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  • Os cinco momentos do fórum de Davos 2020. (avaliação)

    Davos, Suíça, 24 Jan 2020 (AFP)

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    Do duelo entre Donald Trump e Greta Thunberg aos acordos comerciais “express”, passando pela promessa de plantar bilhões de árvores para salvar o planeta, esses são os cinco momentos do fórum de Davos, que terminou nesta sexta-feira na Suíça.

    – Apocalipse iminente – O confronto entre a ativista sueca Greta Thunberg e o presidente dos EUA, Donald Trump, marcou os quatro dias do Fórum Econômico Mundial (WEF), que reúne todos os anos a elite da política e das finanças na Suíça. “Temos que rejeitar os eternos catastrofistas e suas previsões de apocalipse”, afirmou Trump na terça-feira em um discurso, acusando aqueles que alertam sobre a seriedade da situação de serem “herdeiros das cartomantes tolas do passado”. Thunberg, de 17 anos, estava na sala e o ouviu impassível. A ativista repetiu que “nossa casa está queimando” e não se intimidou apesar da ofensiva americana, mesmo quando um conselheiro de Trump a aconselhou a “estudar antes de falar”. Nesta sexta-feira, no entanto, fez uma avaliação pessimista do fórum e disse que todas as suas alegações “foram totalmente ignoradas”.

    Um bilhão de árvores – O Fórum Econômico Mundial, às vezes acusado de hipocrisia climática pela chegada incansável de helicópteros e limusines, decidiu este ano mostrar seu lado mais verde. Além de proibir utensílios de uso único e oferecer alimentos com “proteínas alternativas” (ou seja, sem carne), o WEF lançou uma ambiciosa campanha para plantar ou salvar “um bilhão de árvores”, o que permitiria capturar CO2, mas que não tem nenhum efeito nas emissões. Uma iniciativa para unificar projetos similares em todo o planeta que teve inclusive a aprovação de Donald Trump.

    Acordos rápidos – Após a trégua comercial entre a China e os Estados Unidos, a febre para fechar pactos comerciais parecia dominar Davos. Trump disse que poderia fechar este ano um acordo comercial com a União Europeia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi ainda mais longe e falou de “algumas semanas”. Mas o prazo surpreendeu inclusive em Bruxelas, levando em conta a enorme complexidade desse tipo de negociação. “Honestamente, não entendo nada”, reconheceu o eurodeputado alemão Bernd Lange, presidente da comissão de Comércio Internacional da Eurocâmara.

    Fogo, eletricidade e inteligência artificial -O presidente da Alphabet (Google), Sundar Pichai, assegurou que a inteligência artificial será para a humanidade uma mudança “mais profunda que o fogo e a eletricidade”. Ren Zhengfei, fundador da Huawei, gigante chinesa da tecnologia, comparou-a às armas nucleares. “Nasci quando a bomba atômica explodiu no Japão. Quando eu tinha seis anos, era o que as pessoas mais temiam. Mas se olharmos para o passado veremos os grandes benefícios da energia atômica. E a inteligência artificial não causou tanto dano como a bomba atômica”.

    “Criminosos” do clima – Este ano, numerosas ONGs foram vistas novamente em Davos, apesar da contradição que às vezes envolve criticar as elites e participar de sua reunião anual por excelência. É o caso do anticapitalista Micah White, um dos promotores do movimento Occupy Wall Street, que admitiu que vir a Davos pode parecer contraditório, embora tenha prometido, é claro, evitar “champanhe e caviar”. Outros têm uma atitude muito mais ofensiva, como Jennifer Morgan, diretora executiva do Greenpeace. “Em todas as conversas que tenho aqui, tento escancarar a verdade [sobre o clima] diante dos poderosos… mas é estranho: é como uma zona de guerra ambiental ou uma cena de crime em que todos os criminosos estão à sua frente”, disse à AFP.

     https://economia.uol.com.br/noticias/afp/2020/01/24/os-cinco-momentos-do-forum-de-davos.htm?cmpid=copiaecola

  • Nova estação antártica brasileira será inaugurada oito anos após o incêndio (atividade)

    A nova estação brasileira na Antártica será inaugurada nesta quarta-feira (15) pela Marinha. O complexo de mais de 4,5 mil m² será entregue quase oito anos depois do incêndio que destruiu a base anterior. Pesquisadores brasileiros estão há mais de três décadas no continente. A inauguração foi atrasada em um dia por conta do mau tempo.

    A Estação Antártica Comandante Ferraz recebeu um investimento de US$ 99,6 milhões (cerca de R$ 400 milhões), e vai conseguir acomodar até 64 profissionais do Programa Antártico Brasileiro (Proantar).

    Oito anos depois do incêndio que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz, base brasileira reabre para cientistas e pesquisadores. — Foto: Divulgação/Marinha do Brasil

    Criado em 1982, o Proantar leva ao continente gelado pesquisadores que atuam nas áreas de oceanografia, biologia, glaciologia, química e meteorologia. Os trabalhos são desenvolvidos em acampamentos, navios e estações.

    A nova estação ficará no mesmo local da estrutura antiga, instalada em 1984 na Península Keller, dentro da Ilha Rei George. A primeira base abrigou pesquisadores até fevereiro 2012. Um incêndio onde ficavam os geradores de energia do complexo destruiu quase toda a estrutura e provocou a morte de dois militares.

    Infográfico mostra nova estação brasileira na Antártica  — Foto: Amanda Paes/G1
    Em agosto de 2018, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o CNPq lançaram um edital no valor de R$ 18 milhões para financiar projetos do Proantar, o dinheiro é destinado a 16 projetos aprovados e cobre as despesas de pesquisa até 2022.

    O prédio principal da nova estação brasileira é dividido em três grandes blocos, o Leste, Oeste e Técnico. Neles, se encontram a maior parte dos laboratórios, os dormitórios e os serviços básicos da estação, divididos desta forma:

     

    Bloco Leste: é o bloco das pesquisas, de convivência e serviços. É onde se concentram os laboratórios. Dos 17 no total, 14 estão lá. Os outros 3 ficam em módulos separados. Além disso, é onde ficam os refeitórios, a cozinha, a ala de saúde, a sala de secagem e as oficinas.

    Bloco Oeste: é uma área privada da base, onde moram os pesquisadores, além de concentrar as áreas de convívio. Há 32 quartos, uma biblioteca, uma academia e auditório. Nas partes mais baixas deste bloco estão os depósitos de mantimento e reservatórios de água.

    Bloco Técnico: é onde fica o controle da rede elétrica, sanitária e de automação da estação. Também é onde está a garagem. Além disso, há uma estação de tratamento de água e esgoto, casa de máquinas, geradores, e sistemas de aquecimento, bem como um incinerador de lixo.

    Equipamentos dentro da Estação Antártica Comandante Ferraz, inaugurada nesta terça (14)  — Foto: Divulgação Marinha do Brasil

    Construção mais segura

    Construído em um local inóspito, o complexo consegue suportar temperaturas negativas, nevascas e ventos de até 200 quilômetros por hora. A estrutura ainda tem sistemas de detecção, alarme e combate a incêndios.

    Os preparativos para reconstruir a estação tiveram início ainda em 2012, com a retirada dos escombros da antiga base. Depois disso, a Marinha lançou um edital para obra do novo complexo, que não recebeu nenhuma proposta até 2014.

    Uma nova licitação foi aberta em 2015, e a empresa chinesa Ceiec foi escolhida para realizar as obras da estação.

    Como só é possível trabalhar na Ilha Rei George durante o verão antártico, que vai de outubro a março, a empresa executou a obra em diferentes etapas. Parte da estação foi preparada na China, em módulos que só foram levados e montados após o fim do inverno.

    Estrutura em montagem para a Estação Antártica Comandante Ferraz em Xangai; foto de agosto de 2017 — Foto: Marinha do Brasil/Divulgação

    Centro de pesquisas

    Apesar do incêndio, as pesquisas brasileiras na Antártica não pararam. Na Ilha Rei George, os trabalhos foram desenvolvidos em uma estação provisória, montada ao lado da base consumida pelo fogo. Os “módulos emergenciais” foram usados enquanto os pesquisadores aguardavam o final da reconstrução.

    “Essa nova base vai nos dar condições de trabalho e um salto qualitativo nas pesquisas científicas”, diz Paulo Câmara, pesquisador da Universidade de Brasília (UnB) que trabalha na estação.

     

     

    Questões

    1) O que é o Tratado da Antártica?

    2) Podemos afirmar que a manutenção de uma Estação brasileira de pesquisa na Antártica guarda algum interesse Geopolítico para nosso pais? Justifique.

    3) Por que a nova Estação levou cerca de 8 anos para ficar pronta?

    4) Por que a Antártica se torna estratégica para o futuro da humanidade?

    5) Por que a Antártica ficou imune ao processo de colonização pós grandes navegações?

     

    Prof Luciano Mannarino

  • O que é a Crosta Terrestre?

    Crosta da Terra

    Parte sólida do globo terrestre também chamada de litosfera (esfera de pedra). A sua espessura é calculada em cerca de 60 a 100 quilômetros. Até agora, porém, o homem só conseguiu penetrar cerca de três quilômetros. As sondagens em busca de petróleo já ultrapassam os seis quilômetros.

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    Não se deve confundir a definição dada acima, restringindo-se apenas às terras emersas, mas também às submersas, pois as águas enchem depressões de tamanhos e grandezas variáveis, repousando, porém, sobre a crosta. A rigor a crosta terrestre compreende as zonas de sial e parte do sima. A primeira constitui as terras emersas, e a segunda o fundo da maioria das bacias oceânicas.

    Em 1796, Laplace, matemático francês, em “Exposition du système du monde”, emitiu a hipótese da existência da imensa nebulosa que constituiria o sistema planetário. A Terra, à semelhança dos outros planetas, fazia parte desse sistema constituído de matéria ígnea que se foi gradualmente consolidando, formando a crosta terrestre, sólida na superfície e, guardando no seu interior, matéria em fusão, o que se chama de fogo central.

    A hipótese de Laplace pode ser confirmada pelo grau geotérmico — que é o gradiente necessário para que haja o aumento da temperatura à medida que se desce no sentido do centro da Terra —1 oc para 40 metros em média; junto aos oceanos é da ordem de 100 metros e na proximidade dos vulcões é de 10 a 15 metros. Na profundidade de 120 km, limite da litosfera com a pirosfera, a temperatura seria de 3.000 graus.

    Na Terra, devemos destacar a zona de influência solar e a zona neutra, além da qual não podem penetrar as variações térmicas exteriores (sazonais).

    Além desta camada que se encontra e 8 a 25 m abaixo da superfície topográfica, o aumento do calor só pode ser devido ao calor central.

    As experiências revelaram que, em qualquer parte da Terra, quando atingimos 8 a 10 metros, desaparece a noção de estação. Vejamos alguns dados a propósito do grau geotérmico e a natureza das rochas:

    a) terrenos cristalinos antigos: 40 a 120 m;

    b) áreas de bacias carboníferas: 20 m;

    c) região vulcânica: 10 a 15 m;

    d) jazimentos de petróleo: 10 a 15 m. Princípio de Heinrich: “A partir da camada neutra, acompanhando um mesmo raio, verifica-se que a diferença de temperatura é diretamente proporcional à diferença de suas profundidades

    O vulcanismo é tido igualmente como outra prova positiva da teoria de Laplace. As matérias em fusão do núcleo central escapariam por fraturas, constituindo os vulcões.

    Há, porém, sérias objeções à hipótese de Laplace:

    1 — é difícil de se aceitar que a matéria sólida da crosta possa ser suportada por matérias em fusão. A crosta mais pesada deveria cair no fundo da massa incandescente líquida;

    2 —- se o interior do globo estivesse líquido, ele deveria sofrer marés análogas às dos oceanos. As marés da crosta são de pequena amplitude: 18 centímetros aproximadamente. E. Raguin, em sua Géologie Appliquée, diz: “As marés da crosta terrestre são deformações periódicas do globo sob a influência das atrações lunares e solares. Análogas marés oceânicas, elas provêm do fato de que o globo não é perfeitamente rígido”;

    3 — A grande pressão reinante no interior da Terra, embora haja elevado grau de temperatura, poderia dar uma consistência fracamente elástica;

    4 — A propagação das ondas sísmicas condena por completo a hipótese do “fogo central” líquido.

    De Launay construiu, em 1926, um verdadeiro sistema, cujo fim era explicar a distribuição da matéria no interior da Terra. Admitiu os seguintes fatos:

    1 — Na fase inicial da formação da Terra, turbilhões parecidos com os que ocorrem nos nossos dias na fotosfera solar. Se não fosse assim, os elementos químicos ter-se-iam estratificado estritamente na ordem de suas densidades. Foram os turbilhões que trouxeram esses corpos de peso atômico maior para a periferia.

    2 — No centro da Terra há uma concentração de átomos pesados cuja formação absorveu muito calor — reação fortemente endotérmica.

    3 — Observações geológicas indicam ter havido perturbações na ordem estabelecida: os turbilhões durante o período de fluidez, refusões mais tarde, devidas ao movimento da crosta terrestre, quedas de meteoritos etc. Em consequência desses fatos, os elementos trazidos para um meio físico diferente daquele onde se operou a formação ficaram em equilíbrio instável. O fenômeno da radioatividade exotérmica não é mais do que a quebra desse equilíbrio, quando sensível aos nossos aparelhos de física, com restituição da energia acumulada. Nas vizinhanças da superfície, ao contrário, encontra-se uma verdadeira cinta de calor proveniente das destruições exotérmicas dos átomos radioativos.

    Parece existir entre o núcleo, em estado sólido, e a superfície, uma zona em que a pressão e a temperatura sejam de molde a permitir que a matéria esteja em estado fluido viscoso (pirosfera). Este substratum da crosta, altamente viscoso, seria onde ocorreriam as correntes convectivas e a parte da Terra onde se originariam as manifestações orogenéticas. Atualmente toda essa dinâmica é bem explicada pela tectônica de placas (vide).

    O estudo do núcleo realizado pelo sismologista Montessus de Balore o levou a considerá-lo como de grande rigidez e elástico.

    Lord Kelvin, em suas medidas, chegou à conclusão de que o núcleo do planeta tem uma rigidez vizinha à do aço.

    A crosta externa da zona granítica não é composta apenas de corpos leves devido à corrente convectiva intratelúrica de Dive ou aos turbilhões de De Launay.

    A seguir, vamos dar algumas indicações fornecidas por vários autores a propósito das camadas do globo. A estrutura da Terra, segundo M. Codur em seu livro Géographie et Topologic, Cours de l’lnstitut Geographique National:

    I) Sial

    15 km — densidade 2,8 silicatos aluminoso

    25 km — camada viscosa de basalto. Esta camada seria o reservatório do magma que sairia por vezes pelas crateras dos vulcões

    II) Sima

    2.800 km — densidade de 3 a 5

    III) Nife

    3.500 km — densidade de 8 a 11

    Segundo Adams, Willianson e Washington, temos:

    Envoltório                     Espessura  (km)            Densidade

    Núcleo central              3.400 (ferro-níquel)          10

    Zona litospórica               700                                      8

    Zona ferrospórica             700                                     5,8

    Zona peridótica             1.540                                      4

    Crosta Terrestre

    1 –  Zona basáltica            40                                         3,2

    2  – Zona granítica           20                                         2

             

    Segundo M. Derruau, o estudo da estrutura interna facilita a compreensão dos movimentos tectônicos; a estrutura interna só é conhecida graças à sismologia e à gravimetria.

    Segundo os dados sismológicos temos:

    I – Núcleo ou centro: 3.400 km

    a) Centro do núcleo (grão c/ 1.300 km)

    b) Núcleo 2.100 km

    A natureza do núcleo é mal conhecida: “ignorância do estado do núcleo e do grão que constituem um meio especial”. A densidade cresce da periferia para o centro, de 8 a 12,3.

    II – Manto: 2.900 km

    — composto de material ultrabásico como o peridotito

    — Densidade 5

    III – Crosta: + 60 km

    1 — Zona basáltica (sima)

    2 — Zona granítica (sial)

    3 — Zona detrítica

    Para M. Derruau “a espessura total das duas zonas da crosta terrestre varia de um ponto a outro” (Zona Granítica e Zona Basáltica). No conjunto elas são maiores sob as regiões montanhosas do que nas planícies ou nos oceanos. Quanto à espessura relativa da camada basáltica e da camada granítica, ela varia muito. A superfície interna que as separa é extremamente irregular.

    O mesmo acontece com a superfície da zona granítica e da zona detrítica” (Precis de Geomorphologie, pág. 24). Segundo Djalma Guimarães, a estrutura da Terra pode ser expressa por três envoltórios:

    a) Núcleo:

    Constituído de uma liga de ferro, contendo elevado teor de níquel e pequena porcentagem de outros elementos (diâmetro do núcleo  6,942 km —- espessura 3.471 km — densidade está entre 10 e 11)

    b) Envoltório médio (simático)

    Constituído de rochas densas de composição basáltica — estado plástico — espessura 880 km — densidade 4.

    O envoltório médio, ou melhor, a camada de plasticidade maior estaria, segundo cálculos do geofísico W. Schweydar, a 120 km abaixo da superfície. Barrel chamou à parte inferior a litosfera de astenosfera

    c) Crosta externa (envoltório granítico) (sial)

    Constituída de rochas menos densas, tais como granitos, gnaisses e rochas sedimentares. Este envoltório está acima da descontinuidade de Mohorovicic

    — espessura de 10 a 30km

    — densidade 2,8

    “O que se conhece a respeito do interior da Terra é dado por investigações geofísicas. O núcleo central, para alguns autores, tem composição dos meteoritos sidéricos, enquanto para outros seria análogo à massa interna do Sol” (Djalma Guimarães — Geologia Estratigráfica e Econômica do Brasil — pág. 31).

    O estudo da estrutura da Terra, em função dos últimos dados da propagação das ondas sísmicas, demonstra:

    a) descontinuidade de primeira ordem, que consiste em uma variação relativamente brusca da velocidade da propagação da onda sísmica — descontinuidade de Mohorovicic, à profundidade de 30 a 50 km.

    b) a segunda descontinuidade consiste numa variação da aceleração — descontinuidade de Wiechert-Gutenberg a 2.900km; esta é a mais importante.

    1 — Núcleo — desde o centro do globo até a descontinuidade de Wiechert-Gutenberg

    2 — Envoltório médio — entre as duas descontinuidades

    3 — Crosta da Terra — desde a descontinuidade de Mohorovicic (30 a 50km) até a superfície.

    Fonte Novo dicionário geológico-geomorfológico/Antonio Teixeira Guerra, Antonio José Teixeira Guerra-Bertrand Brasil

    Prof. Luciano Mannarino.

    O que ē Erosão?

  • O que estuda a Geomorfologia?

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    Geomorfologia

    Ciência que estuda as formas de relevo, tendo em vista a origem, estrutura, natureza das rochas, o clima da região e as diferentes forças endógenas e exógenas que, de modo geral, entram como fatores construtores e destruidores do relevo terrestre. Estuda o relevo atual, enquanto em que a paleogeografia é a ciência que se encarrega de reconstituir as formas de relevo no decorrer da história física da Terra.

    O campo de estudo da paleogeografia (ramo da Geologia-História para alguns geólogos) é algumas vezes inteiramente hipotético, ex.: paleogeografia do Arqueano. Todas as hipóteses de trabalho, mesmo as mais exageradas, não podem ser rejeitadas por causa do campo hipotético de pesquisa.

    A geomorfologia ou morfologia é o estudo sistemático das formas de relevo, baseando-se nas leis que lhes determinaram a gênese e a evolução. A geomorfologia pode ser dividida em:

    A) geomorfologia continental (modelado terrestre)

    B) geomorfologia submarina (modelado submarino).

    No conceito básico da geomorfologia consideramos:

    1 — Forma; 2 — Descrição; 3 — Gênese; 4 — Evolução.

    Os aspectos morfológicos mais importantes do relevo são devidos aos movimentos tectônicos (endógenos). As grandes cadeias de montanhas deles resultam.

    Os tipos de deformação ocasionados pelos movimentos tectônicos podem ser de duas ordens:

    1) Epirogênicos, abrangem continentes inteiros, sendo, desse modo, um movimento de conjunto.

    2) Orogênicos, concernentes às deformações localizadas.

    O primeiro é muito importante na morfologia, pois, destes movimentos dos continentes, resultam as transgressões e as regressões marinhas (corrente dos epirogenistas). As forças tectônicas podem dar origem a diversos tipos de relevo: de dobra, de falha e de lençóis de arrastamento (nappe de charriage).

    Até os fins do século XIX, consideravam-se os vários aspectos do relevo apenas como reflexo da estrutura. Assim, a erosão trabalhando em uma estrutura de camadas horizontais a resultante seria um tipo de relevo horizontal. Em um relevo dobrado, o resultado seria o de camadas mergulhando em direções diversas com aspectos anticlinais e sinclinais.

    Em contra oposição ao conceito da geomorfologia estrutural, a climática considera preponderante, além da estrutura da rocha, a influência do clima. As mesmas rochas podem dar relevos diferentes em climas diferentes. No Rio de Janeiro e no leste do Espírito Santo, por exemplo, os relevos graníticos e gnáissicos apresentam formas semelhantes às do Pão de Açúcar. Por outro lado, neste clima, a decomposição química é muito intensa. No Maciço Central Francês as rochas graníticas oferecem aspectos bem diversos. Nota-se o aparecimento de uma camada de decomposição — arena granítica ou saibro — recobrindo formas abauladas devidas à ação erosiva provocada pelo congelamento da água durante os invernos.

    Tem-se verificado certa atividade na criação de laboratórios para o estudo quantitativo ou das medidas dos diferentes fenômenos físicos. Não é possível, porém, realizar experimentalmente todos os fenômenos espontâneos que têm por teatro a natureza.

    A geomorfologia é, como já dissemos, um ramo da Geografia Física, e se divide em:

    1 — Geomorfologia descritiva,

    2 — Geomorfologia evolutiva.

    A primeira estuda as formas topográficas e suas características e, a segunda, as diversas etapas pelas quais passa um determinado relevo terrestre, até chegar à fisionomia atual.

    Fonte Novo dicionário geológico-geomorfológico/Antonio Teixeira Guerra, Antonio José Teixeira Guerra-Bertrand Brasil

    Prof Luciano Mannarino.

  • Dia do padroeiro e aniversário do Rio confundem cariocas. (avaliação)

    Dia do padroeiro e aniversário do Rio confundem cariocas. (avaliação)

    O dia do padroeiro do Rio (São Sebastião) comemorado no dia 20 de janeiro, mas o aniversário da cidade é só em 1º de março. Muita gente confunde essas datas e a confusão tem uma justificativa histórica.

    No dia 1º de março de 1565, o português Estácio de Sá chegou à Baía de Guanabara, onde hoje fica o Forte da Urca. Uma historiadora explica que foi criada uma fortificação para defender a terra dos franceses que já estavam na região, e da resistência indígena. Mas a confusão de datas tem justificativa histórica, com duas versões.

    “Elas englobaram o Estácio de Sá como fundador no Morro Cara de Cão e o Mem de Sá que teria fundado o primeiro povoamento da cidade do Rio de Janeiro no Morro do Castelo que foi derrubado em 1922”, diz Claudia.

    Até os anos 30, o aniversário da cidade era comemorado em 20 de janeiro, tendo Mem de Sá, então governador geral do Brasil, como fundador, em 1567. A decisão que pôs fim à polêmica só saiu em 1965. Uma comissão de historiadores formada por determinação do então governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda definiu este marco como o símbolo da fundação.

    O 20 de janeiro é o dia do padroeiro, e marco histórico da conquista e dominação portuguesa sobre os índios. Mas o parabéns para o Rio vai ter que esperar um pouquinho mais.

    https://globoplay.globo.com/v/3905607/

    Fonte: O Globo

    Questões

    1 Quais são as razões históricas que explicam a confusão entre as datas de 20 de janeiro e 1º de março em relação à fundação do Rio de Janeiro? Qual o significado de cada uma dessas datas para a cidade?

    2 Compare o papel desempenhado por Estácio de Sá e Mem de Sá na fundação e desenvolvimento inicial do Rio de Janeiro. Como cada um deles contribuiu de forma diferente para a história da cidade?

    3 Por que a decisão sobre a data oficial do aniversário do Rio de Janeiro só foi tomada em 1965? Qual foi o impacto dessa decisão e por que o processo demorou tanto para ser resolvido?

    4 Qual a importância simbólica e histórica do dia 20 de janeiro para o Rio de Janeiro, além de ser o dia do padroeiro? Como essa data reflete o processo de colonização e dominação portuguesa na cidade?

    5 Quais foram as consequências da derrubada do Morro do Castelo em 1922 para a memória histórica e o desenvolvimento urbano do Rio de Janeiro? De que maneira essa ação reflete o impacto da modernização na cidade?

    6 Como as ameaças dos franceses e da resistência indígena influenciaram a criação e o desenvolvimento inicial do Rio de Janeiro como uma cidade estratégica durante o período colonial?

    7 Por que a comemoração do aniversário do Rio de Janeiro foi alterada de 20 de janeiro para 1º de março? Quais fatores políticos, sociais e históricos podem ter influenciado essa mudança?

    8 Como os conflitos entre colonizadores portugueses, franceses e populações indígenas moldaram o desenvolvimento urbano e social do Rio de Janeiro nos primeiros anos após sua fundação?

    9 Qual a importância das comissões e das decisões históricas oficiais, como a que definiu o aniversário do Rio de Janeiro, para a preservação da memória coletiva e o reconhecimento de marcos históricos?

    10 Como as comemorações do aniversário de uma cidade, como o Rio de Janeiro, podem influenciar a forma como os cidadãos se veem e como a cidade é percebida pelo resto do país?

    Prof Luciano Mannarino