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  • Há 30 anos, desintegrava-se a União Soviética, personagem central do século 20

    Há 30 anos, desintegrava-se a União Soviética, personagem central do século 20

    Superpotência com vasto território não resistiu às políticas de abertura de Gorbatchov

    Jaime Spitzcovsky

    10.dez.2021 às 16h05

    “Acabou a União Soviética”, bradou a manchete da Folha a 26 de agosto de 1991. Em decisão editorial ousada, o jornal enfileirou naquela edição fatos responsáveis por descaracterizar, de forma irrecuperável, o império comunista criado por Vladimir Lênin.

    Símbolo da antiga União Soviética que ficava em uma avenida no centro de Moscou e hoje ocupa um parque histórico na capital russa – Alexander Nenemov/AFP

    No entanto, a formalização do ocaso bolchevique veio em dezembro daquele ano, há exatas três décadas, com a ofensiva política de Boris Ieltsin e a renúncia de Mikhail Gorbatchov.

    Em 1991, trabalhava eu em Moscou como correspondente da Folha. Ao desembarcar, no ano anterior, sabia da aproximação de momentos históricos, mas, certamente, não imaginava a desintegração da superpotência militar, protagonista da Guerra Fria e personagem central do século 20.

    No entanto, a formalização do ocaso bolchevique veio em dezembro daquele ano, há exatas três décadas, com a ofensiva política de Boris Ieltsin e a renúncia de Mikhail Gorbatchov.

    Em 1991, trabalhava eu em Moscou como correspondente da Folha. Ao desembarcar, no ano anterior, sabia da aproximação de momentos históricos, mas, certamente, não imaginava a desintegração da superpotência militar, protagonista da Guerra Fria e personagem central do século 20.


    O poderio bélico, exibido em trepidantes desfiles militares na praça Vermelha, e a impressionante vastidão territorial, unindo da fronteira polonesa ao extremo oriente asiático, pareciam cobrir com um manto de longevidade a sucessora do autoritarismo czarista.

    Avaliação equivocada. A máquina soviética, capaz de enviar o primeiro homem ao espaço (Iúri Gagárin, em 1961), fracassou na missão de prover algumas das necessidades básicas à população. Chegou a receber, na era Gorbatchov, ajuda humanitária internacional, com alimentos descarregados em pistas de pouso prontas a receber bólidos da poderosa Força Aérea vermelha.

    Ao assumir o poder, em 1985, Gorbatchov reconheceu o estado putrefato do sistema e, para salvá-lo e preservar o poder do Partido Comunista, lançou reformas políticas (glasnost, transparência em russo) e econômicas (perestroika, reestruturação). Em breve, perderia o controle do processo mudancista.

    A glasnost proporcionou liberdades inauditas, como de expressão e de prática religiosa. Na diplomacia, a busca pelo fim da dispendiosa corrida armamentista com os EUA culminou na eliminação da Guerra Fria. Gorbatchov ganhou, em 1990, o Prêmio Nobel da Paz.

    A “gorbimania” ocidental contrastava com a veloz deterioração da popularidade do dirigente no plano doméstico. A perestroika representou retumbante fracasso, com reformas tímidas e sem norte, desaguando na maior crise econômica desde a Segunda Guerra Mundial.

    A paisagem moscovita emergia recortada por filas intermináveis, com soviéticos gastando horas à espera de pão ou de leite. Lojas estatais ofereciam prateleiras vazias.

    Gestava-se então o binômio crise econômica e separatismo, responsável por abreviar a aventura soviética. Líderes regionais, espalhados pela imensidão continental do país, de Brest a Vladivostok, responsabilizavam o Kremlin pela escassez de produtos e estimulavam sentimentos separatistas, prometendo avanços quando se livrassem do poder central, em Moscou.

    Líder da Rússia, a maior das 15 unidades a formar a multiétnica URSS, Boris Ieltsin abandonou o passado comunista, catalisou a insatisfação popular, incentivou o separatismo e se lançou como inimigo número um do sistema soviético e de Mikhail Gorbatchov.

    A 8 de dezembro, acompanhado dos líderes da Ucrânia e da Belarus, Ieltsin anunciou não mais reconhecer o poder soviético e decretou o fim da URSS. O mapa-múndi passou a desenhar 15 países onde havia apenas um.

    Gorbatchov tentou resistir. Porém, enfraquecido politicamente, renunciou a 25 de dezembro. A bandeira tricolor russa tremulou no Kremlin, no lugar da foice e martelo sobre um fundo vermelho.

    Deixei Moscou em 1994, para experimentar a estranha sensação de haver chegado a um país, a União Soviética, e, na saída, despedir-me de outro, a Rússia.

    https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jaimespitzcovsky/2021/12/ha-30-anos-desintegrava-se-a-uniao-sovietica-personagem-central-do-seculo-20.shtml

  • Demanda por combustíveis fósseis mostra fragilidade das energias renováveis

    Demanda por combustíveis fósseis mostra fragilidade das energias renováveis

    Transição energética é o maior desafio da humanidade, mas poucos compreendem os sacrifícios para chegarmos lá

    19.out.2021 às 21h3

    Em seu recente livro, “How to Avoid a Climate Disaster” (Como evitar o desastre climático), Bill Gates define o “ágio verde” (“green premium”) como a diferença de custo entre fazer algo (produto, serviço ou atividade) da maneira tradicional (com emissão de carbono) e fazer o mesmo de forma limpa, “verde”.

    Organismos multilaterais e governos de países desenvolvidos têm forçado as empresas a implementar uma transição rápida para o mundo verde. Do lado privado, a mudança no comportamento do consumidor de países ricos e o ESG também contribuem na mesma direção.

    A transição energética – cuja meta é alcançar zero emissões líquidas em 2050–, é o maior desafio que a humanidade já teve, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). Poucos, no entanto, compreendem a magnitude dos sacrifícios necessários para chegarmos lá.

    Operações de extração de petróleo em Midland, nos Estados Unidos – Nick Oxford – 11.mai..2021/Reuters

    O ágio verde ainda é muito alto, e o encarecimento dos produtos frequentemente os torna inacessíveis para a população de mais baixa renda. A fabricação de aço mais limpo custa 30% mais caro, e o querosene de aviação mais limpo custa mais que o dobro que o tradicional.

    Os ambientalistas argumentam que este é um preço baixo a pagar para salvar a humanidade da catástrofe das mudanças climáticas. Mas não são os ambientalistas da ONU que pagam este “imposto verde”. Ao contrário dos pobres no Brasil e em países subdesenvolvidos, a população de países ricos pode se dar ao luxo de pagar mais caro.

    Neste ano, a volta à normalidade econômica em um cenário ainda com rupturas das cadeias de suprimento por conta da pandemia revelou a fragilidade da transição: irrompeu uma crise energética global. A crise elevou os preços do carvão, gás natural e petróleo, que por sua vez encarecem quase todos os produtos e aumentam o ágio verde. É o greenflation (inflação dos produtos verdes).

    A China tem sofrido com cortes de energia elétrica e racionamento; quase 150 mil empresas em Guangdong sofreram cortes em setembro. O crescimento econômico chinês, pujante no primeiro semestre, desacelerou significativamente neste terceiro trimestre, para 4,9%.

    A Europa está sob ameaça de apagões e diminuição de produção, em particular com a chegada do inverno. A crise hídrica no Brasil está conectada com a escassez de energia na Europa e Ásia. O Brasil tem importado uma quantidade recorde de gás natural liquefeito, contribuindo com a alta de preços internacionais e a alta nas tarifas de energia por aqui. Ironicamente, o mundo está no momento dependendo de mais combustíveis fósseis.

    A Aneel estipula três níveis de tarifas, conforme a produção de energia nas hidrelétricas do país. Os patamares de tarifa são denominados por cores: verde, amarelo e vermelho (que é dividido em nível 1 e 2)
    Aneel estipula três níveis de tarifas, conforme a produção de energia nas hidrelétricas do país. Os patamares de tarifa são denominados po Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress

    Porém, a despeito dos aumentos de preços dos combustíveis fósseis, não há aumento correspondente na sua produção. Nos últimos dez anos, os investimentos em exploração e produção das maiores petroleiras caíram à metade e migraram para a transição para energia renovável.



    As energias solar e eólica são intermitentes e difíceis de armazenar. E são muito deficientes em uma métrica importante: o EROI (uma comparação entre energia economizada e energia utilizada). Por exemplo, é preciso muito alumínio, cobre e outros metais –que consomem muita energia em sua fabricação– para fabricar turbinas eólicas e painéis solares.

    Está claro que a transição rápida para a economia de baixo carbono será conturbada e pode não ocorrer no prazo almejado pelos organismos multilaterais. Quando se mexe na matriz energética, algo complexo e interdependente, de cima pra baixo, de forma brusca, aumenta o risco e a fragilidade do sistema. Isso ficou explicitado pela crise global. Enquanto não se superam os imensos desafios tecnológicos para energia renovável acessível, uma solução pode ser a energia nuclear.

    https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helio-beltrao/2021/10/demanda-por-combustiveis-fosseis-mostra-fragilidade-das-energias-renovaveis.shtml

    Questões

    1 Quais são as críticas as fontes solar e eólica presente na reportagem?

    2 O que se entende como “ágio verde”?

    3 Por que a “transição energética” é o maior desafio que a humanidade tem diante de si?

    Energia insustentável

    Energia nuclear pode ser aliada contra a mudança climática?

    CLIMA E FATORES DO CLIMA (vídeo e atividades)

    Prof Luciano Mannarino

  • Terremoto atinge Peru e moradores do Acre e de Rondônia sentem tremor

    Terremoto atinge Peru e moradores do Acre e de Rondônia sentem tremor

    Vibração registrada foi de magnitude 5,7 e ocorreu próxima da superfície; apesar do susto, não há registros de acidentes

    Por iG Último Segundo

    Atualizada às 10/10/2021 08:08

    Terremoto atinge Peru e moradores de cidades brasileiras sentem tremor
    ReproduçãoTerremoto atinge Peru e moradores de cidades brasileiras sentem tremor

    O oeste do Peru foi atingido por um  terremoto de magnitude 5,7 durante a noite do último sábado (09). Registrado próximo da fronteira peruana com a brasileira e a boliviana, as oscilações terrestres foram sentidas em cidades do Acre e de Rondônia. Apesar do susto, não há registros de acidentes. As informações são do portal G1.

    Segundo serviço de monitoramento do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, em inglês) – portal que observa as atividades sísmicas pelo mundo -, o tremor teve seu epicentro em uma profundidade de 13,5 quilômetros. A distância é considerada muito pequena da superfície e o suficiente para causar grandes danos.

    No Acre, sete municípios sentiram os tremores de terra. Em Rio Branco, a Arena da Floresta – utilizada para a disputa da final do Campeonato Acreano entre Rio Branco e Humaitá – informaram que o abalo foi sentido pouco antes do fim da partida.

    Silas Nascimento, de 33 anos, motorista que mora na capital acreana, relata que sentiu algo diferente enquanto assistia televisão em sua casa. “Estávamos no sofá vendo TV e eu senti uma pequena tontura. Minha esposa falou que tinha sentido um balanço aí depois de alguns segundos nos demos conta do que aconteceu, que foi um tremor de terras. Fiquei preocupado, pois estou fazendo uma obra em casa e fiquei com medo de ter abalado a obra, mas foi um tremor bem fraco e não aconteceu nada”.

    https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2021-10-10/terremoto-peru-cidades-brasileiras-tremor.html

    Questões

    1 Explique os motivos para instabilidade tectônica no território peruano.

    2 Aponte fatores que contribuem para elevados número de vítimas e danos materiais causados por um terremoto.

    3 Como o Serviço Geológico dos Estados Unidos faz observações sobre abalos sísmicos ao longo da superfície terrestre do planeta?

    4 Por que o território brasileiro não é submetido a abalos sísmicos de grandes intensidades?

    5 Por que moradores do Acre e Rondônia sentiram pequenos tremores desse evento?

    NATURE: Sismômetros domésticos fornecem dados cruciais sobre o terremoto do Haiti

    Namazu e os terremotos. (Atividade)

  • Com secas e degradação, Caatinga perdeu 40% de água original em 35 anos (EF07GE11)

    Com secas e degradação, Caatinga perdeu 40% de água original em 35 anos (EF07GE11)

    EF07GE11

    Caracterizar dinâmicas dos componentes físico-naturais no território nacional,
    bem como sua distribuição e biodiversidade (Florestas Tropicais, Cerrados, Caatingas, Campos
    Sulinos e Matas de Araucária).

    Carlos Madeiro Colaboração para o UOL, em Maceió

    07/10/2021 04h00

    O avanço da degradação ambiental, somado a um período de estiagens severas, levou o bioma da Caatinga a perder 40% de sua água de origem natural entre 1985 e 2020. O dado consta no estudo “Mapeamento Anual de Cobertura e Uso da Terra na Caatinga”, do projeto MapBiomas. Ao todo, foram 79 mil hectares de superfície de água a menos nesses 35 anos, o que equivale a uma área de 96 mil campos de futebol oficiais.

    Carro-pipa capta água em rio em Santa Bárbara (BA)  - Fernando Vivas - 21.out.2016/Folhapress
    Com secas e degradação, Caatinga perdeu 40% de água original em 35 anos Carro-pipa capta água em rio em Santa Bárbara (BA) Imagem: Fernando Vivas – 21.out.2016/Folhapress

    A água natural de um bioma se constitui, especialmente, pelas bacias de rios e açudes já existentes na região. A redução de água no bioma foi compensada, em partes, pela construção de fontes artificiais, como os reservatórios de hidrelétricas. Somando todas as formas encontrada na superfície, o estudo apontou para 922 mil hectares de extensão média da água mapeada em 2020 (menos 8,27% no período de 35 anos).

    Onde está a água de superfície na Caatinga:

    Hidrelétricas – 304.994 hectares (42,7% do total)

    Reservatórios – 211.556 hectares (29,6%)

    Natural – 196.365 hectares (27,5%)

    Mineração – 1.584 hectares (0,2%)

    Caatinga é um bioma que ocupa 844 mil km² do Nordeste e do norte de Minas Gerais, cobrindo 10,1% do território brasileiro. Nele, moram 27 milhões de brasileiros em 1.210 cidades —entre elas, uma capital: Fortaleza. Segundo Washington Franca Rocha, coordenador da equipe de Caatinga do MapBiomas, a perda natural só não causou maiores estragos porque houve uma série de ações públicas recentes. “A gente verificou que, a partir de 2004, houve um investimento em construção de açudes, reservatórios, em infraestrutura hídrica para se armazenar água. Não tivemos uma crise hídrica mais grave por conta dessas ações”, afirma.

    Menos vegetação, menos água.

    A perda de água tem relação direta com a perda de cobertura vegetal. A área remanescente de vegetação nativa, entre 1985 e 2020, por exemplo, caiu 10%. Dos dez municípios que mais perderam essa vegetação natural no período, oito ficam na Bahia.

    Mapa de áreas degradas cresceu em 35 anos - Reprodução/MapBiomas - Reprodução/MapBiomas
    Mapa de áreas degradadas cresceu em 35 anos Imagem: Reprodução/MapBiomas Nesses 35 anos, foram ao menos 15 milhões de hectares de vegetação primária suprimidas

    “O que sustenta o bioma é a vegetação que retém água, não permitindo que ela, de forma acentuada, vá parar no oceano. Se você tira essa cobertura vegetal de forma acelerada, o que vai acontecer é que áreas mais expostas, sem cobertura, tendem a ficar secas”, explica.

    Isso acende um alerta a essas ameaças ao bioma. Reforça a condição de que o bioma está se tornando ainda mais seco. Tivemos uma redução contínua, não cíclica, como a gente consegue mostrar em um período de 35 anos. Algo está acontecendo na região que está se sobrepondo e causando a perda de água.Washington Franca Rocha, do MapBiomas Segundo Rodrigo Vasconcelos, da UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana) e da equipe do MapBiomas Caatinga, a queda começou a se acentuar a partir de 2009. “Hoje, uma minoria [da água superficial] é natural, o que indica a necessidade de novas —e manutenção das atuais— políticas públicas para dar sustentabilidades a estados e municípios”, afirma. O que fica claro, ao longo da série temporal, é que o bioma vem apresentando uma perda de água. Isso merece destaque quando avaliamos que essa redução ocorre em todas as bacias. Há uma forte tendência de diminuição em termos de área mapeada. Rodrigo Vasconcelos, da UEFS e do MapBiomas.

    Rio São Francisco “seca”

    Em 35 anos, o maior reservatório do Nordeste: o rio São Francisco, perdeu 30.679 hectares de superfície com água —o que corresponde a 4,16% do volume total. O pesquisador Humberto Barbosa, coordenador do Lapis (Laboratório de Processamento de Imagens de Satélite), da Ufal (Universidade Federal de Alagoas), publicou um artigo –junto com outros pesquisadores, em 23 de setembro– em que aponta a degradação ambiental acelerando e causando danos na bacia.

    “Nos últimos anos, toda aquela área do São Francisco vem enfrentando degradação, com a mudança no uso e ocupação do solo, que inclui a conversão de terras para a agricultura, em detrimento da vegetação nativa. Os períodos secos são relativamente comuns no rio São Francisco, mas há uma crescente preocupação sobre a capacidade de esse rio responder a esses eventos de secas”, conta. 2019:

    Sertania - Leo Caldas/Folhapress - Leo Caldas/Folhapress
    Agricultores de Sertânia (PE) buscam água ao lado de canal seco da transposição do São Francisco Imagem: Leo Caldas/Folhapress

    Barbosa diz que isso ocorre em razão da tendência das secas se tornarem mais frequentes e extremas, devido aos efeitos da mudança climática. O semiárido brasileiro é a região do Brasil mais afetada pela mudança climática. Simulações de modelos climáticos indicam possibilidade de redução de cerca de 40% das chuvas na região ainda neste século. A região já conta com 13% do seu território em processo de desertificação. Humberto Barbosa, Lapis/Ufal Segundo ele, as grandes secas que afetaram o rio São Francisco estiveram historicamente mais concentradas na região do Baixo São Francisco (entre Alagoas e Sergipe). “Mas, de acordo com a nossa pesquisa, há sinais de condições crescentes de seca nas demais áreas da bacia, como é o caso do Alto e Médio São Francisco”, explica, lembrando que, nessas áreas, estão localizadas as usinas hidrelétricas de Três Marias (MG), Sobradinho (BA) e Luiz Gonzaga (PE), além de importantes áreas agrícolas”, revela.

    Vista de satélite da barragem de Sobradinho (BA): perdas afetam o rio São Francisco - Planet Scope/Lapis/Ufal - Planet Scope/Lapis/Ufal
    Vista de satélite da barragem de Sobradinho (BA): perdas afetam o rio São Francisco Imagem: Planet Scope/Lapis/Ufa

    Com a maior escassez de água, Barbosa ainda aponta para uma tendência de acirramento nas disputas pelo seu uso. “A avaliação dos impactos de eventos intensos de seca na bacia do rio São Francisco é fundamental para desenvolver estratégias adequadas de adaptação e mitigação desses conflitos”, pontua.

    https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2021/10/07/com-secas-e-degradacao-caatinga-perdeu-40-de-agua-original-em-35-anos.htm

    Questões.

    Prof Luciano Mannarino

    Vegetação

    Domínio Caatinga

    Crise do Clima “Nordeste”

  • Coreias do Norte e do Sul restabelecem comunicação encerrada há dois meses

    Coreias do Norte e do Sul restabelecem comunicação encerrada há dois meses

    Regime de Kim Jong-un havia cortado diálogo em agosto; reaproximação ocorre após escalada de corrida armamentista

    3.out.2021 às 22h26

    SEUL | REUTERS e AFP

    As Coreias do Norte e do Sul restabeleceram seus canais de comunicação na manhã desta segunda (4, noite de domingo no Brasil), dois meses após Pyongyang encerrar a interlocução completamente.

    O anúncio foi feito em um comunicado pelo ministério sul-coreano de Unificação, segundo o qual autoridades dos dois países fizeram sua primeira ligação telefônica desde agosto.

    O ditador norte-coreano, Kim Jong-un – 29.set.21/KCNA/Reuters

    “Com a restauração da linha de comunicação Sul-Norte, o governo [de Seul] considera que se criou uma base para a recuperação das relações intercoreanas”, afirmou a pasta. Mais cedo, ao anunciar que a comunicação seria restabelecida, a agência de notícias estatal norte-coreana KCNA disse que “as autoridades sul-coreanas devem fazer esforços para colocar as relações Norte-Sul no caminho certo”

    O regime do ditador Kim Jong-un interrompeu os canais de diálogo com Seul no início de agosto, em sinal de protesto contra exercícios militares entre as Forças Armadas da Coreia do Sul e dos EUA. O corte ocorreu poucos dias após as Coreias restabelecerem as comunicações depois de um ano de silêncio.

    Bandeira da Coreia do Norte sobre multidão que compareceu à celebração do aniversário do país, em Pyongyang
    Bandeira da Coreia do Norte sobre multidão que compareceu à celebração do aniversário do país, em Pyongyang KCNA – 9.set.21/AFPMAIS 

    O gesto de reaproximação desta segunda-feira se dá em um contexto de acirramento da corrida armamentista na península coreana ao longo dos últimos meses. Em setembro, Pyongyang e Seul realizaram disparos de mísseis balísticos, em uma demonstração de algumas das armas mais sofisticadas que os países têm desenvolvido.

    A diferença entre as ações militares das duas Coreias é que os sistemas de mísseis balísticos do Norte foram alvo de sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, entidade responsável por zelar pela paz em âmbito mundial.

    https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2021/10/coreias-do-norte-e-do-sul-restabelecem-comunicacao-encerrada-ha-dois-meses.shtml

    Questões

    1 De que forma a trajetória desses países se relacionam como o Mundo Bipolar do pós 2 Guerra Mundial?

    2 Por que a Coreia do Sul se tornou um “Tigre Asiático”?

    3 Explique a criação do Conselho de Segurança da ONU destacando a sua atual formação. Quais são suas principais atribuições?

    4 Por que o que aconteceu com as “Alemanhas” não aconteceu com as “Coreias” após a Era Gorbatchev?

    A GEOPOLÍTICA DO PÓS GUERRA (vídeo e atividades)

    Coreia do Norte (Resumo)

    Inundações e deslizamentos de terra na Coreia do Sul matam ao menos 26 (atividade)

    Prof Luciano Mannarino.