Yahaya Sharif-Aminu, 22, foi julgado por tribunal que aplica lei islâmica
SÃO PAULO
Um músico do estado de Kano, no norte da Nigéria, foi condenado à morte por enforcamento sob a acusação de ter blasfemado o profeta Maomé, segundo a BBC Nigéria.
Yahaya Sharif-Aminu, 22, foi julgado por uma alta corte regida pela sharia, a lei islâmica. Estados do norte do país são de maioria muçulmana, e, por isso, usam tanto leis seculares quanto a religiosa —mas esta aplica-se apenas aos que seguem o islã.
Muçulmanos rezam em mesquita em Lagos, na Nigéria – Pius Utomi Ekpei – 7.ago.20/AFP
Desde que a pena de morte foi reintroduzida na Nigéria, em 1999, apenas uma decisão do tipo foi cumprida: em 2002, um homem foi enforcado por ter matado uma mulher e seus dois filhos durante um assalto, de acordo com o serviço britânico de notícias.
Sharif-Aminu compôs a música em março e a compartilhou por meio de um aplicativo de mensagens. A canção foi considerada ilegal por retratar de forma elogiosa um imã (líder religioso muçulmano) da irmandade Tijaniya, à qual Sharif-Aminu pertence, colocando-o acima do profeta Maomé.
Antes do episódio, o compositor gospel era pouco conhecido fora de sua irmandade. Segundo a BBC, Sharif-Aminu não negou as acusações. Ele pode recorrer da decisão.
Sinabung entra em atividade pela segunda vez em três dias
10.ago.2020 às 16h15
JACARTA | REUTERS
O vulcão Sinabung, na Indonésia, entrou em erupção nesta segunda-feira (10), lançando uma nuvem de cinzas de 5 km de altura que escureceu o céu durante a manhã na ilha de Sumatra.
Imagens registradas por moradores mostram a espessa nuvem de cinzas se elevando do topo do vulcão, localizado a 2.460 metros de altitude. “O som era como o de um trovão e durou menos de 30 segundos”, disse Fachrur Rozi Pasi, morador da parte norte da ilha, à agência de notícias Reuters.
Vulcão Sinabung lança espessa nuvem de cinzas a uma altura de 5 km após erupção nesta segunda (10) – Anto Sembiring – 10.ago.2020/AFP
Nenhuma morte foi registrada, e uma porta-voz da Autoridade de Aviação Civil da Indonésia afirmou que os voos seguem operando na região. É a segunda vez que o Sinabung entra em atividade em três dias. No sábado (8), autoridades alertaram residentes e turistas sobre a possibilidade de fluxos de lava.
Moradores também foram orientados pela agência de vulcanologia do país a manterem uma distância de um raio de 3 km do Sinabung e a usarem máscaras para minimizar os efeitos das cinzas que caem do céu.
O vulcão se manteve inativo por séculos. Desde 2010, porém, uma série de erupções vem ocorrendo. Em 2014, uma delas deixou 16 mortos. Em 2016, sete pessoas morreram. A última havia sido em junho de 2019.
Vulcão Sinabung lança nuvem espessa de cinzas no céu da Indonésia
Agricultores colhem batatas enquanto cinzas do vulcão se espalham na cidade de Karo, ao norte da ilha de SumatraANTARA FOTO/Sastrawan Ginting – 10.ago.2020/Reuters
A Indonésia é um dos países com maior atividade vulcânica no mundo, com cerca de 130 vulcões ativos no chamado “Círculo de Fogo”, cinturão vulcânico em torno das margens do Oceano Pacífico.
A erupção vulcânica mais mortal no país nos últimos anos foi a do Monte Merapi, perto da cidade densamente povoada de Yogyakarta, no centro de Java.
O vulcão entrou em erupção no fim de 2010, matando mais de 350 pessoas.
É a mais importante delegação oficial americana a visitar a ilha desde 1979
TAIPEI | AFP
Uma autoridade americana chegou, neste domingo (9), a Taiwan, em visita que indignou Pequim e que representa a mais importante delegação oficial dos Estados Unidos na ilha chinesa desde 1979.
O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Alex Azar, deve se reunir nos próximos três dias com a presidente taiwanesa, Tsai Ing-wen, adversária das autoridades chinesas, que a acusam de buscar a independência da ilha de 23 milhões de habitantes.
Azar representa o mais importante líder americano a visitar Taiwan em quatro décadas, quando Washington rompeu relações diplomáticas com Taipei (capital da ilha) para reconhecer a soberania das autoridades comunistas de Pequim.
O secretário Alex Azar desembarca em Taiwan – Central News Agency – 9.ago.20/Pool via Reuters
Os EUA continuaram, entretanto, a ser um importante aliado de Taiwan, bem como seu principal fornecedor de armas.
A visita ocorre num momento de grande tensão entre Pequim e Washington, que recentemente anunciou restrições aos aplicativos chineses TikTok e WeChat e sanções econômicas a 11 líderes de Hong Kong, incluindo a chefe-executiva do território, Carrie Lam, após a adoção da nova lei de segurança.
Washington apresentou a viagem como uma oportunidade para parabenizar as autoridades taiwanesas pela boa gestão da pandemia de coronavírus, em um momento de fragilidade do presidente Donald Trump devido aos estragos produzidos pela doença em seu país, que causou mais de 160 mil mortes.
Apesar de sua proximidade geográfica e laços comerciais com a China continental, onde o coronavírus surgiu, Taiwan registrou menos de 500 casos de coronavírus e apenas sete mortes.
A China considera a ilha uma de suas províncias, apesar de ser governada por um regime rival que se refugiou no território depois que os comunistas tomaram o poder em Pequim, em 1949.
Taiwan não é reconhecido como Estado independente pela ONU, e Pequim ameaça recorrer à força em caso de declaração de independência de Taipei ou intervenção estrangeira, especialmente por parte de Washington. O governo chinês considerou a visita de Azar uma ameaça à “paz e à estabilidade”. Países asiáticos são modelo no combate ao coronavírus
Em Singapura, cadeiras são marcadas com fitas vermelhas pelas autoridades, que determinaram o distanciamento social; o país, que teve os seus primeiros casos em janeiro, mantêm a epidemia controlada com 345 casos do novo coronavírusCATHERINE LAI/AFP
O secretário de Saúde americano também se encontrará com seu homólogo taiwanês, Chen Shih-chung, e com o ministro das Relações Exteriores da ilha, Joseph Wu.
De acordo com Douglas Paal, que chefiou o Instituto Americano de Taiwandurante a Presidência de George W. Bush, o governo Trump está ciente do perigo de acentuar as tensões com a China via Taiwan, uma linha vermelha para as autoridades chinesas.
Por esse motivo, absteve-se de enviar líderes envolvidos em questões de segurança para a ilha.
Autoridades americanas encarregadas do Comércio Exterior já haviam viajado para Taipei durante a década de 1990, mas, segundo Paal, a diferença na época era que as relações entre Pequim e Washington não eram tão tensas.
Monção mais longa do país em sete anos causa enchentes e deve continuar nos próximos dias
8.ago.2020 às 10h27
Pelo menos 26 pessoas morreram após 46 dias de fortes chuvas na Coreia do Sul, com a monção mais longa do país em sete anos causando mais enchentes, deslizamentos de terra e evacuações no sábado (8).
Quase 5.000 pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas neste sábado, de acordo com dados do Ministério do Interior e Segurança, quando as chuvas atingiram a parte sul da península coreana. Dez estão desaparecidos.
A cidade de Seul alertou as pessoas para ficarem longe de porões, vales e rios, já que mais chuvas torrenciais são esperadas à noite.
Cerca de 100 metros de um dique no rio Seomjin colapsaram, inundando a área, disse um funcionário da província de Jeolla do Sul.
O parque Banpo Hangang, em Seul, inundado pelas fortes chuvas – Wang Jingqiang -08.ago.2020/Xinhua
A agência florestal do país elevou os avisos de deslizamento de terra ao seu nível mais alto em todas as regiões, exceto na ilha de férias de Jeju.
Cinco casas foram soterradas em um deslizamento de terra de uma montanha atrás de uma vila em Gokseong, na província de Jeolla do Sul, matando cinco pessoas. Outras três foram resgatadas.
Doze voos locais foram cancelados no aeroporto regional de Gwangju, perto da ponta sudoeste da península, depois que a pista foi inundada, de acordo com a agência de notícias Yonhap.
A monção mais longa registrada na Coreia do Sul foi de 49 dias em 2013. As previsões meteorológicas atuais prevêem que a monção deste ano pode durar mais.
Na vizinha Coreia do Norte, a mídia estatal Korean Central Broadcasting também alertou sobre chuvas pesadas em áreas já atingidas pelas enchentes.
Nos 75 anos de Hiroshima, diretor-geral da AIEA pede que o Brasil assine os protocolos adicionais ao Tratado de Não Proliferação Nuclear
SÃO PAULO
O desarmamento nuclear, 75 anos depois da explosão da bomba de Hiroshima em 6 de agosto de 1945, é um objetivo nobre, mas limitado pela realidade política.
A afirmação é do diplomata argentino Rafael Grossi, que há sete meses lidera a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).
Rafael Mariano Grossi, 59, é diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica – Leonhard Foeger – 15.jun.20/Reuters
Em conversa virtual com a Folha, na quinta (30), ele afirmou que sua consideração “não descobre nada de novo, mas era verdadeira”.
Grossi, 59, é otimista.
Apesar de as grandes potências, EUA e Rússia, manterem seus arsenais e estarem às turras sobre o acordo remanescente sobre controle de armas atômicas, o Novo Start, ele vê no TNP (Tratado de Não Proliferação Nuclear) um instrumento que barrou a bomba pelo mundo.
De fato, hoje há oito potências nucleares oficiais (EUA, Rússia, China, França, Reino Unido, Índia, Paquistão e Coreia do Norte) e uma não-oficial (Israel), ante dezenas projetadas no começo da corrida armamentista.
Nesta entrevista, ele discorre sobre como o veto pacifista às armas nucleares se confundiu com à ojeriza à energia atômica. “Há muita carga ideológica na discussão.”
Ele a louva como parte do mix energético do futuro, apesar de acidentes como o de Tchernóbil (na Ucrânia soviética em 1986) e Fukushima (Japão, 2011).
‘Little Boy’ e o grande poder de destruição
O comandante A.F. Birch configura a bomba atômica batizada de Little Boy, na base militar americana da ilha TinianU.S. Navy/
Um dos papéis da AIEA é justamente a promoção do uso pacífico da energia nuclear.
Para o embaixador, as críticas sobre a segurança dessa matriz energética não se sustentam ante a importância potencial dela como fonte de eletricidade com emissão quase nula de carbono.
Grossi também fala sobre o Brasil, pedindo empenho do país e da Argentina para incrementar o importante Abacc (Acordo Brasil-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares), que completa 30 anos em 2021 e evitou a construção da bomba por ambos os lados.
Procurado, o Itamaraty não informou quanto investiu no acordo este ano. Na previsão do Orçamento, era estimado um aporte de R$ 394 mil para o trabalho de cerca de 50 inspetores do lado brasileiro.
Grossi toca num ponto sensível: cobra a adesão do Brasil a protocolos adicionais do TNP, que preveem regime mais duro de inspeções, rejeitados pelo Itamaraty como ingerência na soberania energética do país e por expor segredos das centrífugas de enriquecimento de urânio.
Este ano marca o 50° aniversário do TNP e o 75° dos bombardeios atômicos. Ao mesmo tempo, os desafios na área nuclear são crescentes. Como o sr. avalia isso?
Eu creio que estamos numa situação muito anômala. Mas o TNP é um tratado que tem um histórico positivo, pois logrou conter o número de países possuidores de armas nucleares numa dimensão relativamente manejável.
Já é um clichê citar aquela frase do presidente John Fitzgerald Kennedy em 1963, segundo a qual haveria 25 potências nucleares [nos anos 1970]. Não era ilógico pensar assim naquele momento. Essa ordem permitiu manter uma certa estabilidade.
O seu teor é perfeito? Não. Há limitações sobre a existência de países que podem ou não ter armas. Eu, como diplomata, como meus colegas do Brasil, crescemos numa época em que se dizia que o tratado era discriminatório.
O regime de não proliferação, para todos os efeitos, é universal, com as exceções conhecidas. O tema pendente é, claro, o desarmamento. Ele é um objetivo nobre, que todos compartilham, mas está limitado por situações objetivas que têm a ver com o poder internacional.
Não proliferação, desarmamento e controle de armas andam juntos. Há o Irã, a Coreia do Norte, as conversas fracassadas sobre o Novo Start, as novas armas russas, a nova doutrina nuclear americana. O sr. acha que os riscos de um confronto atômico são maiores hoje?
Há essa tentação de colocar um termômetro, como o famoso Relógio do Juízo Final [do Boletim dos Cientistas Atômicos, dos EUA]. Acho que há coisas mais objetivas: a crise da não proliferação e o controle de armas, que não é desarmamento.
Controle é a gestão das armas nucleares. Isso vem do começo dos anos 1970, a partir de uma série de acordos de limitação. Como você sabe, num dado momento, no pico da Guerra Fria, se chegara a cifras estratosféricas, absurdas, de mais de 30 mil ogivas para cada potência.
Houve uma consciência de que seria possível lidar com isso de outra forma, e daí vieram os acordos.
O último dos acordos ainda vigente é o Novo Start. Creio que o que está acontecendo é uma transição. Não sabemos muito bem de que forma, mas há uma tendência de que é preciso tratar de novos atores.
Como a China.
Sim, não apenas a Rússia e os EUA. E novas tecnologias, como você disse, como as armas hipersônicas. Para alguns, isso merece um novo esquema normativo. Não tanto baseado na aproximação quantitativa, mas mais flexível.
Essa não é minha área de competência, é uma análise. Minha competência é sobre a outra, a dos desafios recorrentes da proliferação.
Sim, como…
No caso da Coreia do Norte, lamentavelmente não falamos mais de proliferação. O arsenal nuclear deles não é reconhecido, mas é um fato. As negociações atualmente são bilaterais [entre EUA e Pyongyang], antes eram seis partes negociando. Após um avanço bastante promissor, agora está num platô.
O caso do Irã é mais complexo. É um caso de evitar o desenvolvimento de armas nucleares. É uma saga. Está difícil. A situação do Irã é de não cumprimento. Isso é tolerado pelas partes, pois consideram que a existência do acordo em si é um ativo.
Mas o tema do Irã não se esgota no acordo. Eles têm uma série de compromissos com a agência em termos de salvaguardas tradicionais, e o que há é negativa de acesso por parte do Irã aos inspetores da AIEA.
A questão militar e tragédias como as de Tchernóbil e Fukushima coíbem o progresso do uso pacífico da energia nuclear?
A resposta clara é não. O uso da energia nuclear no mundo tem crescido. A média global é de 12%, 13%. Em muitos países, em particular os mais industrializados, estão em 20% ou mais. No caso da França, quase a 80%.
A Alemanha é outra questão, eles estão descomissionando, mas ainda está em 14%, 15%. Os Estados Unidos estão em 20%.
E há um crescimento exponencial na China, na Índia, na Rússia e há países novos no jogo, como a Turquia e os Emirados Árabes Unidos, um país do Golfo [rico em petróleo], algo impensável há alguns anos.
Vietnã, Bangladesh, os países do Leste Europeu, muito interessados em reduzir sua dependência estratégica de outros países [a Rússia, no caso].
O Brasil continua, Angra vai continuar, Argentina já tem três reatores. Falaram no canto do cisne, mas isso não se manifestou.
Tchernóbil e Fukushima levaram a um debate. Eu não sou um lobista nuclear, mas daqueles que reconhecem as coisas do ponto de vista científico. Na minha modesta opinião, há muita carga ideológica na discussão nuclear.
Se misturam sentimentos que têm a ver com as armas nucleares. Nos movimentos na Europa, é indistinguível: são pacifistas contrários às armas que também são contra a energia nuclear.
Sobreviventes da bomba de Hiroshima
Kunihiko Bonkohara, 80, que tinha 5 anos no dia do ataque e teve a casa destruída pelo impacto da bombaEduardo Knapp/Folhapress
Acaba sendo uma grande amálgama.
Há um elemento muito interessante que é o da mudança climática. A energia nuclear tem uma baixíssima emissão, quase nula, de carbono. Além disso, ela gera um terço da energia limpa no mundo. Abordar a mudança climática rechaçando a energia nuclear é, francamente, incompreensível.
Os países mais desenvolvidos que acabam sediando os movimentos mais contrários.
É uma boa observação, mas eu a matizaria um pouco. O Reino Unido, que é um caso bem interessante. Lá, o governo é entusiasta da energia nuclear. Certamente, em sociedades abertas e democráticas o dissenso é parte do debate.
A AIEA prevê qual será o mix do futuro?
É difícil. Não há um modelo único para todos. A boa matriz para o Brasil é muito diferente daquela da Argentina, porque vocês têm uma hidroeletricidade maravilhosa. Países como Japão e França, precisam muito de nuclear e renováveis. Algumas análises falam que será algo entre 15% e 20%.
As matrizes limpas são todas importantes, mas no caso da renovável, há uma intrínseca intermitência, seja na eólica ou na solar. A energia nuclear é constante, um complemento muito interessante.
Falando de Brasil e Argentina, há dúvidas sobre a cooperação entre a Abacc [acordo entre os dois países sobre a área nuclear] e a AIEA. Há sobreposições, menos coordenação como no caso da agência com a Euratom [o órgão europeu do setor].
Abacc foi um passo histórico que ambas as sociedades não souberam valorizar. Basta olhar as dificuldades econômicas dos nossos países para ver que uma corrida armamentista teria sido uma obscenidade, uma loucura.
Mas não era impossível.
A Abacc é um êxito incrível. Isso é uma coisa, mas a cooperação técnica com a AIEA é algo discutido.
A cooperação com a Euratom não foi fácil no começo. Porque se trata de determinar até que ponto os sistemas regionais de contabilidade e controle de materiais nucleares podem substituir a presença da AIEA.
No caso da Euratom, a situação avançou mais por uma questão de alocação de recursos. Posso dizer que é preciso lutar para que, para ter uma Abacc plenamente madura, nossos dois países terão de ter coragem de dar um passo a mais.
Ambos os países podem dar um salto qualitativo.
Esse salto incluiria a adesão do Brasil aos Protocolos Adicionais?
Eu acredito que sim. Eu cresci num meio em que se dizia que, se Argentina assinasse o TNP, isso iria condenar o setor nuclear argentino. O setor se salvou com o TNP.
Ambição tecnológica tem de estar acompanhada por uma coerente posição em matéria normativa. Se é estado da arte na tecnologia, tem de ser na norma. E não ter alta tecnologia e uma normativa abaixo do padrão.
Rafael Mariano Grossi, 59
Nascido em 1961 em Buenos Aires, se graduou ciência política pela Pontifícia Universidade Católica da Argentina em 1983, e virou diplomata dois anos depois. É especialista em desarmamento e não proliferação nuclear. Serviu como embaixador junto à Otan (a aliança militar ocidental), na Bélgica e em entidades internacionais em Viena, entre outros postos. Em dezembro de 2019, assumiu a Agência Internacional de Energia Atômica, órgão ligado à ONU
1. Explique contexto histórico do uso de Bombas Nucleares na Segunda Guerra Mundial.
2. Por que o arsenal de artefatos nucleares cresceram de maneira elevada após a Segunda Guerra Mundial?
3. A construção de uma Usina Nuclear exige um profundo estudo de logística. Analise os elementos que foram fundamentais para instalação delas no Brasil.
4. Aponte pontos negativos e pontos positivos no uso da Energia Nuclear para produção de energia elétrica.
5. O texto fala das tragédias de Tchernóbil e de Fukushima.