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  • O que é uma Rocha?

    O que é uma Rocha?

    Rocha

    Conjunto de minerais ou apenas um mineral consolidado. O estudo das rochas interessa aos geólogos e aos geógrafos. Enquanto, porém, os primeiros estudam-nas em si mesmas, analisando-lhes a composição química, o sistema de cristalização, a textura e estrutura, os segundos estudam-na, principalmente tendo vista a maneira como aos vários tipos de intemperismo e erosão.

    As rochas que afloram na superfície do globo terrestre não apresentam sempre o mesmo aspecto. As suas diferenciações estão ligadas a uma série de fatores, tais como: origem, composição química, estrutura, textura, tipo de clima, declive, cobertura vegetal, tempo geológico etc. Todos estes fatores intervêm em grau maior ou menor nas diferenciações que as rochas superficiais possam apresentar.

    As classificações mais diversas são feitas pelos geólogos mineralogistas, geógrafos e engenheiros. Cada especialista procura usar certo número de critérios de modo a satisfazer suas comuns são as baseadas na origem, na estrutura

    Quanto à origem podem ser classificadas em três grupos:

    1 magmáticas

    2 sedimentares;

    3 metamórficas;

    Quanto à composição química das rochas o assunto é muito complexo. A escola americana é a partidária mais entusiasta dessa classificação. Se tomarmos, por exemplo, como ponto de partida a acidez da rocha, isto é, a porcentagem da sílica, elas podem ser classificadas em:

     1 ácidas,

     2 básicas,

     3 neutras,

     4 ultrabásicas

    Quanto ao estado de cristalização estrutura cristalina pode ser dividida em:

    1 holocristalina,

    2 holoialina,

    3 criptocristalina

    4 hipocristalina  

    Quanto à textura, em:

    1 granular

    2 porfiróide (microlítica micro granular),

    3 vítrea.  

    A composição química das rochas não reflete, de modo geral, fielmente as variações das composições mineras lógicas, fornecendo, como já vimos as bases de uma classificação de rochas. Exige, porém, longas e custosas análises e representa, de modo mais exato, a composição mineralógica e a natureza do magma original. Esta é a única que pode ser aplicada para as rochas vítreas, isto é, que não possuem minerais cristalizados obsidiana e vidro.

    Para os engenheiros construtores de estradas, a classificação dos materiais de escavação constitui um sério problema. Não existe uma classificação que satisfaça inteiramente e que tenha aplicação a todas as regiões. Geralmente eles classificam as rochas nas seguintes categorias:

    1 rocha branda

    2 rocha semibranca

    3 rocha dura.

    Em certos casos especificam mais ainda, classificando-as em: rocha duríssima e rocha lamelar. Em geologia, ou em geomorfologia, esta classificação das rochas feita pelos engenheiros não tem valor científico. O que realmente interessa é a gênese, a composição química, a textura e a estrutura.

    Por conseguinte, rocha em geologia é todo material que compõe a Crosta terrestre (excluindo a água e o gelo), que se estende por áreas com diversas, apresentando os mesmos caracteres. Uma rocha pode ser formada de um agrupamento de minerais ou por um único mineral. E inversamente um mineral pode entrar na constituição de rochas muito diferentes.

    Fonte Novo dicionário geológico-geomorfológico/Antonio Teixeira Guerra, Antonio José Teixeira Guerra-Bertrand Brasil

    Prof Luciano Mannarino

    TIPOS DE ROCHAS E CICLO DAS ROCHAS (vídeo e atividades)

  • Amásia: Oceano Pacífico sumirá para dar lugar a supercontinente, diz estudo.

    Amásia: Oceano Pacífico sumirá para dar lugar a supercontinente, diz estudo.

    Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte 11/10/2022 04h00

    Um novo “supercontinente” está se formando e, apesar de ainda demorar de 200 milhões a 300 milhões de anos para que isso aconteça, o tema já fascina os cientistas, que estudam como o desaparecimento do Oceano Pacífico vai dar lugar à “Amásia” — junção de América com Ásia. Pesquisadores da Curtin University, na Austrália, e da Peking University, na China, publicaram um estudo na revista National Science, em que, com a ajuda de um supercomputador, simularam a evolução das placas tectônicas da Terra e a formação do futuro supercontinente, enquanto ocorre um encolhimento e fechamento total do Oceano.

    Futuro supercontinente recebeu o nome de AmasiaImagem: Reprodução/ revista National Science.

    “Nos últimos dois bilhões de anos, os continentes da Terra colidiram para formar um supercontinente a cada 600 milhões de anos, o que é conhecido como ciclo do supercontinente. Isso significa que os continentes atuais devem se reunir novamente em algumas centenas de milhões de anos”, disse Chuan Huang, pesquisador do Grupo de Pesquisa de Dinâmica da Terra de Curtin e da Escola de Ciências da Terra e Planetárias, em comunicado à imprensa.

    A formação de supercontinentes pode ocorrer de maneiras muito variadas, acreditam os cientistas, devido à a Terra estar esfriando há bilhões de anos. Desde sua formação, a espessura e a força das placas tectônicas sob os oceanos vêm reduzindo. Este processo natural resulta no encolhimento dos oceanos, que se formaram quando o supercontinente mais recente da Terra se separou e os vários pedaços lentamente se afastaram um do outro.

    A massa da Terra, denominada Pangeia, se formou há cerca de 320 milhões de anos, segundo os autores do estudo. Ele se separou entre 170 milhões e 180 milhões de anos atrás. O Oceano Pacífico é o oceano mais antigo da Terra e sua formação começou há 700 milhões de anos. Ele começou a encolher durante a era dos dinossauros, reduzindo alguns centímetros por ano, de acordo com os cientistas.

    Com base na nova simulação, o alcance atual do Oceano Pacífico de 10.000 quilômetros (6.213,7 milhas) fechará em menos de 300 milhões de anos. “O novo supercontinente resultante já foi nomeado Amasia porque alguns acreditam que o Oceano Pacífico fechará (em oposição aos oceanos Atlântico e Índico) quando a América colidir com a Ásia. Espera-se que a Austrália também desempenhe um papel neste importante evento da Terra, primeiro colidindo com a Ásia e depois conectando a América e a Ásia quando o Oceano Pacífico fechar”, disse Huang.

    As mudanças no novo “supercontinente”

    Com as mudanças na distribuição dos continentes e oceanos, ocorrerão alterações nos climas. Os pesquisadores também esperam mais terremotos à medida que as placas continentais colidam. Além disso, o supercontinente recém-formado também terá uma biodiversidade diminuída.

    “A Terra como a conhecemos será drasticamente diferente quando Amásia se formar. Espera-se que o nível do mar seja mais baixo e o vasto interior do supercontinente será muito árido, com altas temperaturas diárias”, disse Li. Os cientistas ainda tentam entender o ciclo do supercontinente da Terra, que é impulsionado pelo calor e pela gravidade. A equipe de pesquisa quer estabelecer como as placas tectônicas da Terra começaram e quando os primeiros continentes se formaram, bem como o que deu início ao ciclo dos supercontinentes.

    “Estamos apenas começando a olhar para todo o sistema terrestre, do núcleo à atmosfera, como um sistema intimamente ligado que evoluiu em conjunto”, disse Li.

    https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2022/10/11/supercontinente-surgira-apos-fim-do-oceano-pacifico-dizem-cientistas.htm

    Cientistas preveem a formação do supercontinente "Amásia" dentro de 200 a 300 milhões de anos, quando o Oceano Pacífico fechar, unindo América e Ásia. Esse processo faz parte do ciclo dos supercontinentes, causado pelo movimento das placas tectônicas. Alterações climáticas, aumento de terremotos e perda de biodiversidade são esperadas.

    Questões

    Aqui estão 10 questões discursivas baseadas no texto sobre o supercontinente Amásia:

    Como o ciclo do supercontinente influencia a evolução geológica da Terra e a configuração dos continentes ao longo do tempo?

    Explique o papel da Tectônica de Placas na formação e no fechamento dos oceanos, utilizando o Oceano Pacífico como exemplo.

    De acordo com o texto, quais mudanças climáticas e ecológicas podem ocorrer com a formação do supercontinente Amásia?

    Como o processo de resfriamento da Terra afeta a dinâmica das placas tectônicas e a formação de supercontinentes?

    A formação de supercontinentes no passado está ligada à separação de Pangeia. Compare esse processo com a futura formação de Amásia.

    Discuta as implicações da diminuição do Oceano Pacífico para a geografia mundial e as atividades tectônicas globais.

    De que forma o estudo de simulações da evolução das placas tectônicas, como o realizado pelos cientistas da Curtin University e da Peking University, pode nos ajudar a entender a geodinâmica da Terra?

    O que o encolhimento do Oceano Pacífico e a futura colisão entre América e Ásia revelam sobre o movimento das placas tectônicas?

    Como a formação de um supercontinente como Amásia poderia afetar a biodiversidade global? Justifique sua resposta com base nas informações fornecidas.

    Analise a importância de se compreender o ciclo dos supercontinentes no contexto de mudanças climáticas, desastres naturais e biodiversidade.

      Prof Luciano Mannarino

      VÍDEO – TEORIA DA DERIVA CONTINENTAL

      TIPOS DE ROCHAS E CICLO DAS ROCHAS (vídeo e atividades)

    1. Em Tocantins, ‘caixa-d’água do Brasil’, desmate ameaça rios

      Em Tocantins, ‘caixa-d’água do Brasil’, desmate ameaça rios

      Com avanço da fronteira agrícola, nascentes de importantes bacias hidrográficas do país ficam em risco

      Beatriz Jucá

      FORTALEZA

      O Tocantins tem visto o desmatamento ilegal avançar sobre seu território. No ano passado, oito em cada dez proprietários de terra que desmataram no estado não tinham autorização —mesmo assim, suprimiram vegetação de uma área equivalente a 30 mil campos de futebol, aponta relatório recente do Ministério Público.

      Integrante da principal nova fronteira agrícola do país, o Matopiba (composta ainda por Maranhão, Piauí e Bahia), o estado precisa fortalecer a fiscalização e avançar na destinação de parte de seu território para frear o desmatamento, defendem pesquisadores.

      No ritmo atual, o problema do desmate já ameaça as nascentes das principais bacias hidrográficas do país, uma vez que o Tocantins é conhecido como a “caixa-d’água brasileira”, por ser um berço de fontes importantes, inclusive para o agronegócio.

      Espelho retrovisor de trator mostra o campo cheio de pés de milho
      Colheita de milho no município de Mateiros (TO) – Lalo de Almeida – 12.mai.2015/Folhapress

      Com cerca de 91% do território ocupado pelo cerrado e 9% pela Amazônia, o Tocantins sofre principalmente com o desmatamento oriundo da grilagem e do avanço da agropecuária.

      “De 2020 para 2021 o que vimos foi um aumento da área desmatada dentro do estado”, diz Bianca Santos, pesquisadora do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia). O Tocantins está em quarto lugar entre os nove estados da Amazônia Legal que mais aumentaram o desmatamento no período.

      A pesquisadora ressalta que, quando o desmatamento ocorre próximo às nascentes, agrava a crise hídrica. Uma das maiores preocupações é o nível elevado de degradação da bacia Tocantins-Araguaia, resultante da atividade humana nos últimos 20 anos.

      Quase metade dela foi desmatada, e os afluentes do rio Araguaia têm sofrido com a retirada de água para agricultura irrigada.

      O Governo do Tocantins disse à Folha que vem reforçando a fiscalização para combater o desmatamento. Desde março, segundo a gestão, o estado conta com sistema de alertas de desmatamento e queimadas com imagens de satélite diárias, para um monitoramento semanal.

      No front do problema, povos tradicionais que sentem os efeitos do desmate e do avanço de criminosos pelo seu território apontam que é preciso mais ação tanto na esfera federal quanto na estadual.

      “A questão ambiental está piorando e colocando em risco o bioma e as nossas comunidades quilombolas e indígenas. Não conseguimos usar todo o nosso território. O solo e as águas estão sendo envenenados com agrotóxicos”, conta Evandro Moura Dias, da Coordenação das Comunidades Quilombolas do Tocantins.

      Para ele, é preciso que os próximos governantes reconheçam legalmente as comunidades tradicionais para protegê-las de conflitos por terra.

      Como se repete em todo o país, as áreas ambientais mais protegidas do Tocantins costumam estar em unidades de conservação, terras indígenas e comunidades tradicionais. No estado, 13,25% da área está demarcados como unidade de conservação ou terras indígenas.

      O estado já tem uma parte significativa do território em propriedades privadas, mas ainda há terras sem destinação de uso. De acordo com o Imazon, 90% dessas áreas sem destinação são de responsabilidade estadual.

      E boa parte delas nem sequer está registrada em cartório, o primeiro passo para o processo de regularização —seja para proprietários particulares seja para transformá-las em unidades de conservação.

      A ação, segundo pesquisadores, é fundamental para conseguir preservar a vegetação nativa. Isso porque, sem a destinação dessas terras, não há legislação que as proteja de invasões.

      Outro ponto é que a legislação fundiária do Tocantins não impede a regularização de áreas desmatadas recentemente. O relatório “Leis e Práticas de Regularização Fundiária no Estado do Tocantins”, do Imazon, aponta que invasores de terras públicas podem regularizar as áreas pagando valores irrisórios.

      O hectare (10 mil m²) custa em média R$ 3,50, mas há casos em que, com R$ 1, o grileiro pode ter a posse definitiva da área invadida e desmatada.

      O Governo do Tocantins diz que tem adotado as medidas de combate à grilagem, com regularização fundiária nos termos previstos na legislação. O governo também afirma que criou a Delegacia de Repressão e Conflitos Agrários e realiza ações em territórios quilombolas.

      Há décadas, a Amazônia tocantinense vem sendo transformada para o uso da agropecuária. Nos últimos anos, porém, esse processo cresceu com o cultivo de grãos e a silvicultura, explica Renato Torres, doutor em ecologia e professor da Universidade Federal do Tocantins.

      “Essa é a parte atualmente mais degradada. Nós temos em torno de 20% de cobertura vegetal remanescente nessa parte da Amazônia tocantinense”, aponta.

      A área de cerrado, ele diz, também foi ocupada inicialmente com a pecuária e, mais recentemente, com a produção de grãos.

      “Esse processo de transformação da terra é favorecido pelas políticas públicas. Nós também temos uma questão relacionada à legislação. Só um terço das áreas do cerrado devem ser conservadas pelos proprietários particulares, enquanto na Amazônia são 80%”, lembra Torres.

      Fiscais do Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) são escoltados por policiais militares e vistoriam desmatamento recente no município de Apuí, no sul do Amazonas. Desmatamento tem adentrado o estado, que possuí trechos contínuos do bioma muito preservados. Tido como "coração da Amazônia", desmate no Amazonas preocupa pesquisadores
      Fiscais do Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) são escoltados por policiais militares e vistoriam desmatamento recente no mu Lalo de Almeida/Lalo de Almeida/FolhapressMAIS 

      Nestas eleições, as intenções de voto para governador no Tocantins se concentram em duas candidaturas, segundo as pesquisas.

      Candidato à reeleição e líder nas pesquisas, o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) propõe promover desenvolvimento econômico através da agropecuária, respeitando o meio ambiente e as políticas de preservação.

      No plano de governo, cita como principais ações a redução de queimadas e do desmatamento, a expansão do Conselho Estadual de Meio Ambiente e a atualização das normas ambientais.

      Em segundo lugar nas pesquisas, o candidato Ronaldo Dimas (PL) quer tornar os processos de licenciamento ambiental menos burocráticos e modernizar a fiscalização ambiental.

      Seu plano de governo fala em “apoiar técnica e financeiramente a recuperação de áreas degradadas para aumento da produtividade agrícola” e fortalecer a gestão participativa nos conselhos e órgãos colegiados.

      O projeto Planeta em Transe é apoiado pela Open Society Foundations.

      Questões

      1 Por que se afirma que o centro oeste abria a “caixa d’água” do Brasil?

      2 O que é “grilagem” de terras?

      3 O que são territórios quilombolas?

      4 Como o uso da tecnologia ajuda a monitorar as áreas de devastação no Brasil?

      5 Caracterize os Biomas presentes no território do Tocantins.

      Prof Luciano Mannarino

    2. artificial intelligence

      artificial intelligence

      Mauritius was a very dedicated and busy guy: a real Workaholic!  Married to Ana, their relationship had been deteriorating by the constant absences: Civil aviation is cruel to marriages.

      – Mauritius, do you know what WhatsApp is? It’s a cool app that you can use to talk to me. Said Ana at a rare dinner for two.

      – We’re married, that’s what matters my love. He justified it before his wife’s astonished look.  Ana was the second passion of her life – Airplanes the first!

      While talking to a friend he discovered an ingenious solution.

      – You need MESSENGERPLUS AI.  I’m talking about an application that uses state-of-the-art artificial intelligence. It fires and responds to messages according to some parameters. You don’t have to warm your head anymore. Said the friend.

      – Um, that’s interesting. I’m going to try it.

      Installed it on his smartphone and in the first few weeks it was a marvel.  Ana had changed radically, was more and more in love due to the attention of Mauritius was dedicating to her and the marriage.

      In fact, the app was a real spectacle. He said that Ana was beautiful, that he loved her and her complex algorithm could even keep small dialogues and gallant like: “I loved the color of nail polish. It’s beautiful!!! Kisses… I love you always!!”

      However, Ana curious about the confusions of the last messages exchanged, decided to poke her husband’s cell phone and discovered the secret.  She was outraged by the artificiality of this sudden attention, installed the same application and never became interested in reading and answering mauritius’ messages. The relationship soured for good and months later they came to separate.

      One afternoon, with a rare moment of rest, Maurício decided to “clean” his cell phone, as this already compromised some functions. He deleted photos, videos and various apps and at the time of deleting MESSENGERPLUS AI. he noticed that the App was active and displayed the following dialog:

      Message 43.435: Mauricio to Ana

      – Dear and sweet Ana I promise to arrive early, because I make a point of taking you to a dinner to celebrate the 11 years of our Little Renatinha.  Now as a director of the company I have more freedom in my schedule. Kisses on you, Renata and our little Gabriel.

      Message 43,436: Ana to Mauritius

      – Dear and beloved Mauritius did not tell about dinner, it will be a surprise for the princess.  Gabriel does not do well in the College, the teacher complains of lack of attention at the time of explanation.  Who did you get? Laughter

      I’ll wait for you tonight. I love our family.

      Note. We’re 39 days away from our second trip to Disney.

      Artificial Intelligence is the animal!!!

      Artificial intelligence is cool!!!

      Author: LUCIANO MANNARINO

      The text was written in Portuguese and the google translator was used for English

      Luciano Mannarino

    3. Kwichon: o fenômeno que está ‘esvaziando’ as grandes cidades da Coreia do Sul

      BBC NEWS BRASIL

      José Carlos Cueto

      A capital sul-coreana, Seul, encarnou por décadas o espírito de progresso e desenvolvimento do país.

      A megalópole é uma das mais ricas capitais do mundo e o epicentro de indústrias tecnológicas poderosas e inovadoras que conquistaram o mundo.

      O magnetismo de Seul faz com que somente a sua área metropolitana abrigasse quase 25 milhões de habitantes –praticamente a metade da população da Coreia do Sul.

      Kwichon: o fenômeno que está 'esvaziando' as grandes cidades da Coreia do Sul
      Kwichon: o fenômeno que está ‘esvaziando’ as grandes cidades da Coreia do Sul – Getty Images

      Mas um número crescente de sul-coreanos vem se dedicando a uma nova aventura: o kwichon.

      “Kwichon significa literalmente ‘retorno ao rural’”, segundo explica Su Min Hwang, editora do Serviço Coreano da BBC.

      Nos últimos anos, o governo da Coreia do Sul observou com preocupação o despovoamento das zonas rurais, com as pessoas se mudando cada vez mais para a capital e sua área metropolitana. Por isso, diversas medidas foram tomadas para motivar as pessoas a voltar para o campo.

      Mas aparentemente o kwichon vive agora seu grande momento, com um número recorde de jovens sul-coreanos migrando para a zona rural.

      A PANDEMIA COMO IMPULSIONADORA

      Em 2021, a jornalista Julie Yoonnyung Lee, do Serviço Coreano da BBC, visitou a pequena cidade de Suncheon, na província de Jeolla do Sul.

      Lá, ela conheceu Yun Sihu, de 11 anos, e sua mãe Oh Sujung. Na porta de casa, havia uma grande plantação de batatas, milho, berinjelas, pimentões e alface. Mas Lee conta que a vida delas era muito diferente, pouco tempo atrás.

      Sihu e sua família moravam no nono andar de um edifício de 19 pavimentos em uma zona de tráfego intenso. Mesmo antes dos confinamentos causados pela pandemia de Covid-19, Sihu e seu irmão já haviam inventado uma forma de jogar beisebol dentro do apartamento, devido à falta de espaço ao ar livre.

      Pastores usando máscaras participam de culto online em Seul, na Coreia do Sul.
      Pastores usando máscaras participam de culto online em Seul, na Coreia do Sul. Jung Yeon-je/AFPMAIS 

      Desde que a família se mudou para Suncheon, os arranha-céus da cidade foi substituídos por montanhas, o ruído do tráfego pelo cacarejar das galinhas e o apartamento minúsculo da família, por uma casa tradicional de madeira e teto curvado.

      “Agora, coloco um pé para fora de casa e todo o terreno é um espaço de jogos. Rego os pimentões, as berinjelas e as alfaces todos os dias”, conta Sihu.

      Com mais da metade da população do país vivendo na região metropolitana de Seul, muitas pessoas recearam que a Covid-19 pudesse se alastrar rapidamente pelos blocos de apartamentos densamente ocupados da capital.

      Assim que o vírus chegou, as escolas foram fechadas. Para Sihu, o isolamento foi forte demais. Sua saúde mental ficou debilitada ao ficar presa com o aprendizado online, sem poder encontrar seus amigos.

      Vê-la assim, para sua mãe, era devastador. Ela então aproveitou a oportunidade para colocar em ação uma ideia com que ela sonhava há anos: deixar a cidade em busca de uma vida nova no campo. E outras centenas de milhares de sul-coreanos estão fazendo o mesmo.

      RECORDE NOS NÚMEROS

      Voltar para o campo e para a agricultura é uma tendência que vem ganhando força nos últimos anos, devido ao golpe da pandemia e à necessidade de buscar estilos de vida alternativos.

      Uma pesquisa realizada em 2021 pelo Escritório Nacional de Estatísticas e pelo Ministério da Agricultura, Alimentos e Questões Rurais da Coreia do Sul indicou que 515.434 pessoas abandonaram Seul naquele ano e mudaram-se para vilarejos de agricultores ou pescadores –4,2% a mais que no ano anterior.

      Especificamente com relação aos jovens, 235.904 pessoas com menos de 30 anos de idade retornaram para a zona rural. Elas representam 45,8% do total e este é o maior número já registrado no país.

      “Recentemente, muitos jovens de Seul encerraram suas carreiras e, descontentes com seu trabalho e suas perspectivas, decidiram mudar-se para tentar a sorte no campo. E parece que muitos estão gostando”, explica Ramón Pacheco Pardo, professor de relações internacionais e especialista em assuntos coreanos e do leste asiático do King’s College de Londres.

      O descontentamento com o trabalho se une a outros motivos de reclamações em outras grandes cidades do mundo, como os altos preços da moradia, o estresse urbano e a forte competitividade.

      A Coreia do Sul tem uma das taxas de suicídio mais altas do mundo. Estatísticas do governo indicam que esta é a maior causa de mortalidade entre jovens e adolescentes.

      Psicólogos atribuem esses níveis de depressão e suicídio à intensa pressão imposta aos jovens para que eles tenham sucesso acadêmico. Mas cada vez mais jovens consideram esse sucesso inalcançável, pois o excesso de estudos e o ritmo da cidade consomem suas energias, sem oferecer a recompensa esperada.

      VOLTA AO PASSADO

      Na segunda metade do século 20, a Coreia do Sul passou por décadas de progresso e crescimento econômico acelerado.

      Por muitos anos, antes da divisão entre Coreia do Norte e do Sul na década de 1940 e da Guerra da Coreia entre 1950 e 1953, a grande maioria dos coreanos dedicava-se à agricultura.

      Mas, a partir dos anos 1960, começou uma migração maciça do campo para a cidade –em grande parte, para fugir da pobreza. Essa explosão urbana foi um dos grandes fatores para o crescimento econômico e a criação de riqueza e oportunidades.

      As fortes chuvas que atingiram a área metropolitana de Seul de segunda-feira até o início de quarta (10) deixaram seis pessoas desaparecidas e pelo menos nove mortas
      As fortes chuvas que atingiram a área metropolitana de Seul de segunda-feira até o início de quarta (10) deixaram seis pessoas desaparecidas Anthony Wallace – 11.ago.22/AFPMAIS 

      Ocorre que, hoje em dia, muitos jovens enfrentam uma série de obstáculos para aproveitar essas oportunidades, em comparação com as gerações passadas. Neste contexto, não é de se estranhar que famílias com adolescentes, como Sihu, e outros jovens profissionais abandonem seu trabalho e experimentem a vida rural, retornando ao ambiente tradicional de muitos coreanos no passado.

      IMPULSO PARA A VIDA RURAL

      Diversos governos sul-coreanos tentaram buscar uma forma de solucionar o desequilíbrio populacional e econômico entre a região metropolitana de Seul e a zona rural.

      Por décadas, a escassez de investimentos em setores como a agricultura e a pesca deixou o campo sul-coreano em declínio econômico.

      “A zona rural estava ficando despovoada porque os jovens e, sobretudo, as mulheres se mudaram para a cidade em busca de oportunidades”, segundo Pacheco.

      Aliado a isso, a Coreia do Sul possui uma das taxas de natalidade mais baixas do mundo, o que é um duro golpe para o ambiente rural.

      O êxodo rural foi se agravando até o ponto de ameaçar a segurança alimentar. Os agricultores eram idosos, em sua maioria, e muitos começaram a se aposentar ou morrer sem que houvesse jovens para substituí-los. Por isso, as autoridades oferecem facilidades para os cidadãos que querem mudar-se para o campo.

      “O governo incentiva treinamentos e programas educativos sobre a vida no campo. Existem programas para aprender a colher e alguns governos locais oferecem ajuda econômica e acesso à moradia”, afirma Pacheco Pardo.

      Apoios indiretos, como maior investimento em infraestrutura, também vêm impulsionando o bom momento do kwichon.

      “Em um país pequeno, a possibilidade de transporte barato graças à nova infraestrutura ajuda mais pessoas a realizar essa mudança de vida”, afirma o professor.

      EFEITOS SOBRE A NOVA GERAÇÃO

      O aumento do kwichon é um fenômeno relativamente recente. Por isso, parece que ainda é cedo para avaliar seus efeitos e os resultados da ajuda do governo.

      Mas alguns avanços já começam a surgir. Antes da pandemia, por exemplo, muitas escolas rurais estavam a ponto de fechar. E, durante a visita a Suncheon em 2021, a BBC entrevistou a professora da escola de Sihu, Shin Youngmi.

      Ela havia lecionado anteriormente na região metropolitana de Seul. Depois da sua experiência no campo, Shin acredita que as escolas rurais podem oferecer uma oportunidade real aos coreanos para enfrentar os altos níveis de estresse e depressão dos jovens.

      Para ajudar as escolas rurais, as autoridades chegaram a oferecer subsídios às famílias dispostas a mudar-se de Seul. Naquele ano, a escola de Sihu recebeu sete novos alunos e a professora Shin afirma que toda a comunidade se beneficiou com seus novos moradores.

      Resta saber se as jovens gerações de migrantes rurais decidirão permanecer em meio à natureza ou se serão atraídas de volta à agitação da cidade grande.

      https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2022/09/kwichon-o-fenomeno-que-esta-esvaziando-as-grandes-cidades-da-coreia-do-sul.shtml

      Questões

      1. Explique o processo de “divisão das Coreias”.

      2. Por que o kwichon vem ocorrendo na Coreia do Sul?

      3. Por que o governo da Coreia do Sul passou incentivar seus a cidadãos a morar no campo?

      4. O ocorreu na Coreia do Sul uma macrocefalia urbana? Justifique.

      Prof Luciano Mannarino