Categoria: ATIVIDADES

Modelos de atividades para a Sala de Aula (Geografia)

  • UERJ 2022 – GABARITOS DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA COMENTADOS

    UERJ 2022 – GABARITOS DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA COMENTADOS

    LETRA C

    A questão trabalha a linguagem cartográfica. Nela é possível ver que podemos redesenhar os tamanhos dos territórios para evidenciar determinado elemento, mas sempre respeitando uma proporcionalidade. O mapa fica distorcido quando comparado aos mapas convencionais. Essa técnica é chamada de Anamorfose Geográfica. Possui um grande poder de comunicação.

    A banca da UERJ adora o tema. Fique de olho!!!!

    LETRA D

    A questão aborda os impactos da Terceira Revolução Industrial no mercado de trabalho. As letras A e B apresentam necessidades do Fordismo (2 Revolução Industrial) na produção de mercadorias. Podemos até identificar os efeitos da obsolescência programada que despeja no mercado consumidor produtos que não precisam durar muito na Letra C, as a Letra D é a única que realmente responde enunciado.


    Não há espaço para trabalhadores de baixa qualificação nas linhas de montagens.

    LETRA A

    A invasão de terras devolutas (terras públicas) aumentou muito nesse atual governo (2018/2022) que tem no agronegócio um dos seus maiores apoiadores. Essas terras são usadas, num primeiro momento, para a pecuária extensiva introduzida a partir da retirada da vegetação nativa através das queimadas.

    LETRA B

    A “islamização” dos árabes de seu quando a religião se tornou hegemônica a partir do Século VII. A disciplina, o rigor litúrgico e a necessidade de impor os ensinamentos de Maomé serviu para unificar as tribos árabes e permitiu a expansão posterior do islamismo sobre porções do mundo antigo – alcançaram a Índia e, estendendo-se em direção ao Mar Mediterrâneo, conquistaram o norte da África e parte da Península Ibérica.

    LETRA A

    A vitória de Trump se deu quando ele conseguiu dar voz a uma parcela frustradas de americanos que passaram a relacionar o aumento do desemprego, da miséria e a perda do seu protagonismo geopolítico mundial aos governos democratas anteriores.

    A retomada do lema nacionalista republicano “Make America Great Again“, na campanha eleitoral, retrata muito bem o grau de polarização política que os EUA e o mundo, perigosamente, se encontram.

    LETRA D

    A amplitude térmica é a diferença entre a maior e a menor temperatura registrada num determinado lugar. Ela pode ser diária, mensal e anual. No caso da região da Sibéria a Continentalidade (efeitos climáticos sofridos por regiões localizadas no interior dos continentes) se somam a Latitude elevada (os raios do sol, responsáveis por aquecer o nosso planeta, incidem de diferentes formas através das estações do ano).

    Lá podemos ter Verões com + 30 graus e Invernos com inacreditáveis -70!!!

    LETRA B

    Conhecendo um pouco da realidade dos países asiáticos presentes nas alternativas e relacionando-os características apresentadas no enunciado, tratasse da Índia. A Índia, apesar de ser uma nação multiétnica, conseguiu manter a integridade de seu território e uma relativa tranquilidade institucional desde sua independência (1947) que lhe confere o status de maior democracia do mundo.

    Achei fácil!!!

    LETRA D

    As reformas trabalhistas de inspiração neoliberal estão sendo impostas com objetivo de oferecer maior competitividade para as empresas numa economia globalizada. Essas mudanças estruturais acabam por diminuir a oferta de mão de obra para empregos formais. Com esse contexto, as pessoas buscam alternativas de trabalho, seja para garantir alguma forma de sustento ou complementar a renda.

    Os “empreendedores”, na realidade, descortinam o fenômeno que ficou conhecido como a uberização do trabalho.

    LETRA C

    O episódio retratado na reportagem mostra a forma como governos ditatoriais conduziram os litígios que envolveram a posse da terra no Brasil. Os índios tiveram que abandonar suas terras para dar lugar a posseiros (pessoas que tomam posse de terras sem título de propriedade). Os vínculos históricos dos povos tradicionais, com suas terras, são ignorados por não apresentarem um título de propriedade.

    Como se antes da colonização os índios tivessem como registrar as terras onde sempre viveram. Um simples ato de covardia!!!

    LETRA C

    O embranquecimento de Dumas é produto da apropriação da sua memória por parte de uma elite que se incomodava com a genialidade da cor de sua pele. Em nosso país é notório o debate sobre “branqueamento” do Bruxo do Cosme Velho. São bem-vindas todas essas reparações. Ainda que tardiamente.

    LETRA B

    Não bastasse nossa política econômica se inspirar no modelo econômico neoliberal introduzido pelos “Chicago Boys” durante o governo Pinochet, o atua governo federal brasileiro (1998/2022) flerta com o autoritarismo desse nebuloso passado Chileno. A questão deverá sempre ser contextualizada.

    LETRA A

    A obra cubista é uma dais maiores pinturas do mestre Picasso. O quadro revela a dor do povo da cidade espanhola de Guernica que foi bombardeada em 1937 pela Luftwaffe (ramo aéreo da Wehrmacht). O ataque sedimentava o apoio que os nacionalistas Franco tiveram do regime nazista.

    A serpente já tinha abandonado a casca.

    LETRA A

    Um dos argumentos para transferência da capital do Brasil para o Centro Oeste é que o país apresentava um padrão litorâneo de ocupação herdado por nossa colonização. O problema é que o novo DF deveria ser integrado as diversas regiões. Isso foi feito com um imenso eixo radial de rodovias. A solução atendeu interesses de montadoras e aprofundou uma das maiores variáveis do “custo brasil”: o caro transporte rodoviário!

    LETRA B

    Prof Luciano Mannarino.

    UERJ 2021 GABARITO COMENTADO HUMANAS

    UERJ 2020 – GEOGRAFIA – PROVA E GABARITO DO EXAME DISCURSIVO

    UERJ 2019 – GABARITO DE HUMANAS COMENTADO – 2 EXAME DE QUALIFICAÇÃO

  • Nuvem de areia do Saara deve chegar ao Brasil nos próximos dias.

    EF06GE03

    Descrever os movimentos do planeta e sua relação com a circulação geral da
    atmosfera, o tempo atmosférico e os padrões climáticos.

    Colaboração para o UOL, em São Paulo 09/03/2022

    Indicadores meteorológicos detectaram que uma nuvem vinda do deserto do Saara está se aproximando da costa do Brasil. De acordo com a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA), sensores a bordo de dois satélites (SNPP e NOAA-20) registraram um material particulado na atmosfera sobre o Oceano Atlântico, perto da costa do Nordeste brasileiro, no domingo (06). O fenômeno, que é recorrente, também é chamado por especialistas de “nuvem de poeira Godzilla”, por sua dimensão.

    Ilustração de nuvem de areia se aproximando do Brasil

    O transporte de areia pelas massas de ar deve prosseguir nos próximos dias sobre o Oceano Atlântico e vai alcançar as áreas continentais da América do Sul e do Caribe, segundo a MetSul Meteorologia. Os estados do Norte também devem testemunhar a passagem da poeira. Essas projeções foram divulgadas pelo Serviço de Monitoramento Atmosférico Copernicus da União Europeia.

    Nuvens de areia saariana geralmente se deslocam através do Oceano Atlântico a partir da África. Esse fenômeno ocorre principalmente do fim da primavera ao início do outono no Hemisfério Norte. No entanto, se for grande o suficiente e com ventos favoráveis, a poeira pode viajar milhares e prosseguir também para as Américas Central, do Norte e áreas mais ao norte da América do Sul, de acordo com a Metsul.

    A poeira saariana também deve provocar impactos climáticos temporários, visto que ela deve chegar com ar extremamente seco e isso tende a inibir a formação de ciclones tropicais como tempestades tropicais e furacões.

    Para que um ciclone tropical aconteça, é necessário que o ambiente esteja quente, úmido e calmo. Por isso, no curto prazo a temporada de furacões do Atlântico Norte estará mais amena.

    Impacto ambiental

    Apesar de soar assustadora, um estudo a partir de dados da NASA mostrou que a poeira do Saara é benéfica para a Floresta Amazônica, porque os componentes presentes entre as partículas de areia podem abastecer muitas espécies da flora local, e consequentemente, contribuir para melhores condições de vida da fauna.

    Estima-se, segundo a Metsul, que a poeira levantada seja oriunda da Depressão de Bodélé, um antigo leito de lago localizado Chade, formado por minerais rochosos compostos de microorganismos mortos, mas repleto de fósforo. Esses elementos são nutrientes essenciais para as proteínas e o crescimento das plantas, do qual o bioma amazônico depende para impulsionar o florescimento de variedade vegetal.

    Esses nutrientes, que também podem ser identificados em fertilizantes comerciais, são escassos nos solos amazônicos. Folhas caídas em decomposição e matéria orgânica fornecem a maioria dos nutrientes, que são rapidamente absorvidos pelas plantas e árvores após entrarem no solo. Alguns nutrientes, entretanto, incluindo o fósforo, são levados pela chuva para riachos e rios.

    O levantamento também aponta que cerca de 22 mil toneladas de fósforo vindos da poeira do Saara chegam ao território amazônico todos os anos. Uma quantidade quase equivalente à que é perdida pelas chuvas e inundações. O estudo visa entender o papel da poeira e dos aerossóis no meio ambiente e no clima local e global.

    https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2022/03/09/nuvem-de-areia-do-saara-deve-chegar-ao-brasil-nos-proximos-dias.htm

    Questões

    1. De que forma a “nuvem de poeira godzila” contribui para a fertilidade dos solos amazônicos?

    2. Explique o processo de lixiviação.

    3. Qual o papel dos aerossóis na elevada precipitação na Amazônia?

    Prof Luciano Mannarino

  • Governo altera mapa do semiárido, inclui cidades do ES e exclui do Nordeste (EF06G03 – EF07GE02 – EF07GE09 – EM13CHS106)

    EM13CHS106    
    Utilizar as linguagens cartográfica, gráfica e iconográfica, diferentes gêneros textuais e tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais, incluindo as escolares, para se comunicar, acessar e difundir informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva

    EF06GE03
    DESCREVER OS MOVIMENTOS DO PLANETA E SUA REALÇÃO COM A CIRCULAÇÃO ATMOSFÉRICA, O TEMPO ATMOSFÉRICO E OS PADRÕES CLIMÁTICOS.

    EF07GE02
    Analisar a influência dos fluxos econômicos e populacionais na formação
    socioeconômica e territorial do Brasil, compreendendo os conflitos e as tensões históricas e
    contemporâneas.

    EF07GE09
    Interpretar e elaborar mapas temáticos e históricos, inclusive utilizando
    tecnologias digitais, com informações demográficas e econômicas do Brasil (cartogramas),
    identificando padrões espaciais, regionalizações e analogias espaciais.

    Carlos Madeiro

    Carlos Madeiro é jornalista formado na Ufal (Universidade Federal de Alagoas)

    19/02/2022 04h00

    O Conselho Deliberativo da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) decidiu excluir 50 municípios do mapa do semiárido brasileiro. A decisão, tomada em reunião pelo Conselho Deliberativo, em dezembro, também aprovou a inclusão de outros 215 municípios —a maioria do Sudeste. A publicação da nova delimitação foi feita em 30 de dezembro e as cidades envolvidas têm um prazo de 60 dias para apresentar recurso. A última delimitação havia sido feita em 2017, quando foi definido que o semiárido brasileiro contava com 1.262 municípios. Agora, passa a ter 1.427 —seis deles de um estado que, até então, não estava incluído nessa, o Espírito Santo. Dos 50 municípios retirados do mapa, 42 são do Nordeste e oito são de Minas Gerais.

    Paisagem típica do semiárido, na área do Parque Nacional Serra Capivara, no interior do Piauí

    Apesar de prevista, a alteração foi criticada por organizações que atuam no Nordeste e uma das prefeituras afetadas ouvidas pela reportagem. Procurada pelo UOL, a Sudene informou que as discussões dessa revisão começaram ainda em 2020, e a pesquisa utilizou dados do clima entre os anos de 1991 e 2020 —e que seguiu padrões recomendados pela Organização Mundial de Meteorologia. O semiárido é caracterizado pela seca e aridez.

    Municípios excluídos por estado:

    PB – 10

    MG – 8

    RN e SE – 7

    PE – 5

    AL, BA e CE -4

    PI – 1

    Total – 50

    Municípios incluídos por estado:

    MG – 126

    PI – 31

    PE – 19

    MA – 14

    BA – 9

    ES – 6

    AL e PB- 4

    RN e SE – 1

    Total – 215

    O que muda para quem ‘saiu’ do semiárido Para que a área seja incluída no semiárido, são levados em conta três critérios —e basta apenas um deles para que haja a delimitação: Precipitação pluviométrica média anual igual ou inferior a 800 mm; Índice de Aridez de Thornthwaite (usado para medir o grau de aridez e acidez do solo de uma determinada região) igual ou inferior a 0,5; Percentual diário de déficit hídrico igual ou superior a 60%, considerando todos os dias do ano.

    Fora do semiárido, municípios e agricultores deixam de ter acesso a uma série de políticas públicas, em especial juros mais baixos e uma fatia maior no FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste). Para este ano, o orçamento previsto é de R$ 26,6 bilhões. Por lei, o fundo destina pelo menos metade dos recursos para o semiárido.

    Há ainda vantagens em outros programas, como o FNDE (Fundo de Desenvolvimento do Nordeste) —também administrado pela Sudene e que é maior em áreas consideradas prioritárias, como o semiárido. Já outros programas são direcionados mais efetivamente para cidades da região, como o de construção de cisternas e o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) semiárido —que financia projetos de infraestrutura hídrica e implementação de infraestrutura

    Na mudança anterior do mapa do semiárido, em 2017, o Conselho Deliberativo da Sudene definiu que os critérios técnicos e científicos utilizados para a delimitação da região seriam revistos em 2021 e a cada dez anos. “Nossa maior preocupação é que tenhamos mudanças nas taxas de juros do FNE. Procurei até me informar sobre isso com o Banco do Nordeste, mas ainda não tive retorno”, diz Hibernon Cavalcanti, secretário de Agricultura de Arapiraca (agreste de Alagoas), o mais populoso município excluído da região

    Desde 2012, o município tem decretado emergência por conta da seca (o que tem sido reconhecido pelo governo federal). A prefeitura informou ao UOL que vai recorrer da decisão por entender que parte do seu território está no semiárido. Mudança contestada A revisão do mapa desagradou a ASA (Articulação do Semiárido), organização que reúne mais de 3 mil entidades. O sociólogo e coordenador do projeto Daki Semiárido Vivo da ASA, Antônio Barbosa, questiona os critérios que a Sudene usou para mudar o mapa do semiárido e excluir e incluir cidades.

    “Faltam informações sobre que critérios aplicaram. A gente sabe que existe uma mudança climática, mas sem os dados não dá pra saber se eles atendem ou não os critérios. Queríamos revisar os dados, junto com outros pesquisadores, mas não houve transparência.”

    Antônio Barbosa, sociólogo e coordenador de projeto da ASA.

    Ele também reclama da revisão de dados em um período tão curto. “Ficou acertado que a revisão ocorreria a cada dez anos. Ocorreu em 2005 e deveria ter ocorrido em 2015 —mas atrasou dois anos e só houve em 2017. Então, ela teria de ser revista, na pior da hipótese, em 2025. Por que fazer isso em ano eleitoral?”, pontua. Para Barbosa, faltou um maior debate sobre as avaliações.

    Na sua opinião, mesmo os municípios que já estavam e permaneceram na lista serão prejudicados na divisão de recursos. “Estamos falando de um bolo que está sendo mais dividido”, diz. Para o meteorologista, professor e pesquisador da Ufal (Universidade Federal de Alagoas), Humberto Barbosa, a mudança de configuração de uma área é natural dentro de um processo climatológico. Ele acredita que revisões como essa da Sudene, são feitas por critérios técnicos. “A delimitação passou a ser uma política pública estabelecida, inclusive, dentro do plano nacional de mudança climática. Ou seja, é necessário haver revisões. Antigamente, ali pelos anos 1970, acredito que isso era mais político; mas agora é uma área técnica, temos marcadores científicos para isso”,

    A gente sabe que o semiárido pode se expandir ou contrair em função das condições climáticas. A gente vê que o nosso semiárido está perdendo sua fertilidade do solo. Mapeamos isso recentemente e podemos dizer que o semiárido está em mudança, respondendo a esses extremos climáticos que são cada vez mais comuns.”

    Humberto Barbosa, meteorologista da Ufal.

    Para os próximos anos, Barbosa diz que o cenário é de imprevisibilidade sobre as condições climáticas e de como o semiárido vai se comportar diante do aumento da população, da degradação ambiental e da pressão sobre as questões hídricas. “Essa revisão dá para a gente entender a dimensão espacial territorial do semiárido e também enfatizar que esse aumento ou diminuição está muito ligada a condições extremas”, pontua.

    Sudene assegura critérios técnicos

    Ao UOL, a Sudene afirmou que a análise mais recente para delimitação do semiárido teve a participação de técnicos da entidade, de equipes da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

    “Eles contribuíram ativamente, inclusive no processamento, geração de dados, mapas e relação de municípios habilitados, posteriormente expandido, num segundo momento, para a participação de Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf)”. A Sudene ainda argumenta que, para chegar à nova conclusão, foram processados os dados de índice de aridez, precipitação pluviométrica e déficit hídrico de 2.074 municípios.

    “O trabalho seguiu padrões recomendados pela Organização Mundial de Meteorologia (WMO). De acordo com a entidade internacional, a análise climática de uma região requer o estudo de uma série de 30 anos de dados meteorológicos e ambientais.”

    Sudene.

    A instituição assegura que os governos têm prazo até o fim de fevereiro para apresentarem recurso com “considerações embasadas pelos seus respectivos institutos estaduais de meteorologia”. “O Conselho Deliberativo da Sudene procederá com nova análise, que acontecerá em até 120 dias, e apresentará os resultados na sua próxima reunião”. Sobre prejuízos aos que forem excluídos em definitivo, a nota explica que o Conselho Deliberativo da Sudene instituiu uma regra de transição para assessorar os municípios que não se enquadraram nos contornos semiáridos.

    “As empresas ou produtores localizados nestas cidades que, até a data de entrada em vigor da nova resolução, tenham formalmente apresentado propostas, consultas prévias, cartas consultas ou projetos ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB) ou à Sudene pleiteando recursos do FNE ou do FDNE terão seus projetos ou propostas analisadas como se no semiárido estivessem, mesmo que as operações de crédito ainda não tenham sido contratadas”.

    Por fim, garante que as cidades retiradas continuarão recebendo apoio. “Os municípios excluídos continuarão a receber recursos, incentivos e apoio dos instrumentos e quaisquer outras iniciativas protagonizadas pela Superintendência”, pontua.

    https://notícias.uol.com.br/colunas/carlos-madeiro/2022/02/19/delimitacao-do-semiarido-entra-espirito-santo.htm

    Prof Luciano Mannarino

    Crise do Clima “Nordeste”

    Com secas e degradação, Caatinga perdeu 40% de água original em 35 anos

  • Tragédia em Petrópolis: chuvas de verão extremas são reflexo das mudanças climáticas?

    Tempestades são comuns nesta época do ano, mas eventos climáticos extremos estão ficando mais frequentes e intensos, apontam especialistas

    16.fev.2022 às 21h21

    Rafael Barifouse

    SÃO PAULO | BBC NEWS BRASIL

    Os temporais que atingiram desde o final do ano passado a Bahia, Minas Gerais, São Paulo e, agora, o Rio foram seguidos por dois tipos de reação.

    A primeira é de dor e revolta, pelas vidas perdidas por causa dos desastres, mas é bastante comum ouvir também que esses eventos extremos são por causa das mudanças climáticas.

    Mas dá para dizer isso? Ou são as mesmas tempestades de verão de sempre?

    Forte chuva que caiu em Petrópolis causou destruição e dezenas de mortes – Eduardo Anizelli/ Folhapress

    A resposta está no meio do caminho, segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.

    Isso porque, sim, nessa época do ano, costumam ocorrer chuvas muito fortes.

    Mas, ao mesmo tempo, a frequência e intensidade dos eventos climáticos extremos está aumentando, de acordo com os dados científicos disponíveis.

    A meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, explica que essas tempestades são um resultado de um fenômeno climático conhecido como zona de convergência do Atlântico Sul.

    Essas zonas se formam quando a umidade trazida pelos ventos da Amazônia se encontra com uma frente fria que vem do sul.

    Isso faz com que as nuvens carregadas fiquem concentradas em uma região até desaguarem em temporais.

    “Praticamente todos os anos a gente observa a formação dessas zonas de convergência, com maior ou menor intensidade. Não é nenhuma novidade, não dá pra dizer que é um fenômeno novo que as mudanças climáticas estão provocando”, diz Pegorim.

    COMBINAÇÃO

    A meteorologista faz uma ressalva, no entanto: as zonas de convergência explicam os temporais em Minas, São Paulo e Bahia, mas, no caso de Petrópolis, tratou-se de um evento diferente e excepcional.

    “Os outros eventos de chuvas fortes que teve foram chuvas que foram se acumulando em alguns dias, houve vários episódios de chuva intensa. Foram vários eventos de zonas de convergência atuando na mesma região ao longo de semanas. Em Petrópolis, choveu em três horas mais do que a média histórica do mês inteiro”, diz Pegorim.

    Moradores, bombeiros e agentes da Defesa Civil trabalham na busca por sobreviventes no morro da Oficina, em Petrópolis
    Moradores, bombeiros e agentes da Defesa Civil trabalham na busca por sobreviventes no morro da Oficina, em Petrópolis Eduardo Anizelli/FolhapressMAIS

    A meteorologista diz que houve na cidade fluminense uma “combinação perfeita” de fatores climáticos.

    O ar já estava úmido por causa de uma frente fria que tinha passado. Ventos vindos do oceano trouxeram ainda mais umidade. E o encontro desse ar mais frio com uma massa de ar quente na região serrana favoreceu a formação de nuvens.

    Para completar, o relevo montanhoso fez com que os ventos úmidos subissem as encostas das serras e deixassem as nuvens ainda mais carregadas.

    Estael Sias, meteorologista da Metsul, concorda que a chuva que atingiu Petrópolis foi incomum por causa da sua intensidade em uma área tão concentrada, mas diz que isso não chega a ser surpreendente.

    Sias explica que o encontro entre massas de ar frio e quente costuma ser o gatilho de formação de nuvens com potencial “explosivo”.

    O relevo dessa área do Rio também contribui para que ocorram chuvas fortes.

    “Não precisa ir muito longe, nas últimas décadas, a região serrana teve temporais, deslizamentos e mortes”, recorda a meteorologista.

    Ela cita especialmente as chuvas de janeiro de 2011, que deixaram mais de 900 mortos em Petrópolis, Nova Friburgo e Teresópolis.

    Mas Sias avalia que a ocorrência de uma sequência de chuvas tão intensas em tão pouco tempo, junto com outros eventos climáticos extremos, é um sinal das mudanças climáticas.

    “Houve tempestades de areia no ano passado, calor muito forte no sul do país neste ano, cheia no Tocantins, secas intensas. Quando a gente olha tudo isso junto pode considerar um indicativo”, diz Sias.

    O climatologista Carlos Nobre diz ser raro que as mudanças climáticas provoquem eventos nunca vistos antes.

    O mais comum é ver fenômenos extremos como esses cada vez mais intensos e frequentes.

    “Basta olhar os relatórios científicos e ver que a frequência das ondas de calor é de três a quatro vezes maior do que há 150 anos, as chuvas intensas que causam desastres ficaram mais frequentes, os incêndios florestais e as secas, batemos recordes de temperatura. tudo isso está acontecendo por causa do aquecimento global”, diz Nobre.

    TRAGÉDIA EM PETRÓPOLIS

    Chuvas deixam dezenas de mortos e centenas de desabrigados

    O cientista avalia que o que causa a tragédia não é exatamente a ocorrência das tempestades, mas o fato de muita gente morar em áreas de risco e continuarem a viver ali mesmo depois de tragédias como a de 2011, por exemplo.

    Hoje, diz Nobre, 5 milhões de brasileiros vivem em áreas de risco. “Isso não é nada trivial”, afirma o climatologista.

    “O que a gente vê hoje acontece em meio a um aumento de pouco mais de 1 grau na temperatura do planeta e, mesmo que a gente tenha muito sucesso com as políticas ambientais, ainda vai subir mais, então, a gente precisa colocar em prática políticas para sermos mais resilientes a esses desastres naturais, e a melhor delas é não deixar as pessoas habitarem áreas de risco.”

    Questões

    1) No texto é possível identificar os três tipos de chuvas da natureza? Caracterize-as!!!

    Prof Luciano Mannarino

  • Rússia, EUA, China, Coreia do Norte: qual país tem mais armas nucleares?

    Rússia, EUA, China, Coreia do Norte: qual país tem mais armas nucleares?

    Marcelle Duarte – UOL

    09/02/2022

    Hoje, nove países do mundo possuem, comprovada ou alegadamente, armas atômicas. É o chamado “clube nuclear”. Neste contexto, o temor de uma possível terceira guerra mundial ganha novos contornos, com os recentes embates e rusgas entre Estados Unidos, Rússia, China e Coreia do Norte – justamente as nações com maior poderio.

    Em 1968, esforços internacionais de paz levaram à assinatura do TNP (Tratado de Não-Proliferação Nuclear), que entrou em vigor em 5 de março de 1970. Atualmente, conta com a adesão de 189 países, cinco dos quais são reconhecidos como “Estados com armas nucleares” (EAN ou NWS, do inglês nuclear-weapon states).

    São eles, em ordem de fabricação das bombas: Estados Unidos, Rússia (ex-União Soviética), Reino Unido, França e China. Possuem a grande maioria das armas nucleares conhecidas do mundo e, nos termos do tratado, podem mantê-las e também desenvolver pesquisas na área – mas são proibidos de repassar tecnologia bélica a outras nações. Esses também são os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e vencedores da Segunda Guerra Mundial.

    Três países que nunca fizeram parte do TNP realizaram testes nucleares ostensivos depois que o tratado entrou em vigor: Índia, Paquistão e Coreia do Norte. A nona nação do clube é Israel, amplamente creditado como detentor de armamento atômico, mas que se recusa a confirmar ou negar a informação e ainda não conduziu testes – detonações deste tipo não conseguem ser escondidas, pois são detectáveis por instrumentos.

    Vale destacar que a Coreia do Norte assinou o TNP, mas se retirou em 2003, realizando os primeiros testes nucleares três anos depois. Quatro outros países já possuíram bombas atômicas no passado: África do Sul, que desmontou seu arsenal antes de aderir ao tratado, Belarus, Cazaquistão e Ucrânia —as armas das três antigas repúblicas soviéticas foram repatriadas para a Rússia.

    Um levantamento do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri), de 2019, estima haver 13.890 ogivas nucleares pelo mundo – sendo 3.750 ativas, ou seja, implantadas estrategicamente. Em 1986, no fim da Guerra Fria, este número chegou a 70.300.

    “Não sabemos os números exatos dos arsenais, pois muitos países não revelam informações a respeito ou são ambíguos sobre o tema”, explica Vitelio Brustolin, pesquisador da Universidade Harvard e professor do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (INEST-UFF).

    Rússia e Estados Unidos possuem cerca de 92% dessas armas, mas têm reduzido mutuamente seus armamentos atômicos desde a dissolução da União Soviética. Por outro lado, relatórios recentes do Pentágono revelam a ampliação gradual do arsenal nuclear da China, Índia, Paquistão e Coreia do Norte. Além disso, há um forte candidato a décimo país com bomba atômica: o Irã, que nos últimos anos ameaça sair do TNP.

    Quantidade de ogivas ativas é capaz de destruir o planeta; saiba quais países têm mais bombas nucleares - Getty Images/iStockphoto
    Quantidade de ogivas ativas é capaz de destruir o planeta; saiba quais países têm mais bombas nucleares

    “Depois de um certo ponto, o aumento da quantidade implica em redundância, pois o arsenal conhecido atualmente já seria capaz de destruir o planeta”, ressalta Brustolin. “Podemos dizer que estamos em uma retomada da Guerra Fria, porém com circunstâncias e contexto diferentes daqueles que se estenderam do final da Segunda Guerra até 1991. O mundo não é mais ‘bipolar’; estamos em meio a alinhamentos multipolares.”

    Guerra nuclear?

    “Uma guerra nuclear é altamente improvável”, acredita o professor. “Isso não significa, no entanto, que um conflito armado convencional entre estados específicos não venha a acontecer. Se de fato houver o uso da força, é provável que seja por meio não atômico.” Uma guerra nuclear seria potencialmente catastrófica não apenas para os países envolvidos, mas para o mundo em geral. Diversos riscos afastam essa possibilidade, entre eles:

    • destruição mútua
    • perdas irreparáveis de cidades inteiras e milhões de habitantes potencial
    • inverno nuclear
    • prejuízos para o mundo todo, perdendo muito mais do que se ganharia com a guerra

    Para uma guerra atômica, a estratégia deve ser bem diferente daquela para conflitos convencionais. “No primeiro ataque, seria preciso destruir ao máximo a capacidade do oponente de contra-atacar. Caso contrário, os dois lados serão alvejados e poderão se destruir mutuamente”, diz Brustolin.

    Muitas das armas não estão em terra, mas em submarinos nucleares cuja localização é incerta. “Por isso, eles são armas tão estratégicas: ao mapear o território do oponente e de aliados em busca de locais de lançamento de armas nucleares, é muito difícil determinar em que local do planeta estão os submarinos.”

    Há temores em relação a grupos terroristas, como a Al Qaeda ou o Estado Islâmico, que poderiam fabricar uma bomba atômica rudimentar, caso tenham acesso a urânio ou plutônio enriquecido.

    Conheça os detalhes dos projetos nucleares das principais nações que já possuem estes armamentos: Estados Unidos Militares dos Estados Unidos fotografam momento da explosão da bomba atômica em Hiroshima, no Japão, em 6 de agosto de 1945.

    Estados Unidos

    bomba - EFE - EFE
    Militares dos Estados Unidos fotografam momento da explosão da bomba atômica em Hiroshima, no Japão, em 6 de agosto de 1945

    Ogivas: 5.500

    Ogivas ativas: 1.375

    Primeiro teste nuclear: 1945

    As primeiras armas nucleares do mundo foram desenvolvidas pelos EUA, durante a Segunda Guerra Mundial, por meio do Projeto Manhattan – uma força-tarefa em resposta ao nazismo, em cooperação com o Reino Unido e o Canadá, que mobilizou cientistas, engenheiros e militares, entre 1942 e 1947. O físico Robert Oppenheimer, diretor do projeto, é considerado o “pai da bomba atômica”.

    A primeira delas foi detonada em 16 de julho de 1945 e menos de um mês depois os Estados Unidos dispararam duas bombas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, em 6 e 9 de agosto, respectivamente. Nas explosões devastadoras, morreram entre 129 mil e 226 mil pessoas, a maioria civis. Até hoje, esta foi a única vez que armas nucleares foram usadas em uma batalha.

    O Projeto Manhattan, na verdade, teve início em 1939, quando Franklin Roosevelt, então presidente norte-americano, recebeu uma carta assinada pelos cientistas Leo Szilard e Albert Einstein, alertando sobre um possível projeto da Alemanha nazista para construção de armas atômicas. O objetivo, então, era se antecipar à bomba alemã, acabar com a guerra e evitar próximos conflitos desta magnitude.

    Mais tarde, durante a Guerra Fria com a então União Soviética, os Estados Unidos também se tornaram o primeiro país a desenvolver armas termonucleas da geração anterior, funcionando por fusão (em vez de fissão) nuclear, como acontece com a energia do Sol. O primeiro teste de um protótipo aconteceu em 1952 (Ivy Mike), no Atol Enewetak, nas remotas Ilhas Marshall.

    Em 1954, os EUA fizeram sua maior detonação nuclear até hoje (Castele Bravo), no Atol Bikini – com 15 megatons, foi cerca de mil vezes mais potente que a bomba de Hiroshima. É a quinta maior explosão atômica da história, excedida apenas por quatro testes soviéticos.

    Rússia (sucessora da União Soviética)

    bomba - Mikhail Svetlov/Getty Images - Mikhail Svetlov/Getty Images
    Míssil nuclear russo na Praça Vermelha, em Moscou, Rússia, durante o desfile militar marcando o 75º aniversário da derrota nazista na Segunda Guerra Mundial.

    Ogivas: 6.257

    Ogivas ativas: 1.456

    Primeiro teste nuclear: 1949

    A segunda nação a desenvolver armas nucleares foi a antiga União Soviética (URSS); o primeiro teste aconteceu em 1949, chamado RDS-1. Este projeto foi realizado, parcialmente, com informações obtidas via espionagem nos Estados Unidos, durante e após a Segunda Guerra. O objetivo era atingir um balanço de forças durante a Guerra Fria. A URSS detonou o explosivo mais poderoso de nossa história, a Tsar Bomba – sua potência teórica é de 100 megatons, mas foi reduzida intencionalmente para 50 durante o teste. Outras bombas soviéticas, com cerca de 20 megatons, ocupam o segundo, terceiro e quarto postos da lista.

    China

    china - Reprodução - Reprodução

    Ogivas: 350

    Ogivas ativas: desconhecido

    Primeiro teste nuclear: 1964

    A China detonou seu primeiro dispositivo de arma nuclear (batizado 596) em 1964, na área de testes Lop Nur. Foi uma resposta aos Estados Unidos e à União Soviética, que protagonizavam a Guerra Fria. Em 1967, testou sua primeira bomba de hidrogênio – foi o salto de tecnologia fissão-fusão mais curto da história. O país é o único do TNP a garantir uma política de “não primeiro uso”; ou seja, só usará suas armas nucleares em resposta a um ataque.

    Coreia do Norte

    bomba - Airbus Defense & Space and 38 North via Reuters - Airbus Defense & Space and 38 North via Reuters
    7.out.2016 – Imagem de satélite da região em torno do local do teste nuclear de Punggye-Ri, na Coreia do Norte.

    A Coreia do Norte é o único país, até hoje, que assinou e posteriormente se retirou do TNP – o anúncio de saída ocorreu em janeiro de 2003, depois que os Estados Unidos a acusou de manter, secretamente, um programa de enriquecimento de urânio. Dois anos depois, ela assumiu possuir armas atômicas funcionais – mas isso gerou dúvidas na comunidade internacional, pois não havia evidências concretas.

    Em 2006, realizou a primeira detonação nuclear, pouco potente, mas que confirmou seu poderio. Em 2016, iniciou os testes com bombas de hidrogênio – também bem menores que de seus rivais, com potência estimada de 250 quilotons.

    Mantém um programa nuclear ativo e cada vez mais sofisticado, violando normas internacionais.

    O Conselho de Segurança das Nações Unidas condena as atividades nucleares do país e impõe sanções cada vez mais severas às forças armadas e à economia norte-coreana. Em 2018, a Coreia do Norte anunciou a suspensão dos testes – um sinal para negociar um acordo de paz com os EUA, que ameaça retaliações, que por diversas vezes beiraram um confronto direto.

    Em 2022, Kim Jong Un já declarou uma possível retomada dos testes nucleares e de mísseis de longo alcance. “A política hostil e a ameaça militar dos Estados Unidos atingiram uma linha de perigo que não pode ser ignorada”, disse o Vale lembrar que o país conta com o apoio da China e, em menor medida, da Rússia.

    Bomba atômica brasileira?

    De acordo com o tratado, os cinco EANs têm o direito de manter suas bombas, mas os demais países que assinaram o TNP se comprometem a nem tentar construir armas nucleares – algo considerado injusto por algumas nações, pois concentra o poder de domínio e destruição mundial nas mãos das potências. Eles podem desenvolver tecnologia nuclear apenas para usinas de eletricidade, medicamentos, aparelhos médicos e outras atividades com fins pacíficos.

    “O Brasil tem, sim, tecnologia e capacidade para produção de armas nucleares, mas renunciou à sua produção e isso trouxe importantes impactos de soft power e smart power”, ressalta Brustolin. “Atualmente, temos um parque de centrífugas para enriquecer urânio e estamos produzindo um submarino com reator nuclear para movimentar os motores, garantindo autonomia de navegação por todo o extenso litoral.

    https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2022/02/09/qual-pais-tem-mais-armas-nuclearea.htm

    Há 30 anos, desintegrava-se a União Soviética, personagem central do século 20

    Desarmamento nuclear é nobre, mas algo limitado pela política (atividade)

    Prof Luciano Mannarino