselho empresarial, pode desbloquear ao menos US$ 13,5 trilhões em investimentos nos próximos 15 anos. Apenas as soluções do projeto Low Carbon Technologies Partnership Initiative podem gerar de 25 milhões a 45 milhões de empregos por ano, respondendo por 65% das reduções de emissões necessárias em todo o mundo, segundo os estudos do setor empresarial.

    Independentemente do governo, o mundo do agronegócio vem desenvolvendo técnicas para produzir com baixa emissão de carbono, por meio de estratégias que envolvem a integração de floresta, lavoura e pecuária. O potencial dessa proposta em reduzir emissões é gigantesco dizem os pesquisadores. Outro segmento importante, onde o Brasil tem uma posição até confortável em termos internacionais, é o energético. A realidade imposta pelas mudanças climáticas aponta que gerar energia a partir do sol e do vento, em detrimento do uso de combustíveis fósseis, será crucial.

    Outros caminhos positivos a favor da redução das emissões são fruto de uma simbiose entre o setor sucroalcooleiro e a indústria automobilística, afirma Pedro Cortes, professor do programa de pós-graduação em Ciência Ambiental do Instituto de Energia e Ambiente da USP. “Esses segmentos estão trabalhando em conjunto, por exemplo, para incentivar a produção de carros híbridos, que sejam elétricos mas também movidos a etanol.” Na prática, o carro movido a etanol, por causa do ciclo de produção do combustível, acaba sendo menos poluente do que o próprio carro elétrico. “Se o elétrico estiver associado a uma energia produzida por uma termoelétrica, o ciclo de produção tende a ser mais poluente”, afirma.

    Tanto especialistas da academia como membros do terceiro setor concordam que o Brasil tem totais condições de cumprir suas metas do Acordo de Paris, principalmente se o desmatamento da Amazônia, que bateu recordes em 2018 e 2019, voltar a ser contido. Sem isso, a tarefa será árdua. “O problema maior, tanto na questão ambiental quanto na retomada econômica, que envolve inclusive os setores do agronegócio e o industrial, é que o país não tem um plano”, diz Cortes.

    O MAPA DO CAMINHO

    Ainda que todos os países que assinaram o Acordo de Paris no âmbito da ONU sigam à risca seus planos nacionais, o problema do aquecimento global não estará totalmente resolvido, longe disso, mas pode ser atenuado em níveis mais aceitáveis, indica um estudo publicado no início do mês pela ONG internacional CAT (Climate Action Tracker).

    A recente onda de emissões líquidas zero anunciadas por vários países pode colocar a meta de 1,5°C [média de aumento da temperatura até 2100] do Acordo de Paris mais próxima de ser alcançada, indica o estudo.

    Em 2015, a previsão era que o mundo deveria sofrer a elevação da temperatura média de 3,6°C. Nas projeções atuais da CAT, está em 2,9°C. E novos cálculos apontam que, se todas as promessas pós-acordo forem cumpridas, o aquecimento global em 2100 pode ser da ordem de 2,1°C.

    Essas novas estimativas englobam, por exemplo, o anúncio do governo chinês de que o gigante asiático será neutro em carbono até 2060 e os planos já anunciados de Joe Biden para os Estados Unidos.

    Segundo o próximo presidente americano, o país vai zerar suas emissões até 2050.

    “A implementação de novas políticas públicas, o aumento do uso de energia renovável, a redução no uso do carvão e as premissas de menor crescimento econômico (tanto antes quanto por causa da pandemia) são responsáveis pela maior parte da queda registrada nos últimos anos, segundo os técnicos do grupo europeu. Em termos gerais, o Acordo de Paris, afirmam os cientistas, é a grande força motriz desse processo. Mas sempre existe o risco de as promessas feitas para as próximas décadas por parte dos governos nacionais não serem totalmente efetivadas.