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  • Manifestantes protestam em Hong Kong em dia que marca um ano de atos pró-democracia (atividade)

    Manifestantes protestam em Hong Kong em dia que marca um ano de atos pró-democracia (atividade)

    9.jun.2020 às 17h34
    HONG KONG | REUTERS

    Nesta terça-feira (9), dia em que os atos pró-democracia em Hong Kong completam um ano, centenas de manifestantes se reuniram no centro do território semi-autônomo para protestar contra uma nova lei de segurança nacional aprovada por Pequim.

    A multidão desafiou a forte presença da polícia nas ruas e o veto do governo a aglomerações de mais de oito pessoas —uma medida de combate à epidemia do novo coronavírus. Agentes monitoravam centenas de pessoas que passavam pela área.

    Alguns dos presentes seguravam cartazes com os dizeres “não podemos respirar! Hong Kong livre!” e “vidas jovens importam”, um aceno aos protestos nos EUA desencadeados pela morte de George Floyd.

    Com celulares como lanternas, manifestantes pró-democracia marcham em Hong Kong
    Com celulares como lanternas, manifestantes pró-democracia marcham em Hong Kong – Tyrone Siu/Reuters

    No ano passado, nesta mesma data, mais de um milhão de manifestantes foram às ruas contra um projeto de lei que pretendia autorizar extradições para a China continental, onde os tribunais são controlados pelo Partido Comunista.

    A onda de protestos levou o governo a abandonar a proposta, mas o episódio deixou honcongueses alertas para tentativas de Pequim de sufocar as liberdades na ex-colônia britânica —um sentimento que alimentou meses de atos em que polícia e manifestantes entraram em confrontos.

    A chefe-executiva de Hong Kong, Carrie Lam, afirmou nesta terça que a cidade, que desfruta de um alto grau de autonomia desde o retorno ao domínio chinês, em 1997, não pode permitir mais caos.

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    “Todos nós podemos ver a dificuldade que passamos no ano passado e, devido a situações tão sérias, temos mais problemas para resolver”, disse Lam em uma entrevista coletiva semanal.

    Quase 9.000 pessoas, com idades entre 11 e 84 anos, foram detidas em protestos durante o último ano, informou a polícia na segunda (8). Mais de 600 foram denunciados por desordem pública.

    Ativistas, assim como muitos diplomatas e líderes empresariais, temem que leis de segurança nacional que abordem temas como subversão, secessão, traição e interferência estrangeira minem ainda mais as liberdades de Hong Kong, incluindo seu sistema jurídico independente.

    As regras também poderiam abrir a porta para que agências de inteligência de Pequim se instalem no território.

    Mais protestos estão planejados para os próximos dias, e líderes sindicais planejam fazer um referendo no domingo (14) sobre a realização de uma greve geral.

    As autoridades da China continental argumentam que as leis afetarão “um pequeno número de arruaceiros” que representam uma ameaça à segurança nacional. Elas também afirmam que as regras não limitarão liberdades ou prejudicarão investidores.

    O proeminente ativista pró-democracia Joshua Wong disse que o mundo testemunha “a deterioração da situação de Hong Kong, com Pequim aumentando a pressão sobre as liberdades da cidade”.

    “Tenho forte confiança de que teremos meios de resistir e desafiá-los”, escreveu o honconguês numa rede social. “Além disso, espero que o mundo possa tomar o lado de Hong Kong e proteger a cidade”.

    Washington disse que removeria o tratamento especial concedido pelas leis americanas ao território por considerar que Hong Kong não é mais suficientemente autônoma. A União Europeia, o Reino Unido e outros países manifestaram preocupação com a lei aprovada pelo Congresso chinês.

    Pequim, por sua vez, afirma que essa reação representa ingerência estrangeira em assuntos domésticos.

    Trabalho em grupo em sala de aula.

    Questões

    1. Os manifestantes usam a morte de George Floyd nos EUA como um elemento catalisador. Qual a relação que eles querem estabelecer?

    2. Qual a importância que Hong Kong tem para a China?

    3. Explique a soberania de de Hong Kong ao longo de todo Século XX.

    Prof Luciano Mannarino

  • O infinito!

    O infinito!

    Olhando para o céu ignoro o brilho das estrelas.

    Por ambição procuro a escuridão.

    O vazio.

    Pois sei que nele me prostro diante do infinito.

    Luciano Mannarino

  • A formação do território brasileiro

    A formação do território brasileiro

    EM13CHS204    
    Comparar e avaliar os processos de ocupação do espaço e a formação de territórios, territorialidades e fronteiras, identificando o papel de diferentes agentes (como grupos sociais e culturais, impérios, Estados Nacionais e organismos internacionais) e considerando os conflitos populacionais (internos e externos), a diversidade étnico-cultural e as características socioeconômicas, políticas e tecnológicas

    O Tratado de Tordesilhas definiu as áreas de domínio do mundo extra-europeu. Demarcando os dois hemisférios, de polo a polo, deu a Portugal o direito de posse sobre a faixa de terra onde se encontrava o Brasil: ficou Portugal com as terras localizadas a leste da linha de 370 léguas traçadas a partir de Açores e Cabo Verde, e a Espanha com as terras que ficassem do lado ocidental desta linha.

    O direito de posse de Portugal sobre a faixa de terra onde se encontrava o Brasil foi produto de crescentes rivalidades entre Portugal e Espanha pelas terras do Novo Mundo, durante a segunda metade do século XV.

    Portugal deu início à colonização do Brasil para compensar a perda para os muçulmanos de um importante comércio no Norte da África, garantir as rotas para as Índias e expulsar os franceses que assediavam a costa brasileira desde o início do século XVI.

    União Ibérica, que se extendeu de 1580 a 1640, cumpriu um importante papel na construção do território brasileiro: o de diluir as fronteiras estabelecidas pelo Tratado de Tordesilhas. Expandiu os limites territoriais tanto ao norte, com a conquista efetiva do Maranhão, quanto ao sul, alargando a fronteira na região platina.

    Data também deste período o início da expansão territorial para o interior. Em 1580, foram organizadas as primeiras expedições dos bandeirantes em São Paulo. Essa frente de expansão territorial para os “sertões” – palavra então usada para se aludir ao interior – prolongou-se por todo o período da dominação espanhola.

    • a conquista da Paraíba, em 1584
    • as guerras travadas contra os índios no norte da Bahia, atual Sergipe, em 1589
    • a bandeira a Goiás, em 1592
    • as primeiras incursões dos bandeirantes paulistas à região de Minas Gerais, em 1596
    • a bandeira apresadora de índios na região do baixo Paraná, em 1604

    A descoberta do ouro, no final do século XVII, nas regiões das Minas Gerais foi importante para a expansão territorial e para uma nova organização administrativa da colônia.

    A necessidade crescente de abastecimento na região das Minas, provocada pelo afluxo de população em busca de riquezas, contribuiu para a expansão do Brasil em direção ao Rio Grande, fomentando a criação de gado e rebanhos de todo tipo.

    Em 1693, no tempo em que se descobriu ouro nas regiões das minas, foram criadas as capitanias do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas. Entretanto, com o massacre dos paulistas em 1709 no conflito que ficou conhecido como “guerra dos emboabas” (confronto entre bandeirantes paulistas e forasteiros que procuravam ouro e pedras preciosas), teve início uma intervenção mais efetiva da Coroa na região de Minas Gerais: Minas foi separada da capitania do Rio de Janeiro, tendo sido criada a capitania de São Paulo, em substituição à de São Vicente – adquirida em 1710 pela Coroa. Além dela, outras foram compradas, como as de Pernambuco (1716) e Espírito Santo (1718), dando nova feição à administração portuguesa na colônia, mais presente e interiorizada.

    Tratado de Tordesilhas (1494) definiu as áreas de domínio do mundo extraeuropeu.

    O Tratado de Lisboa (1681) tratou da devolução da Colônia do Sacramento, ocupada pelos espanhóis no ano de sua fundação. O apoio da Inglaterra foi decisivo para Portugal conseguir essa vitória diplomática. A saída das forças espanholas só se dá efetivamente em 1683.

    O primeiro Tratado de Utrecht entre Portugal e França (1713) estabeleceu as fronteiras portuguesas do norte do Brasil: o rio Oiapoque foi reconhecido como limite natural entre a Guiana e a Capitania do Cabo do Norte.

    O segundo Tratado de Utrecht entre Portugal e Espanha (1715) tratou da segunda devolução da Colônia de Sacramento a Portugal.

    O Tratado de Madri (1750) redefiniu as fronteiras entre as Américas Portuguesa e Espanhola, anulando o estabelecido no Tratado de Tordesilhas: Portugal garantia o controle da maior parte da Bacia Amazônica, enquanto que a Espanha controlava a maior parte da baixa do Prata. Nesse Tratado, o princípio do usucapião (uti possidetis), que quer dizer a terra pertence a quem a ocupa, foi levado em consideração pela primeira vez.

    O Tratado de Santo Ildefonso (1777) confirmou o Tratado de Madri e devolveu a Portugal a ilha de Santa Catarina, ficando com a Espanha a Colônia de Sacramento e a região dos Sete Povos.

    O Tratado de Badajós entre Portugal e Espanha (1801) incorporou definitivamente os Sete Povos das Missões ao Brasil.

    O Tratado de Petrópolis (1903), negociado pelo Barão do Rio Branco com a Bolívia, incorporou ao Brasil, como território, a região do Acre.

    No final do século XVIII, novos ventos sopraram: Portugal enfrentou revoltas no Brasil visando à separação da Metrópole. São exemplos típicos as conjurações de Minas Gerais (1789), Rio de Janeiro (1794), Bahia (1798) e Pernambuco (1801).

    Esses movimentos desembocaram na independência do Brasil (1822), pouco tempo depois, mas o território brasileiro não foi afetado. Pode-se dizer que a grande questão enfrentada pelo Império (1822-1889) foi a de manter e consolidar a unidade territorial, superando as forças centrífugas das inúmeras revoltas locais.

    Com a proclamação da República, em 1889, as províncias do império foram transformadas em estados da República Federativa do Brasil (ver Divisão político-administrativa e regional). A região do Acre, no entanto, só foi incorporada ao Brasil em 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis, negociado pelo Barão do Rio Branco.

    O mapa abaixo mostra a atual extensão territorial do Brasil.

    Fonte dos mapas: IBGE (Regina Célia Silva Afonso)

    Prof Luciano Mannarino

    Geografia e a Marvel (Território)

    CONSIDERAÇÕES SOBRE A FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO (vídeo e atividades)