Categoria: Questão Ambiental

  • La Niña – ELA CHEGOU!

    La Niña – ELA CHEGOU!


    10/09/2020 às 14:00

    Segundo relatório distribuído hoje pela NOAA, a La Niña já pode ser considerada ativa e, mesmo com fraca intensidade, tem influência em todo o planeta.

    Para ser considerada ativa, o Oceano Pacífico Equatorial precisa estar mais frio do que a média por algum tempo, e isso já vinha acontecendo. E os ventos também precisam reagir a esta mudança de temperatura do Oceano. E essa premissa também está cumprida, com o que os meteorologistas chamam de acoplamento do oceano com a atmosfera. Os Alísios estão soprando mais fortes por causa do resfriamento do Oceano.

    Segundo relatório distribuído hoje pela NOAA, a La Niña já pode ser considerada ativa e, mesmo com fraca intensidade, tem influência em todo o planeta.

    Para ser considerada ativa, o Oceano Pacífico Equatorial precisa estar mais frio do que a média por algum tempo, e isso já vinha acontecendo. E os ventos também precisam reagir a esta mudança de temperatura do Oceano. E essa premissa também está cumprida, com o que os meteorologistas chamam de acoplamento do oceano com a atmosfera. Os Alísios estão soprando mais fortes por causa do resfriamento do Oceano.

    No Brasil a principal característica do fenômeno é melhorar as condições para chuva no Nordeste e no Norte, mas tem o efeito de inibir as chuvas frequentes no Sul. No Sudeste e no Centro-Oeste a maior influência está na temperatura, que tende a ser mais amena nos anos de La Niña, em comparação com o seu irmão El Niño, que tem efeito oposto.

    Impactos da La Niña no Clima Global

    A Climatempo indica que seus impactos no clima global serão com fraca intensidade.
    Como possíveis impactos no Brasil, pode se citar a maior probabilidade de ocorrência de chuvas acima da média na faixa centro-norte do país, que abrange a maior parte da Região Nordeste, a maior parte da Região Norte, e a faixa mais a norte do Centro-Oeste e do Sudeste. Funcionando de maneira inversa, o impacto no Sul seria o inverso, de menos chuvas. Na Região Sudeste, os principais impactos são nas temperaturas, que ficam mais amenas.

    https://www.climatempo.com.br/noticia/2020/09/10/la-nina-ela-chegou–5683

  • Ameaçadas de extinção, 4.000 araucárias estão sendo derrubadas por obra no PR

    Ameaçadas de extinção, 4.000 araucárias estão sendo derrubadas por obra no PR

    Implantação de torres de energia vai desmatar área equivalente a 220 campos de futebol; empresa possui licença para derrubada

    Katna Baran

    CURITIBA

    Uma área equivalente a mais de 220 campos de futebol de vegetação nativa, incluindo 4.000 araucárias, árvore símbolo do Paraná e ameaçada de extinção, está sendo derrubada para a passagem de novas torres de transmissão de energia elétrica pelo estado.

    O projeto prevê 1.000 km de linhas cortando 24 municípios e ainda passa pela Escarpa Devoniana, formação protegida do território paranaense.

    A obra, em fase inicial, é conduzida pela Engie, multinacional francesa que venceu o leilão de 2017 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para reforçar o sistema energético do país. Segundo a empresa, o projeto, intitulado Gralha Azul (ave símbolo do Paraná e uma das espécies dispersoras do pinhão), vai movimentar R$ 2 bilhões e gerar 4.000 empregos diretos.

    Porém entidades de proteção ambiental apontam supostas irregularidades nas licenças.

    Ameaçadas de extinção, 4.000 araucárias estão sendo derrubadas por obra no PR

    Em maio, quando as imagens foram gravadas por Schepiura, as araucárias estavam carregadas de pinhões; a espécie, símbolo do Paraná, é ameaçada de extinção Leandro Schepiura/Reprodução/Leandro Schepiura/Reprodução

    Há cerca de um mês, o Ibama chegou a suspender a derrubada das árvores depois que o Ministério Público do Paraná pediu esclarecimentos ao órgão, mas o projeto já foi retomado.

    A denúncia aos promotores foi feita pelo Observatório Justiça e Conservação (OJC), que aponta falta de transparência no processo de concessão e incoerências nos levantamentos apresentados pela Engie, descobertos numa análise feita pela Universidade Federal do Paraná.

    Para os especialistas, os pedidos da empresa junto aos órgãos responsáveis pelas autorizações, principalmente o IAT (Instituto Água e Terra), não levam em consideração vários impactos.

    “Nunca vi um trabalho tão fraco tecnicamente em dez anos de experiência. Foi para ‘cumprir tabela’, subestimando todas as especificidades da região”, resumiu Eduardo Vedor, doutor em geografia e um dos especialistas que assinam o estudo.

    A Engie nega as acusações e destaca que tem todas as licenças para continuar trabalhando. A previsão inicial é de que o projeto seja finalizado em cerca de um ano.

    Um dos principais questionamentos dos ambientalistas é sobre o traçado das linhas. O levantamento aponta que a empresa evitou passar por terrenos privados, o que demandaria indenização aos proprietários.

    O projeto atinge a área em que o engenheiro florestal Leandro Schepiura pratica o reflorestamento, em Campo Largo, região metropolitana de Curitiba. Em maio, ele gravou em vídeo sua indignação pela derrubada de araucárias centenárias, todas carregadas de pinhões.

    “Luto para reflorestar o planeta, para dar exemplo de que é possível transformar nossa comida, e ver a derrubada de uma espécie altamente ameaçada é impactante, dá o sentido contrário, de que o que resta é continuar depredando e derrubando tudo”, disse.

    No Paraná, resta menos de 0,8% de área contígua e bem conservada de araucárias, associadas ao bioma mata atlântica. A área ocupada pela espécie cobria originalmente 200 mil km². O estado abriga o Parque Nacional dos Campos Gerais, maior floresta de araucárias protegida no mundo.

    Outra área impactada é a do turismo. O estudo da UFPR aponta que o cenário paisagístico da região pode ficar comprometido.

    A obra acabou com os sonhos do contador Ronaldo Montalto, que queria construir um refúgio para montanhistas como ele. Há três anos, ele comprou um terreno de 14 hectares —que já tinha uma torre instalada— no “pé” da Escarpa Devoniana, também em Campo Largo, mas logo depois surgiu o novo projeto.

    “É triste ver um projeto como esse numa região ímpar, com nascente de rio e remanescente de araucárias, onde já há uma linha de transmissão. Será que é realmente necessário mais uma?”, lamentou.

    O andamento da obra também preocupa o ator Luis Melo. Curitibano, ele escolheu a paisagem da Escarpa Devoniana para montar em São Luiz do Purunã um espaço de educação ambiental e um complexo cultural para artistas. “Essa paisagem é uma identidade paranaense de extrema beleza e nossas florestas já estão acabando.”

    Os ambientalistas afirmam que, pela extensão de vegetação a ser derrubada, o Ibama deveria ser consultado, o que não teria ocorrido.

    Também dizem acreditar que entidades foram negligentes na análise de impactos em outras esferas, como a do patrimônio arqueológico e das comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas, do local.

    Em nota, o IAT afirmou que, como a obra não ultrapassa os limites do Paraná, o licenciamento ambiental compete ao órgão. Destacou ainda que todos os estudos necessários foram apresentados pela empresa e receberam a anuência do instituto.

    “O empreendimento é essencialmente de utilidade pública e o traçado escolhido foi aprovado por apresentar o menor impacto aos meios físicos, biótico e socioeconômico”, completou.

    O Ibama não respondeu aos contatos da Folha até a conclusão desta reportagem.

    O Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) apontou que os sítios arqueológicos sob impacto direto estão sendo resgatados e os atingidos indiretamente estão sendo cadastrados, sinalizados e protegidos, seguindo as normas técnicas. A entidade não deu mais detalhes sobre o plano de proteção.

    A Fundação Palmares informou que o processo de licenciamento das torres seguiu todos os trâmites legais e atendeu aos critérios do órgão. Segundo a fundação, os planos de mitigação apresentados pela empresa foram “colaborativamente elaborados pelas comunidades” quilombolas de “maneira claramente participativa com os comunitários”.

    Para o diretor-executivo do OJC, Giem Guimarães, falta ainda maior debate do projeto com a sociedade.

    “Batizar esse projeto de Gralha Azul é uma afronta ao povo do Paraná. Esse obscurantismo dos governos é o verdadeiro ‘passando a boiada’”, disse, citando a frase do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

    O MP afirmou que ainda está tentando esclarecer os pontos questionados junto à empresa, mas não exclui a hipótese de uma ação. “Temos que ter medidas compensatórias proporcionais, senão a sociedade vai ficar apenas com o ônus da obra”, justificou o promotor Alexandre Gaio.

    Gaio disse ainda que o próprio edital da Aneel não atentou para as particularidades da área atingida. “Parece que prevaleceu uma agenda econômica.” Procurada pela Folha, a agência informou que respondeu aos questionamentos do MP, mas não disponibilizou o conteúdo da informação.

    A Engie afirmou que o corte de árvores foi autorizado pelo órgão competente, mas não confirmou o número de espécies que serão derrubadas. A empresa comunicou apenas que 7% da área atingida é composta por araucárias, o que equivale a cerca de 15 campos de futebol.

    A multinacional disse ter se empenhado para reduzir o impacto ambiental por meio de técnicas de engenharia e afirmou ter buscado desviar áreas de preservação no traçado das torres. Também afirmou que todas as licenças foram obtidas de acordo com as leis.

    Além da derrubada de árvores, disse a Engie, todos os impactos previstos pelo projeto são alvos de compensações ambientais. A empresa afirmou ter apresentado ao IAT propostas para cada área e disse que aguarda manifestação para que elas sejam validadas.

    Há, segundo a Engie, 17 programas socioambientais acompanhando a implantação do projeto, com monitoramento de flora e fauna, resgate arqueológico, recuperação de áreas degradadas, educação ambiental e comunicação permanente e transparente com a sociedade.

    Marcio Neves, diretor de implantação do projeto Gralha Azul, destacou à Folha o valor investido na obra —em parte financiada pelo BNDES— e os empregos gerados, além do reforço na energia da região, que vai favorecer indústrias e o agronegócio na área.

    “Detratores de projetos ou antagonistas de qualquer tipo utilizam como primeira alegação a falta de transparência, o que de certa forma é uma acusação muito vazia. Não conheço processo tão democrático, transparente e até exigente como o processo de licenciamento de infraestrutura no Brasil”, finalizou Gil Maranhão, diretor do grupo Engie.

    Pesquisadores da Unicentro receberam uma autorização para cortar araucárias numa pesquisa em pequenas propriedades rurais
    No total, 48 araucárias foram cortadas, no período de um ano. A madeira foi vendida em leilões públicos, e a renda, revertida para o dono da área -no caso, a aposentada Iolinda Campestrini de Mattos, 71
    A licença para o corte e manejo das araucárias se fundamenta em trechos da lei da mata atlântica, que estabelece "o estímulo à pesquisa e à difusão de tecnologias de manejo sustentável".
    IRATI, PR, BRASIL, 15.12.16 13h Pesquisadores da Unicentro - Universidade do Centro do Paraná (em Irati) começaram a cortar árvores da espécie em pequenas propriedades rurais, com o objetivo de gerar renda aos agricultores. (Foto: Marcus Leoni / Folhapress, FOTO)
    Para os pesquisadores, que têm o apoio da Embrapa, o manejo "é a melhor forma de conservação da floresta" em pequenas propriedades.
    "A ilegalidade é evidente. Voltar ao normal cortando árvores em extinção certamente não é o caminho", diz o promotor Alexandre Gaio, que coordena o Centro de Apoio às Promotorias do Meio Ambiente no Paraná.
    Conservacionistas do Paraná se mobilizaram para parar a pesquisa com corte de araucárias. Para eles, as licenças concedidas ao projeto abrem uma pressão econômica sobre os poucos remanescentes da mata atlântica no país.
  • Com ventos de 240 km/h, furacão Laura é um dos maiores a atingir os EUA

    Com ventos de 240 km/h, furacão Laura é um dos maiores a atingir os EUA

    Embora com menos força, fenômeno avança pelo país; primeira morte confirmada é de menina de 14 anos

    Lucas Alonso

    BAURU (SP)

    O furacão Laura atingiu a costa da Louisiana, nos Estados Unidos, na madrugada desta quinta-feira (27), com ventos de até 240 km/h. Houve ao menos uma morte, além de inundações e cortes no abastecimento de energia de milhares de moradores.

    Uma menina de 14 anos morreu quando uma árvore caiu sobre sua casa, em Leesville, de acordo com uma porta-voz do governador da Louisiana. O estado trabalha com a possibilidade de haver mais fatalidades.

    De acordo com meteorologistas, Laura é um dos fenômenos climáticos mais poderosos que já atingiram o país e, nos próximos dias, pode causar ainda mais danos.

    “Extremamente perigoso, o furacão de categoria 4 Laura tocou o solo perto de Cameron, na Louisiana”, afirmou o Centro Nacional de Furacões (NHC) em um boletim publicado nesta quinta-feira.

    Os registros do NHC indicam que Laura atingiu o continente por volta de 1h (3h, no horário de Brasília) causando “tempestade catastrófica, ventos extremos e inundações repentinas” em várias regiões do estado.[ x ]

    Na quarta-feira (26), o Serviço Meteorológico Nacional previu que o furacão poderia formar uma enorme parede de água com cerca de 65 km de extensão e altura equivalente a um prédio de dois andares. As ondas decorrentes do fenômeno avançariam até 50 km continente adentro e o nível das águas poderia subir entre 4,5 e 6 metros acima do normal.

    Embora as piores projeções não tenham se materializado, o NHC e autoridades locais mantiveram os alertas de perigo e reforçaram os pedidos de evacuação.

    Região alagada em decorrência do furacão Laura em Vermilion, na Louisiana – Kathleen Flynn – 26.ago.20/Reuters

    Três horas depois de atingir o continente, o furacão foi rebaixado para a categoria 3, com seu núcleo a cerca de 50 km ao norte-noroeste de Lake Charles, na Louisiana.

    A velocidade dos ventos caiu para 195 km/h, mas eles ainda foram fortes o suficiente para estourar as janelas dos 22 andares do Capital One Tower, o segundo maior edifício da cidade.

    Os efeitos do furacão também foram responsáveis pela queda de dezenas de árvores por toda a cidade. Os ventos também derrubaram placas de ruas e danificaram casas e prédios. Nas redes sociais, moradores registraram destroços das construções e carros abandonados nas ruas inundadas.

    Mais tarde, Laura continuou enfraquecendo e chegou à categoria 2, com ventos estimados em até 168 km/h, mas ainda oferece riscos graves, segundo os meteorologistas.

    Cerca de 650 mil residências e empresas na Louisiana e no Texas. Concessionárias locais alertaram que o número de interrupções aumentaria conforme o avanço do furação para o interior.

    Em entrevista à Fox News, Pete Gaynor, administrador da Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema) disse que o órgão está avaliando os prejuízos causados pelo furacão, mas que considera os danos menores do que as expectativas.

    No final da manhã, o fenômeno caiu mais um nível e chegou à categoria 1 —a mais branda, porém ainda perigosa— com ventos de até 120 km/h.

    De acordo com o físico Evandro Moimaz Anselmo, doutor em meteorologia pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, os furacões tendem a perder força quando chegam ao continente porque a sua principal fonte de energia é o vapor da água dos oceanos.

    Em terra firme —mais fria e seca—, eles perdem essa fonte e se dissipam gradualmente.

    “Durante este processo de dissipação do Laura no continente, as chuvas intensas deverão causar danos, principalmente nos próximos três dias, e ao longo da sua trajetória sobre os estados de Louisiana e Arkansas.”

    As condições atmosféricas da região Sul dos EUA indicam, segundo explicação de Anselmo à Folha, “desintensificação progressiva de furação para tempestade tropical e depressão tropical nos próximo cinco dias”.

    Segundo previsão do NHC, “o centro do Laura vai continuar a se mover para o interior cruzando o sudoeste da Louisiana”. Em um alerta divulgado na manhã desta quinta, o órgão pediu que os moradores da região que ainda não tinham sido evacuados buscassem proteção imediata.

    Apesar do risco iminente, muitas pessoas escolheram ficar em casa, contrariando as ordens de evacuação obrigatória na Louisiana e no Texas que abrangem cerca de 620 mil moradores dos dois estados.

    Autoridades locais reforçaram as recomendações dizendo que levaria horas até que pudessem sair para iniciar as missões de busca e resgate. O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu aos moradores das áreas afetadas que seguissem as orientações.

    “Laura é um furacão muito perigoso e está se intensificando rapidamente”, disse o republicano em uma publicação no Twitter. “Meu governo continua colaborando totalmente com os gestores de emergência estaduais e locais”.

    Durante a manhã desta quinta, Trump aprovou a declaração de emergência para o estado do Arkansas, e deu a autoridades federais o poder de coordenar a assistência às vítimas e a liberação de recursos.

    À tarde, o presidente era esperado na sede da Fema para se atualizar sobre o furacão.

    Moradias temporárias foram organizadas às pressas fora da zona de emergência para os residentes evacuados, e equipes de emergência estavam estrategicamente posicionadas, de acordo com agências estaduais e federais.

    Em Vermilion, ao leste da primeira cidade atingido pelo Laura, o gabinete do xerife publicou um aviso severo em uma rede social.

    “Se você decidir ficar em casa e não conseguirmos chegar até você, anote seu nome, endereço, número do seguro social e contatos de parentes próximos e coloque em um saco plástico vedado em seu bolso”, diz a publicação.

    Em Lake Charles, Jimmy Ray, um morador ouvido pela agência de notícias AFP, disse que sua família tentaria, a princípio, “aguentar dentro de casa”, mas viu “que o furacão ia ser muito forte”.

    Outra moradora, Patricia Como, contou que seus irmãos, primos e outros membros da família decidiram ficar, mas ela não queria correr o risco. “Não vou brincar com Deus”, disse.

    Angela Jouett, que lidera a operação de evacuação na cidade, informou que novos protocolos foram implementados devido à pandemia do coronavírus. Segundo ela, as pessoas que entram nos centros de evacuação usam desinfetante nas mãos, passam por controles de temperatura e mantêm distanciamento físico.

    Em Westlake, cerca de 6 km a oeste de Lake Charles, o furacão pode ter sido a causa de um grande incêndio em uma fábrica de produtos químicos, que liberou uma espessa fumaça negra.

    O governador da Louisiana, John Bel Edwards, alertou os moradores da área para não saírem de duas casas, fecharem portas e janelas, e desligarem aparelhos de ar-condicionado, sob risco de intoxicação.

    Furacão Laura se aproxima da costa dos Estados Unidos

    Homem coloca tapumes em loja de conveniência na cidade de Galveston, no Texas, antes da chegada do furacão Laura
    Homem coloca tapumes em loja de conveniência na cidade de Galveston, no Texas, antes da chegada do furacão Laura ADREES LATIF/Adrees Latif – 26.ago.2020/Reuters

    No Texas, o governador Greg Abbott também pediu aos residentes que evacuem suas casas. “Eles têm apenas mais algumas horas para escapar dos danos”, disse a uma emissora local.

    “Esta é uma tempestade muito perigosa, mais forte do que a maioria que já cruzou” as costas do estado, acrescentou, insistindo para que a população faça “tudo que for possível para sair do caminho” do Laura.

    Abbott também sugeriu que quem tiver condições financeiras deve procurar refúgio em hotéis, para diminuir o risco de contaminação pelo coronavírus. O Texas é um dos estados americanos mais atingidos pela pandemia.

    A cidade texana de Port Arthur, com população estimada em 54 mil habitantes, estava praticamente abandonada na noite de quarta-feira. Apenas alguns postos de gasolina e uma loja de bebidas mantiveram as portas abertas.

    “As pessoas precisam de vodca”, disse Janaka Balasooriya, um funcionário. Ouvido pela Reuters, ele disse morar a alguns quarteirões de distância da loja e que enfrentaria o Laura em casa.

    Na Ilha de Galveston, cidade que sofreu com o furacão mais letal da história dos EUA em 1900, com milhares de mortos, o prefeito Craig Brown disse que as autoridades estão monitorando de perto a situação.

    “Tivemos uma boa cooperação de nossos residentes na evacuação”, disse ele. “Se eles quiserem ficar, nós permitiremos”, mas “se eles ficarem, é possível que não tenham nenhum serviço de emergência disponível”, esclareceu.

    Em Nova Orleans, devastada pelo furacão Katrina, de categoria 5, há 15 anos, o histórico Bairro Francês ficou sem turistas, e sacos de areia foram empilhados diante de portas e janelas. Os edifícios de arquitetura colonial foram protegidos com chapas de madeira.

    “Não estou preocupado com a água que entra com a tempestade, mas sim com a chuva e as bombas sem funcionar. É isso que vai causar as enchentes”, disse à AFP Robert Dunalp, empresário que não se esquece do furacão que deixou 1.000 mortos.

    Antes de chegar aos EUA, Laura passou como tempestade tropical por Cuba, onde provocou fortes chuvas e alguns danos. No fim de semana, a tempestade provocou 25 mortes no Haiti e na República Dominicana.

    De acordo com o NHC, a temporada de tempestades no Atlântico, que vai até novembro, deve ser uma das mais severas. Os meteorologistas preevem até 25 fenômenos, dos quais o furacão Laura é o 12º até o momento.

    Com AFP e Reuters

    Questão.

    1. Estabeleça diferenças entre Tornados e Furações?
    2. Por que os Furações ocorrem no final do Verão e começo do Outono no Atlântico?
    3. Por que os Furações perdem intensidade quanto avançam sobre o interior dos EUA?
    4. Por que observamos um número expressivo de vitimas fatais quando esses eventos atravessam as ilhas do caribe?

    Professor Luciano Mannarino.

  • Inundações e deslizamentos de terra na Coreia do Sul matam ao menos 26 (atividade)

    Inundações e deslizamentos de terra na Coreia do Sul matam ao menos 26 (atividade)

    Monção mais longa do país em sete anos causa enchentes e deve continuar nos próximos dias

    Pelo menos 26 pessoas morreram após 46 dias de fortes chuvas na Coreia do Sul, com a monção mais longa do país em sete anos causando mais enchentes, deslizamentos de terra e evacuações no sábado (8).

    Quase 5.000 pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas neste sábado, de acordo com dados do Ministério do Interior e Segurança, quando as chuvas atingiram a parte sul da península coreana. Dez estão desaparecidos.

    A cidade de Seul alertou as pessoas para ficarem longe de porões, vales e rios, já que mais chuvas torrenciais são esperadas à noite.

    Cerca de 100 metros de um dique no rio Seomjin colapsaram, inundando a área, disse um funcionário da província de Jeolla do Sul.

    O parque Banpo Hangang, em Seul, inundado pelas fortes chuvas – Wang Jingqiang -08.ago.2020/Xinhua

    A agência florestal do país elevou os avisos de deslizamento de terra ao seu nível mais alto em todas as regiões, exceto na ilha de férias de Jeju.

    Cinco casas foram soterradas em um deslizamento de terra de uma montanha atrás de uma vila em Gokseong, na província de Jeolla do Sul, matando cinco pessoas. Outras três foram resgatadas.

    Doze voos locais foram cancelados no aeroporto regional de Gwangju, perto da ponta sudoeste da península, depois que a pista foi inundada, de acordo com a agência de notícias Yonhap.

    A monção mais longa registrada na Coreia do Sul foi de 49 dias em 2013. As previsões meteorológicas atuais prevêem que a monção deste ano pode durar mais.

    Na vizinha Coreia do Norte, a mídia estatal Korean Central Broadcasting também alertou sobre chuvas pesadas em áreas já atingidas pelas enchentes.

     

    https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/08/inundacoes-e-deslizamentos-de-terra-na-coreia-do-sul-matam-ao-menos-26.shtml

     

    Pesquisa em grupo (sala de aula)

    Explique o mecanismo dos Ventos Monçonicos evidenciando suas consequências.

     

     

     

    Prof. Luciano Mannarino.

  • Como as pessoas ricas podem ajudar a salvar o planeta das mudanças climáticas?

    (CNN)As pessoas ricas não têm apenas saldos bancários maiores e estilos de vida mais luxuosos do que o resto de nós – eles também têm pegadas de carbono maiores.

    Quanto mais coisas você possui e quanto mais viaja, mais combustíveis fósseis são queimados e mais gases de efeito estufa são emitidos para a atmosfera.
    Passeando de carro, comprando artigos de luxo, mantendo as mansões aquecidas e dirigindo supercarros – todos eles têm uma pegada de carbono.
    A Oxfam estimou que a pegada de carbono média de alguém nos 1% mais ricos do mundo poderia ser 175 vezes a de alguém nos 10% mais pobres. Estudos também mostram que os pobres sofrem mais com as mudanças climáticas .
    Mas alguns argumentam que os ricos podem fazer o máximo para ajudar a consertar a crise climática. Veja como eles podem fazer a diferença.

    Gaste sabiamente

    As decisões de compra dos ricos significam muito mais na luta contra as mudanças climáticas do que as da maioria das pessoas.
    Ilona Otto e seus colegas do Instituto de Pesquisa de Impacto Climático de Potsdam estimaram que a família “super-rica” ​​típica de duas pessoas (que eles definiram como possuindo ativos líquidos de mais de US $ 1 milhão, excluindo sua casa principal) tem uma pegada de carbono de 129 toneladas de CO2 por ano. Isso representa cerca de 65 toneladas de CO2 por ano por pessoa, o que é mais de 10 vezes a média global.
    Otto observou que, como a amostra no estudo era pequena, os números são ilustrativos. “Provavelmente nossas estimativas são ainda mais baixas que as verdadeiras emissões de milionários”, disse ela.
    “Em relação às escolhas de estilo de vida, os ricos podem mudar muito”, disse Otto. “Por exemplo, colocando painéis solares nos telhados de suas casas. Eles também podem comprar carros elétricos e o melhor seria se evitassem voar”.
    No estudo, as viagens aéreas representaram mais da metade da pegada de um casal super-rico.

    Os arquitetos alemães Aktivhaus dizem que esta casa gera o dobro de energia que consome.
    Os arquitetos alemães Aktivhaus dizem que esta casa gera o dobro de energia que consome.

    As pessoas ricas também têm mais flexibilidade para fazer alterações.
    “Um consumidor de alta renda provavelmente tem acesso e é capaz de comprar produtos ou produtos mais favoráveis ​​ao clima de agricultores locais”, disse Tom Bailey, que contribuiu para um novo relatório que destaca o consumo nas cidades de alta renda.
    “Cidades de alta renda e indivíduos de alta renda também têm recursos para testar novos produtos, serviços e soluções”, explicou, acrescentando que eles têm a capacidade de criar um mercado para bens mais sustentáveis.

    Desinvestimento

    Além de escolher em que gastar dinheiro, as pessoas ricas podem escolher em quais indústrias investir – ou não investir.
    A Oxfam estima que o número de bilionários na lista da Forbes com interesses comerciais no setor de combustíveis fósseis aumentou de 54 em 2010 para 88 em 2015, e o tamanho de suas fortunas aumentou de mais de US $ 200 bilhões para mais de US $ 300 bilhões.

    O vapor sobe de uma usina a carvão na Alemanha.
    O vapor sobe de uma usina a carvão na Alemanha.

    Mas há uma tendência de investidores ricos venderem suas ações em indústrias prejudiciais ao clima, conhecidas como desinvestimento.
    Mais de 1.100 organizações e 59.000 indivíduos, com ativos combinados totalizando US $ 8,8 trilhões, se comprometeram a se desfazer de combustíveis fósseis por meio do movimento online DivestInvest .
    Entre eles está o ator de Hollywood Leonardo DiCaprio , que assinou o compromisso em nome de si mesmo e de sua fundação ambiental – e também um grupo de 22 indivíduos ricos da Holanda que se comprometeram a remover sua riqueza pessoal dos 200 principais petróleo, gás e carvão empresas.
    “Você não investe em carvão, não investe em petróleo, em gás, também em algumas empresas de automóveis que produzem carros normais, ou aviação, por isso direciona os fluxos financeiros”, afirmou Otto.
    E com o desinvestimento, um pouco pode percorrer um longo caminho. “Fizemos algumas simulações que mostram que, com o movimento de desinvestimento, você não precisa que todos desinvestem”, disse Otto. “Se a minoria dos investidores desinvestir, os outros investidores não investirão nesses ativos de combustíveis fósseis porque terão medo de perder dinheiro … mesmo se não tiverem preocupações ambientais”.

    Riqueza significa poder

    As pessoas ricas não são apenas tomadores de decisão econômica, mas também podem ter influência política. Eles podem financiar partidos e campanhas políticas e ter acesso aos legisladores.

    Hoje há mais CO2 na atmosfera do que em qualquer outro ponto, desde a evolução dos seres humanos.
    Hoje há mais CO2 na atmosfera do que em qualquer outro ponto, desde a evolução dos seres humanos.

    Otto argumentou que as pessoas ricas poderiam usar seu poder político para instigar mudanças positivas na política climática.
    “As pessoas com as maiores emissões têm a maior agência para mudar alguma coisa”, disse Otto. “Há muita pesquisa sobre os pobres, o impacto das mudanças climáticas sobre os pobres … objetivos de desenvolvimento sustentável e assim por diante. Mas quando se trata de ação, sustentabilidade e transformação, os pobres não podem fazer nada porque estão ocupados sobrevivendo.
    “Mas os educados, os ricos e os super-ricos – é um caso completamente diferente. Eles têm dinheiro e recursos para agir e também têm redes sociais”, explicou ela.

    Financiar pesquisas climáticas

    Os ricos também podem apoiar a pesquisa climática. Em 2015, o fundador da Microsoft, Bill Gates, comprometeu US $ 2 bilhões de sua fortuna para financiar pesquisa e desenvolvimento em energia limpa.

    As fazendas de corais podem salvar nossos recifes?
    As fazendas de corais podem salvar nossos recifes?

    Em maio, um grupo de cientistas escreveu a 100 instituições de caridade e famílias ricas do Reino Unido para pedir um “aumento extraordinário” no financiamento de questões ambientais e relacionadas ao clima.
    “Nós imploramos que você considere urgentemente investimentos significativos para evitar mais catástrofes ecológicas – seja através de seus investimentos pessoais ou de sua filantropia”, dizia a carta.
    Há muito incentivo para os ricos exigirem ação climática: um relatório recente da ONU alertou que o adiamento das políticas climáticas custará às principais empresas do mundo US $ 1,2 trilhão nos próximos 15 anos.

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    Os super-ricos também podem influenciar as emissões de carbono de outras pessoas.
    “O alto status em nossas sociedades continua associado à alta riqueza material”, afirmou Otto. “É uma aspiração se tornar como os muito ricos e você imita o estilo de vida das pessoas com quem você quer ser”.

    A Ryanair está entre os maiores emissores de gases de efeito estufa da UE, de acordo com dados da UE.  Os rankings incluem centrais elétricas, fábricas e aviação.
    A Ryanair está entre os maiores emissores de gases de efeito estufa da UE, de acordo com dados da UE. Os rankings incluem centrais elétricas, fábricas e aviação.

    “Nós, como sociedade, temos que procurar novas formas de levar vidas ‘ricas’ que sejam independentes da riqueza material”, disse Stephanie Moser, da Universidade de Berna, na Suíça, que descobriu que a pegada de carbono de uma pessoa é mais indicada pela sua renda que suas crenças ambientais.
    “Temos que redefinir a riqueza em nossas sociedades para que seja possível viver uma” boa vida “sem altas emissões de gases de efeito estufa”, disse ela.
    https://edition.cnn.com/2019/07/12/health/rich-people-climate-change-intl/index.html
    Questões.
    1. O que é pegada de Carbono?
    2. No final do texto uma pesquisadora afirma que devemos “redefinir a riqueza em nossas sociedades para que seja possível viver uma boa vida”. O que ela estaria propondo?
    3. Por que Centrais Elétricas estão entre os maiores emissores de gás estufa?
    4. O texto relaciona poder e riqueza. De que forma essa relação compromete a democracia?
    Prof. Luciano Mannarino.