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  • De 1964 a 1985, veja linha do tempo da ditadura militar.

    De 1964 a 1985, veja linha do tempo da ditadura militar.

    1967

    15/mar – Costa e Silva toma posse

    Neste ano, as denúncias de torturas chegaram a 50

    1968

    28/mar – Polícia Militar mata o estudante Edson Luís de Lima Souto, no Rio, provocando protestos de rua

    26/jun – Passeata dos 100 mil reúne opositores e artistas no Rio de Janeiro

    18/jul – Teatro onde se encenava a peça Roda Viva em São Paulo é depredado e os atores, espancados

    12/out – Cerca de mil estudantes são presos em Ibiúna (SP), onde acontecia o Congresso da UNE

    13/dez – É baixado o AI-5. A imprensa é censurada e centenas de pessoas são presas

    Iniciam-se os “anos de chumbo”

    Denúncias de tortura chegaram a 85

    1969

    Ago – Costa e Silva adoece

    31/ago – Uma junta militar formada pelos comandantes do Exército, Lira Tavares, Marinha, Augusto Rademaker, e Aeronáutica, Márcio de Souza Melo, assume a Presidência

    4/set – Grupos de esquerda sequestram o embaixador americano, Charles Elbrick, e o libertam três dias depois, em troca da soltura de prisioneiros políticos

    17/out – Uma nova Constituição é promulgada, endurecendo o regime

    30/out – Congresso reaberto elege general Emílio Garrastazu Médici presidente

    4/nov – Líder da ALN (Ação Libertadora Nacional), Carlos Marighella, é morto em uma emboscada em São Paulo

    As denúncias de torturas chegaram a 1.027

    1970

    Início do “milagre econômico”, que duraria até o meio da década e registraria taxas de crescimento do PIB de dois dígitos

    21/jun – Brasil é tricampeão mundial de futebol, e regime tira proveito do clima de ufanismo vigente

    Set – São criados os DOIs (Destacamento de Operações de Informação), com o objetivo de controlar as informações e reprimir os opositores do regime militar

    Cerca de 1.200 denúncias de tortura e 30 mortes foram registradas no ano

    1971

    20/jan – ex-deputado Rubem Paiva é preso em casa; seu corpo nunca foi encontrado

    17/set – Carlos Lamarca, militar desertor e um dos líderes da luta armada contra a ditadura, é morto por forças do regime na Bahia

    Chegam a 778 as denúncias de tortura, com 30 foram mortos

    1972

    Jan – Exército descobre base de treinamento de guerrilha do PC do B no Araguaia

    Ago – Anistia Internacional divulga relatório de 91 páginas com 472 nomes de torturadores e 1.081 torturados

    1973

    18/jun – Médici informa ao general Ernesto Geisel que ele será seu sucessor na Presidência

    Jul – O jornal Estado de S. Paulo começa a publicar poemas nos espaços censurados

    Out – Regime inicia sua maior nova ofensiva no Araguaia

    1974

    15/mar – Ernesto Geisel toma posse

    29/ago – Geisel anuncia a abertura política lenta, gradual e segura

    Set – Ocorrem prisões no Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento)

    Out – Exército mata última guerrilheira do Araguaia, a estudante Walkiria Afonso Costa, de 27 anos

    1975

    25/out – Jornalista Vladimir Herzog, simpatizante comunista, comparece ao DOI-Codi para prestar depoimento; horas depois, é encontrado morto

    27/out – Herzog é sepultado; no dia 31, é realizado um culto ecumênico na Catedral da Sé pela sua memória

    O ano termina com 585 denúncias de tortura

    1976

    16/jan – Operário Manoel Fiel Filho é preso e levado às dependências do Doi-CODI, onde é morto pela ditadura no dia seguinte

    19/ago – Bombas são jogadas na ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil)

    22/set – Bispo dom Adriano Hipólito é sequestrado, e uma bomba explode na casa do jornalista Roberto Marinho, presidente das Organizações Globo

    156 denúncias de tortura foram registradas no ano

    1977

    30/mar – Estudantes de São Paulo desafiam proibição do regime e vão às ruas protestar

    13/abr – Geisel lança o Pacote de Abril, que cria a figura do “senador biônico”

    Mai – Cerca de 80 mil estudantes entram em greve em todo o país

    6/jun – Polícia militar invade a Universidade de Brasília

    22/set – PUC-SP é invadida e 1.700 estudantes são detidos

    15/set – O jornalista Lourenço Diaferia é preso após escrever uma coluna na Folha que foi considerada ofensiva à memória do Duque de Caxias

    12/out – Geisel exonera o ministro do Exército, Sílvio Frota, representante da linha dura

    Dez – Geisel comunica o general João Baptista Figueiredo que ele será seu sucessor

    No fim do ano, havia cerca de 214 denúncias de tortura registradas

    1978

    Ao menos 26 bombas explodem ao longo do ano em diversas cidades

    Jun – Chega ao fim a censura à Tribuna da Imprensa, e o Jornal do Brasil publica todos os textos proibidos desde 1969

    Out – Justiça responsabiliza a União pela morte de Vladimir Herzog

    Dez – Na última edição do ano, o Jornal do Brasil traz na manchete: “Regime do AI-5 acaba à meia noite de hoje”

    1979

    Ao menos três bombas explodem ao longo do ano

    Tem início uma série de atentados a bancas de jornal

    13/mar – Metalúrgicos do ABC decretam greve geral. Sindicato, comandado por Luiz Inácio Lula da Silva, é colocado sob intervenção

    28/ago – É sancionada por Figueiredo a Lei da Anistia. Exilados podem retornar ao país

    Nov – Congresso põe fim ao bipartidarismo. Tancredo Neves cria o Partido Popular e Leonel Brizola, o PDT. Arena vira PDS e MDB, o PMDB

    1980

    10/fev – Partido dos Trabalhadores é fundado

    1º/abr – Metalúrgicos do ABC entram em greve; em 17.abr, governo decreta intervenção no sindicato, e dois dias depois, Lula é preso

    1981

    30/abr – Bomba explode por acidente no estacionamento do Riocentro, no Rio de Janeiro, frustrando atentado contra evento do Dia do Trabalhador; incidente, que matou um militar e feriu outro, mostra ação da linha dura do regime

    1982

    15/nov – É realizada a primeira eleição direta para governador desde que se instaurou o regime militar, e cerca de 48 milhões de eleitores vão às urnas; PMDB vence em São Paulo, Minas Gerais e Paraná; Brizola é eleito no Rio

    1983

    2/mar – Deputado Dante de Oliveira (PMDB) apresenta projeto de emenda constitucional que pede o restabelecimento da eleição direta para presidente

    15/mar – Governadores eleitos são empossados

    15/jun – Cerca de 5.000 pessoas participam de comício pelas Diretas, em Goiânia

    Nov – PT realiza comício em São Paulo. Folha inicia campanha pelas Diretas

    1984

    25/jan – Cerca de 200 mil pessoas participam de comício pró-Diretas na praça da Sé, em São Paulo

    Fev. a Abr – mobilização das Diretas se espalha pelo país

    25/abr – Emenda de Dante de Oliveira é derrotada na Câmara; faltaram 22 votos

    1985

    15/jan – Tancredo Neves é eleito presidente pelo colégio eleitoral

    14/mar – Na véspera da posse, Tancredo é hospitalizado em estado grave

    15/mar – José Sarney assume a Presidência da República pondo fim ao regime militar

    21/abr – No dia de Tiradentes, Tancredo morre aos 75 anos

    https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/06/de-1964-a-1985-veja-linha-do-tempo-da-ditadura-militar.shtml

    Aqui estão algumas questões discursivas sobre o texto:

    Analise a evolução da repressão durante o período da ditadura militar no Brasil entre 1967 e 1985.

    • Considere os mecanismos de controle, como o AI-5, e os eventos que marcaram a resistência ao regime.

    Discuta o impacto do Ato Institucional Número 5 (AI-5) na sociedade brasileira e na liberdade de expressão.

    • Como esse ato mudou a dinâmica política e social do país?

    Avalie a importância das manifestações estudantis e da oposição artística durante a ditadura militar.

    Qual foi o papel desses grupos na resistência ao regime?

    Comente sobre o ‘milagre econômico’ do início da década de 1970 e sua relação com a repressão política.

    Como o crescimento econômico foi usado pelo regime militar para se legitimar?

    Explique a importância da Lei da Anistia de 1979 no processo de transição para a democracia.

    Quais foram os efeitos positivos e negativos dessa lei para a sociedade brasileira?

    Analise como a repressão militar afetou as liberdades individuais e os direitos humanos no Brasil durante a ditadura.

    Inclua em sua resposta referências aos casos de tortura e perseguição política.

    Descreva a trajetória da imprensa durante o regime militar e a forma como ela lidou com a censura.

    Como os jornais e meios de comunicação contribuíram para informar a população e resistir ao regime?

    Discuta o papel dos movimentos de redemocratização, como as ‘Diretas Já’, na queda da ditadura militar.

    Quais foram os principais fatores que contribuíram para o fim do regime militar?

    Como os eventos da ditadura militar impactaram a construção da memória histórica e a identidade nacional no Brasil?

    Considere o legado deixado pelo regime militar e como ele é percebido na sociedade atual.

    Examine a influência da Guerra Fria e da política externa dos Estados Unidos na consolidação da ditadura militar no Brasil.

    Como o contexto internacional afetou as ações e decisões do regime militar brasileiro?

       
       

      Prof Luciano Mannarino

    1. Dez anos após obras, São Francisco tem uma cidade com esgoto 100% tratado.

      Carlos Madeiro

      Colaboração para o UOL, em Maceió

      14/07/2020 04h01

      Passados quase 11 anos do início de suas obras, a transposição do São Francisco está praticamente concluída, teve obras entregues no mês passado, mas o rio segue longe de sua revitalização prometida e recebe diariamente toneladas de esgoto jogados por quase todas as cidades no seu percurso entre Minas Gerais e Alagoas. Segundo o CBHSF (Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco), dos 507 municípios que compõem a bacia, apenas um, Lagoa da Prata (MG), tem 100% do seu esgoto tratado. O município, por sinal, é apontado como modelo pelo comitê

      Lagoa da Prata (MG) é único município no caminho do rio a ter todo o esgoto processado - Divulgação
      Lagoa da Prata (MG) é único município no caminho do rio a ter todo o esgoto processado

      Logo quando o projeto foi lançado, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu que para cada real investido na obra, outro seria investido na revitalização. “Nós queremos revitalizar, recuperar as margens, as matas ciliares, fazer saneamento básico nas cidades para que não joguem dejetos no São Francisco, e começamos fazendo isso”, disse Lula, em 2009, durante o programa “Café com o Presidente”, em outubro de 2009.

      Em agosto de 2016, o governo Michel Temer lançou um novo plano de revitalização, prometendo investir R$ 10 bilhões em obras até 2026. Procurada pela reportagem, a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba) informou  que já implantou 89 sistemas de esgotamento sanitário, “que contemplam coleta e tratamento dos efluentes sanitários, em municípios integrantes da bacia hidrográfica do rio São Francisco, contudo não tem informação de quantos municípios tem tratamento de esgoto total.” Para este ano, a companhia informou ter aprovados “aproximadamente R$ 38 milhões na LOA (Lei Orçamentária Anual) 2020” para esse tipo de obras

      Esgoto sem tratamento é regra, não exceção, diz comitê

      Mas as poucas obras de fato implementadas de saneamento não evitam uma contaminação diária do maior rio 100% nacional. “Esse retorno que prometeram ao São Francisco não foi dado. Infelizmente o programa de revitalização não foi feito. No saneamento, lançamos esgoto in natura no rio em quase todas as cidades”, afirma Maciel Oliveira, vice-presidente do CBHSF. Para a revitalização do rio, o comitê elaborou um plano com várias intervenções previstas em saneamento e recuperação hidroambiental. “Precisaríamos, para resolver os problemas, de R$ 30 bilhões para a bacia”, revela Oliveira, contando que o comitê teve um encontro com a  Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) para tratar de projetos no tratamento e espera contar com apoio do órgão federal.

      Com a falta de participação do poder público, o comitê bancou com recursos próprios mais de 100 planos municipais de saneamento (premissa para poder receber recursos na área). “Sabemos que havia deficiência técnica e financeira, e decidimos custear para ajudar os municípios a receber as obras”, conta. Para Oliveira, o comitê não espera soluções advindas por conta de um novo marco legal de saneamento. “O marco legal pode ajudar em algumas situações, mas depende muito da maneira como vai ser implementado. Pode demorar muitos anos, e precisamos retomar investimentos para tratar o esgoto e deixar de ter um rio poluído, causando problema de saúde pública”, alega. A Codevasf afirma haver “previsão orçamentária de recursos na ordem R$ 540 milhões destinada a ações de saneamento (abastecimento de água e esgotamento sanitário) em municípios integrantes das bacias hidrográficas.

      Trecho final do rio acumula poluição do trajeto inteiro

      O problema da poluição no rio está justamente em seu trecho final, entre Sergipe e Alagoas, que recebe todo o esgoto despejado ao longo do seu trajeto. Ao todo, 59 cidades ficam às margens do rio, sendo 16 delas entre Alagoas e Sergipe, onde está o chamado baixo São Francisco.

      Em Piaçabuçu (AL), onde está a foz do rio, análises da qualidade da água apontam um índice superior a 8 NMP/ml de coliformes fecais (NMP quer dizer “número mais provável”). O ideal é que esse valor seja de no máximo 1, segundo resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). “Esse trecho representa apenas 5% da bacia. Mas parte dos dejetos que são retidos nas nove hidrelétricas que temos ao longo do rio é liberada quando tem o aumento de vazão.

      Os esgotos destas cidades rio acima se juntam com os do rio abaixo”, explica o pesquisador e professor Emerson Soares, do Centro de Ciências Agrárias da UFAL (Universidade Federal de Alagoas) e que coordena a expedição anual feita no São Francisco para avaliar os problemas da região. Segundo as análises, todas as cidades do baixo São Francisco apresentam problemas com níveis acima de coliformes fecais.

      “Mas quanto mais descemos, vemos que mais contaminado fica. No estuário do São Francisco temos vários problemas”, explica.

      Dejetos contaminam peixes e podem prejudicar pessoas

      À beira do rio, diz Soares, vivem mais de um milhão de pessoas. “Além de saneamento básico precário, tem também o problema causado pelos agrotóxicos, ou dos metais pesados na água, efeitos da mineração em Minas e na Bahia”, conta.

      Ainda segundo o pesquisador, os efeitos negativos na água se refletem especialmente no estresse dos organismos que vivem no rio. “Os peixes são os primeiros a terem contato, mas eles se contaminam e passam para o homem. A gente observou na histologia desses organismos pesquisados, danos ao estômago, intestino, brânquias e fígado desses animais, e vai prejudicar não só eles, mas tornar impróprio para consumo humano”, pontua.

      https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2020/07/14/dez-anos-apos-transposicao-sao-francisco-tem-so-uma-cidade-100-saneada.htm

      Questões.

      1. Quais são os principais objetivos dessa Obra?

      2. Explique o  contexto da criação da SUDENE?

    2. ÁFRICA – Tiroteio de trabalhadores no Zimbábue por dono de mina chinês mostra abusos ‘sistêmicos’.

      O assassinato de dois trabalhadores do Zimbábue por um encarregado chinês mostra o abuso “sistemático e generalizado” que os habitantes locais enfrentam nas operações de mineração chinesas, diz a Sociedade de Direito Ambiental do Zimbábue (ZELA).

      Em uma declaração juramentada, a polícia disse que Zhang Xuen atirou em um funcionário cinco vezes e feriu outro na mina que ele administra na província de Gweru, no centro do Zimbábue, durante uma briga com trabalhadores com salários pendentes.
      Zhang foi acusado de tentativa de assassinato, disse o porta-voz da polícia do Zimbábue, Paul Nyathi.
      De acordo com relatos da mídia local , Zhang não apresentou um argumento porque não havia intérprete aprovado no tribunal. Ele continuará sob custódia até 7 de julho, segundo o relatório.
      O tiroteio aconteceu na manhã de domingo, quando o mineiro Kenneth Tachiona confrontou Zhang depois que ele supostamente se recusou a pagar seu salário em dólares americanos, conforme combinado, de acordo com a declaração.
      Tachiona atacou Zhang, que então sacou a arma, atirando no trabalhador três vezes na coxa direita e duas vezes na esquerda, de acordo com a declaração.
      A polícia disse que Zhang disparou outro tiro contra os trabalhadores e uma das balas roçou o queixo de um membro da equipe. Os trabalhadores feridos estão sendo tratados em um hospital particular.

      Gweru na província de Midland, no Zimbábue.
      Gweru na província de Midland, no Zimbábue.

      A Embaixada da China no Zimbábue descreveu o tiroteio como um incidente isolado e disse que apoiava uma investigação aberta e transparente das autoridades locais.
      “Quaisquer atos ilegais possíveis e pessoas que violam a lei não devem ser protegidos. China e Zimbábue têm uma amizade e cooperação de longa data. Apelamos a todos os lados relevantes compromissos  para salvaguardar o bom senso”, disse a Embaixada da China em comunicado. Twitter.
      O Ministério das Relações Exteriores da China disse à CNN: “No geral, as empresas chinesas no Zimbábue operaram seus negócios de acordo com as leis e regulamentos locais, e fizeram contribuições positivas para o desenvolvimento econômico e social do Zimbábue.
      “Respeitamos o tratamento do caso no Zimbábue de acordo com a lei, mas, ao mesmo tempo, esperamos que o Zimbábue proteja a segurança, bem como os direitos e interesses legítimos dos cidadãos chineses. Existe uma amizade tradicional entre os dois países e acreditamos que ambos os lados o farão. ser capaz de lidar adequadamente com este caso “.

      Condições perigosas

      A China é o maior investidor estrangeiro do Zimbábue, com interesses significativos no setor extrativo do país.
      No ano passado, a empresa chinesa Tsignchan assinou um acordo de US $ 2 bilhões com o Ministério de Minas do Zimbábue para extrair cromo, minério de ferro, níquel e carvão, recursos vitais para a China.
      Pelo menos 10.000 chineses estão no Zimbábue e muitos estão trabalhando nos setores de mineração, telecomunicações e construção do país em uma base contratual, de acordo com um relatório da Brookings Institution de 2016 .
      Mas a presença deles no país às vezes tem sido controversa.
      As minas chinesas no país e as operações de mineração estaduais foram perseguidas com alegações de violações dos direitos humanos e más medidas de segurança para os funcionários.
      Em abril passado, trabalhadores de outra operação de mineração chinesa na província reclamaram de serem mal pagos e trabalharem sem roupas de proteção.
      Vários casos de mineradoras chinesas que se recusam a pagar salários ou fornecer a seus trabalhadores roupas de proteção, especialmente durante a pandemia de Covid-19, estão atualmente sendo investigados pela ZELA, de acordo com o vice-diretor Shamiso Mutisi.
      “Tornou-se um padrão e um sistema. Temos casos em que as mineradoras são abusadas, espancadas e discriminadas pelas mineradoras chinesas”, disse Mutisi.
      Em um comunicado divulgado na quarta-feira, a ZELA disse que os habitantes de algumas minas de propriedade chinesa geralmente operam condições “perigosas, severas e com risco de vida” , sendo mal pagos por seu tempo.
      O tiroteio de domingo é outra razão para o governo repensar seus compromissos políticos e econômicos com a China, disse o grupo.
      “Em muitas partes da África, incluindo o Zimbábue, os investidores chineses de mineração exibiram uma história de padrões ruins de segurança, saúde, meio ambiente, trabalho e direitos humanos”, afirmou o comunicado.
      A CNN entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores da China para comentar.

      24 corpos recuperados de mina de ouro inundada no Zimbábue
      24 corpos recuperados de mina de ouro inundada no Zimbábue
      A comunidade chinesa em Gweru se distanciou do incidente recente e prometeu pagar as contas médicas dos trabalhadores feridos e apoiar suas famílias ao lidar com o problema.

      A comunidade chinesa disse em comunicado que o incidente não reflete o comportamento de seus membros, e eles contrataram a empresa para compensar os trabalhadores.
      “Esperamos sinceramente que nossa amizade e cooperação entre os dois países e dois povos não sejam manchadas por esse incidente isolado, que não reflete o comportamento de todos nós como comunidade chinesa”, dizia o comunicado.
      (tradutor automático)
      https://edition.cnn.com/2020/06/27/africa/zimbabwe-mine-shooting-intl/index.html
      Questões
      1. Explique o interesse econômico da China na África.
      Prof. Luciano Mannarino

       

    3. Como as pessoas ricas podem ajudar a salvar o planeta das mudanças climáticas?

      (CNN)As pessoas ricas não têm apenas saldos bancários maiores e estilos de vida mais luxuosos do que o resto de nós – eles também têm pegadas de carbono maiores.

      Quanto mais coisas você possui e quanto mais viaja, mais combustíveis fósseis são queimados e mais gases de efeito estufa são emitidos para a atmosfera.
      Passeando de carro, comprando artigos de luxo, mantendo as mansões aquecidas e dirigindo supercarros – todos eles têm uma pegada de carbono.
      A Oxfam estimou que a pegada de carbono média de alguém nos 1% mais ricos do mundo poderia ser 175 vezes a de alguém nos 10% mais pobres. Estudos também mostram que os pobres sofrem mais com as mudanças climáticas .
      Mas alguns argumentam que os ricos podem fazer o máximo para ajudar a consertar a crise climática. Veja como eles podem fazer a diferença.

      Gaste sabiamente

      As decisões de compra dos ricos significam muito mais na luta contra as mudanças climáticas do que as da maioria das pessoas.
      Ilona Otto e seus colegas do Instituto de Pesquisa de Impacto Climático de Potsdam estimaram que a família “super-rica” ​​típica de duas pessoas (que eles definiram como possuindo ativos líquidos de mais de US $ 1 milhão, excluindo sua casa principal) tem uma pegada de carbono de 129 toneladas de CO2 por ano. Isso representa cerca de 65 toneladas de CO2 por ano por pessoa, o que é mais de 10 vezes a média global.
      Otto observou que, como a amostra no estudo era pequena, os números são ilustrativos. “Provavelmente nossas estimativas são ainda mais baixas que as verdadeiras emissões de milionários”, disse ela.
      “Em relação às escolhas de estilo de vida, os ricos podem mudar muito”, disse Otto. “Por exemplo, colocando painéis solares nos telhados de suas casas. Eles também podem comprar carros elétricos e o melhor seria se evitassem voar”.
      No estudo, as viagens aéreas representaram mais da metade da pegada de um casal super-rico.

      Os arquitetos alemães Aktivhaus dizem que esta casa gera o dobro de energia que consome.
      Os arquitetos alemães Aktivhaus dizem que esta casa gera o dobro de energia que consome.

      As pessoas ricas também têm mais flexibilidade para fazer alterações.
      “Um consumidor de alta renda provavelmente tem acesso e é capaz de comprar produtos ou produtos mais favoráveis ​​ao clima de agricultores locais”, disse Tom Bailey, que contribuiu para um novo relatório que destaca o consumo nas cidades de alta renda.
      “Cidades de alta renda e indivíduos de alta renda também têm recursos para testar novos produtos, serviços e soluções”, explicou, acrescentando que eles têm a capacidade de criar um mercado para bens mais sustentáveis.

      Desinvestimento

      Além de escolher em que gastar dinheiro, as pessoas ricas podem escolher em quais indústrias investir – ou não investir.
      A Oxfam estima que o número de bilionários na lista da Forbes com interesses comerciais no setor de combustíveis fósseis aumentou de 54 em 2010 para 88 em 2015, e o tamanho de suas fortunas aumentou de mais de US $ 200 bilhões para mais de US $ 300 bilhões.

      O vapor sobe de uma usina a carvão na Alemanha.
      O vapor sobe de uma usina a carvão na Alemanha.

      Mas há uma tendência de investidores ricos venderem suas ações em indústrias prejudiciais ao clima, conhecidas como desinvestimento.
      Mais de 1.100 organizações e 59.000 indivíduos, com ativos combinados totalizando US $ 8,8 trilhões, se comprometeram a se desfazer de combustíveis fósseis por meio do movimento online DivestInvest .
      Entre eles está o ator de Hollywood Leonardo DiCaprio , que assinou o compromisso em nome de si mesmo e de sua fundação ambiental – e também um grupo de 22 indivíduos ricos da Holanda que se comprometeram a remover sua riqueza pessoal dos 200 principais petróleo, gás e carvão empresas.
      “Você não investe em carvão, não investe em petróleo, em gás, também em algumas empresas de automóveis que produzem carros normais, ou aviação, por isso direciona os fluxos financeiros”, afirmou Otto.
      E com o desinvestimento, um pouco pode percorrer um longo caminho. “Fizemos algumas simulações que mostram que, com o movimento de desinvestimento, você não precisa que todos desinvestem”, disse Otto. “Se a minoria dos investidores desinvestir, os outros investidores não investirão nesses ativos de combustíveis fósseis porque terão medo de perder dinheiro … mesmo se não tiverem preocupações ambientais”.

      Riqueza significa poder

      As pessoas ricas não são apenas tomadores de decisão econômica, mas também podem ter influência política. Eles podem financiar partidos e campanhas políticas e ter acesso aos legisladores.

      Hoje há mais CO2 na atmosfera do que em qualquer outro ponto, desde a evolução dos seres humanos.
      Hoje há mais CO2 na atmosfera do que em qualquer outro ponto, desde a evolução dos seres humanos.

      Otto argumentou que as pessoas ricas poderiam usar seu poder político para instigar mudanças positivas na política climática.
      “As pessoas com as maiores emissões têm a maior agência para mudar alguma coisa”, disse Otto. “Há muita pesquisa sobre os pobres, o impacto das mudanças climáticas sobre os pobres … objetivos de desenvolvimento sustentável e assim por diante. Mas quando se trata de ação, sustentabilidade e transformação, os pobres não podem fazer nada porque estão ocupados sobrevivendo.
      “Mas os educados, os ricos e os super-ricos – é um caso completamente diferente. Eles têm dinheiro e recursos para agir e também têm redes sociais”, explicou ela.

      Financiar pesquisas climáticas

      Os ricos também podem apoiar a pesquisa climática. Em 2015, o fundador da Microsoft, Bill Gates, comprometeu US $ 2 bilhões de sua fortuna para financiar pesquisa e desenvolvimento em energia limpa.

      As fazendas de corais podem salvar nossos recifes?
      As fazendas de corais podem salvar nossos recifes?

      Em maio, um grupo de cientistas escreveu a 100 instituições de caridade e famílias ricas do Reino Unido para pedir um “aumento extraordinário” no financiamento de questões ambientais e relacionadas ao clima.
      “Nós imploramos que você considere urgentemente investimentos significativos para evitar mais catástrofes ecológicas – seja através de seus investimentos pessoais ou de sua filantropia”, dizia a carta.
      Há muito incentivo para os ricos exigirem ação climática: um relatório recente da ONU alertou que o adiamento das políticas climáticas custará às principais empresas do mundo US $ 1,2 trilhão nos próximos 15 anos.

      Modelos

      Os super-ricos também podem influenciar as emissões de carbono de outras pessoas.
      “O alto status em nossas sociedades continua associado à alta riqueza material”, afirmou Otto. “É uma aspiração se tornar como os muito ricos e você imita o estilo de vida das pessoas com quem você quer ser”.

      A Ryanair está entre os maiores emissores de gases de efeito estufa da UE, de acordo com dados da UE.  Os rankings incluem centrais elétricas, fábricas e aviação.
      A Ryanair está entre os maiores emissores de gases de efeito estufa da UE, de acordo com dados da UE. Os rankings incluem centrais elétricas, fábricas e aviação.

      “Nós, como sociedade, temos que procurar novas formas de levar vidas ‘ricas’ que sejam independentes da riqueza material”, disse Stephanie Moser, da Universidade de Berna, na Suíça, que descobriu que a pegada de carbono de uma pessoa é mais indicada pela sua renda que suas crenças ambientais.
      “Temos que redefinir a riqueza em nossas sociedades para que seja possível viver uma” boa vida “sem altas emissões de gases de efeito estufa”, disse ela.
      https://edition.cnn.com/2019/07/12/health/rich-people-climate-change-intl/index.html
      Questões.
      1. O que é pegada de Carbono?
      2. No final do texto uma pesquisadora afirma que devemos “redefinir a riqueza em nossas sociedades para que seja possível viver uma boa vida”. O que ela estaria propondo?
      3. Por que Centrais Elétricas estão entre os maiores emissores de gás estufa?
      4. O texto relaciona poder e riqueza. De que forma essa relação compromete a democracia?
      Prof. Luciano Mannarino.