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  • Terremoto atinge Peru e moradores do Acre e de Rondônia sentem tremor

    Terremoto atinge Peru e moradores do Acre e de Rondônia sentem tremor

    Vibração registrada foi de magnitude 5,7 e ocorreu próxima da superfície; apesar do susto, não há registros de acidentes

    Por iG Último Segundo

    Atualizada às 10/10/2021 08:08

    Terremoto atinge Peru e moradores de cidades brasileiras sentem tremor
    ReproduçãoTerremoto atinge Peru e moradores de cidades brasileiras sentem tremor

    O oeste do Peru foi atingido por um  terremoto de magnitude 5,7 durante a noite do último sábado (09). Registrado próximo da fronteira peruana com a brasileira e a boliviana, as oscilações terrestres foram sentidas em cidades do Acre e de Rondônia. Apesar do susto, não há registros de acidentes. As informações são do portal G1.

    Segundo serviço de monitoramento do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, em inglês) – portal que observa as atividades sísmicas pelo mundo -, o tremor teve seu epicentro em uma profundidade de 13,5 quilômetros. A distância é considerada muito pequena da superfície e o suficiente para causar grandes danos.

    No Acre, sete municípios sentiram os tremores de terra. Em Rio Branco, a Arena da Floresta – utilizada para a disputa da final do Campeonato Acreano entre Rio Branco e Humaitá – informaram que o abalo foi sentido pouco antes do fim da partida.

    Silas Nascimento, de 33 anos, motorista que mora na capital acreana, relata que sentiu algo diferente enquanto assistia televisão em sua casa. “Estávamos no sofá vendo TV e eu senti uma pequena tontura. Minha esposa falou que tinha sentido um balanço aí depois de alguns segundos nos demos conta do que aconteceu, que foi um tremor de terras. Fiquei preocupado, pois estou fazendo uma obra em casa e fiquei com medo de ter abalado a obra, mas foi um tremor bem fraco e não aconteceu nada”.

    https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2021-10-10/terremoto-peru-cidades-brasileiras-tremor.html

    Questões

    1 Explique os motivos para instabilidade tectônica no território peruano.

    2 Aponte fatores que contribuem para elevados número de vítimas e danos materiais causados por um terremoto.

    3 Como o Serviço Geológico dos Estados Unidos faz observações sobre abalos sísmicos ao longo da superfície terrestre do planeta?

    4 Por que o território brasileiro não é submetido a abalos sísmicos de grandes intensidades?

    5 Por que moradores do Acre e Rondônia sentiram pequenos tremores desse evento?

    NATURE: Sismômetros domésticos fornecem dados cruciais sobre o terremoto do Haiti

    Namazu e os terremotos. (Atividade)

  • Coreias do Norte e do Sul restabelecem comunicação encerrada há dois meses

    Coreias do Norte e do Sul restabelecem comunicação encerrada há dois meses

    Regime de Kim Jong-un havia cortado diálogo em agosto; reaproximação ocorre após escalada de corrida armamentista

    3.out.2021 às 22h26

    SEUL | REUTERS e AFP

    As Coreias do Norte e do Sul restabeleceram seus canais de comunicação na manhã desta segunda (4, noite de domingo no Brasil), dois meses após Pyongyang encerrar a interlocução completamente.

    O anúncio foi feito em um comunicado pelo ministério sul-coreano de Unificação, segundo o qual autoridades dos dois países fizeram sua primeira ligação telefônica desde agosto.

    O ditador norte-coreano, Kim Jong-un – 29.set.21/KCNA/Reuters

    “Com a restauração da linha de comunicação Sul-Norte, o governo [de Seul] considera que se criou uma base para a recuperação das relações intercoreanas”, afirmou a pasta. Mais cedo, ao anunciar que a comunicação seria restabelecida, a agência de notícias estatal norte-coreana KCNA disse que “as autoridades sul-coreanas devem fazer esforços para colocar as relações Norte-Sul no caminho certo”

    O regime do ditador Kim Jong-un interrompeu os canais de diálogo com Seul no início de agosto, em sinal de protesto contra exercícios militares entre as Forças Armadas da Coreia do Sul e dos EUA. O corte ocorreu poucos dias após as Coreias restabelecerem as comunicações depois de um ano de silêncio.

    Bandeira da Coreia do Norte sobre multidão que compareceu à celebração do aniversário do país, em Pyongyang
    Bandeira da Coreia do Norte sobre multidão que compareceu à celebração do aniversário do país, em Pyongyang KCNA – 9.set.21/AFPMAIS 

    O gesto de reaproximação desta segunda-feira se dá em um contexto de acirramento da corrida armamentista na península coreana ao longo dos últimos meses. Em setembro, Pyongyang e Seul realizaram disparos de mísseis balísticos, em uma demonstração de algumas das armas mais sofisticadas que os países têm desenvolvido.

    A diferença entre as ações militares das duas Coreias é que os sistemas de mísseis balísticos do Norte foram alvo de sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, entidade responsável por zelar pela paz em âmbito mundial.

    https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2021/10/coreias-do-norte-e-do-sul-restabelecem-comunicacao-encerrada-ha-dois-meses.shtml

    Questões

    1 De que forma a trajetória desses países se relacionam como o Mundo Bipolar do pós 2 Guerra Mundial?

    2 Por que a Coreia do Sul se tornou um “Tigre Asiático”?

    3 Explique a criação do Conselho de Segurança da ONU destacando a sua atual formação. Quais são suas principais atribuições?

    4 Por que o que aconteceu com as “Alemanhas” não aconteceu com as “Coreias” após a Era Gorbatchev?

    A GEOPOLÍTICA DO PÓS GUERRA (vídeo e atividades)

    Coreia do Norte (Resumo)

    Inundações e deslizamentos de terra na Coreia do Sul matam ao menos 26 (atividade)

    Prof Luciano Mannarino.

  • Turquia desafia EUA e anuncia maior cooperação militar com a Rússia

    Turquia desafia EUA e anuncia maior cooperação militar com a Rússia

    Membro da Otan, país de Erdogan quer mais armas; movimento também é recado à Grécia

    30.set.2021 às 12h51

    Igor Gielow

    SÃO PAULO

    Em desafio direto aos EUA, com recado à rival Grécia e num reflexo da realidade geopolítica pós-retirada americana do Afeganistão, a Turquia anunciou o aprofundamento da cooperação militar com a Rússia.

    Na prática, o movimento significará a compra de uma segunda leva de sistemas antiaéreos S-400 e, posteriormente, a “construção de motores de aviões de combate, navios e projetos conjuntos, como submarinos”, de acordo com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

    Caça russo de quinta geração Su-57 em exibição no show aéreo Maks, perto de Moscou
    Caça russo de quinta geração Su-57 em exibição no show aéreo Maks, perto de Moscou – Dimitar Dilkoff – 20.jul.21/AFP

    Ele falava a jornalistas de seu país no avião presidencial ao voltar de uma reunião com o russo Vladimir Putin no balneário de Sochi, nesta quinta (30).

    Segundo ele, foi discutido “como impulsionar a cooperação militar a um nível superior”. Enquanto ideias de planos conjuntos são provavelmente apenas hipotéticas e geralmente retóricas, a questão dos S-400 é bem real, e o conjunto da obra representa um problema para o Ocidente.

    Na newsletter de Mundo, semanalmente, as análises sobre os principais fatos do globo, explicados de forma leve e interessante.

    A Turquia é um dos membros mais estratégicos da Otan, a aliança militar liderada pelos EUA, por ser o único que integra também o Oriente Médio.

    Da base turca de Incirlik, onde há talvez 50 bombas nucleares táticas americanas estocadas, partiram diversos ataques ocidentais nos conflitos na região nas últimas décadas.

    Em 2018, a Turquia anunciou que iria comprar o poderoso S-400, considerado um dos mais eficazes sistemas de defesa aérea do mundo. Os EUA protestaram, mas Erdogan foi em frente e, em 2019, começou a receber sua encomenda de US$ 2,5 bilhões (R$ 13,65 bilhões, na cotação atual).

    Ato contínuo, os americanos desligaram Ancara do programa de desenvolvimento do caça de quinta geração furtivo ao radar F-35, já com 4 de 30 aviões prontos para entrega aos turcos, que iriam produzir partes da aeronave dentro da cadeia produtiva internacional do modelo.

    Veículo militar russo (cinza) lidera comboio com turcos na província síria de Hasakeh
    Veículo militar russo (cinza) lidera comboio com turcos na província síria de Hasakeh Delil Souleiman – 14.jul.2021/AFPMAIS 

    Erdogan já havia gasto US$ 1,4 bilhão (R$ 7,64 bilhões) no projeto e negocia reparações. A alegação americana era a de que operar o S-400 no mesmo ambiente que o F-35 poderia revelar ao sistema russo eventuais fragilidades do caça americano.

    O problema colocado é a suspeita americana de que poderia haver algum tipo de acesso a essas informações pelos russos, que ajudam os turcos a operacionalizar os sistemas.

    A Otan também chiou, dado que a aliança preza pela interoperacionalidade dos sistemas de armas que emprega, para ter unidade em caso de conflito justamente com a Rússia.

    O corolário da situação, de que o clube teria acesso ao funcionamento de uma arma temida do adversário, foi convenientemente esquecido no debate. Mais grave, os EUA aplicaram sanções econômicas à Turquia no fim de 2020, como punição pela aquisição.

    A questão maior, claro, é política. Desde 2014, quando Putin anexou a Crimeia para evitar que a derrubada do governo pró-Kremlin em Kiev jogasse a Ucrânia no colo da Otan, como o país deseja até hoje, a relação entre a aliança e Moscou é a pior desde a Guerra Fria.

    Em junho, houve um grave incidente no processo, no qual um navio britânico passou por águas que a Rússia considera suas perto da península anexada no mar Negro e foi recebido com tiros reais de advertência e bombas jogadas por caças. Isso na esteira de uma quase volta do conflito na Ucrânia.

    De seu lado, Erdogan tem ampliado a posição de independência ante a um Ocidente do qual desconfia, em especial depois que os EUA se recusaram a extraditar o acusado de inspirar o golpe de Estado frustrado que sofreu em 2016.

    Caças Sukhoi Su-27 disparam flares em exibição aérea
    Caças Sukhoi Su-27 disparam flares em exibição aérea Serguei Karpukhin /ReutersMAIS 

    Nesse balé entra Putin, com quem a Turquia tem uma complexa relação de disputa e cooperação. Os países, que quase foram às vias de fato por apoiar lados diferentes na guerra civil Síria, hoje mantêm uma tensa ação conjunta por lá.

    Já na Líbia, as diferenças continuam, com acusações mútuas. No Cáucaso, em 2020, Erdogan jogou alto ao apoiar com armas e logística a ofensiva azeri que derrotou a Armênia, aliada russa, e reconquistar parte das perdas territoriais que Baku havia sofrido nos anos 1990.

    Os russos intervieram de forma relutante, dado que o então governo armênio não era muito simpático a Putin, e saíram como garantidores da paz, ainda instável. Mas uma nova realidade regional se mostrou.

    A indústria militar turca tem feito notáveis avanços, com, por exemplo, uma ampla família de drones. O Bayraktar-TB2 fornecido aos azeris é visto como um dos fatores do sucesso na guerra do ano passado.

    Mas, até por ser uma potência média, Ancara enfrenta problemas com desenvolvimentos mais ambiciosos. Planeja seu próprio caça de quinta geração, para substituir os 260 F-16 que seriam paulatinamente trocados pelos F-35.

    Agora, ao falar em cooperação em motores de caça, na realidade namora a ideia de comprar equipamentos russos que já lhe foram ofertados antes. Seriam modernos e bem-sucedidos caças Su-35 e talvez até modelos de quinta geração Su-57, com acidentada carreira, ou o planejado Sukhoi Checkmate.

    Já a questão dos submarinos pode introduzir modelos diesel-elétricos da classe Kilo nos estaleiros de Gölcük, que há anos produzem modelos alemães sob licença. Ancara opera 12 submarinos. Mas esse é um plano menos tangível a essa altura. Há também a rival histórica turca Grécia, que, assim como a Turquia, faz parte da Otan e com quem tem diferenças na bacia do Mediterrâneo.

    Casa bombardeada durante a guerra em Stepanakert, capital de Nagorno-Karabakh
    Casa bombardeada durante a guerra em Stepanakert, capital de Nagorno-Karabakh Cassiana Der Haroutiounian/FolhapressMAIS 

    Nas últimas semanas, o governo em Atenas anunciou um pacote de compras militares da França: três fragatas e ampliação de um pedido de caças avançados Rafale para 24 unidades, tudo ao custo de € 6,8 bilhões (R$ 42,97 bilhões).

    A posição turca reflete também novos tempos. A retirada americana do Afeganistão, deixando o frágil governo fantoche do país à mercê da retomada do poder pelo Talibã, foi lida em todos os cantos como um recado sobre o comprometimento de Washington com seus aliados.

    Na semana passada, Erdogan, que tem uma política externa audaciosa e que não limita cartas militares, deixou isso claro. “No futuro, ninguém vai poder interferir no tipo de sistemas de defesa que nós vamos adquirir”, afirmou à rede americana NBC.

    Já o Departamento de Estado respondeu em nota, afirmando que “nós exortamos a Turquia a não manter o sistema S-400 e a não comprar nenhum outro equipamento militar russo”.

    Não parece que deu muito certo, colocando do mesmo lado russos e turcos, que têm interesses estratégicos divergentes, mas pragmatismo de sobra.

    https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2021/09/turquia-desafia-eua-e-anuncia-maior-cooperacao-militar-com-a-russia.shtml

    Questão

    1) Explique o último parágrafo do texto.

    2) O que é OTAN e como ela surgiu?

    3) Por que a ascensão do Talibã no Afeganistão preocupa Ancara?

    4) Aponte um elemento que vem adiando a entrada da Turquia na UE.

    5) De que forma a presença de bombas atômicas americanas no território Turco se liga ao contexto da Guerra Fria?

    6) Qual a relação que a Guerra Civil na Síria tem com a “Primavera Árabe”?

    Prof Luciano Mannarino

    A GEOPOLÍTICA DO PÓS GUERRA (vídeo e atividades)

  • NATURE: O gelo do mar Ártico atinge o mínimo de 2021

    NATURE: O gelo do mar Ártico atinge o mínimo de 2021

    A cobertura mínima de gelo neste verão foi a décima segunda menor de todos os tempos – e os cientistas alertam que a tendência de longo prazo de encolhimento continua.

    Tosin Thompson

    Um urso polar está em blocos de gelo no Canal Britânico, no arquipélago de Franz Josef Land, em 16 de agosto de 2021.
    Animais do Ártico, como os ursos polares, dependem do gelo marinho. Embora a extensão mínima anual deste ano tenha sido relativamente alta, a cobertura de gelo está diminuindo com o aumento das temperaturas globais. Crédito: Ekaterina Anismova / AFP via Getty

    O gelo marinho do Ártico ultrapassou sua extensão mínima neste ano, diminuindo para 4,72 milhões de quilômetros quadrados em 16 de setembro, informou o Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo (NSIDC) dos Estados Unidos.

    Devido a um verão ártico frio e nublado, o mínimo anual deste ano foi o mais alto desde 2014 – o gelo cobriu quase 1 milhão de quilômetros quadrados a mais do que a extensão do ano passado de 3,82 milhões de quilômetros quadrados, que foi o segundo menor já observado (consulte ‘Cobertura de gelo ‘). Mas ainda é a décima segunda menor extensão de gelo marinho em quase 43 anos de registros de satélite, e os cientistas dizem que a tendência de longo prazo é para uma cobertura de gelo mais baixa.

    “Mesmo com o aquecimento global e a tendência geral de queda no gelo marinho, ainda há variabilidade natural”, diz Walt Meier, um cientista pesquisador sênior do NSIDC, que trabalha na Universidade do Colorado em Boulder.

    COBERTURA DE GELO.  O gráfico que mostra a extensão mínima do gelo marinho do Ártico está diminuindo em cerca de 13% por década.
    Fonte: NSIDC

    A extensão mínima do gelo marinho do Ártico está diminuindo a uma taxa de 13,1% por década. “Incluindo este ano, os últimos 15 anos tiveram as 15 extensões árticas mínimas mais baixas já registradas”, diz Meier. A menor extensão mínima já registrada foi estabelecida em 2012, depois que uma tempestade muito forte acelerou a perda de gelo fino que já estava à beira do derretimento.

    “A média de todos os anos está diminuindo constantemente, enquanto a temperatura média global está aumentando”, diz Steven Amstrup, cientista-chefe da Polar Bears International em Bozeman, Montana. Ele acrescenta que, embora possa haver maior extensão de gelo marinho em um determinado ano, a frequência de anos de gelo “ruim” com uma extensão mínima de gelo marinho está aumentando. “Melhores anos de gelo são cada vez mais anômalos na tendência de longo prazo”, diz Amstrup.

    Um verão fresco

    As regiões árticas experimentaram uma temporada de verão mais fria e nublada do que o normal neste ano, o que foi parcialmente causado por padrões de baixa pressão atmosférica no hemisfério norte. Arctic 2.0: O que acontecerá depois que todo o gelo desaparecer?

    Em junho e julho, a fraca pressão baixa no Ártico central impediu que ventos mais quentes do sul fossem atraídos para a área. Isso manteve o ar frio e impediu que parte do gelo derretesse. A baixa pressão também causa a formação de nuvens, que bloqueiam a luz solar. Isso pode retardar ainda mais o derretimento.

    Em agosto, o sistema de baixa pressão mudou para o norte dos mares Beaufort e Chukchi, no Alasca, produzindo temperaturas do ar de 2 a 3 ° C abaixo da média. E os ventos de inverno do ano passado empurraram gelo mais velho e mais espesso em ambos os mares. “Então, no início do verão, o gelo estava mais espesso do que nos últimos anos, e isso o tornou um pouco mais resistente”, diz Meier. “No entanto, também é provável que haja um aspecto da mudança climática”, acrescenta. “Em geral, há menos gelo antigo e a cobertura de gelo é mais fina. Gelo mais fino é mais facilmente empurrado pelos ventos e correntes ”.

    Um aumento transitório no gelo marinho pode criar melhores condições para as espécies que usam o gelo para caçar, diz Amstrup. “Mas é essa tendência descendente do mar de gelo, causada por uma frequência crescente de anos de gelo ruim, que determina o destino final dos ursos polares e de outros animais selvagens dependentes do gelo marinho.”

    https://doi.org/10.1038/d41586-021-02649-6

    Tradutor automático

    Prof Luciano Mannarino

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  • Covid provoca maior queda da expectativa de vida desde a Segunda Guerra

    Covid provoca maior queda da expectativa de vida desde a Segunda Guerra

    Estudo analisa impacto da pandemia em 29 países e cita que Brasil pode ter perdas ainda maiores

    27.set.2021 às 18h01

    BAURU (SP)

    O impacto da pandemia de Covid-19 nos índices de mortalidade alcançou em 2020 uma magnitude não testemunhada desde a Segunda Guerra Mundial, na Europa Ocidental, ou desde a dissolução da União Soviética, na Europa Oriental.

    As conclusões são de um estudo publicado neste domingo (26) no International Journal of Epidemiology e conduzido por um grupo de pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e da Universidade do Sul da Dinamarca.

    O levantamento conclui ainda que a expectativa de vida ao nascer caiu, de 2019 para 2020, em 27 dos 29 países analisados —os dados são de 27 nações europeias, além de EUA e Chile; o Brasil não entrou na análise. Os grupos em que houve maior redução são os de homens americanos e lituanos (queda de 2,2 e 1,7 anos, respectivamente).

    Homem que recebeu diagnóstico de Covid-19 internado no Centro do Departamento de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital San Filippo Neri, em Roma, na Itália
    Homem que recebeu diagnóstico de Covid-19 internado no Centro do Departamento de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital San Filippo Neri, em Roma, na Itália – Alberto Lingria – 19.mar.21/Xinhua

    Quedas de mais de um ano também foram registradas nas expectativas de vida em homens de 11 países e em mulheres de 8, afirma o relatório.

    Para dimensionar a gravidade dessa redução, os pesquisadores explicam que esse grupo de nações levou, em média, 5,6 anos para elevar a expectativa de vida de sua população em um ano —progresso que a pandemia de coronavírus eliminou ao longo de 2020 apenas.

    Ainda segundo o levantamento, mulheres de 15 países e homens de 10 terminaram o ano passado com uma expectativa de vida menor do que a registrada em 2015.

    A expectativa de vida ao nascer é uma das métricas mais usadas para analisar a saúde e a longevidade de determinada população.

    O índice se refere à média de anos que uma amostra de recém-nascidos viveria se estivesse sujeita aos índices de mortalidade vigentes no momento da medição. Embora não deva ser interpretado como previsão ou projeção da duração da vida em âmbito individual, ele permite a identificação de padrões nos índices de mortalidade.

    Ativistas da ONG Rio de Paz, entidade de defesa dos direitos humanos, abrem covas na praia de Copacabana para chamar a atenção para as mortes causadas pela Covid-19 no país
    Ativistas da ONG Rio de Paz, entidade de defesa dos direitos humanos, abrem covas na praia de Copacabana para chamar a atenção para as morte Pilar Olivares/Reuters

    No contexto da Covid-19, explicam os pesquisadores, a expectativa de vida ao nascer permite comparar “impactos cumulativos da pandemia com choques de mortalidade no passado e tendências recentes em diferentes países”.

    Assim, é possível analisar, por exemplo, os efeitos diretos e indiretos do coronavírus nos estudos populacionais. Segundo o relatório, a queda nos índices dos países avaliados se explica, entre outros motivos, pela maior mortalidade da Covid entre homens e pessoas com idade mais avançada –justamente os dois grupos que vinham puxando a curva da expectativa de vida para cima nos últimos anos.

    Como efeitos indiretos da pandemia, os pesquisadores destacam o aumento do número de mortes por outras causas, devido a adiamentos e atrasos de tratamentos de doenças cardiovasculares e de câncer, por exemplo, com a sobrecarga de hospitais. Por outro lado, há indícios de que medidas de restrição do contágio, como lockdowns, tenham diminuído o número de mortes por acidentes nas estradas.

    O estudo toma como base de comparação dados demográficos registrados entre 2015 e 2019. Todos os grupos analisados sofreram queda na expectativa de vida e em uma dimensão que anula quase todos os ganhos dos cinco anos anteriores, com exceção das mulheres na Finlândia e de pessoas de ambos os sexos na Dinamarca

    Os países escandinavos fogem à tendência constatada no estudo devido, segundo os pesquisadores, a “intervenções precoces não farmacêuticas, juntamente com um sistema de saúde robusto”.

    O fato de os EUA apresentarem resultado tão negativo pode ser explicado por algumas hipóteses levantadas no relatório. Uma delas é a de que, apesar de ter uma população mais jovem, o país apresenta maior índice de comorbidades entre pessoas com menos de 60 anos.

    “Outros fatores, como aqueles ligados ao racismo estrutural e à desigualdade no acesso ao sistema de saúde entre a população economicamente ativa, podem ajudar a explicar o aumento da mortalidade”, diz o estudo. São citados artigos científicos que apontam que populações socialmente desfavorecidas nos EUA, como negros e latinos, tiveram perdas em expectativa de vida três vezes maiores do que a média nacional.

    O médico Daniel Lewis, que ficou hospitalizado por um mês com Covid
    O médico Daniel Lewis, que ficou hospitalizado por um mês com Covid Erin Schaff -7.abr.2021

    Apesar de não integrar a análise, o Brasil é citado nas conclusões do relatório, ao lado do México, como nação emergente “devastada pela pandemia”, onde as perdas em expectativa de vida podem ser ainda maiores do que as demais mencionadas.

    Os autores observam ainda que, devido à falta de informações “completas e confiáveis”, somente dois países de fora da Europa — EUA e Chile — puderam ser objeto de análise. Nos demais, “os verdadeiros impactos da pandemia na mortalidade podem nunca ser totalmente conhecidos”.

    https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2021/09/covid-provoca-maior-queda-da-expectativa-de-vida-desde-a-segunda-guerra.shtml

    Questões

    Prof Luciano Mannarino

    Para conter crise demográfica, China autorizará 3 filhos por família

    DEMOGRAFIA E TEORIA DA TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA.