Categoria: ATIVIDADES

Modelos de atividades para a Sala de Aula (Geografia)

  • BNCC – ENSINO FUNDAMENTAL-COMPETÊNCIAS E HABILIDADES EM GEOGRAFIA (6 ao 9)

    SEXTA SÉRIE

    (EF06GE01)

    Comparar modificações das paisagens nos lugares de vivência e os usos desses
    lugares em diferentes tempos.

    (EF06GE02)

    Analisar modificações de paisagens por diferentes tipos de sociedade, com
    destaque para os povos originários.

    (EF06GE03)

    Descrever os movimentos do planeta e sua relação com a circulação geral da
    atmosfera, o tempo atmosférico e os padrões climáticos.

    (EF06GE04)

    Descrever o ciclo da água, comparando o escoamento superficial no ambiente urbano e rural, reconhecendo os principais componentes da morfologia das bacias e das redes hidrográficas e a sua localização no modelado da superfície terrestre e da cobertura vegetal.

    (EF06GE05)

    Relacionar padrões climáticos, tipos de solo, relevo e formações vegetais.

    (EF06GE06)

    Identificar as características das paisagens transformadas pelo trabalho humano a partir do desenvolvimento da agropecuária e do processo de industrialização.

    (EF06GE07)

    Explicar as mudanças na interação humana com a natureza a partir do surgimento das cidades.

    (EF06GE08)

    Medir distâncias na superfície pelas escalas gráficas e numéricas dos mapas.

    (EF06GE09)

    Elaborar modelos tridimensionais, blocos-diagramas e perfis topográficos e de vegetação, visando à representação de elementos e estruturas da superfície terrestre.

    (EF06GE10)

    Explicar as diferentes formas de uso do solo (rotação de terras, terraceamento,
    aterros etc.) e de apropriação dos recursos hídricos (sistema de irrigação, tratamento e redes de distribuição), bem como suas vantagens e desvantagens em diferentes épocas e lugares.

    (EF06GE11)

    Analisar distintas interações das sociedades com a natureza, com base na
    distribuição dos componentes físico-naturais, incluindo as transformações da biodiversidade local e do mundo.

    (EF06GE12)

    Identificar o consumo dos recursos hídricos e o uso das principais bacias
    hidrográficas no Brasil e no mundo, enfatizando as transformações nos ambientes urbanos.

    (EF06GE13)

    Analisar consequências, vantagens e desvantagens das práticas humanas na
    dinâmica climática (ilha de calor etc.).

    SÉTIMA SÉRIE

    (EF07GE01)

    Avaliar, por meio de exemplos extraídos dos meios de comunicação, ideias e
    estereótipos acerca das paisagens e da formação territorial do Brasil.

    (EF07GE02)

    Analisar a influência dos fluxos econômicos e populacionais na formação
    socioeconômica e territorial do Brasil, compreendendo os conflitos e as tensões históricas e contemporâneas.

    (EF07GE03)

    Selecionar argumentos que reconheçam as territorialidades dos povos indígenas
    originários, das comunidades remanescentes de quilombos, de povos das florestas e do cerrado, de ribeirinhos e caiçaras, entre outros grupos sociais do campo e da cidade, como direitos legais dessas comunidades.

    (EF07GE04)

    Analisar a distribuição territorial da população brasileira, considerando a
    diversidade étnico-cultural (indígena, africana, europeia e asiática), assim como aspectos de renda, sexo e idade nas regiões brasileiras.

    (EF07GE05)

    Analisar fatos e situações representativas das alterações ocorridas entre o
    período mercantilista e o advento do capitalismo.

    (EF07GE06)

    Discutir em que medida a produção, a circulação e o consumo de mercadorias
    provocam impactos ambientais, assim como influem na distribuição de riquezas, em diferentes lugares.

    (EF07GE07)

    Analisar a influência e o papel das redes de transporte e comunicação na
    configuração do território brasileiro.

    (EF07GE08)

    Estabelecer relações entre os processos de industrialização e inovação
    tecnológica com as transformações socioeconômicas do território brasileiro.

    (EF07GE09)

    Interpretar e elaborar mapas temáticos e históricos, inclusive utilizando
    tecnologias digitais, com informações demográficas e econômicas do Brasil (cartogramas), identificando padrões espaciais, regionalizações e analogias espaciais.

    (EF07GE10)

    Elaborar e interpretar gráficos de barras, gráficos de setores e histogramas, com
    base em dados socioeconômicos das regiões brasileiras.

    (EF07GE11)

    Caracterizar dinâmicas dos componentes físico-naturais no território nacional,
    bem como sua distribuição e biodiversidade (Florestas Tropicais, Cerrados, Caatingas, Campos Sulinos e Matas de Araucária).

    (EF07GE12)

    Comparar unidades de conservação existentes no Município de residência e em
    outras localidades brasileiras, com base na organização do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC)

    OITAVA SÉRIE

    (EF08GE01)

    Descrever as rotas de dispersão da população humana pelo planeta e os
    principais fluxos migratórios em diferentes períodos da história, discutindo os fatores históricos e condicionantes físico-naturais associados à distribuição da população humana pelos continentes.

    (EF08GE02)

    Relacionar fatos e situações representativas da história das famílias do Município
    em que se localiza a escola, considerando a diversidade e os fluxos migratórios da população mundial.

    (EF08GE03)

    Analisar aspectos representativos da dinâmica demográfica, considerando
    características da população (perfil etário, crescimento vegetativo e mobilidade espacial).

    (EF08GE04)

    Compreender os fluxos de migração na América Latina (movimentos voluntários e
    forçados, assim como fatores e áreas de expulsão e atração) e as principais políticas migratórias da região.

    (EF08GE05)

    Aplicar os conceitos de Estado, nação, território, governo e país para o
    entendimento de conflitos e tensões na contemporaneidade, com destaque para as situações geopolíticas na América e na África e suas múltiplas regionalizações a partir do pós-guerra.

    (EF08GE06)

    Analisar a atuação das organizações mundiais nos processos de integração cultural
    e econômica nos contextos americano e africano, reconhecendo, em seus lugares de vivência, marcas desses processos.

    (EF08GE07)

    Analisar os impactos geoeconômicos, geoestratégicos e geopolíticos da ascensão
    dos Estados Unidos da América no cenário internacional em sua posição de liderança global e na relação com a China e o Brasil.

    (EF08GE08)

    Analisar a situação do Brasil e de outros países da América Latina e da África,
    assim como da potência estadunidense na ordem mundial do pós-guerra.

    (EF08GE09)

    Analisar os padrões econômicos mundiais de produção, distribuição e intercâmbio
    dos produtos agrícolas e industrializados, tendo como referência os Estados Unidos da América e os países denominados de Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

    (EF08GE10)

    Distinguir e analisar conflitos e ações dos movimentos sociais brasileiros, no
    campo e na cidade, comparando com outros movimentos sociais existentes nos países latino-americanos.

    (EF08GE11)

    Analisar áreas de conflito e tensões nas regiões de fronteira do continente
    latino-americano e o papel de organismos internacionais e regionais de cooperação nesses cenários.

    (EF08GE12)

    Compreender os objetivos e analisar a importância dos organismos de
    integração do território americano (Mercosul, OEA, OEI, Nafta, Unasul, Alba, Comunidade Andina, Aladi, entre outros).

    (EF08GE13)

    Analisar a influência do desenvolvimento científico e tecnológico na caracterização
    dos tipos de trabalho e na economia dos espaços urbanos e rurais da América e da África.

    (EF08GE14)

    Analisar os processos de desconcentração, descentralização e recentralização das atividades econômicas a partir do capital estadunidense e chinês em diferentes regiões no mundo, com destaque para o Brasil.

    (EF08GE15)

    Analisar a importância dos principais recursos hídricos da America Latina (Aquífero
    Guarani, Bacias do rio da Prata, do Amazonas e do Orinoco, sistemas de nuvens na Amazônia e nos Andes, entre outros) e discutir os desafios relacionados à gestão e comercialização da água.

    (EF08GE16)

    Analisar as principais problemáticas comuns às grandes cidades latino-americanas,
    particularmente aquelas relacionadas à distribuição, estrutura e dinâmica da população e às condições de vida e trabalho.

    (EF08GE17)

    Analisar a segregação socioespacial em ambientes urbanos da América Latina, com
    atenção especial ao estudo de favelas, alagados e zona de riscos.

    (EF08GE18)

    Elaborar mapas ou outras formas de representação cartográfica para analisar as redes e as dinâmicas urbanas e rurais, ordenamento territorial, contextos culturais, modo de vida e usos e ocupação de solos da África e América.

    (EF08GE19)

    Interpretar cartogramas, mapas esquemáticos (croquis) e anamorfoses geográficas
    com informações geográficas acerca da África e América.

    (EF08GE20)

    Analisar características de países e grupos de países da América e da África no que
    se refere aos aspectos populacionais, urbanos, políticos e econômicos, e discutir as desigualdades sociais e econômicas e as pressões sobre a natureza e suas riquezas (sua apropriação e valoração na produção e circulação), o que resulta na espoliação desses povos.

    (EF08GE21)

    Analisar o papel ambiental e territorial da Antártica no contexto geopolítico, sua
    relevância para os países da América do Sul e seu valor como área destinada à pesquisa e à compreensão do ambiente global.

    (EF08GE22)

    Identificar os principais recursos naturais dos países da América Latina, analisando
    seu uso para a produção de matéria-prima e energia e sua relevância para a cooperação entre os países do Mercosul.

    (EF08GE23)

    Identificar paisagens da América Latina e associá-las, por meio da cartografia,
    aos diferentes povos da região, com base em aspectos da geomorfologia, da biogeografia e da climatologia.

    (EF08GE24)

    Analisar as principais características produtivas dos países latino-americanos (como
    exploração mineral na Venezuela; agricultura de alta especialização e exploração mineira no Chile; circuito da carne nos pampas argentinos e no Brasil; circuito da cana-de-açúcar em Cuba; polígono industrial do sudeste brasileiro e plantações de soja no centro-oeste; maquiladoras
    mexicanas, entre outros).

    NONA SÉRIE

    EF09GE01)

    Analisar criticamente de que forma a hegemonia europeia foi exercida em várias
    regiões do planeta, notadamente em situações de conflito, intervenções militares e/ou influência cultural em diferentes tempos e lugares.

    (EF09GE02)

    Analisar a atuação das corporações internacionais e das organizações
    econômicas mundiais na vida da população em relação ao consumo, à cultura e à mobilidade.

    (EF09GE03)

    Identificar diferentes manifestações culturais de minorias étnicas como forma de
    compreender a multiplicidade cultural na escala mundial, defendendo o princípio do respeito às diferenças.

    (EF09GE04)

    Relacionar diferenças de paisagens aos modos de viver de diferentes povos na
    Europa, Ásia e Oceania, valorizando identidades e interculturalidades regionais.

    (EF09GE05)

    Analisar fatos e situações para compreender a integração mundial (econômica, política e cultural), comparando as diferentes interpretações: globalização e mundialização.

    (EF09GE06)

    Associar o critério de divisão do mundo em Ocidente e Oriente com o Sistema
    Colonial implantado pelas potências europeias.

    (EF09GE07)

    Analisar os componentes físico-naturais da Eurásia e os determinantes
    histórico-geográficos de sua divisão em Europa e Ásia.

    (EF09GE08)

    Analisar transformações territoriais, considerando o movimento de fronteiras,
    tensões, conflitos e múltiplas regionalidades na Europa, na Ásia e na Oceania.

    (EF09GE09)

    Analisar características de países e grupos de países europeus, asiáticos e da
    Oceania em seus aspectos populacionais, urbanos, políticos e econômicos, e discutir suas desigualdades sociais e econômicas e pressões sobre seus ambientes físico-naturais.

    (EF09GE10)

    Analisar os impactos do processo de industrialização na produção e circulação de
    produtos e culturas na Europa, na Ásia e na Oceania.

    (EF09GE11)

    Relacionar as mudanças técnicas e científicas decorrentes do processo de
    industrialização com as transformações no trabalho em diferentes regiões do mundo e suas consequências no Brasil.

    (EF09GE12)

    Relacionar o processo de urbanização às transformações da produção
    agropecuária, à expansão do desemprego estrutural e ao papel crescente do capital financeiro em diferentes países, com destaque para o Brasil.

    (EF09GE13)

    Analisar a importância da produção agropecuária na sociedade urbano-industrial
    ante o problema da desigualdade mundial de acesso aos recursos alimentares e à
    matéria-prima.

    (EF09GE14)

    Elaborar e interpretar gráficos de barras e de setores, mapas temáticos e
    esquemáticos (croquis) e anamorfoses geográficas para analisar, sintetizar e apresentar dados e informações sobre diversidade, diferenças e desigualdades sociopolíticas e geopolíticasMmundiais.

    (EF09GE15)

    Comparar e classificar diferentes regiões do mundo com base em informações
    populacionais, econômicas e socioambientais representadas em mapas temáticos e com diferentes projeções cartográficas.

    (EF09GE16)

    Identificar e comparar diferentes domínios morfoclimáticos da Europa, da Ásia e
    da Oceania.

    (EF09GE17)

    Explicar as características físico-naturais e a forma de ocupação e usos da terra
    em diferentes regiões da Europa, da Ásia e da Oceania.

    (EF09GE18)

    Identificar e analisar as cadeias industriais e de inovação e as consequências
    dos usos de recursos naturais e das diferentes fontes de energia (tais como termoelétrica, hidrelétrica, eólica e nuclear) em diferentes países.

  • Mudanças climáticas: um guia rápido para entender o aquecimento global (EM13CHS304)

    Mudanças climáticas: um guia rápido para entender o aquecimento global (EM13CHS304)

    EM13CHS304    
    Analisar os impactos socioambientais decorrentes de práticas de instituições governamentais, de empresas e de indivíduos, discutindo as origens dessas práticas, selecionando, incorporando e promovendo aquelas que favoreçam a consciência e a ética socioambiental e o consumo responsável.

    Temperatura do planeta está aumentando em decorrência das atividades humanas

    22.abr.2022 às 12h45

    BBC NEWS BRASIL

    As temperaturas mundiais estão subindo por causa da atividade humana, e as mudanças climáticas agora ameaçam todos os aspectos da vida humana.

    Se a situação não for controlada, os humanos e a natureza passarão por um aquecimento catastrófico, com o agravamento das secas, maior aumento do nível do mar e extinção em massa de espécies.

    Enfrentamos um grande desafio, mas existem soluções potenciais.

    Clima é o conjunto de condições médias de temperatura e ambiente num lugar, ao longo de muitos anos. A mudança climática é uma mudança nessas condições médias.

    BBC News Brasil - Mudanças climáticas: um guia rápido para entender o aquecimento global.
    A temperatura do planeta está aumentando em decorrência das atividades humanas, e as mudanças climáticas ameaçam todos os aspectos da nossa vida na Terra – Getty Images

    A rápida mudança climática que estamos vendo agora é causada pelo uso humano de petróleo, gás e carvão para casas, fábricas e transporte.

    Quando esses combustíveis fósseis queimam, eles liberam gases de efeito estufa – principalmente dióxido de carbono (CO2). Esses gases retêm o calor do Sol e fazem com que a temperatura do planeta aumente.

    O planeta está agora cerca de 1,2°C mais quente do que no século 19 – e a quantidade de CO2 na atmosfera aumentou em 50%.

    O ritmo de aumento da temperatura precisa diminuir se quisermos evitar as piores consequências das mudanças climáticas, dizem os cientistas. Eles afirmam que o aquecimento global precisa ser mantido em 1,5°C até o ano 2100.

    BBC

    No entanto, a menos que outras ações sejam tomadas, o planeta ainda pode aquecer mais de 2°C até o final deste século.

    Se nada for feito, os cientistas acreditam que o aquecimento global pode ultrapassar os 4ºC, levando a ondas de calor devastadoras, milhões perdendo suas casas devido à elevação do nível do mar e perda irreversível de espécies vegetais e animais.

    QUAL O IMPACTO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS?

    Eventos climáticos extremos já estão mais intensos, ameaçando vidas e meios de subsistência.

    Com o aquecimento adicional, algumas regiões podem se tornar inabitáveis, à medida que as terras agrícolas se transformam em desertos. Em outras regiões, está acontecendo o contrário, com chuvas extremas causando inundações históricas – como visto recentemente na China, Alemanha, Bélgica e Holanda.

    As pessoas nos países mais pobres sofrerão mais, pois não têm dinheiro para se adaptar às mudanças climáticas. Muitas cidades em países em desenvolvimento já têm que suportar climas muito quentes e isso só vai piorar.

    Nossos oceanos e seus habitats também estão ameaçados. A Grande Barreira de Corais na Austrália, por exemplo, já perdeu metade de seus corais desde 1995 devido aos mares mais quentes causados ​​pela mudança climática.

    Se a temperatura média global continuar a aumentar, quase todos os corais de água mais quente poderão desaparecer – Getty Images

    Os incêndios florestais estão se tornando mais frequentes à medida que as mudanças climáticas aumentam a incidência de clima quente e seco.

    E à medida que o solo congelado derrete em lugares como a Sibéria, gases de efeito estufa aprisionados por séculos serão liberados na atmosfera, agravando a mudança climática.

    Em um mundo mais quente, os animais terão mais dificuldade para encontrar a comida e a água de que precisam para viver. Por exemplo, os ursos polares podem morrer à medida que o gelo de que dependem derrete, e os elefantes terão dificuldade em encontrar os 150-300 litros de água de que precisam por dia.

    Cientistas acreditam que pelo menos 550 espécies podem desaparecer neste século, se medidas não forem adotadas.

    COMO AS DIFERENTES PARTES DO MUNDO SERÃO AFETADAS?

    As mudanças climáticas têm efeitos distintos em diferentes áreas do mundo. Alguns lugares aquecerão mais do que outros, alguns receberão mais chuvas e outros enfrentarão mais secas.

    Se o aumento da temperatura não puder ser mantido dentro de 1,5°C:

    * O Reino Unido e a Europa serão vulneráveis ​​a inundações causadas por chuvas extremas

    * Os países do Oriente Médio passarão por ondas de calor extremas e as terras agrícolas podem se transformar em deserto

    * Nações insulares na região do Pacífico podem desaparecer com a elevação do mar

    * Muitas nações africanas podem sofrer secas e escassez de alimentos

    * As condições de seca são prováveis ​​no oeste dos EUA, enquanto outras áreas verão tempestades mais intensas

    * A Austrália provavelmente sofrerá extremos de calor e seca

    Inundações em Londres em 2021 – Getty Images

    O QUE OS GOVERNOS ESTÃO FAZENDO?

    Os países concordam que a mudança climática só pode ser enfrentada trabalhando juntos e, em um acordo histórico em Paris em 2015, eles se comprometeram a tentar manter o aquecimento global em 1,5°C.

    O Reino Unido vai sediar uma cúpula para líderes mundiais, chamada COP26, em novembro, onde os países definirão seus planos de redução de carbono para 2030.

    Muitos países se comprometeram a chegar à neutralidade de carbono até 2050. Isso significa reduzir as emissões de gases de efeito estufa tanto quanto possível e equilibrar as emissões restantes absorvendo uma quantidade equivalente da atmosfera, por meio de tecnologias de captura de carbono, por exemplo.

    A maioria dos especialistas acredita que isso é possível, mas exigirá que governos, empresas e indivíduos façam grandes mudanças.

    O QUE OS INDIVÍDUOS PODEM FAZER?

    Grandes mudanças precisam vir de governos e empresas, mas os cientistas dizem que algumas pequenas mudanças no dia a dia podem limitar nosso impacto no clima:

    * Pegue menos voos

    * Não use carros ou opte por carro elétrico

    * Compre produtos com eficiência energética, como máquinas de lavar, quando precisarem de substituição

    * Mude de um sistema de aquecimento a gás para uma bomba de calor elétrica

    * Use material que isole sua casa do frio e do calor, evitando com isso usar aquecimento e ar-condicionado

    https://g1.globo.com/meio-ambiente/aquecimento-global/noticia/2022/04/22/mudancas-climaticas-um-guia-rapido-para-entender-o-aquecimento-global.ghtml

    Questões.

    Prof. Luciano Mannarino

  • Colonialismo tardio e dados imprecisos aprofundam diferenças entre países lusófonos (EM13CHS204/603)

    30.set.2021 às 4h00Atualizado: 2.out.2021 às 9h30

    GUARULHOS

    Nove pontos no mapa-múndi, distribuídos em quatro continentes, marcam hoje aquilo que é conhecido como a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

    A língua –ora tida como a quinta mais falada do mundo, ora como a sétima– é partilhada por um contingente aproximado de 260 milhões a 280 milhões de pessoas, número que deve dobrar até o final do século 21, se consideradas as projeções demográficas das Nações Unidas para a África, onde estão seis dos países lusófonos.

    Mais de cinco séculos após a expansão ultramarina de Portugal levar às ex-colônias o português, e muitas vezes impô-lo à força, essas nações compartilham a língua, alguns costumes e parte de suas histórias —mas estão longe de ser uma massa homogênea.

    Monumento aos Descobrimentos, referência às grandes navegações portuguesas, localizado em Lisboa, capital de Portugal, país que colonizou as demais nações que hoje compõem a comunidade lusófona
    Monumento aos Descobrimentos, referência às grandes navegações portuguesas, localizado em Lisboa, capital de Portugal, país que colonizou as Lalo de Almeida – 7.nov.17/FolhapressMAIS 

    Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste situam-se de maneira bem diferente nos índices internacionais que comparam áreas como economia, desenvolvimento humano e democracia. Há uma receita para ler essas diferenças, que envolve conhecimento sobre as características locais e pitadas de contexto histórico.

    Folha conversou com dois especialistas em lusofonia para saber quais fatores devem ser levados em conta na hora de analisar a radiografia dos países de língua portuguesa.

    Professor de economia da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, e ex-secretário-executivo da Comissão Econômica da ONU para a África, o guineense Carlos Lopes explica que o colonialismo tardio é um dos principais fatores que levaram os lusófonos a se desenvolverem de forma tão diferente.

    Enquanto o Brasil se tornou independente em 1822, os países de língua portuguesa localizados na África conquistaram sua independência mais de um século depois, na década de 1970. A independência tardia, afirma Lopes, teve dois efeitos principais.

    Com uma economia estruturada na dependência de matérias-primas, essas nações demoraram a iniciar o processo de industrialização, modernização econômica e diminuição da informalidade. “O colonialismo tardio traz com ele uma longa caminhada para chegar à transformação estrutural.”

    A conquista da independência em meio ao contexto da Guerra Fria também fez com que as novas nações tivessem de se posicionar de algum lado da disputa geopolítica, o que imprimiu contornos bem específicos às relações internacionais dos países. Houve ainda um atraso na formação de quadros políticos, já que, em geral, os lusófonos africanos chegaram à independência com um restrito acesso ao ensino superior, o que desembocou em problemas de gestão pública.

    “As antigas colônias portuguesas na África foram os últimos territórios do continente a contar com um estabelecimento de ensino superior”, diz a historiadora Helena Wakim Moreno, mestre pela USP e professora do Centro Universitário Sumaré. “Em Angola e Moçambique, essas instituições só foram formadas em 1963.”

    A contextos gerais se soma o que Lopes classifica como fabricações locais. “Na maior parte dos países, houve uma gestão do dinheiro público concentrada na classe dominante e, portanto, criou-se uma elite que gosto de chamar de rentista —aquela que suga a renda fácil que vem das matérias-primas”, diz.

    O comparativo internacional da lusofonia também pede cautela para a análise dos dados de nações africanas. Segundo Lopes, parte considerável das estatísticas dessas nações apresenta problemas nos censos —com exceção do arquipélago de Cabo Verde. “Nesses países temos uma média de 60% da população que não tem documentos, e apenas 10% das terras têm algum registro formal.”

    A situação não é melhor na contabilidade nacional, que fornece informações para que se possa, por exemplo, comparar o PIB (Produto Interno Bruto) dos países. O economista explica que os lusófonos africanos têm poucas atualizações na metodologia que afere a situação financeira. Um exemplo é Guiné-Bissau, onde o ano-base de dados econômicos ainda é o de 2007.

    “A economia que esses Estados conhecem é a das transações internacionais, como matérias-primas, balanço de pagamentos e ajuda financeira. As outras, de que os governos não precisam para funcionar, são abstraídas”, diz. “Isso exacerba a desigualdade, porque há uma parte significativa da população que vive às margens do Estado moderno.”

    Com esses contornos históricos, emergiram também nações muito diferentes quando os temas são o desenvolvimento humano e as liberdades democráticas —algo que muitos dos lusófonos africanos, por exemplo, só foram vivenciar na década de 1990, quando tiveram início eleições multipartidárias.

    “Os Estados estiveram por muito tempo submetidos a uma legislação do Estado colonial português que colocava uma série de restrições à educação e à economia”, diz Moreno. “Os africanos não podiam ser donos de comércios, e o desenvolvimento econômico estava nas mãos da elite colonial estrangeira.”

    Lopes acrescenta que o contexto histórico-social fez com que fossem retardadas as condições para que uma democracia plena emergisse na maioria dos países de língua portuguesa. Com uma administração pública que reconhecia apenas uma pequena parcela da sociedade —em geral, os colonos— como cidadãos, o comportamento cívico e participativo demorou a chegar para grande parte da lusofonia.

    “Os Estados, após a independência, alargaram mal a cidadania, porque havia um hábito da administração colonial de tratar a maior parte das pessoas como sujeitos, não como cidadãos”, diz. “E então começa a emergir uma democracia fechada, para os letrados. Isso exacerbou a etnicidade, o tribalismo.”

    Por isso, ele critica os comparativos internacionais que não levam em conta o contexto africano. “Digo que devemos democratizar a África e africanizar a democracia. Ou seja, aceitar que há um determinado número de características próprias do continente que precisam ser levadas em conta.”

    A partir desse incômodo, o economista participou da formulação do Índice Ibrahim de Governança Africana, que mede anualmente a qualidade da administração em 54 países africanos.

    Do outro lado do Atlântico, o Brasil, também uma jovem democracia, não têm mostrado grandes êxitos nos comparativos internacionais. O país vem caindo desde a década passada no ranking que mede a democracia e também despenca, por quatro anos consecutivos, no ranking de liberdade de imprensa.

    Desde 1996, os nove países lusófonos, que já compartilham a língua e parte de suas histórias, passaram a integrar a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, uma cúpula internacional cuja articulação teve grande participação do brasileiro José Aparecido de Oliveira (1929-2007), ex-ministro da Cultura.

    Lopes critica o que chama de “excitações diplomáticas” na história da CPLP e parte de sua arquitetura institucional. Um dos principais problemas seria o fato de as lideranças bienais da comunidade serem eleitas por meio de rotatividade geográfica. “Isso condena a comunidade a ter sempre uma pessoa designada pelo país da vez, em vez de escolher o melhor, a pessoa mais representativa e capaz.”

    Por outro lado, tece elogios e reconhece feitos que a mobilização diplomática já alcançou. “Veja a quantidade de líderes mundiais que a comunidade consegue produzir”, diz, referindo-se ao português António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas pelo segundo mandato consecutivo, ao brasileiro José Graziano, ex-diretor-geral da FAO (agência da ONU para Alimentação e Agricultura), e a ele próprio, que atua na ONU e já liderou a Comissão Econômica das Nações Unidas para África —uma espécie de Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) africana.

    A historiadora Helena Wakim Moreno afirma que a CPLP tem muito a oferecer aos falantes de português, especialmente se ampliar as prioridades para além “da tônica economicista adotada nos últimos anos”. Assim, para ela, mais cooperações universitárias, de pesquisa e ensino seriam bem-vindas.

    https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2021/09/colonialismo-tardio-e-dados-imprecisos-aprofundam-diferencas-entre-paises-lusofonos.shtml

    Habilidades do BNCC presentes no texto.

    EF08GE15 – Analisar o papel do processo de colonização na formação econômica, política, social e cultural dos diferentes territórios colonizados por Portugal.

    O texto aborda o impacto do colonialismo português, enfatizando as diferenças no desenvolvimento econômico e social dos países de língua portuguesa.

    EM13CHS601 – Analisar criticamente os processos de colonização e descolonização, levando em conta as diferentes trajetórias e seus impactos na organização sociopolítica, econômica e cultural das nações.

    O texto detalha como o colonialismo tardio influenciou a trajetória histórica dos países lusófonos, e como esses países lidaram com sua independência no contexto da Guerra Fria.

    EM13CHS202 – Analisar as desigualdades econômicas e sociais, considerando as influências dos processos históricos, políticos e culturais em diferentes contextos e épocas.

    O texto explora as desigualdades nos países lusófonos, relacionando-as com o colonialismo, a falta de estrutura educacional, e a concentração de poder econômico nas elites locais.

    EF09HI22 – Identificar e analisar processos históricos, dinâmicas políticas e econômicas e características culturais de países africanos, a partir da interação com outras sociedades e culturas.

    O texto fala sobre a independência tardia dos países africanos lusófonos, suas dificuldades econômicas, e os desafios enfrentados para consolidar democracias.

    EM13CHS504 – Analisar criticamente as interações entre os países e seus impactos econômicos, sociais, políticos e culturais em contextos de integração regional e internacional.

    O texto menciona a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e seus desafios em relação à representação e à liderança rotativa, e analisa os impactos da integração de países lusófonos.

    EM13CHS301 – Compreender as transformações nas relações de poder entre as nações, considerando as disputas hegemônicas e suas consequências para o desenvolvimento socioeconômico.

    O texto aborda o papel da Guerra Fria na posição dos países recém-independentes e as transformações políticas nas ex-colônias portuguesas.

    Atividade

    Como o colonialismo tardio afetou o desenvolvimento econômico e político dos países lusófonos na África, de acordo com o texto?

    Quais são as principais diferenças entre os países lusófonos, e como essas diferenças estão relacionadas ao contexto histórico de cada nação?

    De acordo com o texto, quais desafios específicos a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) enfrenta para se consolidar como um bloco internacional coeso?

    Qual é a crítica de Carlos Lopes sobre as estatísticas nos países lusófonos africanos, e quais são as implicações disso para a comparação internacional?

    Como o contexto histórico e social influenciou o atraso na democratização dos países lusófonos africanos?

    A partir do texto, como você interpreta a frase de Carlos Lopes: “devemos democratizar a África e africanizar a democracia”?

    Quais fatores históricos e sociais levaram à formação de uma elite rentista nos países lusófonos africanos, e quais são as consequências disso para a sociedade?

    Quais são as limitações apontadas no texto sobre a metodologia de cálculo do PIB em alguns países lusófonos africanos, como a Guiné-Bissau?

    De que maneira o texto sugere que o passado colonial dos países lusófonos ainda influencia suas políticas de desenvolvimento e cidadania atualmente?

    Como o Brasil se posiciona no cenário internacional em relação aos outros países lusófonos, conforme descrito no texto? Quais são seus principais desafios?

      Prof Luciano Mannarino

    1. Por que Toyota, Ford e outras montadoras fugiram do ABC Paulista? (EM13CHS202)

      EM13CHS202    
      Analisar e avaliar os impactos das tecnologias na estruturação e nas dinâmicas de grupos, povos e sociedades contemporâneos (fluxos populacionais, financeiros, de mercadorias, de informações, de valores éticos e culturais etc.), bem como suas interferências nas decisões políticas, sociais, ambientais, econômicas e culturais.

      Fechada em 2019, fábrica da Ford é desmontada em São Bernardo do Campo (SP); espaço dará lugar a centro de logística

      Do UOL, em São Paulo (SP) 11/04/2022 04h00

      Formado por sete municípios da Região Metropolitana de São Paulo, o ABC é considerado o berço da indústria automotiva brasileira e chegou a abrigar quase a totalidade das fábricas de veículos instaladas no País entre as décadas de 1950 e 1970. Contudo, já faz tempo que o ABC já não tem a mesma relevância. Ao longo das últimas décadas, montadoras têm direcionado investimentos para outras localidades do Brasil e algumas, inclusive, decidiram fechar as fábricas que mantinham no histórico polo industrial paulista.

      Fechada em 2019, fábrica da Ford é desmontada em São Bernardo do Campo (SP); espaço dará lugar a centro de logística

      Neste mês, a Toyota anunciou o fechamento da sua fábrica em São Bernardo do Campo, uma das principais cidades do ABC, ao lado de Santo André e São Caetano do Sul. Inaugurada há 60 anos, a linha de produção era a primeira aberta pela marca oriental fora do território japonês. Além disso, em 2019 a Ford fechou sua fábrica no mesmo município, cujo terreno foi vendido e dará lugar a um centro de logística – após ter a aquisição descartada por montadoras…

      UOL Carros consultou especialistas para explicar os motivos dessa “fuga” do ABC – com a ressalva de que a região segue com fábricas de importantes montadoras, como General Motors, Mercedes-Benz, Scania e Volkswagen, que recentemente anunciaram investimentos bilionários para modernizar e ampliar a produção das respectivas unidades ali instaladas..

      Especificamente em relação às fábricas de Toyota e Ford, ouvimos que ambas tiveram o fechamento decretado por estarem defasadas tecnologicamente e não compensarem aporte de novos recursos para sua atualização. No caso da Toyota, a empresa decidiu transferir as atividades de São Bernardo para suas linhas mais recentes em Indaiatuba, Porto Feliz e Sorocaba, no interior paulista, com a justificativa de buscar mais “sinergia” e competitividade no mercado local.

      A unidade do ABC não produz veículos desde 2001, quando o Bandeirante saiu de linha, e hoje fabrica peças de motores. A previsão é de que feche definitivamente as portas no ano que vem.

      Já o adeus da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo precedeu o fim das atividades em Taubaté (SP) e Camaçari (BA), no ano passado, quando a Oval Azul encerrou suas operações de manufatura em solo brasileiro. “Considero que, na visão da Toyota, o investimento para modernizar São Bernardo seria muito grande, levando em conta que a marca detém fábricas mais modernas e eficientes, nas quais já tem investido”, avalia Flavio Padovan, sócio da consultoria MRD Consulting e ex-executivo de montadoras como Ford, Volkswagen e Jaguar Land Rover..

      Em relação à Ford, Padovan entende que o fechamento já fazia parte dos planos de encerrar a produção no País. “Ainda assim, não dá para ignorar que a unidade do ABC era ineficiente e antiga, representava um custo morto, sem trazer benefício”.

      Guerra fiscal pulveriza investimentos.

      Segundo o consultor, não é coincidência o fato de as linhas de Toyota e Ford serem as mais defasadas das duas companhias. que, atraídas por vantagens tributárias e imobiliárias, já direcionavam os gastos para fora daquela região. “Assim como Detroit, nos EUA, o ABC foi o primeiro polo automotivo do seu país. Só que, ao longo dos anos, outros Estados e cidades iniciaram uma guerra fiscal e melhoraram a respectiva infraestrutura, enquanto as regiões pioneiras ficaram obsoletas para novos investimentos, que passaram a ficar restritos a companhias já ali consolidadas”.

      Desde os anos 1990, montadoras que ainda não produziam no Brasil preferiram se instalar fora do ABC Paulista, enquanto marcas já instaladas aqui também decidiram erguer novas fábricas em outros locais. Toyota e Honda foram para o interior de São Paulo; Renault e Volkswagen construíram linhas em São José dos Pinhais (PR); Ford investiu em Camaçari (BA); General Motors escolheu Gravataí (RS) para fazer o Chevrolet Onix; Nissan e Peugeot/Citroën selecionaram respectivamente, Resende e Porto Real. no Rio de Janeiro; Jeep elegeu Goiana (PE); e muito antes, lá nos anos 1970, Fiat preferiu Betim (MG) para dar início à sua atividade industrial no Brasil.

      Inaugurada há 60 anos, fábrica da Toyota em São Bernardo vai encerrar atividades no fim do ano que vem.

      O também consultor Ricardo Bacellar, sócio fundador da Bacellar Advisory Boards e conselheiro da SAE Brasil, avalia que os municípios do ABC ainda reúnem localização estratégica e excelente malha rodoviária para atraírem novos aportes de montadoras. Contudo, na ponta do lápis, têm perdido para a concorrência.

      “Por conta da exigência cada vez maior de investimentos para a produção de veículos mais seguros e eficientes, associada a um momento de baixas vendas e falta de componentes, as montadoras têm sido pressionadas como nunca a buscar o melhor custo-benefício na hora de investir”, afirma Bacellar. Dentro desse cenário, diz o especialista, os incentivos fiscais têm sido o principal atrativo, sobretudo na hora de defnir o local para a fabricação de novos produtos.

      Fabrica da Renault em São José dos Pinhais (PR); não é de ontem que montadoras têm preferido outras regiões.

      “As vantagens fiscais têm sido tão importantes que a Jeep preferiu erguer do zero todo um polo automotivo em Pernambuco, incluindo a cadeia de fornecedores. O órgão mais sensível é sempre o bolso e nesse caso não foi diferente.”

      Sindicato afugenta montadora?

      O ABC Paulista também é o berço do sindicalismo no Brasil e até hoje tem entidades atuantes – dentre elas, a mais emblemática é o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que atualmente faz campanha contra o fechamento da fábrica da Toyota em São Bernardo do Campo.

      Trabalhadores mobilizados e com representatividade forte teriam motivado o afastamento de montadoras da região? Para Ricardo Bacellar, o poder de negociação dos sindicatos lá instalados já foi “muito grande” na época em que o ABC reunia quase todas as fabricantes de veículos do País.

      “De fato, a questão sindical pode influenciar na decisão de onde construir uma fábrica. Porém, a mobilização de funcionários sindicalizados não é exclusividade do ABC e acontece em outras cidades. Acredito que esse critério faça mais sentido em locais ainda sem indústria instalada”, opina. Por sua vez, Flavio Padovan diz que sindicato “pesa” na hora de uma empresa decidir onde gastar seu dinheiro, mas não é um fator decisivo.

      “É natural que o sindicato exerça o direito de lutar por sua categoria. Ao longo do tempo, à medida que determinada região vai se desenvolvendo, os trabalhadores inevitavelmente vão se organizando”

      Procuramos o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para se manifestar sobre a influência da entidade sobre a migração de investimentos para fora da região. A entidade se manifestou por meio de nota, que fala especificamente da fábrica da Toyota.

      “O Sindicato tem pautado políticas públicas que promovam o crescimento do setor industrial e garantam que as fábricas existentes possam se manter e até receber investimento, porém nem o governo do Estado nem o governo federal têm se movimentado em defesa da indústria. Isso é falta de uma política industrial. O Brasil necessita urgentemente de uma política industrial para que o setor possa voltar a gerar empregos. O ABC é mais um reflexo disso”.

      Fechamento não é problema local’, diz prefeito de SBC Fábrica da Ford em São Bernardo do Campo é desmobilizada; nenhuma montadora quis comprar instalações Imagem: André Paixão/Primeira Marcha Segundo Orlando Morando (PSDB), prefeito de São Bernardo do Campo, o fechamento das fábricas da Toyota e da Ford e o direcionamento do investimento das montadoras para outras cidades e Estados não têm relação com sua gestão.

      “O problema é a falta de uma política pública de parte do governo federal para a geração e a manutenção de empregos, o que inclui a necessidade de reforma tributária. Da forma como está, o município fica engessado na sua capacidade de agir”,

      Especificamente em relação à instalação de fábricas de montadoras no interior paulista, Morando destaca que, desde a década de 1950, o valor dos terrenos e também o custo de vida nas cidades do ABC explodiram. “Hoje, o valor do metro quadrado na Região Metropolitana de São Paulo é infinitamente superior na comparação com o interior.

      Não há condição de doar terreno para montadoras”, pontua o prefeito. Ele acrescenta que, assim como no caso da Ford, sua gestão trabalha para que o terreno da Toyota seja vendido para “gerar empregos” e não para empreendimento residencial que gere “especulação imobiliária”. Morando finaliza, informando as iniciativas que sua gestão adotou para atrair projetos industriais de montadoras ou de outros setores: IPTU congelado e com desconto condicionado à geração de empregos; ISS fixado em 2%; e extinção da taxa de incêndio.

      https://www.uol.com.br/carros/noticias/redacao/2022/04/11/por-que-toyota-ford-e-outras-montadoras-fugiram-do-abc-paulista.htm

      Questões

      O que é uma deseconomia de aglomeração?

      O que seria a “guerra fiscal”?

      Explique o contexto político e econômico da chegada das montadoras de automóveis a partir da década de 1950 no Brasil?

      O texto menciona uma outra localidade no mundo que passou por esse processo? Justifique.

      Prof Luciano Mannarino

    2. O difícil caminho para o nosso Everest amazônico (EM13CHS306/302 – EFGE05)

      EM13CHS302
         Analisar e avaliar criticamente os impactos econômicos e socioambientais de cadeias produtivas ligadas à exploração de recursos naturais e às atividades agropecuárias em diferentes ambientes e escalas de análise, considerando o modo de vida das populações locais – entre elas as indígenas, quilombolas e demais comunidades tradicionais -, suas práticas agroextrativistas e o compromisso com a sustentabilidade.
      EM13CHS306
      Contextualizar, comparar e avaliar os impactos de diferentes modelos socioeconômicos no uso dos recursos naturais e na promoção da sustentabilidade econômica e socioambiental do planeta (como a adoção dos sistemas da agrobiodiversidade e agroflorestal por diferentes comunidades, entre outros).

      EF06G05
      Relacionar padrões climáticos, tipos de solo, relevo e formações vegetais

      Volta das excursões ao ponto mais alto do país pede preparo físico e psicológico

      8.abr.2022 à 0h05

      Ainda nos bancos escolares aprendemos que o Brasil não tem montanhas altas por tratar-se de território mais antigo cujos maiores picos sofreram mais milhões de anos de erosão que os de outras freguesias, lembram? Há até hoje intensa discussão entre acadêmicos que questionam se podemos ou não chamar de montanhas o que, na verdade, seriam apenas montes, morros, qualquer coisa longe da imponência de cordilheiras como a dos Andes ou a do reverenciado Himalaia, essas, sim, incontestavelmente dignas de serem chamadas de montanhas.

      Mas enquanto especialistas não resolvem se temos ou não montanhas para chamar de nossas, um grupo de montanhistas conta ansioso os dias para seguir até o cume mais alto do Brasil —o pico da Neblina, a exatos 2.993,78 metros de altitude segundo medição mais recente confirmada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) com a ajuda de satélite. Ou Yaripo, ” montanha do vento”, como o chamam reverentemente os índios da etnia yanomami, moradores e donos do pedaço cobiçado por garimpeiros.

      Vista de drone do Pico da Neblina com grupo-piloto no cume – Marcos Amend -6.jun.17/Folhapress

      E é para o Pico da Neblina, ou Yaripo, que acaba de ser reaberta a possibilidade de acesso a turistas muito especiais: aqueles que têm condicionamentos físico e psicológico suficientes para encarar não apenas os perrengues habituais de uma subida, mas a jornada até sua base pelas trilhas barrentas da floresta amazônica em um Toyota velho, mais sete horas de “voadeira”, a canoa com motor de popa tradicional na região, até o coração do Parque Nacional do Pico da Neblina, dentro da Terra Indígena Yanomami. De lá, depois da bênção dos yanomamis, começa a subida. Ao todo, são de sete a dez dias de jornada, dependendo do fôlego dos participantes e das condições meteorológicas..

      Magno Souza, da Roraima Adventures, no centro, com os yanomamis que abençoam a expedição ao Pico da Neblina (Yaripo).

      A aventura não é mesmo para qualquer par de pernas e uma mochila cheia de boa vontade. O empresário Magno Souza, dono da Roraima Adventures, de Boa Vista (RR), especialista em experiências amazônicas como a subida ao monte Roraima, conta que começou a articular a operação do acesso ao pico da Neblina em 2007. Só em 2009 conseguiu subir pela primeira vez, depois de muita conversa com os yanomami, a Funai e o Ibama.

      “Só que, de repente, já em 2010, aquilo tinha virado a casa da mãe Joana, muita gente começou a querer explorar o acesso sem experiência e sem respeitar a cultura e os costumes dos yanomamis, e o Ministério Público proibiu de vez o acesso”, conta ele. O isolamento iria até 2015, quando a Funai publicou instrução normativa regulamentando o turismo em áreas indígenas. Retomadas as conversas, acabaram sendo autorizadas três operadoras que se responsabilizariam pela organização da jornada, indicadas pelo pioneiro Souza. “Não queríamos monopólio, mas precisávamos de gente que conhecesse o meio, as dificuldades específicas da região”, explica ele. Além da Roraima Adventures, estão credenciadas como operadoras a Amazon Emotions e a Ambiental Turismo.

      De conversa em conversa, a primeira expedição-piloto, realizada em parceria da Roraima Adventures e da Amazon Emotions, levou dez visitantes-cobaias para o topo, em 2017, incluindo um repórter da Folha. Estava tudo preparado para dar início aos pacotes em março de 2020 —mas aí veio a pandemia e, com ela, a suspensão de toda a programação.

      Expedição ao Pico da Neblina (Yaripo).  Magno Souza, fundador da Roraima Adventures COM  índios yanomami
( Foto: Divulgação ) *** FOTOS NO MAXIMO 4 COLUNAS ***
      Expedição ao Pico da Neblina (Yaripo). Magno Souza, fundador da Roraima Adventures COM índios yanomami ( Foto: Divulgação )

      Só há poucos dias, mais exatamente em 17 de março passado, a primeira turma de dez turistas saiu de São Gabriel da Cachoeira (AM) em direção ao Parque Nacional. Desses, dois ficaram pelo caminho.

      NA FLORESTA, O MAIS PREVISÍVEL É O IMPREVISTO

      “O impacto da floresta, da alimentação e da cultura tão diferente dos yanomamis, que acompanham os grupos em todo o percurso, forçaram dois dos membros do grupo a desistir já no segundo dia da expedição”, relata Souza. “Eles reconheceram não terem condição psicológica para enfrentar uma trilha de tanta dificuldade, e saíram a tempo”, acrescenta.

      No site das operadoras e agências parceiras é alertado sem meias tintas que se trata de uma trilha de alta dificuldade. Pessoas que estejam com mais de 10 kg acima do chamado “peso ideal” devem passar por uma entrevista antes de fechar o pacote. E quem tem problemas de joelhos, coluna ou qualquer tipo de enfermidade crônica ou psicológica só deve se dirigir ao guichê da agência depois de consultar um médico. A coisa ali é séria.

      “Não é exagero, é cuidado e responsabilidade”, ressalta Souza, lembrando que se trata de uma jornada na qual, por mais que a equipe de apoio se esforce para cuidar de acampamento, alimentação, transporte, primeiros socorros e, até comunicação por satélite para emergências, “o mais previsível é sempre o imprevisto”. E o imprevisto, em um lugar tão distante de tudo, pode ser uma grande encrenca, quando não acabar em morte.

      Mas, então, por que alguém iria querer se meter em tamanho desafio? Bom, em primeiro lugar vem sempre a célebre resposta que o alpinista britânico George Mallory deu ao repórter do The New York Times que lhe perguntou, em 1924, por que queria tanto subir ao topo do Everest (jornada, por sinal, na qual morreria): “Porque está lá”. Pois nada como saber que algo “está lá”, desafiando nossas habilidades, para forçar o primeiro passo à frente.

      Só que tem mais que perrengues, segundo Souza, que acompanhou esse primeiro grupo da retomada: “Nada pode relatar a intensidade do que se sente ao chegar ao pico depois de tantas dificuldades, muita chuva, frio, calor, umidade, a floresta, o rio, tantas experiências diferentes seguidas sem trégua”, suspira esse mato-grossense de Campo Grande com o sorriso de quem, aos 60 anos recém-cumpridos, não vê a hora de voltar a subir.

      https://www1.folha.uol.com.br/blogs/e-logo-ali/2022/04/o-dificil-caminho-para-o-nosso-everest-amazonico.shtml

      Prof Luciano Mannarino

      Na Amazônia, 20% das bacias sofrem alto impacto de atividades humanas

      Formações Vegetais do Brasil