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  • A Conurbação e o combate ao Covid19.

    A Conurbação e o combate ao Covid19.

    Do UOL, em São Paulo 24/06/2020 15h34.

    O promotor Luiz Alberto Meirelles Szikora, da cidade de Votorantim (SP), divulgou hoje uma nota de esclarecimento para pedir explicações sobre o funcionamento de um shopping center localizado na divisa do município com a vizinha Sorocaba. Como as duas cidades estão em fases diferentes de flexibilização das medidas de isolamento contra a pandemia do novo coronavírus, o estabelecimento reabriu apenas parcialmente no início da semana: as lojas do lado de Sorocababa.

    Como as duas cidades estão em fases diferentes de flexibilização das medidas de isolamento contra a pandemia do novo coronavírus, o estabelecimento reabriu apenas parcialmente no início da semana: as lojas do lado de Sorocaba estão fechadas, enquanto as lojas em Votorantim foram abertas.

    Shopping na divisa entre Sorocaba (SP) e Votorantim (SP) fica

    Na nota, divulgada pelo Ministério Público de São Paulo, o promotor classificou a situação como “absurda e icônica”, “por retratar a absoluta incongruência entre as posturas adotadas, atualmente, pelos municípios de Votorantim e de Sorocaba, em relação às medidas de isolamento e de distanciamento social (…)”. “Vale lembrar que os dois municípios formam um grande maciço urbanizado (conurbação), de modo que, em muitos locais, basta atravessar uma rua ou uma avenida ou seguir por mais alguns metros numa via pública, para sair do território de um município e adentrar no território de outro”, acrescenta o texto.

    Na nota, a Promotoria de Justiça de Votorantim pede “uma solução única, que abranja todos os estabelecimentos situados no território do município de Votorantim, para resolver a divergência de posturas adotadas, atualmente, entre os referidos municípios, em relação às medidas de isolamento e de distanciamento social”.

    Segundo o texto, as medidas devem ser compatíveis e uniformes nas duas cidades. Ainda no documento, o promotor anunciou ter enviado um ofício ontem à Prefeitura de Votorantim para pedir informações. A partir daí, deverá determinar providências cabíveis, “especialmente se o Município de Votorantim continuar a adotar medidas menos rígidas de isolamento e de distanciamento social.

     

    Conceito de Conurbação (4 pontos)
    a) O texto menciona que Votorantim e Sorocaba formam um “grande maciço urbanizado (conurbação)”. Explique o que significa o conceito de conurbação e como ele se aplica à relação entre essas duas cidades. (2 pontos)


    b) Como a conurbação entre Votorantim e Sorocaba pode impactar a aplicação de políticas públicas, como as medidas de isolamento social? (2 pontos)

    Relação com Metrópoles (3 pontos)
    a) Considerando que a conurbação ocorre quando áreas urbanas de diferentes municípios se fundem, como a situação descrita no texto pode influenciar a dinâmica de uma região metropolitana? (1,5 pontos)


    b) Discuta a importância de uma gestão integrada entre municípios conurbados dentro de uma metrópole para enfrentar desafios como a pandemia de COVID-19. (1,5 pontos)

    Implicações Urbanas e Sociais (3 pontos)
    a) O promotor menciona a “absoluta incongruência” entre as medidas adotadas por Votorantim e Sorocaba. Como a falta de uniformidade nas políticas de isolamento social pode afetar as populações que vivem em áreas conurbadas? (2 pontos)


    b) Em uma região conurbada, quais seriam as vantagens de tratar os municípios como uma única entidade metropolitana para o planejamento urbano? (1 ponto)

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    1. Coreia do Norte explode escritório diplomático que mantinha com Coreia do Sul (atividade)

      Coreia do Norte explode escritório diplomático que mantinha com Coreia do Sul (atividade)

      SEUL e SÃO PAULO | REUTERS

      A Coreia do Norte explodiu nesta terça (16) um escritório dedicado a facilitar as relações com a Coreia do Sul. O espaço, que ficava perto da fronteira entre os dois países, no lado norte, funcionava na prática como uma espécie de embaixada.

      O escritório, na cidade de Kaesong, estava fechado desde janeiro por causa da crise do coronavírus e foi “destruído tragicamente com uma explosão terrível”, segundo a agência estatal norte-coreana KCNA.

      Fumaça vista após explosão em Kaesong, em imagem tirada a partir de Paju, na Coreia do Sul – Yonhap/Reuters

      O ataque teria sido uma resposta ao lançamento de panfletos contra o governo norte-coreano, organizado por opositores que fugiram para o sul. A ditadura de Kim Jong-un chama esses desertores de “escória humana”.

      Segundo a KCNA, o escritório foi destruído para forçar “a escória humana, e aqueles que abrigaram a escória, a pagar por seus crimes”.

      Por meio de balões, para cruzar a fronteira pelo ar, ou em garrafas lançadas ao rio, grupos de norte-coreanos que deixaram o país lançam panfletos, comida, notas de US$ 1, mini rádios e pen drives com notícias e programas de TV sul-coreanos.

      A Coreia do Sul pediu que os desertores parem com essas ações e ameaçou processá-los, por considerar que a campanha amplia a tensão na fronteira e causa danos ambientais. Mesmo assim, dois grupos disseram que vão manter a prática.

      Um vídeo do governo sul-coreano mostrou a grande explosão que colocou abaixo o edifício de quatro andares que sediava o escritório diplomático. O incidente parece afetar também outro prédio ao lado, de 15 andares, usado como residência para funcionários sul-coreanos que trabalhavam ali.

      O escritório servia como uma embaixada para os dois países se comunicarem, e sua destruição dá um forte sinal de afastamento entre Pyongang e Seul após gestos de aproximação nos últimos anos.

      O local havia sido aberto em 2018, como parte de uma série de medidas de aproximação entre os dois países. A reforma do prédio custou US$ 8,6 milhões (R$ 43,8 milhões) à época, pagos pela Coreia do Sul.

      Os sul-coreanos usavam o segundo andar, e os norte-coreanos, o quarto. O terceiro sediava reuniões entre os dois lados. Em janeiro, havia 58 profissionais do Sul alocados ali.

      O conselho de segurança nacional da Coreia do Sul convocou uma reunião de emergência nesta terça e disse que o país dará uma resposta firme se o Norte seguir aumentando as tensões.

      Nesta terça, a mídia estatal do Norte publicou declarações de militares dizendo que estudam um plano de ação para retomar zonas que tinham sido desmilitarizadas em 2018.

      A destruição do escritório “quebra as expectativas de todos que esperam pelo desenvolvimento de relações inter-coreanas e a paz duradoura na península”, disse Kim You-geun, vice-conselheiro de segurança nacional da Coreia do Sul.

      “Estamos deixando claro que o Norte é inteiramente responsável por todas as consequências que isso pode causar”, acrescentou.

      O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, pediu que o Norte mantenha o acordo de paz e volte ao diálogo. A Rússia solicitou que os dois lados contenham os ânimos e disse estar preocupada com a situação.

      Para Alexandre Uehara, membro do Núcleo de Estudos e Negócios Asiáticos da ESPM, a destruição do prédio é também “uma sinalização negativa que a Coreia do Norte dá à comunidade internacional, interrompendo as expectativas de construção de confiança nas relações do governo de Kim Jong-un” com outros países. ​

      Os vizinhos da península coreana passavam por uma desescalada de tensões desde 2018, quando os países chegaram a um acordo durante uma cúpula em Pyongyang. Desde então, entretanto, o Norte tem cortado por longos períodos sua comunicação com o Sul.

      A partir de 2018, Kim teve conversas diretas com o presidente dos EUA, Donald Trump, para buscar um acordo de paz entre os dois países.

      Trump queria reduzir o programa nuclear norte-coreano em troca do alívio de sanções econômicas, mas as conversas travaram no começo de 2019, quando um encontro no Vietnã terminou de forma abrupta.

      A crise entre as duas Coreias tem se intensificado nas últimas semanas, após uma onda de boatos de que o ditador Kim Jong-un estaria gravemente doente.

      Ele reapareceu após 20 dias ausente de eventos públicos, com uma marca no pulso e apresentando rigidez nas pernas, o que pode indicar que tenha passado por uma cirurgia.

      Pouco após a volta de Kim, houve uma troca de tiros na zona desmilitarizada na fronteira, no dia 2 de maio. Na semana passada, o Norte anunciou que a comunicação entre os dois países seria cortada.

      No sábado (13), a mídia estatal divulgou que Kim Yo-jong, irmã do ditador, havia ordenado uma ação contra o escritório. “Após muito tempo, uma trágica cena do inútil escritório conjunto Norte-Sul, completamente colapsado, será vista”, disse.

      CRONOLOGIA

      1945
      Após a Segunda Guerra, o Japão deixa a Coreia. Tropas soviéticas ocupam o norte da península, e soldados americanos controlam o sul.

      1948
      Sem acordo para a unificação, surgem dois governos: um comunista, ao norte, e outro capitalista, ao sul.

      1950
      Tropas do Norte avançam sobre o sul e começa uma guerra. O norte tem apoio da União Soviética e da China. O Sul recebe ajuda militar dos EUA.

      1953
      É firmado um armistício. Até hoje, não foi assinado um acordo de paz para encerrar formalmente o conflito.

      2011
      Kim Jong-un, neto do fundador da Coreia do Norte, assume o poder.

      abr. 2018
      Encontro entre o ditador Kim Jong-un e o presidente Moon Jae-in leva a medidas de aproximação. Os dois dizem concordar com a elaboração de um acordo de paz.

      fev.2019
      Reunião entre Trump e Kim, no Vietnã, termina de forma abrupta e sem acordo. EUA querem que Coreia do Norte reduza programa nuclear em troca da retirada de sanções.

      jun.2019
      Trump vai até a zona desmilitarizada, onde encontra Kim. Foi o primeiro presidente dos EUA a pisar em solo norte-coreano.

      15.abr.2020
      Kim não vai à celebração em homenagem ao avô. Rumores de que ele estaria muito doente ganham força.

      1º.mai
      Kim reaparece em público, mas se movimenta com alguma dificuldade.

      2.mai
      Troca de tiros na zona desmilitarizada entre o Norte e o Sul.

      16.jun
      Coreia do Norte explode escritório diplomático perto da fronteira.

       

       

      Prof. Luciano Mannarino.

    2. Romeu e Julieta no Trailer de “Guerra Infinita”.

      Romeu e Julieta no Trailer de “Guerra Infinita”.

       

      Creio que seja possível colocar fragmentos de textos consagrados em trailer de filmes de ação como forma de divulgar cultura.

      Tratasse de uma vingança!

      Professor Luciano Mannarino.

       

       

    3. Crise global desafia a principal iniciativa da política externa chinesa (atividade)

      Crise global desafia a principal iniciativa da política externa chinesa (atividade)

      11.jun.2020 às 23h15

      Em 2013, Xi Jinping anunciou o que viria chamar de “projeto do século” — uma iniciativa, estima-se, de pelo menos US$ 1 trilhão (R$ 4,98 trilhões) em infraestrutura ao redor do mundo.

      Eis que, pouco depois da largada, a Iniciativa do Cinturão e da Rota (ou BRI, sigla para Belt and Road Initiative) encontraria no caminho uma crise econômica de proporções colossais.

      Como a mudança de circunstâncias afeta a principal iniciativa da política externa chinesa sob Xi Jinping?

      Trabalhador de empresa chinesa de ferrovias atua em serviço para expandir capacidade de trens de carga entre a China e a Europa em Jinan, província de Shandong
      Trabalhador de empresa chinesa de ferrovias atua em serviço para expandir capacidade de trens de carga entre a China e a Europa em Jinan, província de Shandong – Wang Kai – 10.mai.20/Xinhua

      O que está em jogo para a China, que investiu capital político para obter apoio de mais de 130 países e que está investindo recursos financeiros em ferrovias, rodovias, portos, energia e conexão digital sob o selo da BRI?

      A realidade é que, com uma recessão iminente, muitos dos que recebem esses investimentos não terão condições de arcar com seus compromissos. Como Paquistão e Egito, vários outros recentemente pediram à China a renegociação de suas dívidas.

      Os financiamentos da BRI costumam contar com ativos importantes em garantia, como minas e portos, inclusive porque normalmente quem toma esses empréstimos tem risco de crédito alto. A China pode recorrer a essas garantias se necessário —mas com custo político alto neste momento de enormes dificuldades para países mais pobres.

      Em 2017, num episódio emblemático, os chineses assumiram por 99 anos o controle do porto de Hambantota, no Sri Lanka, quando o país não conseguiu honrar os compromissos financeiros.

      Pequim sabe que enfrenta uma dose de desconfiança em relação à BRI, mesmo que Hambantota tenha sido um episódio absolutamente isolado. Autoridades chinesas lembram que várias iniciativas avançam bem ou já foram concluídas com sucesso, como o caso da revitalização do Porto de Pireus, na Grécia.

      Com a recessão atingindo países parceiros, a China enfrenta decisões difíceis sobre a BRI.

      Se for flexível a ponto de perdoar as dívidas, enfrentará críticas internas. As finanças do país também estão sob pressão e, ademais, alguns sempre questionaram a aplicação desses recursos vultosos no exterior.

      Se for rigorosa no cumprimento dos acordos, estará sujeita, no plano externo, a acusações de comportamento econômico predatório. Além disso, colocará em xeque as boas relações com os países receptores dos investimentos, um objetivo chave da BRI.

      A China deve tomar o caminho do meio, equilibrando-se entre preocupações internas e externas, entre prioridades econômicas e políticas.

      Isso significa flexibilizar prazos e juros, mas sem chegar ao ponto de transformar empréstimo em doação. Também deve evitar a execução de garantias que levem à apropriação de ativos estrangeiros.

      É de se esperar que a China tire o pé do acelerador e aproveite a oportunidade para promover ajustes de rumo na BRI.

      Deve fazer uma depuração dos projetos, evitando os mais arriscados. Deve acentuar ênfase em projetos de infraestrutura digital e economia verde —uma inflexão que já buscava fazer. Dado o momento, acrescentará à iniciativa projetos na área da saúde, promovendo a “Rota da Seda da Saúde”.

      Desde seu lançamento, a BRI foi visto como um conceito vago, a começar pelo seu próprio nome.

      Pois como muito na China, ideias elásticas, com foco e regras flexíveis, permitem ajustes de rumo, conferem margem de ação para o governo.

      Esta é uma das horas em que a plasticidade da conceito do BRI mostra seu valor. Até porque suspender o projeto do século não é uma opção.

      Tatiana Prazeres

      Senior fellow na Universidade de Negócios Internacionais e Economia, em Pequim, foi secretária de comércio exterior e conselheira sênior do diretor-geral da OMC.

      Questões

      1. O que consiste a “diplomacia da armadilha da dívida” e como ela vem gerando uma desconfiança nos países que recebem vultosos empréstimos chineses para realizar obras de infraestrutura?

      2. Por que a China tem grande interesse em investir em portos, ferrovias, rodoviais em países que tem grande recursos naturais?