Tag: geoverdade

  • O que são pedras preciosas?

    Pedras preciosas

    Diz-se das substâncias minerais que, por qualidades diversas, podem ser transformadas em joias e ornamentos e de arte. As pedras preciosas são bastante duras, não se deixando riscar por uma ponta de aço, sendo transparentes, pelo menos translúcidas.

    Podem ter cores e nuances, diversas. Dentre as gemas preciosas podemos citar: zirconita, diamante, safira branca, topázio branco, turmalina, água marinha etc.

    As pedras preciosas constituem um importante capítulo da geologia econômica. O ciclo da mineração no século XVIII teve grande importância no desbravamento e ocupação do solo brasileiro.

    Fonte: Novo dicionário geológico-geomorfológico – Antonio Teixeira Guerra, Antonio José Teixeira Guerra. Rio de Janeiro – Bertrand Brasil, 1997.

    Prof. Luciano Mannarino

    TIPOS DE ROCHAS E CICLO DAS ROCHAS (vídeo e atividades)

    Intemperismo, Erosão, Transporte e Sedimentação.

    Apresentação do Professor de Geologia…

  • O que é o Escoamento Superficial?

    Escoamento Superficial

    EF06GE04

    É o escoamento de água eu ocorre nas encostas, quando o solo se torna saturado. Essa pode ser uma tradução para o termo inglês runoff. Ele ocorre quando a capacidade de infiltração da superfície do solo é excedida e não consegue mais absorver água. As pequenas depressões do solo vão ficando cheias de água, que começa a escoar pela superfície.

    Logo no início do processo, há uma tendência de a água se escoar de forma mais ou menos irregular, pela superfície do terreno. Mas à medida que a chuva continua, o escoamento tende a ser mais bem distribuído, e nesse caso denomina-se de escoamento em lençol. Se a chuva continuar caindo, o escoamento pode começar a se canalizar em sulcos, formando as ravinas. Essas formas erosivas podem se alargar, ao longo do tempo, e dar origem a voçorocas.

    voçoroca – internet

    Nesse caso, quando o escoamento de água aprofunda essas formas erosivas, pode até alcançar o lençol freático, acontecendo, dessa forma, um escoamento de águas, mais frequente, dentro das voçorocas. Resumindo, o escoamento superficial é de importância capital, para se compreender os erosivos nas encostas.

    Fonte: Novo dicionário geológico-geomorfológico – Antonio Teixeira Guerra, Antonio José Teixeira Guerra. Rio de Janeiro – Bertrand Brasil, 1997.

    Prof Luciano Mannarino

    Cidades precisam mudar estratégia para lidar com águas

    Inundações e deslizamentos de terra na Coreia do Sul matam ao menos 26 (atividade)

    Tragédia em Petrópolis: chuvas de verão extremas são reflexo das mudanças climáticas?

  • O que é o Escoamento Subsuperficial?

    Escoamento subsuperficial 

    É o fluxo de água que ocorre em sub-superfície. A água que percola no solo pode encontrar uma descontinuidade com menor permeabilidade e começar a escorrer lateralmente, dentro do solo, em subsuperfície.

    Escoamento Subsuperficial

    Os horizontes tilais argilosos, por exemplo, podem provocar a existência do escoamento subsuperficial. A presença da rocha matriz, em subsuperfície, próximo do horizonte A, também pode dar origem a esse tipo de escoamento de água. O escoamento subsuperficial pode dissolver alguns minerais mais solúveis e criar verdadeiros túneis dentro do solo, podendo haver o colapso do teto desses dutos, originando o aparecimento de voçorocas.

    Voçoroca

    Neste caso, quase sempre essas formas erosivas são de grande expressão espacial, tanto em termos de profundidade, como de largura e comprimento, pois esses dutos vão se formando e se alargando, sem que o homem perceba o que está acontecendo em subsuperfície. Os problemas costumam ser mais sérios, quando esse tipo de escoamento ocorre em áreas urbanizadas, onde casas e ruas são destruídas, bem como pessoas podem morrer. 

    Fonte: Novo dicionário geológico-geomorfológico – Antonio Teixeira Guerra, Antonio José Teixeira Guerra. Rio de Janeiro – Bertrand Brasil, 1997.

    Professor Luciano Mannarino

  • Nuvem de areia do Saara deve chegar ao Brasil nos próximos dias.

    EF06GE03

    Descrever os movimentos do planeta e sua relação com a circulação geral da
    atmosfera, o tempo atmosférico e os padrões climáticos.

    Colaboração para o UOL, em São Paulo 09/03/2022

    Indicadores meteorológicos detectaram que uma nuvem vinda do deserto do Saara está se aproximando da costa do Brasil. De acordo com a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA), sensores a bordo de dois satélites (SNPP e NOAA-20) registraram um material particulado na atmosfera sobre o Oceano Atlântico, perto da costa do Nordeste brasileiro, no domingo (06). O fenômeno, que é recorrente, também é chamado por especialistas de “nuvem de poeira Godzilla”, por sua dimensão.

    Ilustração de nuvem de areia se aproximando do Brasil

    O transporte de areia pelas massas de ar deve prosseguir nos próximos dias sobre o Oceano Atlântico e vai alcançar as áreas continentais da América do Sul e do Caribe, segundo a MetSul Meteorologia. Os estados do Norte também devem testemunhar a passagem da poeira. Essas projeções foram divulgadas pelo Serviço de Monitoramento Atmosférico Copernicus da União Europeia.

    Nuvens de areia saariana geralmente se deslocam através do Oceano Atlântico a partir da África. Esse fenômeno ocorre principalmente do fim da primavera ao início do outono no Hemisfério Norte. No entanto, se for grande o suficiente e com ventos favoráveis, a poeira pode viajar milhares e prosseguir também para as Américas Central, do Norte e áreas mais ao norte da América do Sul, de acordo com a Metsul.

    A poeira saariana também deve provocar impactos climáticos temporários, visto que ela deve chegar com ar extremamente seco e isso tende a inibir a formação de ciclones tropicais como tempestades tropicais e furacões.

    Para que um ciclone tropical aconteça, é necessário que o ambiente esteja quente, úmido e calmo. Por isso, no curto prazo a temporada de furacões do Atlântico Norte estará mais amena.

    Impacto ambiental

    Apesar de soar assustadora, um estudo a partir de dados da NASA mostrou que a poeira do Saara é benéfica para a Floresta Amazônica, porque os componentes presentes entre as partículas de areia podem abastecer muitas espécies da flora local, e consequentemente, contribuir para melhores condições de vida da fauna.

    Estima-se, segundo a Metsul, que a poeira levantada seja oriunda da Depressão de Bodélé, um antigo leito de lago localizado Chade, formado por minerais rochosos compostos de microorganismos mortos, mas repleto de fósforo. Esses elementos são nutrientes essenciais para as proteínas e o crescimento das plantas, do qual o bioma amazônico depende para impulsionar o florescimento de variedade vegetal.

    Esses nutrientes, que também podem ser identificados em fertilizantes comerciais, são escassos nos solos amazônicos. Folhas caídas em decomposição e matéria orgânica fornecem a maioria dos nutrientes, que são rapidamente absorvidos pelas plantas e árvores após entrarem no solo. Alguns nutrientes, entretanto, incluindo o fósforo, são levados pela chuva para riachos e rios.

    O levantamento também aponta que cerca de 22 mil toneladas de fósforo vindos da poeira do Saara chegam ao território amazônico todos os anos. Uma quantidade quase equivalente à que é perdida pelas chuvas e inundações. O estudo visa entender o papel da poeira e dos aerossóis no meio ambiente e no clima local e global.

    https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2022/03/09/nuvem-de-areia-do-saara-deve-chegar-ao-brasil-nos-proximos-dias.htm

    Questões

    1. De que forma a “nuvem de poeira godzila” contribui para a fertilidade dos solos amazônicos?

    2. Explique o processo de lixiviação.

    3. Qual o papel dos aerossóis na elevada precipitação na Amazônia?

    Prof Luciano Mannarino

  • Rússia, EUA, China, Coreia do Norte: qual país tem mais armas nucleares?

    Rússia, EUA, China, Coreia do Norte: qual país tem mais armas nucleares?

    Marcelle Duarte – UOL

    09/02/2022

    Hoje, nove países do mundo possuem, comprovada ou alegadamente, armas atômicas. É o chamado “clube nuclear”. Neste contexto, o temor de uma possível terceira guerra mundial ganha novos contornos, com os recentes embates e rusgas entre Estados Unidos, Rússia, China e Coreia do Norte – justamente as nações com maior poderio.

    Em 1968, esforços internacionais de paz levaram à assinatura do TNP (Tratado de Não-Proliferação Nuclear), que entrou em vigor em 5 de março de 1970. Atualmente, conta com a adesão de 189 países, cinco dos quais são reconhecidos como “Estados com armas nucleares” (EAN ou NWS, do inglês nuclear-weapon states).

    São eles, em ordem de fabricação das bombas: Estados Unidos, Rússia (ex-União Soviética), Reino Unido, França e China. Possuem a grande maioria das armas nucleares conhecidas do mundo e, nos termos do tratado, podem mantê-las e também desenvolver pesquisas na área – mas são proibidos de repassar tecnologia bélica a outras nações. Esses também são os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e vencedores da Segunda Guerra Mundial.

    Três países que nunca fizeram parte do TNP realizaram testes nucleares ostensivos depois que o tratado entrou em vigor: Índia, Paquistão e Coreia do Norte. A nona nação do clube é Israel, amplamente creditado como detentor de armamento atômico, mas que se recusa a confirmar ou negar a informação e ainda não conduziu testes – detonações deste tipo não conseguem ser escondidas, pois são detectáveis por instrumentos.

    Vale destacar que a Coreia do Norte assinou o TNP, mas se retirou em 2003, realizando os primeiros testes nucleares três anos depois. Quatro outros países já possuíram bombas atômicas no passado: África do Sul, que desmontou seu arsenal antes de aderir ao tratado, Belarus, Cazaquistão e Ucrânia —as armas das três antigas repúblicas soviéticas foram repatriadas para a Rússia.

    Um levantamento do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri), de 2019, estima haver 13.890 ogivas nucleares pelo mundo – sendo 3.750 ativas, ou seja, implantadas estrategicamente. Em 1986, no fim da Guerra Fria, este número chegou a 70.300.

    “Não sabemos os números exatos dos arsenais, pois muitos países não revelam informações a respeito ou são ambíguos sobre o tema”, explica Vitelio Brustolin, pesquisador da Universidade Harvard e professor do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (INEST-UFF).

    Rússia e Estados Unidos possuem cerca de 92% dessas armas, mas têm reduzido mutuamente seus armamentos atômicos desde a dissolução da União Soviética. Por outro lado, relatórios recentes do Pentágono revelam a ampliação gradual do arsenal nuclear da China, Índia, Paquistão e Coreia do Norte. Além disso, há um forte candidato a décimo país com bomba atômica: o Irã, que nos últimos anos ameaça sair do TNP.

    Quantidade de ogivas ativas é capaz de destruir o planeta; saiba quais países têm mais bombas nucleares - Getty Images/iStockphoto
    Quantidade de ogivas ativas é capaz de destruir o planeta; saiba quais países têm mais bombas nucleares

    “Depois de um certo ponto, o aumento da quantidade implica em redundância, pois o arsenal conhecido atualmente já seria capaz de destruir o planeta”, ressalta Brustolin. “Podemos dizer que estamos em uma retomada da Guerra Fria, porém com circunstâncias e contexto diferentes daqueles que se estenderam do final da Segunda Guerra até 1991. O mundo não é mais ‘bipolar’; estamos em meio a alinhamentos multipolares.”

    Guerra nuclear?

    “Uma guerra nuclear é altamente improvável”, acredita o professor. “Isso não significa, no entanto, que um conflito armado convencional entre estados específicos não venha a acontecer. Se de fato houver o uso da força, é provável que seja por meio não atômico.” Uma guerra nuclear seria potencialmente catastrófica não apenas para os países envolvidos, mas para o mundo em geral. Diversos riscos afastam essa possibilidade, entre eles:

    • destruição mútua
    • perdas irreparáveis de cidades inteiras e milhões de habitantes potencial
    • inverno nuclear
    • prejuízos para o mundo todo, perdendo muito mais do que se ganharia com a guerra

    Para uma guerra atômica, a estratégia deve ser bem diferente daquela para conflitos convencionais. “No primeiro ataque, seria preciso destruir ao máximo a capacidade do oponente de contra-atacar. Caso contrário, os dois lados serão alvejados e poderão se destruir mutuamente”, diz Brustolin.

    Muitas das armas não estão em terra, mas em submarinos nucleares cuja localização é incerta. “Por isso, eles são armas tão estratégicas: ao mapear o território do oponente e de aliados em busca de locais de lançamento de armas nucleares, é muito difícil determinar em que local do planeta estão os submarinos.”

    Há temores em relação a grupos terroristas, como a Al Qaeda ou o Estado Islâmico, que poderiam fabricar uma bomba atômica rudimentar, caso tenham acesso a urânio ou plutônio enriquecido.

    Conheça os detalhes dos projetos nucleares das principais nações que já possuem estes armamentos: Estados Unidos Militares dos Estados Unidos fotografam momento da explosão da bomba atômica em Hiroshima, no Japão, em 6 de agosto de 1945.

    Estados Unidos

    bomba - EFE - EFE
    Militares dos Estados Unidos fotografam momento da explosão da bomba atômica em Hiroshima, no Japão, em 6 de agosto de 1945

    Ogivas: 5.500

    Ogivas ativas: 1.375

    Primeiro teste nuclear: 1945

    As primeiras armas nucleares do mundo foram desenvolvidas pelos EUA, durante a Segunda Guerra Mundial, por meio do Projeto Manhattan – uma força-tarefa em resposta ao nazismo, em cooperação com o Reino Unido e o Canadá, que mobilizou cientistas, engenheiros e militares, entre 1942 e 1947. O físico Robert Oppenheimer, diretor do projeto, é considerado o “pai da bomba atômica”.

    A primeira delas foi detonada em 16 de julho de 1945 e menos de um mês depois os Estados Unidos dispararam duas bombas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, em 6 e 9 de agosto, respectivamente. Nas explosões devastadoras, morreram entre 129 mil e 226 mil pessoas, a maioria civis. Até hoje, esta foi a única vez que armas nucleares foram usadas em uma batalha.

    O Projeto Manhattan, na verdade, teve início em 1939, quando Franklin Roosevelt, então presidente norte-americano, recebeu uma carta assinada pelos cientistas Leo Szilard e Albert Einstein, alertando sobre um possível projeto da Alemanha nazista para construção de armas atômicas. O objetivo, então, era se antecipar à bomba alemã, acabar com a guerra e evitar próximos conflitos desta magnitude.

    Mais tarde, durante a Guerra Fria com a então União Soviética, os Estados Unidos também se tornaram o primeiro país a desenvolver armas termonucleas da geração anterior, funcionando por fusão (em vez de fissão) nuclear, como acontece com a energia do Sol. O primeiro teste de um protótipo aconteceu em 1952 (Ivy Mike), no Atol Enewetak, nas remotas Ilhas Marshall.

    Em 1954, os EUA fizeram sua maior detonação nuclear até hoje (Castele Bravo), no Atol Bikini – com 15 megatons, foi cerca de mil vezes mais potente que a bomba de Hiroshima. É a quinta maior explosão atômica da história, excedida apenas por quatro testes soviéticos.

    Rússia (sucessora da União Soviética)

    bomba - Mikhail Svetlov/Getty Images - Mikhail Svetlov/Getty Images
    Míssil nuclear russo na Praça Vermelha, em Moscou, Rússia, durante o desfile militar marcando o 75º aniversário da derrota nazista na Segunda Guerra Mundial.

    Ogivas: 6.257

    Ogivas ativas: 1.456

    Primeiro teste nuclear: 1949

    A segunda nação a desenvolver armas nucleares foi a antiga União Soviética (URSS); o primeiro teste aconteceu em 1949, chamado RDS-1. Este projeto foi realizado, parcialmente, com informações obtidas via espionagem nos Estados Unidos, durante e após a Segunda Guerra. O objetivo era atingir um balanço de forças durante a Guerra Fria. A URSS detonou o explosivo mais poderoso de nossa história, a Tsar Bomba – sua potência teórica é de 100 megatons, mas foi reduzida intencionalmente para 50 durante o teste. Outras bombas soviéticas, com cerca de 20 megatons, ocupam o segundo, terceiro e quarto postos da lista.

    China

    china - Reprodução - Reprodução

    Ogivas: 350

    Ogivas ativas: desconhecido

    Primeiro teste nuclear: 1964

    A China detonou seu primeiro dispositivo de arma nuclear (batizado 596) em 1964, na área de testes Lop Nur. Foi uma resposta aos Estados Unidos e à União Soviética, que protagonizavam a Guerra Fria. Em 1967, testou sua primeira bomba de hidrogênio – foi o salto de tecnologia fissão-fusão mais curto da história. O país é o único do TNP a garantir uma política de “não primeiro uso”; ou seja, só usará suas armas nucleares em resposta a um ataque.

    Coreia do Norte

    bomba - Airbus Defense & Space and 38 North via Reuters - Airbus Defense & Space and 38 North via Reuters
    7.out.2016 – Imagem de satélite da região em torno do local do teste nuclear de Punggye-Ri, na Coreia do Norte.

    A Coreia do Norte é o único país, até hoje, que assinou e posteriormente se retirou do TNP – o anúncio de saída ocorreu em janeiro de 2003, depois que os Estados Unidos a acusou de manter, secretamente, um programa de enriquecimento de urânio. Dois anos depois, ela assumiu possuir armas atômicas funcionais – mas isso gerou dúvidas na comunidade internacional, pois não havia evidências concretas.

    Em 2006, realizou a primeira detonação nuclear, pouco potente, mas que confirmou seu poderio. Em 2016, iniciou os testes com bombas de hidrogênio – também bem menores que de seus rivais, com potência estimada de 250 quilotons.

    Mantém um programa nuclear ativo e cada vez mais sofisticado, violando normas internacionais.

    O Conselho de Segurança das Nações Unidas condena as atividades nucleares do país e impõe sanções cada vez mais severas às forças armadas e à economia norte-coreana. Em 2018, a Coreia do Norte anunciou a suspensão dos testes – um sinal para negociar um acordo de paz com os EUA, que ameaça retaliações, que por diversas vezes beiraram um confronto direto.

    Em 2022, Kim Jong Un já declarou uma possível retomada dos testes nucleares e de mísseis de longo alcance. “A política hostil e a ameaça militar dos Estados Unidos atingiram uma linha de perigo que não pode ser ignorada”, disse o Vale lembrar que o país conta com o apoio da China e, em menor medida, da Rússia.

    Bomba atômica brasileira?

    De acordo com o tratado, os cinco EANs têm o direito de manter suas bombas, mas os demais países que assinaram o TNP se comprometem a nem tentar construir armas nucleares – algo considerado injusto por algumas nações, pois concentra o poder de domínio e destruição mundial nas mãos das potências. Eles podem desenvolver tecnologia nuclear apenas para usinas de eletricidade, medicamentos, aparelhos médicos e outras atividades com fins pacíficos.

    “O Brasil tem, sim, tecnologia e capacidade para produção de armas nucleares, mas renunciou à sua produção e isso trouxe importantes impactos de soft power e smart power”, ressalta Brustolin. “Atualmente, temos um parque de centrífugas para enriquecer urânio e estamos produzindo um submarino com reator nuclear para movimentar os motores, garantindo autonomia de navegação por todo o extenso litoral.

    https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2022/02/09/qual-pais-tem-mais-armas-nuclearea.htm

    Há 30 anos, desintegrava-se a União Soviética, personagem central do século 20

    Desarmamento nuclear é nobre, mas algo limitado pela política (atividade)

    Prof Luciano Mannarino