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  • Nova arquitetura territorial – (Atividade)

    Nova arquitetura territorial – (Atividade)

              A construção de Brasília acarreta, de forma direta ou indireta, juntamente com a ascensão industrial de São Paulo, a emergência de uma nova arquitetura territorial de novas centralidades. Pouco a pouco Brasília vai retirando do Rio de Janeiro a centralidade do poder, isto é, das ordens e da natureza publica com as quais o território deveria ser regulado. São Paulo, por sua vez, vai subtraindo ao Rio de Janeiro o comando da economia, assumindo, graças a uma indústria capaz de abastecer e equipar um Brasil relativamente unificado pelos transportes, a produção das ordens econômicas e a regulação econômica do território. Brasília tende a se instalar como metrópole política e São Paulo como metrópole econômica, enquanto ambos papeis vão minguando na antiga capital imperial e republicana.

              Na verdade, ainda que vista superficialmente, instala-se uma relação conflitiva entre Brasília e o Rio de Janeiro e uma relação de colaboração entre Brasília e São Paulo na medida em que uma economia de âmbito nacional necessita, para sua afirmação a expansão, da cumplicidade do poder público.

    O Brasil Território e sociedade no início do século XXI – (Milton Santo e María Laura Silveria)

    Questões – Ensino Médio – Noite

    1) De que forma a hegemonia de São Paulo necessita da “cumplicidade do poder público” para se consolidar?

    2) O Rio de Janeiro assistiu a perda dos  papéis de centro político e econômico do Brasil. Segundo o texto, por que isso ocorreu?

    3) Por que a Cidade do Rio de Janeiro se tornou o centro do poder político do Brasil colonial?

    4) Explique as  funções  de Brasília e de São Paulo na atual “arquitetura territorial” do Brasil?

    Prof. LUCIANO MANNARINO

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  • Riquezas Naturais e o Estado Brasileiro.

    Riquezas Naturais e o Estado Brasileiro.

     

             Nosso país nasceu herdando um território continental

    que abriga riquezas naturais incalculáveis. Como seria possível acessar esse patrimônio, agora nas mãos de uma sociedade organizada em forma de Estado moderno, sem recorrer aos expedientes do Imperialismo? Esse foi o grande questionamento que o Capital fez desde que se começou a inventariar os recursos através do mundo.

             A resposta já existia. Bastava manter as estruturas que afastavam o conjunto da população das decisões do poder. Ditadores civis, militares, populistas e cia se revezam no controle do país, mas sabem, ou descobrem depois que o mecanismo que drena nossos recursos para mãos dos atores hegemônicos não pode ser modificado. É a condição para o Brasil seja “governado”.

     

    Nosso país nasceu herdando um território continental

    que abriga um grande patrimônio natural

    Mas como ter acesso a essa riqueza sem usar o mesmo mecanismo

    Que foi usado no Imperialismo?

     Essa foi uma grande dúvida do capital

    Mas a resposta já existia

    Bastava manter as mesmas equações

    Sim, as que conservavam o povo afastadas das decisões  

    Governantes que se revezam no controle do Estado   

    Sabem, ou descobrem depois que o

     Mecanismo que concentra riqueza

    Não pode ser transformado

    Amigo, pode ter certeza

    Tá tudo dominado! 

    Essa é a condição para o Brasil seja “governado”

     

    Prof Luciano Mannarino

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  • “Penínsulas” da Europa (Atividade)

    “Penínsulas” da Europa (Atividade)

     

    “Penínsulas” da Europa

    Até nossa industrialização plena (primeira metade do Século XX), o Brasil exibia zonas econômicas que estabeleciam uma relação direta com o mercado externo. Elas representaram a expressão do processo de mercantilização imposto pelos portugueses. Foi nesse contexto que surgiram as primeiras aglomerações urbanas que se tem notícia.

    ARQU

    As regiões produtoras apresentavam uma dupla dependência em relação ao mercado externo – a colônia não havia alcançado um desenvolvimento industrial que exigisse a integração do mercado consumidor e era no mercado europeu que estavam nossos principais consumidores de produtos explorados.

    Cada “ilha econômica” valorizou uma determinada porção do território e os meios técnicos ali instalados ficaram submetidos a demandas externas ou a limitações de sua exploração. O caráter mercantil gerou uma transformação cíclica (começo, apogeu e declínio) de porções do nosso espaço geográfico. É possível compreender o surgimento das “Cidades do Ouro” sem o ciclo da mineração?

    Fonte: Território e sociedade no início do Século XXI -Milton Santos/María Silvera

    “Homens, plantas e animais de três continentes, sob o império dos europeus, encontraram-se e, no seu convivo obrigatório, criaram uma geografia nessa porção do planeta

    (MS)

    Questões

    Por que o Brasil, até sua industrialização plena, apresentava zonas econômicas voltadas diretamente para o mercado externo? Como isso impactou o desenvolvimento interno do país?

    Como o ciclo econômico de mercadorias exportadas (como açúcar e ouro) moldou as primeiras aglomerações urbanas no Brasil? Quais características essas cidades tinham em comum?

    Explique o conceito de ‘ilhas econômicas’ no Brasil colonial. Quais eram as consequências dessa fragmentação para a integração do território?

    Por que a dependência em relação ao mercado externo impedia o desenvolvimento de um mercado consumidor interno no Brasil colonial?

    Como o caráter cíclico das economias exportadoras, como o ciclo do ouro, afetou o crescimento e declínio de determinadas regiões do Brasil?

    De que maneira o ciclo da mineração gerou uma transformação espacial no Brasil colonial? Como as cidades que surgiram nesse contexto eram organizadas para atender às demandas externas?

    Por que as regiões produtoras no Brasil colonial tinham uma dupla dependência em relação ao mercado externo? Como essa dependência limitava o desenvolvimento tecnológico local?

    Como o esgotamento dos recursos minerais, especialmente o ouro, contribuiu para o declínio das cidades mineradoras? Qual foi o impacto disso na economia da colônia?

    De que maneira o mercado europeu moldou as estruturas econômicas e urbanas do Brasil colonial? Quais eram as principais demandas europeias durante o ciclo do ouro?

    Como podemos relacionar o surgimento das “Cidades do Ouro” com a exploração predatória dos recursos naturais? Você acha que esse modelo ainda afeta o desenvolvimento de algumas regiões do Brasil atualmente?

    Prof. Luciano Mannarino

    ECONOMIA DE ARQUIPÉLAGO (vídeo e atividades)

    CONSIDERAÇÕES SOBRE A FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO (vídeo e atividades)

    BNCC – ENSINO MÉDIO – COMPETÊNCIAS E HABILIDADES EM MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGI

  • Não seremos vasos comunicantes.

    Não vou ler nada, absolutamente nada que vai de encontro das minhas convicções políticas. Bloquearei todas as fontes. Não me incomodo em fazer isso. Um por um…
    Quem acha que tudo que nós passamos é obra dos 13 do PT deveria se interessar pelo que acontecia, e agora acontece, nos outros 506 anos! LulaLivre!

     

    A prisão de Lula e o Soft Power do Brasil.

  • A prisão de Lula e o Soft Power do Brasil.

    A prisão de Lula e o Soft Power do Brasil.

    A eleição do Lula foi emblemática. A mensagem que tínhamos passado para o mundo era que o país havia consolidado sua democracia ao eleger um operário como presidente. Ele rapidamente se transformou num político Pop – artistas, governos, ongs, instituições internacionais, etc, ficaram fascinados por seu carisma e por sua trajetória.

    Na reunião do G-20 em 2009 chegou a receber um singelo elogio do Obama – This is the guy! disse para o nosso presidente. O Brasil, naquela época, surfava a crista do prestígio internacional. A copa do mundo (2014) e logo após uma olimpíada (2016), algo inédito, foram o coroamento disso tudo. Parecia que finalmente nosso peso geopolítico reberverava nossa dimensão demográfica (quinta maior população) e territorial (quinto maior território)

    Lula na cadeia representa uma nação corrigindo seus excessos, é verdade, mas se isso não for feito de maneira ampla, irrestrita e completa estaremos queimando todo o Soft Power adquirido por nada e ainda reforçaremos os velhos preconceitos sobre o nosso país.

    Soft Power (em português, poder brando, poder de convencimento ou poder suave) é uma expressão usada na teoria das relações internacionais para descrever a habilidade de um corpo político – um Estado, por exemplo – para influenciar indiretamente o comportamento ou interesses de outros corpos políticos por meios culturais ou ideológicos. (WP)

    Prof. Luciano Mannarino

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