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  • NO AGRONEGÓCIO, PRESERVAÇÃO E PRODUÇÃO DEVEM ANDAR JUNTAS

    NO AGRONEGÓCIO, PRESERVAÇÃO E PRODUÇÃO DEVEM ANDAR JUNTAS

    Também no setor energético cresce a percepção de que sustentabilidade é um bom negócio

    15.dez.2020 às 18h0

    No Brasil, independentemente de políticas governamentais, vários setores da economia privada estão buscando suas próprias soluções para descarbonizar a economia. No agronegócio, o principal motor da economia brasileira e que depende muito da exportação, o caminho de práticas ambientalmente mais comprometidas, onde o fim do desmatamento e o aumento da eficiência produtiva andam juntos, é algo consolidado.

    Muitos produtores perceberam que mercados se fecham quando não há comprovação de que estão sendo respeitadas regras de proteção do meio ambiente.

    Muito da pecuária extensiva, por exemplo, tem sido trocada pela intensiva, com gado semiconfinado. Facilita o controle de alimentação, de questões de saúde animal e da qualidade da carne. Além disso, o abate ocorre em menos tempo, e tudo contribui para a criação de mais animais em menor espaço.

    Muitas fazendas também estão integrando lavoura, pecuária e floresta, em que a produção não exige desmatamento.

    Apesar de avanços, os números do sistema SEEG –Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa, uma iniciativa da ONG Observatório do Clima–, mostram que as maiores fontes de emissão de gases de efeito estufa no Brasil ainda são o desmatamento (45% em 2019) e a agropecuária (28%). Por isso, a mitigação nesses dois casos é mais urgente.

    “No primeiro caso, precisamos empreender esforços de fiscalização para impedir desmatamentos ilegais e pagar pela manutenção da floresta em pé em áreas onde a derrubada de árvores seria ainda permitida, remunerando o agricultor pelo valor que ele obteria com o desmatamento legal”, afirma Carolina Dubeux, pesquisadora da COPPE.

    Segundo ela, o Brasil ainda tem condições de aumentar as áreas de conservação florestal e terras indígenas, de reflorestar o que for possível (há 100 milhões de hectares de pastos degradados) e fomentar a bioeconomia como forma de prover renda alternativa à população.

    “No caso da agropecuária, é urgente ampliar a produtividade do rebanho nacional, aumentando a taxa de lotação do gado (cabeça/hectare) e reduzindo a idade de abate. As medidas previstas no Plano ABC (política pública federal que visa estimular o uso de práticas de produção sustentáveis no campo) precisam se tornar a norma e não uma opção”, diz.

    ENERGIA

    Outro setor que avança é o de geração de energia renovável, como a eólica e a solar. Com o barateamento dos equipamentos, têm surgido vários parques de geração pelo país.

    No caso da energia solar, contam a favor do Brasil a extensão territorial e a posição no globo, que garante a incidência de raios solares o ano todo.

    Com relação à energia eólica, especialistas afirmam que a qualidade dos ventos (velocidade e constância), principalmente no Nordeste, fazem do Brasil uma espécie de Arábia Saudita desse tipo de energia.

    https://estudio.folha.uol.com.br/hora-de-esfriar-o-planeta/2020/12/no-agronegocio-preservacao-e-producao-devem-andar-juntas.shtml

    Prof Luciano Mannarino

  • Clima urbano merece atenção redobrada

    Clima urbano merece atenção redobrada

    Novo padrão vai mudar a vida nas cidades, que precisam se adaptar

    Ressaca intensa na Ponta da Praia, em Santos (SP) Guilherme Dionizio/Folhapress

    15.dez.2020 às 18h0

    Março de 2019. Na grande São Paulo, principalmente entre a zona sul da capital e a região dos municípios de São Bernardo, Diadema e São Caetano, ao menos 12 pessoas perderam a vida por causa de um forte temporal. No bairro do Jabaquara choveu exatos 109,5 mm. O que significa dizer que a chuva encheria quase 11 centímetros da altura de um cubo de 1 metro quadrado em menos de uma hora.

    A equação é simples: os grandes temporais vão ser cada vez mais frequentes neste século por causa do aquecimento global; mas, como isso parece ser obra divina para os governantes, as cidades, caso não se prepararem adequadamente, vão acumular tragédias.

    Termômetro de rua mostra o calor na cidade de São Paulo no primeiro dia de outubro de 2020 – Roberto Casimiro /Fotoarena/Folhapress

    A ciência mostra que as tempestades com mais de 100 mm em poucas horas estão aumentando em São Paulo. A memória de quem vive na Grande São Paulo há mais de 50 anos indica que antes as chuvas torrenciais não eram tão comuns assim. E ela está correta. Não se trata de nostalgia dos tempos da infância ou adolescência. Números analisados pelo IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP (Universidade de São Paulo) reforçam a percepção dos moradores de meia idade e dos idosos.

    Para os cientistas, chuvas superiores a 40 mm já são fortes o suficiente para causar algum tipo de transtorno para a cidade, como alagamentos. Entre 1970 e 1979, mostram os dados, São Paulo teve o registro de 50 eventos com essas características.

    Entre 2000 e 2009 foram 70 chuvas fortes anotadas pela estação meteorológica da USP, que fica perto do zoológico da cidade. Mesmo com o aumento da nota de corte, a tendência de eventos mais frequentes continua. No mesmo período, ocorreram cinco tempestades com mais de 80 mm nos anos 1970 contra nove chuvas tropicais no início do século.

    Temporal provoca alagamentos em Contagem (MG), no dia 5 de dezembro de 2020 – Willian Augusto/Futura Press/Folhapress

    O novo cenário urbano que surge, mesmo nas pequenas e médias cidades, ainda não vem sendo tratado como prioridade, apesar de alguns avanços terem também ocorrido, afirma Gabriela Di Giulio, pesquisadora da Escola de Saúde Pública da USP. “Mesmo com uma agenda adaptativa, entendendo a adaptação como processos de ajustamentos para antever impactos adversos das mudanças climáticas, os avanços no país têm sido lentos. Nossos estudos sobre adaptação nos municípios paulistas e em algumas capitais brasileiras, incluindo São Paulo, mostram que há importantes entraves que dificultam o processo de respostas adaptativas às alterações climáticas”, afirma a pesquisadora em saúde pública e meio ambiente da USP.

    Segundo Gabriela, o que mais chama a atenção, em nível local, é a dificuldade que as gestões públicas apresentam de atrelar políticas urbanas às estratégias adaptativas. “Essas dificuldades estão presentes tanto nos municípios de pequeno e médio porte como também nas grandes cidades, ainda que estas reúnam condições que poderiam, teoricamente, facilitar o avanço nas ações climáticas, como instituições de pesquisa que produzem conhecimento técnico-científico sobre as mudanças climáticas, os impactos e as possibilidades de respostas.

    VONTADE POLÍTICA

    No âmbito do Projeto CiAdapta, o grupo de pesquisa da USP em conjunto com outras instituições do país, investigou a realidade de seis grandes capitais: São Paulo, Natal, Porto Alegre, Vitória, Manaus e Curitiba. O diagnóstico é que a falta de vontade política ou comprometimento dos governantes com a adaptação das cidades a um novo cenário global não são os únicos problemas. “Práticas administrativas, descompasso entre a escala das questões urbanas e a extensão da autoridade do governo local, pressões do setor privado e fiscalização inadequada também são aspectos com os maiores níveis de impacto sobre a adaptação nas cidades brasileiras estudadas”, diz Gabriela.

    Segundo ela, embora estes gargalos encontrados pelos pesquisadores não sejam barreiras específicas das mudanças climáticas, quando combinados, eles produzem e pioram os entraves para o avanço da adaptação urbana em nível local. “Eles tendem a causar atrasos e dificultar a implementação de importantes ações atreladas às questões climáticas, como ampliação de infraestrutura verde, ponderação entre o adensamento necessário e a expansão urbana, mobilidade e questões de eficiência energética nos padrões construtivos”, afirma.

    A solução do problema, diz a cientista da USP, passa por enquadrar a mudança climática como um problema local, que afeta a todos, e também por compreender as cidades enquanto arenas estratégicas para ação. “É necessário ter a integração dos diferentes setores para lidar com a transversalidade das questões climáticas e, sobretudo, ter comprometimento político, inclusive, para lidar com as pressões exercidas por grupos que ainda resistem às ações públicas e coletivas em detrimento de seus interesses privados.”

    https://estudio.folha.uol.com.br/hora-de-esfriar-o-planeta/2020/12/clima-urbano-merece-atencao-redobrada.shtml

    Prof. Luciano Mannarino

  • Portais!

    Portais!

    O aplicativo em nossos celulares permite acessar textos, vozes e imagens a qualquer momento do dia e assim contornamos nossas circunstâncias para viver uma platônica paixão.

    A ansiedade é quase sufocante ao longo de todo o dia, pois aguardo um consolador “visto” e, quando generosa, um pequeno coração logo abaixo de juras de amor que escrevo.

    A noite eu me deito e circunspecto contemplo esse amontoado de cobre, lítico, neodímio, tântalo etc, que oferece a doce certeza de que sempre estaremos separados por alguns segundos.

    Seguro esse pequeno portal em minhas mãos até a chegada do sono, e com ele, a abertura um outro e imenso portal…

    #pensamentos

    #filosofando

    Prof Luciano Mannarino.

  • Ficando em silêncio!

    Ficando em silêncio!

    Tive que aprender libras e a ter cuidado no meu movimento labial quando falo, pois trata-se de surdez congênita. Minhas mãos e a boca são meticulosamente observados. É assim que ela me ouve. Conversamos muito sobre vários assuntos. Geniosa e temperamental defende seus pontos de vista de maneira contundentes. Mas há algo que me irrita quando ela não quer mais me ouvir.

    – Mas ela não é surda? Como poderia?

    – Simples! Lentamente fecha os olhos ao mesmo tempo em que abre um leve e irônico sorriso.

    Prof Luciano Mannarino.