O Brasil apresenta uma considerável tipologia climática, decorrente diretamente de sua extensão geográfica e da conjugação entre os elementos atmosféricos e os fatores geográficos particulares da América do Sul e do próprio País. Entre os principais fatores que determinam os tipos climáticos brasileiros, destacam-se:
configuração geográfica, manifestada na disposição triangular do território, cuja maior extensão dispõe-se nas proximidades da Linha do Equador, afunilando-se em direção sul. Isso explica a grande extensão do Clima Equatorial em relação as demais.
maritimidade, pois o litoral tem uma considerável extensão e é banhado por águas quentes — particularmente a corrente sul equatorial e a corrente do Brasil – e frias – corrente das Malvinas (ou Falklands). Isso explica a elevada umidade dos climas litorâneos na faixa nordeste e sudeste.
continentalidade, A disposição geográfica do “continente Brasil” apresenta uma expressiva disposição continental interiorana, ou seja, uma expressiva extensão de terras que se encontra consideravelmente afastada da superfície marítima, formando um amplo interior. Isso explica a existência de nuances do Tropical influenciado pela continentalidade: O Tropical Semi úmido.
modestas altitudes do relevo, expressas em cotas relativamente baixas e cujos pontos extremos atingem somente cerca de 3.000 m, isso explica a existência de variação climáticas influenciada pela altitude no Brasil. Na serra do mar, o Tropical de Altitude e nas serras do sul (catarinense e gaúcha) um Subtropical com médias mais baixas.
extensão territorial, que compreende uma área de cerca de 8.511 milhões, disposta em sua grande maioria no hemisfério Sul — o hemisfério das águas. Isso explica a existência de vários climas em nosso país. Estudos aponta para cerca de 14 padrões climáticos.
posição geográfica, o país se encontra, em sua maior parte na faixa tropical. Isso explica a existência de climas Tropicais e o Equatorial. No Sul, após a linha do trópico de capricórnio, aparece o Subtropical
disposição do relevo, a distribuição dos grandes compartimentos de serras, planaltos e planícies, formam verdadeiros corredores naturais para o desenvolvimento dos sistemas atmosféricos em grandes extensões, principalmente de movimentação norte-sul. Isso explica a facilidade que a massa polar atlântica tem de atingir porções do centro oeste e até o norte do país.
dinâmica das massas de ar, das quais as que mais interferem no Brasil são a equatorial (continental e atlântica), a tropical (continental e atlântica) e a polar atlântica. O predomínio de massas úmidas e quentes explica a tropicalidade do nosso clima.
vegetação, a considerável evapotranspiração das áreas com vegetação exuberante, como a Amazónia e a serra do Mar contribuem para existência de climas úmidos.
atividades humanas,a alteração provocada na atmosfera pelas extensas regiões de agricultura/pecuária de localidades de expressiva espacialização urbano-industrial, como as áreas metropolitanas na porção litorânea e centro-sul, deve ser mencionada ao se arrolar os fatores geográficos na composição dos grandes climas brasileiros e de climas locais (microclimas urbanos).
Pelas características da atmosfera e, de maneira especial, pelas condições estáticas e dinâmicas particulares ao território brasileiro, pode-se constatar a existência de cinco grandes compartimentos climáticos.
Essa divisão, baseada principalmente na distribuição da temperatura e da pluviosidade registradas no conjunto da Nação, associada às características geográficas e à dinâmica das massas de ar, é acrescida aqui de outras características e de climogramas que realçam os subtipos de cada um dos grandes tipos climáticos brasileiros.
Os cinco principais tipos climáticos do País detêm um elevado grau de generalização dos elementos climáticos, notadamente de suas médias, em relação à considerável extensão dos territórios aos quais são atribuídos. Esses grandes domínios abarcam uma infinidade de subtipos climáticos particulares que, uma vez analisados, permitem conhecer a diferenciação interna de cada um dos grandes tipos aqui apresentados.
Assim, ao se fazer a caracterização genérica dos cinco grandes domínios climáticos brasileiros, detalhando-os em vários subtipos, faz-se uma aproximação à realidade climática do Brasil a evidência de alguns de seus detalhes é apresentada em climogramas e nos controles atmosféricos relativos a cada subtipo.
Fonte: Climatologia Noções básicas e Climas do Brasil – Francisco Mendonça/Inês Moresco Danni-Oliveira. Oficina de Textos.
Reflexões sobre a Geografia Física no Brasil – Antonio Carlos Vitte/Antonio José Teixeira Guerra – Bertrand Brasil
Questões
O texto menciona as “condições estáticas e dinâmicas particulares ao território brasileiro” para definir cinco grandes padrões climáticos. O que são condições dinâmicas? Exemplifique.
Analise o papel da massa polar atlântica no clima brasileiro apontando os meses em que ela é mais atuante.
Por que a ação antrópica vem sendo cada vez mais evidenciada nas condições climáticas ao longo mundo?
Por que há um predomínio de climas quentes e úmidos na faixa tropical do planeta?
“Não há momentos primitivos que, em uma sucessão cronológica linear, sejam substituídos por momentos modernos subsequentes. O que se compreende como primitivo pode, inclusive, conviver com o que se denomina moderno. E, além disso, nem sempre o primitivo é o tempo histórico antecedente ao moderno. Completa-se: nem sempre, também, o moderno é o presente.
Os conceitos de moderno e de primitivo servem, apenas, como referência para a interpretação da história. Algumas questões podem orientar a reflexão. Moderno: a que tempo pertence? Quais são os seus valores? Como as sociedades organizam critérios para a construção de suas verdades, de seus saberes, de seus mitos e, sobretudo, de que modo os grupos experimentam e constroem a relação conhecimento/ ação? Em que o saber e o conhecimento se diferenciam em circunstâncias e momentos primitivos e modernos?
Para o mundo contemporâneo, que assume todas as contradições da modernidade, os “mitos primitivos” não são mais do que fantasias transformadas em lendas. O que é o mito, no entanto, para os povos primitivos? O mito é um meio através do qual os povos primitivos buscam explicar a realidade. A primitividade dispensa o conhecimento, tal como concebido na modernidade pelos parâmetros ou critérios próprios desses outros espaços-tempos. Entretanto, mais do que um meio de interpretação, os povos primitivos têm, no mito, um instrumento de viabilização de sua existência e sua situação no mundo…”
Cássio Eduardo Viana Hissa – A modibilidade das fronteiras – BH- Editora UFMG
Questões:
Segundo o Autor, o que seriam os mitos primitivos para as sociedades contemporâneas e o que eles representavam para as primeiras civilizações?
Justifique a reflexão que o Autor faz no primeiro parágrafo apontando elementos arcaicos presentes em nossa atual realidade.
Podemos compreender como viviam os “povos primitivos” usando valores e referenciais que sustetam nossa atual realidade? Justifique.
O hinduísmo se configura, basicamente, numa religião restrita à Índia. São vários os fatores que explicam essa pouca dispersão pelo mundo, dentre eles, podemos apontar:
religião oriental de forte base cultural e social (castas)
ausência de lideranças e hierarquização
amplo politeísmo
incipientes projetos de “evangelização” ao longo do mundo
religião que contesta sociedades de consumo
rivalidades internas
A anamorfose do planisfério permite observar a distribuição das principais religiões, bem como a respectiva população em cada país. (legenda em anexo).
‘”A chama da sabedoria queima as impurezas. Na verdade, não há neste mundo purificante que se iguale à sabedoria”
Limpeza étnica – Império Turco Otomano – Turquia – Mundo pós 1 Guerra
Tratasse de um dos maiores massacres da era moderna. O enfraquecimento do Império Turco Otomano no início do Séc. XX, reacendeu movimentos por emancipações de povos que viviam sob seus domínios como: Armênios, Gregos Otomanos, Assírios. O massacre de armênios, com claros contornos de limpeza étnica, foi feito para impedir a fragmentação do que sobrou do antigo Império (atual território turco). As possíveis punições, com chancela da ONU, atrapalharia o sonho Turco de participar da Europa unificada.
Nazismo – Mundo pré 2 Guerra – Alemanha – Japão
Os jogos olímpicos de 1936 deveriam se tornar uma grande vitrine para que Hitler pudesse mostrar a supremacia racial alemã perante ao mundo. A escolha do cartaz da olimpíada alemã deixa claro o domínio da linguagem das imagens quando se destaca o vigor (atleta ariano) e o orgulho nacional (portal de Brandenburgo) alemães. Já o cartaz de Tóquio evoca um mundo diferenciado que se manifesta na largada multicolorida.
A mineração é uma atividade que gera impactos socioambientais, e em alguns casos, irreversíveis como a ruptura do dique de uma lagoa de rejeitos da mineradora Samarco. A força da água, bem como os metais pesados que ela carregou, comprometeu todo o meio ambiente exigindo a retirada total da população em áreas próximas a jusante da barragem rompida.
A análise do comportamento demográfico aponta para um declínio do crescimento demográfico mundial após a década de 1950. Embora ele se de maneira diferenciada, entre as nações, é possível verificar as modificações da pirâmide etária mundial atual em relação as anteriores, como:
estabilização da sua base indicando taxas menores de crescimento vegetativo
elevados contingentes nas faixas de até 30 anos indicando relativo amadurecimento da população mundial
o ápice se alargando indicando aumento da expectativa de vida geral em relação ao estudos anteriores
A mundialização do processo produtivo, na esteira da globalização, irrigou a economia dos países periféricos com novos investimentos diretos e indiretos ampliando o acesso renda através do aumento da oferta de trabalho.
obs. A questão encontra-se datada (1990/1999). Esse processo, na atualidade, vem perdendo fôlego.
“Guerra Fria” – Ditadura Militar – Censura – Vietnã – Brasil
Primeira música. No contexto internacional, a guerra do Vietnã foi um dos conflitos que teve como pano de fundo o mundo bipolar. Americanos apoiavam regimes pró capitalistas e Russos apoiavam regimes pró socialistas na península da Indochina. Segunda música. No plano interno brasileiro, o país vivia um dos momentos mais obscuros da sua história com o aumento da repressão política e da censura. Nesse período, somente obras que enaltecessem os valores pátrios eram permitidas.
“Custo Brasil” – Transportes – Fronteira Agrícola
O escoamento da produção pelo norte é mais competitivo, pois além de usar sistemas intermodais como a articulação de rodovias, ferrovias e hidrovias, ele é mais próximo dos mercados externos do que os portos do Sul e Sudeste do Brasil. O avanço da fronteira agropecuária desafia nossa infraestrutura de transporte.
China – Globalização – commodities – trocas comerciais
A China vem estreitando relações comerciais com países detentores e exportadores de “commodities” agrícolas e minerais como o Brasil para suprir a demanda de seu vigoroso parque industrial e alimentar sua enorme população absoluta.
Urbanização – periferia urbana – transporte público
A malha viária das regiões mais abastadas são mais densas e dinâmicas do que a malha viária da periferia da cidade do Rio de Janeiro, onde moram a maior parte dos trabalhadores de baixa renda que passam a pagar um custo maior de deslocamento para o local de trabalho, e isso, contribui para a manutenção das desigualdades sociais.
O trabalhador da periferia é pobre porque mora longe ou mora longe porque é pobre?
Canal do Panamá – Transporte – Comércio Mundial
O canal do Panamá aproxima mercados porque reduz os custos de transportes entre os continentes asiático e europeu ao evitar a circunavegação da porção meridional do continente sul americano.
Descolonização – Pós Guerra – ONU
Antigas colônias e possessões européias na África e Ásia se emanciparam aproveitando o enfraquecimento de suas respectivas metrópoles devido aos elevados custos da Segunda Grande Guerra. A maior parte dos países que se integraram a ONU, no período destacado, vieram desses continentes.
“Guerra Fria” – Geopolítica
O mundo bipolar foi marcado pela manutenção de áreas de influências e de controle onde cada superpotência exercia seu poder. Os países pobres eram intimidados a se posicionar dentro do universo maniqueísta da “Guerra Fria”.
Índia – Imperialismo inglês – “fuga de cérebros” – tecnopolos
A facilidade com a língua inglesa (a Índia foi uma ex colônia inglesa) e uma mão de obra relativamente qualificada tornou a Índia um grande “exportador de cérebros” para os centros tecnológicos dos países centrais. Esses trabalhadores, através da manutenção de laços familiares, remetem dinheiro para o país o que implica de maneira positiva no saldo da balança comercial.
“Guerra Fria” – Geopolítica – ONU
O fantasma do confronto bélico nuclear entre as superpotências durante a “guerra fria” arrefeceu com a crise no socialismo soviético. Os EUA, embora detentores de um grande arsenal atômico, vem pressionando nações para não dar prosseguimento a projetos nucleares com fins bélico como é o caso da Coréia do Norte.
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