Categoria: HISTÓRIA DOS ESTADOS BRASILEIROS

Um pequeno resumo da formação de cada Unidade Federativa brasileira.

  • ESTADO DO ACRE. UMA BREVE HISTÓRIA

    ESTADO DO ACRE. UMA BREVE HISTÓRIA

                 O nome da Unidade Federativa vem de um conhecido rio da região. Acre significa na língua tupi: Rio Verde.  O território que veria ser o atual Estado do Acre pertencia a Bolívia até a eclosão do Ciclo da Borracha.

    A existência de grandes quantidades de seringueiras, nessa porção a floresta amazônica, levou muitos nordestinos a ocupá-la em busca de sua exploração. A chegada de brasileiros acirrou os ânimos do governo boliviano que acusou o Brasil de não respeitar as normas de fronteiras estabelecidas pelo Tratado de Ayachcho. A tensão tornou se complexa devido a participação de investimentos americanos.

                 O litígio só foi solucionado através acordo diplomático costurado pelo então Barão do Rio Branco (a capital do Acre recebeu o nome do diplomata) através do Tratado de Petrópolis assinado em 1903. Pelo acordo, o Acre seria brasileiro em troca de uma indenização e a promessa da construção de uma ferrovia que facilitaria o acesso da Bolívia ao Atlântico usando portos fluviais da Bacia Amazônica.

          O Acre recém incorporado se tornou o primeiro Território Federal Brasileiro (Unidade Federativa vinculada diretamente ao poder Executivo Federal).

                Em 1962 o Acre foi elevado à condição de Estado Brasileiro.

               Sim, o Acre existe!!!

    Correções serão bem-vindas!

    PROFESSOR LUCIANO MANNARINO

    BIBLIOGRAFIA

    HISTÓRIA DOS ESTADOS BRASILEIROS/IVAN ALVES FILHO. – RIO DE JANEIRO: REVAN, 2000

    BAHIA: UMA BREVE HISTÓRIA.

    AMAPÁ. UMA BREVE HISTÓRIA

    AMAZONAS. UMA BREVE HISTÓRIA

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  • ESTADO DO AMAZONAS. UMA BREVE HISTÓRIA

    ESTADO DO AMAZONAS. UMA BREVE HISTÓRIA

              A ocupação da região que chamamos de Estado do Amazonas remonta milhares de anos antes da chagada dos europeus, mas devemos ao frei espanhol Gaspar de Carvajal o nome do atual Estado. Conta a história que a expedição, da qual o religioso participava, foi atacada por índias que lembravam as mitológicas guerreiras.

            Até o fim da União Ibérica a Espanha tinha forte domínio, consagrado pelo Tratado  de  Tordesilhas sobre a Amazônia, porém a perda dos principais empórios asiáticos e as inúmeras investidas de franceses, holandeses e ingleses sobre a região precipitou o processo  de ocupação portuguesa que culminou com a criação da capitania de São José do Rio Negro em 1755. Pouco a pouco as missões espanholas foram substituídas por missões lusitanas na bacia amazônica e elas deram origem a algumas das principais cidades que se projetam a beira de rios no Estado hoje. O  extrativismo vegetal (destaque para o cacau uma das “drogas do sertão” no final do século XVIII) se tornou uma das principais atividades econômica, pois as missões religiosas pareciam mais grandes entrepostos comerciais do que lugar de oração.

             Em 1850 o Amazonas se tornou uma província autônoma (se desligou da província do Grão Pará logo após a Guerra das Cabanas), mas é no final do século XIX que a região sofreu um grande surto de desenvolvimento com a valorização da borracha no mercado externo. O Estado viu sua população passar  para centenas de milhares de habitantes em poucas décadas, destaque para chegada de nordestinos.

            O ciclo da borracha teve vida curta e logo após a região observou um processo de decadência econômica que se manifestou num isolamento em relação ao centro sul brasileiro até a década de 1960 quando se tornou estratégica para os governos militares (1964-1985) dentro da política do “Integrar para não Entregar”.

             A SUDAM E SUFRAMA viabilizaram criação de enclaves industriais e mineralógicos ancorados em vultosos investimentos Estatais em infraestrutura como: rodovias, ferrovias, hidrelétricas, etc. no mesmo momento em que a fronteira agropecuária avançava para o Estado. As últimas décadas marcam diversos conflitos de territorialidades que vem impactando  de maneira dolorosa na exuberante floresta equatorial.

    Correções serão bem vindas!

    PROFESSOR LUCIANO MANNARINO

     

    BIBLIOGRAFIA

    HISTÓRIA DOS ESTADOS BRASILEIROS/IVAN ALVES FILHO. – RIO DE JANEIRO: REVAN, 2000

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