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  • O que é Arenização?

    O que é Arenização?

    Termo proposto por Suertegaray (1987) para caracterizar o processo de formação de areias (também denominados de desertos), no sudoeste do Rio Grande do Sul. Para a autora, arenização corresponde ao retrabalhamento de depósitos areníticos (pouco consolidados), ou arenosos (não consolidados), que promove, nessas áreas, uma dificuldade de fixação de vegetação, devido à constante mobilidade de sedimentos.

    O processo de arenização resulta da transformação de depósitos mais ou menos consolidados em areia, em decorrência da lavagem horizontal e /ou vertical do solo, promovendo a preda da matéria orgânica de elementos químicos fundamentais a constituição do solo.

    Fonte: Novo dicionário geológico-geomorfológico – Antonio Teixeira Guerra, Antonio José Teixeira Guerra. Rio de Janeiro – Bertrand Brasil, 1997.

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  • O que é Abrasão Marinha?

    O que é Abrasão Marinha?

    Abrasão Marinha.

    Nome dado po Richthofen ao trabalho destruidor do mar na zona costeira. Nos abruptos escarpados das falésias melhor se pode observar o trabalho de destruição realizado pelas vagas e correntes.

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    A abrasão se faz por solapamento da base, ocasionando desmoronamentos sucessivos. Embora o termo abrasão tenha sido usado no início para designar o desgaste produzido pelo mar hoje engloba as ações exodinâmicas: fluvial, eólica, glacial e pluvial.

    Fonte: Novo Dicionário Geológico-Geomorfológico – Antônio Teixeira Guerra/Antônio José Teixeira Guerra

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  • Desenvolvimento desigual e combinado.

    Desenvolvimento desigual e combinado.

     

             Podemos compreender o desenvolvimento desigual  e combinado como uma lei cuja preocupação central é explicar a formação obrigatória, no âmbito do sistema capitalista e sob a égide do Imperialismo, de áreas periféricas e atrasadas em contraponto a áreas desenvolvidas, Mas, a partir dos esforços intelectuais de alguns geógrafos, é empreendida uma tentativa teórico-metodológica de captar a espacialidade do desenvolvimento desigual, ou seja, fazer uma leitura geográfica do Desenvolvimento Desigual e Combinado (THEIS; BUTSKE, 2009).

    Podemos afirmar que a leitura que a ciência geográfica realiza, a partir da teoria do Desenvolvimento Geográfico desigual e combinado, é a interpretação espacial das diferenças econômicas do capitalismo nas mais diferentes escalas.

    O que autores como Neil Smith e David Harvey propõem é que não basta compreender historicamente as diferenças econômicas e sociais do mundo: há por detrás deste abismo entre desenvolvimento e subdesenvolvimento uma razão geográfica, isto é, é necessário para a reprodução do sistema capitalista que existam diferenças econômicas, políticas e sociais expressas no território, isto é, que sempre existam áreas menos desenvolvidas em detrimento de outras mais avançadas. Enfim, o que seria dos países centrais se não existissem países periféricos? O desenvolvimento desigual é a expressão geográfica das contradições do capital (SMITH, 1988, p. 217).

    Assim, o desenvolvimento geográfico desigual e combinado é uma necessidade para o capital. E necessário que existam campo e cidade para que os setores da economia se mostrem produtivos — o campo produz a matéria-prima, enquanto a cidade a transforma em mercadorias e depois as comercializa.

    E necessário que em qualquer cidade haja centro para que exista periferia, pois existem especializações comuns destas áreas, com seus diferentes produtos e serviços, e os trabalhadores das periferias funcionam como exército industrial de reserva, por exemplo, porque, de acordo com as necessidades do centro, podem ou não estar empregados.

    E, fundamentalmente, é uma exigência do capitalismo, em âmbito mundial, que existam países centrais e países periféricos. O conjunto formado pelos países centrais exerce a liderança política, o domínio econômico e espraia a sua cultura dominante.

    E os países periféricos se adaptam às necessidades dos países centrais: fornecem matérias-primas, que vão desde o abastecimento de alimentos até os combustíveis fósseis; oferecem a segurança de um extenso mercado consumidor, que vai seletivamente sendo apropriado; lutam para que tenham em seus territórios filiais de grandes fábricas instaladas, quando estas, na verdade, encontrarão mão de obra abundante e taxas de impostos reduzidos…”

    Fundamentos Geográficos do Turismo. v3/Gilmar Mascaranhas, Daniella Pereira de Souza Silva, Luiz Guilherme de Souza  Xavier – RJ: CECIERJ.

    Questões

    1. Segundo a teoria, qual seria o papel dos seguintes países na lógica do sistema capitalista?

    • EUA
    • Angola

    2. O “desigual e combinado” se reproduz em várias escalas e dimensões. Exemplifique usando a espacialidade do território brasileiro.

    3. “O desenvolvimento desigual é a expressão geográfica das contradições do capital”. É possível romper essas contradições? Aponte caminhos.

    4. O poder econômico precisa do domínio cultural para se impor?  Justifique.

    Prof Luciano Mannarino

    Matéria prima x Produto industrializado II (Atividade)