Categoria: ATIVIDADES

Modelos de atividades para a Sala de Aula (Geografia)

  • Cabotagem no Brasil (avaliação)

    https://folha.com/8qptxiew

     

    Transporte de contêiner pela costa cresce 18% após greve dos caminhoneiros

    Cabotagem pela costa conquista clientes do agronegócio à indústria

    Arthur Cagliari

    SÃO PAULO

    ​Quase um ano após a histórica paralisação dos caminhoneiros, fica claro que o tabelamento do frete não foi uma solução vantajosa nem mesmo para os próprios motoristas que o reivindicaram.

    Segundo especialistas em logística, a imposição de preços mínimos encareceu o transporte rodoviário em vários trechos do país, favorecendo alternativas que se tornaram mais baratas —ainda que de forma artificial.

    Pesou também o fator psicológico. Traumatizados com a total suspensão no transporte de cargas durante a paralisação, por causa da alta dependência de caminhões, executivos da área de logística de empresas dos mais diversos setores passaram a olhar com mais carinho para outras opções.

    Nessa busca por alternativas mais baratas e seguras, um dos transportes mais beneficiados é a navegação costeira entre os portos nacionais, a chamada cabotagem.

    Na média, houve crescimento de 17,5% no volume transportado por cabotagem em todo o país desde o fim da paralisação até fevereiro deste ano, segundo levantamento do Ilos (Instituto de Logística e Supply Chain).

    Em alguns pontos, como trajetos no sentido Nordeste-Sudeste, a alta passa de 20%.

    “Depois da paralisação dos caminhoneiros, o modal aquaviário passou a ser muito mais utilizado, e isso não tem volta”, afirma Adalberto Tokarski, diretor-geral da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

    As empresas que atuam no litoral brasileiro confirmam a nova tendência no dia a dia do seu trabalho.

    Navio Vicente Pinzón, no terminal de contêiner de Sepetiba Tecon, no Porto de Itaguaí (RJ)
    Navio Vicente Pinzón, no terminal de contêiner de Sepetiba Tecon, no Porto de Itaguaí (RJ) – Divulgação

    Marcus Voloch, diretor para o Mercosul da Aliança Navegação e Logística, empresa especializada no transporte costeiro de cargas, diz que a demanda cresceu 16% após a paralisação no ano passado —192 dos 1.400 clientes foram conquistados nesse período.

    “A cabotagem não era competitiva em muitos trechos, como Bahia-São Paulo ou Ceará-Bahia, mas a adoção de um valor mínimo para o transporte em caminhões mudou isso, e a demanda para o transporte de mercadorias nessas áreas veio com muita força”, afirma Voloch.

    No caso do trecho Bahia-São Paulo, o aumento foi superior a 300%, afirma. Entre o Ceará e a Bahia, o volume mais que duplicou.

    Um dos fatores que pesaram em favor da cabotagem foi o fato de a tabela do frete interferir na dinâmica natural do mercado de transporte das cargas rodoviárias.

    Sem intervenção, as empresas se guiam pela lei da oferta e da procura.

    Nas rodovias brasileiras, é comum haver mais oferta de carga na chamada subida —ou seja, no sentido Sul-Sudeste, Sudeste-Norteste, por exemplo.

    Na descida, não raro, o caminhoneiro não tem carga ou tem um volume muito menor para transportar, o que o obriga a reduzir o preço do frete.

    Com a tabela, a lei da oferta e da procura foi revogada, o preço se tornou fixo e inegociável. “Nas rotas de descida, o preço aumentou muito no transporte rodoviário, porque antes se tinha um negócio com pouca demanda e muita oferta de veículos —o que significa que o preço caía. A tabela estabeleceu um preço único, tanto para subida quando para descida”, disse Maria Fernanda Hijjar, sócia-executiva do Ilos.

    Segundo dados do Ilos, de junho de 2018 a fevereiro de 2019, o crescimento da cabotagem na subida foi de 14,8% e de 21,3% na descida.

    Hijjar conta que as cargas mais comuns na subida são cereais, com destaque para o arroz e o trigo. Já na descida se destacam sal, gesso, cal e cimento. Segundo ela, o crescimento da cabotagem após a paralisação foi multissetorial.

    A indústria cearense de eletroportáteis Mallory, por exemplo, colocou 30% de suas mercadorias no transporte via cabotagem depois da criação do frete mínimo.

    “Com o preço da tabela, o valor da rota Nordeste para Sudeste encarece mais de 180%”, disse o diretor de operações da companhia, Alan Costa.

    “Da porta da minha fábrica, em Maranguape, até a rodoviária de São Paulo, nós pagamos por caminhão cerca de R$ 7.000. Com a tabela do frete, o valor foi para R$ 18 mil”, explica Costa.

    Na avaliação do executivo, a imposição de uma tabela com preço mínimos distorceu as condições da logística, pois o transporte rodoviário em condições normais é mais vantajoso mesmo quando o preço fica 15% maior que a cabotagem.

    Também é mais fácil lidar com a documentação no translado rodoviário quando se compara à burocracia nos portos que, segundo Costa, costuma retardar as entregas.

    “Para ir a Santos, eu desço de caminhão em no máximo em três dias. Já a burocracia dos portos é muito superior a isso. Só de portos, tanto no aqui no Ceará quanto lá São Paulo, são de quatro a sete dias. E também depende das agendas dos navios, que não têm partidas diárias.”

    O estabelecimento de um piso aos caminhoneiros surgiu como parte de uma negociação do governo de Michel Temer em meio à crise no ano passado.

    A medida provisória determinava que a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) tabelaria os preços do frete para garantir à categoria uma renda mínima.

    Temer sancionou a lei do tabelamento, mas a constitucionalidade da questão ainda deve ser debatida no STF (Supremo Tribunal Federal).

    Isso porque, logo após a criação da tabela, associações do agronegócio, que foram afetadas imediatamente com o aumento do frete, passaram a questionar a intervenção do Estado na economia.

    Para o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, respostas a eventos grandes e inéditos costumam não ser as melhores, devido à pressa em estancá-los. No governo Temer, não foi diferente.

    “Temer estava num momento muito frágil, com a popularidade baixa, e tinha toda a questão de uma nova votação na Câmara contra ele. Então os caminhoneiros aproveitaram esse momento, e a resposta foi inadequada”, disse.

    “É muito ruim fazer uma coisa generalizada, sem considerar especificidades de cada segmento e cada região do país, colocando valores únicos muito precários. Quando isso acontece, o mercado dá soluções possíveis”, acrescenta.

    Segundo Vale, é preciso levar em consideração que a tabela desarranjou o mercado, encarece e atrasa o processo produtivo. Para ele, enquanto o STF não decide a constitucionalidade dela, as empresas ficam em um limbo, assumindo custos de mais uma jabuticaba na economia. A fruta é usada como analogia para medidas que não existem em outros lugares do mundo.

    “O certo seria deixar essa tabela de lado, assumir que ela é inconstitucional, mas o Supremo não quer dar essa palavra. Enquanto isso, ficamos num impasse que acumula custos para as empresas.”

     

     

    Questões baseadas no texto da reportagem:

    1. O que configura o transporte de cabotagem?
    2. Aponte a razão para o crescimento desse modal de transporte nos últimos anos.
    3. Sobre o ponto de vista da distribuição da população brasileira, discuta a importância do transporte de cabotagem.
    4. Por que é “comum haver mais oferta de carga no sentido subida em relação ao sentido descida na costa brasileira?
    5. Explique a presença de  industria de eletroportáteis no estado do Ceará e aponte um problema de logística devido a essa localização.
    6. Quais iniciativas poderiam tornar o transporte marítimo mais competitivo?

    7. Em que contexto  político/econômico foi  criada a ANTT?

    Luciano Mannarino.

     

     

  • Rio Jordão, Colinas de Golã, Israel e a Síria. (Atividade)

    Rio Jordão, Colinas de Golã, Israel e a Síria. (Atividade)

    A Bacia Hidrográfica do Rio Jordão.

    Uma bacia hidrográfica, como a do Rio Jordão, pode ser motivo de tensão devido à disputa pelo acesso e controle de seus recursos hídricos, especialmente em regiões áridas como o Oriente Médio. No caso do Jordão, suas nascentes nas Colinas de Golã, uma área antes pertencente à Síria e agora sob controle israelense, são um exemplo de como o controle da água pode se tornar um ponto central em conflitos territoriais e políticos.

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    As Colinas de Golã abrigam as nascentes do Rio Jordão. 

    O acesso a fontes de água potável é vital para a agricultura, abastecimento urbano e estabilidade econômica, tornando-se uma questão estratégica e, muitas vezes, fonte de disputa entre países e comunidades

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    Mar da Galiléia

    Questões

    Como a ocupação das nascentes do Rio Jordão nas Colinas de Golã pela Síria e depois por Israel influenciou as tensões geopolíticas na região?

    Avalie o papel estratégico dessas nascentes no controle dos recursos hídricos.

    Por que uma bacia hidrográfica, como a do Rio Jordão, pode ser motivo de tensão entre diferentes países e comunidades?

    Considere os aspectos de escassez de água e a necessidade de compartilhamento de recursos.

    De que forma o significado religioso e histórico do Rio Jordão acrescenta camadas de complexidade aos conflitos em torno de seu controle?

    Explore como as crenças religiosas e a história impactam as reivindicações territoriais.

    Como o controle dos recursos hídricos pode ser utilizado como ferramenta de poder nas disputas entre países no Oriente Médio?

    Analise como a água é uma fonte de influência e pressão política na região.

    Quais são os principais desafios que a bacia hidrográfica do Rio Jordão enfrenta em termos de sustentabilidade e gestão compartilhada?

    Discuta as implicações de gestão transfronteiriça de um recurso natural tão vital.

    Prof . Luciano Mannarino.

    UM MUNDO DE MUROS (CISJORDÂNIA E ISRAEL)

    ONU pede que Israel mude plano ‘ilegal e perigoso’ de anexar terras da Cisjordânia (atividade)

    @geoverdade

  • Um texto e várias aulas de Geografia.

    Um texto e várias aulas de Geografia.

    Globalização – Vantagens Comparativas – Guerra Fiscal – Toyotismo – Fordismo – Período JK- Industrialização brasileira – Economia de Aglomeração – Deseconomia de Aglomeração – Mundo pós Guerra – Redemocratização do Brasil – Desemprego estrutural – Mercosul – Novas fontes de energia – Neoliberalismo – Rodoviarismo – Transnacionais.

    Eduardo Sodré

    SÃO PAULO

    O encerramento da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo é um marco do esvaziamento no ABC. A região começou a despontar na década de 1950, quando foi criado o Geia (Grupo Executivo da Indústria Automobilística), no governo Juscelino Kubitschek (1956-1960).   Até então, as empresas se limitavam a montar carros no país, não havia o conceito de indústria automotiva nacional. A General Motors já estava em São Caetano desde 1930.  

    A Willys-Overland chegou a São Bernardo no início da década de 1950 e, em 1967, foi adquirida pela Ford, Mercedes-Benz, Scania, Toyota e Volkswagen também se estabeleceram no ABC. Como a indústria automotiva tem uma cadeia extensa de fornecedores, criou-se um polo industrial. A região ficou nacionalmente conhecida em 1978, quando eclodiu a primeira greve dos metalúrgicos, sob o comando de Luiz Inácio Lula da Silva.  As convenções trabalhistas melhoraram a remuneração e elevaram os custos de produção, mas o mercado fechado garantia projetos longevos com alta margem de lucro por carro vendido.

    Outras regiões começaram a oferecer benefícios para atrair as montadoras. A Fiat já havia optado por Betim (MG) e começou a produzir em 1976, mas ainda era um caso isolado. Além de isenções e concessões de terrenos em outras cidades, a mão de obra mais cara no ABC passa a pesar na escolha de montadoras que planejavam produzir ou se expandir no Brasil.

    Em uma nova onda de industrialização, na fim dos anos 1990, as empresas se espalham.  A Renault vai para São José dos Pinhais (PR), cidade que também vira sede da fábrica conjunta de Volkswagen e Audi. O interior de São Paulo começou a se destacar. A Honda iniciou a produção de carros em Sumaré, enquanto a Toyota ergueu fábricas em Indaiatuba, Porto Feliz e Sorocaba, PSA Peugeot Citroën se instalou em Porto Real (RJ). A Ford concentrou parte de sua produção em Camaçari (BA) e a Chevrolet seguiu para Gravataí (RS). O grupo Caoa se dividiu entre Anápolis (GO) e, ao adquirir o controle da Chery, começou a produzir em Jacareí, também no interior de São Paulo.

    Com as vendas em crescimento contínuo entre 2003 e 2012, o ABC não sentiu de imediato a debandada. Contudo, o período de recessão que veio em seguida esvaziou a região. Enquanto carros de maior valor agregado “migraram” para fábricas argentinas, modelos de grande volume deixaram de ser produzidos no ABC.  

    Hoje, os três carros mais vendidos do Brasil são o Chevrolet Onix, o Hyundai HB20 e o Ford Ka.  São montados, respectivamente, em Gravataí, Piracicaba e Camaçari. Com o surgimento de novos polos industriais, o ABC deixa de ser relevante. A situação se agrava com os movimentos internacionais. As montadoras investem alto no desenvolvimento de carros eletrificados e fazem parcerias globais para redução de custos. Para conter os gastos, fábricas menos eficientes estão sendo fechadas mundo afora.

    logo geoverdade

      A indústria automotiva atual faz escolhas que não se prendem a países, muito menos a cidades. Tendem a priorizar regiões que ofereçam melhor escoamento da produção, rede forte de fornecedores e menor custo da mão de obra. Desde o surgimento de novos polos automotivos no Brasil, O ABC não monopoliza mais essas condições.

    https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/02/fechamento-de-fabrica-da-ford-marca-esvaziamento-do-abc.shtml

    Questões

    1) Cite “vantagens comparativas” que o Brasil tinha para atrair empreendimentos pós 2 Grande Guerra?

    2) De que forma instalação de empreendimentos industriais no ABC paulista aprofundou o desequilíbrio regional brasileiro?

    3) Por que a região do ABC paulista foi sendo preterida para receber empreendimentos industriais nas últimas décadas?

    4) O apoio a entrada do capital externo da década de 50 se relacionou com os objetivos políticos do Governo J.K? Justifique.

    5) De que forma a política rodoviarista impacta no atual custo Brasil?

    6) Por que o Brasil assistiu uma nova onda de industrialização durante os anos 90?

    7) Relacione “guerra fiscal” e “deseconomia de aglomeração”

    8) Qual fato citado no texto pode ser visto como o surgimento de movimentos políticos que questionavam o governo?

    Toyotismo é um sistema de organização voltado para a produção de mercadorias. Criado no Japão, após a Segunda Guerra Mundial, pelo engenheiro japonês Taiichi Ohno, o sistema foi aplicado na fábrica da Toyota.

    Fordismo é um sistema de produção, criado pelo empresário norte-americano Henry Ford, cuja principal característica é a fabricação em massa. Henry Ford criou este sistema em 1914 para sua indústria de automóveis, projetando um sistema baseado numa linha de montagem.

    Vantagens Comparativas – Relacionada ao comércio entre países diferentes, a Teoria das Vantagens Comparativas trata de um princípio que pretende explicar princípios comerciais e econômicos sobre o comércio internacional contemporâneo. Analisando razões de produtividade, custos absolutos de produção, acerto de demandas e fabricação de bens, a Teoria explica o comércio entre dois países, regiões ou pessoas, mostrando as vantagens e desvantagens desse processo no reflexo global

    Guerra fiscal é a disputa, entre cidades e estados, para ver quem oferece melhores incentivos para que as empresas se instalem em seus territórios.

    Economia de Aglomeração –  uma etapa do processo de industrialização em que ocorre a concentração da instalação de empresas produtivas ou de atividades econômicas em uma determinada região do espaço geográfico.

    Deseconomia de Aglomeraçãoa partir de um certo ponto, essas aglomerações passam a apresentar desvantagens que, do ponto de vista de diversas indústrias, superam as vantagens. Aumentam os custos dos imóveis, a força dos sindicatos gera elevação dos salários, o congestionamento de tráfego amplia os custos dos deslocamentos, as regulamentações municipais geram despesas maiores etc. Essas “deseconomias de aglomeração” ajudam a explicar a chamada ” fuga de indústrias” que ocorre em metrópoles de diversos lugares do mundo.

    Desemprego Estrutural – ocorre quando o número de desempregados é superior ao número de colaboradores que o mercado quer contratar e esse excesso de oferta de trabalhadores não é temporário.

    Neoliberalismo – é uma redefinição do liberalismo clássico, influenciado pelas teorias econômicas neoclássicas e é entendido como um produto do liberalismo econômico clássico.

    Prof. Luciano Mannarino.

  • Criacionismo X Evolucionismo (atividade)

    Criacionismo X Evolucionismo (atividade)


    Criacionismo

    Bases Filosóficas e Teológicas

    O criacionismo fundamenta-se na crença de que uma entidade divina ou sobrenatural é responsável pela criação do universo e de toda a vida. Essa visão está frequentemente associada a textos sagrados, como a Bíblia no contexto cristão. Muitos criacionistas adotam uma interpretação literal das escrituras religiosas, acreditando que os relatos de criação descritos nos textos sagrados são eventos históricos precisos.

    Vertentes do Criacionismo

    Existem diferentes vertentes dentro do criacionismo:

    Criacionismo da Terra Jovem: Propõe que a Terra tem aproximadamente 6.000 a 10.000 anos, desafiando as evidências científicas que apontam para uma idade de cerca de 4,5 bilhões de anos.

    Criacionismo da Terra Antiga: Aceita a idade científica da Terra e do universo, mas mantém que todas as espécies foram criadas de forma direta por uma entidade divina, sem processos evolutivos.

    Design Inteligente: Argumenta que certas características da natureza são tão complexas que não poderiam ter surgido por processos naturais, sugerindo a intervenção de uma inteligência superior.

    Argumentos e Evidências Apresentados

    Os criacionistas apresentam diversos argumentos contra a evolução, como:

    Complexidade Irredutível: Defendem que algumas estruturas biológicas são tão complexas que não poderiam ter evoluído gradualmente.

    Falhas no Registro Fóssil: Apontam para supostas lacunas no registro fóssil como evidência contra a evolução.

    Moral e Ordem: Argumentam que a existência de uma ordem moral e consciência humana é indicativa de um criador inteligente.

    Críticas e Desafios

    A comunidade científica majoritária considera o criacionismo como uma crença religiosa, não respaldada por evidências empíricas ou métodos científicos rigorosos. Além disso, muitas afirmações criacionistas não são testáveis ou falsificáveis, o que as exclui do escopo das ciências naturais. A inclusão do criacionismo no currículo escolar é frequentemente contestada por conflitar com princípios científicos estabelecidos, gerando debates sobre a separação entre igreja e estado.

    Impacto Social e Cultural

    Para muitos, o criacionismo está intrinsecamente ligado à identidade religiosa e à fé, representando uma visão de mundo que valoriza a crença em um criador divino. As discussões sobre o criacionismo versus evolucionismo frequentemente refletem tensões mais amplas entre ciência e religião na sociedade, influenciando políticas educacionais e debates culturais.


    Evolucionismo

    Bases Científicas

    A teoria da evolução, proposta por Charles Darwin e posteriormente refinada, é uma explicação científica robusta para a diversidade da vida na Terra, baseada em evidências de várias disciplinas como biologia, genética, paleontologia e geologia. Inclui processos como seleção natural, mutação genética, deriva genética, migração e recombinação genética, que juntos explicam como as espécies se adaptam e evoluem ao longo do tempo.

    Evidências Científicas Sólidas

    Diversas evidências suportam a teoria da evolução:

    Registro Fóssil: Mostra uma sequência temporal de formas de vida que documenta a transição entre diferentes espécies ao longo de milhões de anos.

    Genética e Biologia Molecular: Demonstram semelhanças genéticas entre espécies diferentes, indicando ascendência comum.

    Biogeografia: A distribuição geográfica das espécies apoia a evolução, mostrando como a separação de continentes e habitats influenciou a diversificação das espécies.

    Observações Diretas: Exemplos contemporâneos de evolução, como a resistência a antibióticos em bactérias.

    Implicações Científicas e Práticas

    A compreensão da evolução é crucial para áreas como:

    Medicina: Desenvolvimento de tratamentos médicos, criação de vacinas e gestão de doenças infecciosas.

    Agricultura: Melhoramento genético de plantas e manejo de pragas.

    Biotecnologia: Avanços em biotecnologia e biologia sintética.

    Filosofia e Perspectivas Éticas

    A evolução está associada a uma visão de mundo naturalista, que busca explicações baseadas em processos naturais sem a necessidade de intervenções sobrenaturais. A teoria enfatiza a interconexão de todas as formas de vida, promovendo uma compreensão de biodiversidade e interdependência ecológica.

    Desafios e Mal-entendidos

    Existem confusões comuns, como a interpretação errônea de “sobrevivência do mais apto”. A evolução também levanta questões sobre o significado da vida, a moralidade e o lugar da humanidade no universo, que são debatidas em contextos filosóficos e éticos. Além disso, há resistência cultural em algumas comunidades devido a crenças religiosas ou tradições estabelecidas.

    Impacto Social e Cultural

    A teoria da evolução é um pilar da educação científica moderna, formando a base para o entendimento biológico e as ciências da vida. Frequentemente, a evolução entra em debates públicos, especialmente em contextos educacionais e políticos, refletindo a interação entre ciência e valores culturais. Promove uma visão inclusiva da humanidade, reconhecendo a diversidade genética e a interconexão de todas as pessoas.


    Comparações e interações entre criacionismo e evolucionismo

    Natureza das Abordagens

    Enquanto a evolução é uma teoria científica baseada em evidências empíricas e testáveis, o criacionismo é uma crença religiosa que se baseia na fé e em interpretações de textos sagrados.

    Compatibilidade e Conflito

    Algumas pessoas e religiões tentam harmonizar a fé religiosa com a aceitação da evolução, interpretando os relatos de criação de forma não literal ou vendo a evolução como um meio utilizado por uma entidade divina. Outras perspectivas mantêm que ciência e religião são campos separados e que as explicações de cada um para a origem da vida são mutuamente exclusivas.

    Impacto na Educação

    A inclusão de criacionismo no currículo científico é altamente controversa e, em muitos lugares, legalmente proibida, já que o criacionismo não atende aos critérios científicos de testabilidade e falsificabilidade. Ensinar a diferença entre teorias científicas e crenças religiosas é crucial para promover o pensamento crítico e a compreensão científica entre os alunos.

    Influência na Sociedade

    As visões sobre criacionismo e evolução podem influenciar políticas educacionais, científicas e culturais, afetando desde o ensino nas escolas até a legislação sobre pesquisa científica. O debate contínuo entre criacionismo e evolucionismo reflete a necessidade de diálogo entre diferentes perspectivas, promovendo respeito mútuo e compreensão das diversas visões de mundo.


    Conclusão

    A discussão entre criacionismo e evolucionismo é multifacetada, envolvendo aspectos científicos, filosóficos, teológicos e culturais. Enquanto a teoria da evolução se sustenta em um vasto corpo de evidências científicas e continua a ser refinada com novos dados, o criacionismo representa uma perspectiva religiosa que busca explicar a origem da vida a partir da fé e de textos sagrados.

    É essencial abordar esse tema com sensibilidade e respeito às diversas crenças, promovendo um ambiente educacional que valorize a ciência e o pensamento crítico, ao mesmo tempo em que reconhece a diversidade de perspectivas culturais e religiosas. O diálogo aberto e informado pode enriquecer a compreensão humana sobre a complexidade da vida e o universo, incentivando uma convivência harmoniosa entre diferentes visões de mundo.


    Sites Educacionais:


    Prof Luciano Mannarino

  • Tipos Climáticos no Mundo: Subtropical

    Tipos Climáticos no Mundo: Subtropical

     

    Subtropical Seco

    Extensão latitudinal: 20 a 35 0 N e S.

    Causado pelo mesmo tipo de massas de ar, o clima subtropical seco nada mais é do que a extensão norte do clima Tropical Seco. A amplitude térmica anual é maior que no tropical seco. Para a parte inferior deste tipo de clima, temos uma estação fria marcada em termos de temperaturas, enquanto na parte superior temos um período de frio notável. Isso acontece no momento em que o sol ocupa sua posição mais baixa durante o ano e se deve, em parte, às invasões de massas de ar polares continentais (PC) de altas latitudes, o que mostra que esse clima é influenciado pelo massas de ar polares. A precipitação é concentrada no mesmo período e é causada pela entrada de tempestades de latitude média na zona subtropical.

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    Exemplo: A cidade de Yuma (Arizona), perto da fronteira mexicana, a uma latitude de 330 N. As temperaturas anuais revelam um notável ciclo sazonal, com verões quentes. A estação fria, em nível médio mensal, apresenta valores tão baixos quanto 13 C e a oscilação térmica anual é de 20 C. A precipitação, sendo o total de 8 cm, é pequena em todos os meses, mas tem dois máximos: máximo de agosto, causado por Massas Oceânicas que envolve atividade tempestuosa; e as fortes chuvas de dezembro a março produzidas pelas tempestades de latitudes médias seguindo uma trajetória meridional. Os meses de maio e junho apresentam uma quantidade nula de precipitação.

     

    Subtropical Úmido

    Extensão latitudinal: 20 a 35 0 N e S.

    As margens continentais e orientais das regiões subtropicais são dominadas pelas massas de ar Tropicais Marítimas que vem das bandas ocidentais das células de alta pressão localizadas nos oceanos. Essas massas de ar fornecem intensas chuvas de verão, a maioria delas do tipo convectivas. As ocasionais tempestades tropicais provocam fortes chuvas. A precipitação durante o inverno também é abundante e são originadas pelas tempestades das latitudes médias. Massas Polares são freqüentes nesta época do ano, trazendo períodos de clima muito frio. Os verões, por outro lado, tendem a ser quentes com um grau de umidade uniformemente alto. Não há meses de inverno com temperaturas abaixo de 0 C. Os tipos subúmido, úmido e perúmido são distintos (muito chuvosos). Este clima esta caracterizado no sudeste da Asia devido a as monções que aumenta a quantidade de chuvas no verão.

     

     

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    Exemplo: A cidade de Charleston (Carolina do Sul) localizado na costa leste, a uma latitude de 330 N. Nesta região, geralmente temos uma marca de chuva máxima durante o verão. A precipitação total anual é alta (120 cm) e para cada mês é de pelo menos 5 cm. O ciclo térmico anual é fortemente desenvolvido, com uma oscilação anual de 17 ° C. Os invernos são suaves, com uma temperatura média para janeiro de 10 ° C positivos.

     

    Clima Subtropical Muito Úmido

    Extensão latitudinal: 20 a 35 0 N e S.

     

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    Exemplo: A cidade de Nagasaki, localizada na costa oeste, a uma latitude de 33 N acima de Kyushu, a ilha mais ao sul do arquipélago do Japão. Pertence ao subtipo muito úmido, com precipitação anual total de mais de 190 cm, que é o período mais intenso durante o verão; Tanto junho quanto julho recebem mais de 25 cm, refletindo a notável influência dos ventos monçônicos.. Pelo contrário, a precipitação é baixa durante os meses de inverno, quando a massa de ar seco do interior da Ásia domina o clima. O ciclo térmico em Nagasaki reflete um desenvolvimento maior do que em Charleston, embora durante o verão as temperaturas sejam semelhantes nos dois locais. Os meses de inverno em Nagasaki são mais frios do que na cidade americana; mesmo assim, as temperaturas do mês mais frio têm um valor médio superior a 0 C.

     

    Geografia Física – Arthur N. Strahler/Alan H. Strahler – Ediciones Omega.